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Autor da Semana David Herbert Lawrence

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Spartaco, 14 Jun 2013.

  1. Spartaco

    Spartaco James West

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    David Herbert Lawrence ou D. H. Lawrence
    (Nottingham, 11 de Setembro de 1885 - Vence, 2 de Março de 1930)

    D. H. Lawrence foi um dos escritores britânicos que mais gerou polêmicas e opiniões controversas. Sua obra, apesar de redimida e considerada como renovadora na estética da literatura inglesa do século XX, ainda hoje é incompreendida pelas pessoas, que já o chamaram, entre muitos adjetivos, de poeta indecente, imoral e pornográfico.

    O que mais causou repulsa na obra de D. H. Lawrence aos seus contemporâneos, foi a coragem de dar sexualidade às personagens. Longe de ser obscena, a escrita de Lawrence faz do sexo algo natural, parte da essência humana e da sua conduta na sociedade. A entrega dos corpos é o momento que homem adquire contacto com a natureza e a sua verdadeira vertente. O autor não se esquiva de dar importância ao encontro de peles, desnudando a sociedade da sua época, sem fazê-la obscena, mas erótica e humana, sem os preconceitos dos costumes que se fariam decadentes ao longo do século XX, encerrando de vês os resquícios da moral vitoriana na Grã-Bretanha.

    A obra de Lawrence reflete um caráter social evidente, onde a industrialização desenfreada da Inglaterra contrastava com o homem do campo, com as tradições. Dar sexualidade às personagens era retratar o mais recôndito dos segredos da intimidade de uma sociedade. De maneira obsessiva, as mulheres, o sexo e o amor afloram como temas latentes no universo de Lawrence. A ousadia custou caro ao autor, que viu a sua obra ser censurada dentro do próprio país. Clássicos como “O Amante de Lady Chatterley”, ou “O Arco-Íris”, foram proibidos por décadas na Grã-Bretanha. Uma obra magnífica foi reduzida à obscenidade do puritanismo da época. Somente o tempo provaria a beleza literária e eterna das palavras de Lawrence, mas ele não viveria para ver este reconhecimento. Morreu sendo injustiçado por seus contemporâneos, aos 44 anos.

    D. H. Lawrence deixou uma obra que se estende por quase todos os gêneros literários, dela faz parte romances, contos, peças teatrais, livros de viagem, crítica literária, cartas pessoais e livros de arte, além de muitas traduções. Além de escritor, Lawrence também era pintor e produziu muitas obras expressionistas.

    Mergulhar na obra deste autor modernista é beber da essência humana, sentir o pulsar sexual daqueles que enfrentam o seu tempo sem as roupas que se lhe foram impostas, de cara lavada, sem as maquiagens dos costumes de uma sociedade. O homem e a mulher são seres que lutam, sonham, amam e fazem sexo!

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    CRONOLOGIA
    1885 – Nasce, em 11 de setembro, David Herbert Lawrence, em Eastwood, Nottigham, Inglaterra.
    1897 – O pequeno David é admitido na escola secundária de Nottingham.
    1902 – Deixa a escola, arrumando um emprego de escriturário. Torna-se amigo da jovem Jessie Chambers. Sucumbe a uma pneumonia. Durante a convalescença escreve os seus primeiros poemas.
    1905 – É admitido na Universidade de Nottingham. Dá início ao seu primeiro romance, O Pavão Branco.
    1909 – Enviados por Jessie Chambers, são publicados alguns poemas de D. H. Lawrence na revista English Review.
    1910 – Morre, em 9 de dezembro, Lydia Lawrence, mãe do escritor.
    1911 – Publicado, em janeiro, O Pavão Branco.
    1912 – Conhece Frieda von Richthofen, esposa do seu antigo professor de francês. Apaixonada, Frieda abandona o marido e os filhos para seguir o escritor. Parte com Frieda para a Alsácia-Lorena; a seguir, vão para a Itália.
    1913 – Publica O Intruso. Termina de escrever Filhos e Amantes e inicia outro romance, Crepúsculo na Itália.
    1914 – D. H. Lawrence e Frieda voltam para a Grã-Bretanha, onde se casam em Londres, após o marido de Frieda conceder-lhe o divórcio. Inicia o projeto que resultaria no romance Mulheres Apaixonadas.
    1916 – Publica Crepúsculo na Itália.
    1917 – Sob suspeita de espionagem, D. H.Lawrence e Frieda são expulsos da Cornualha. Vão morar em Londres até o fim da Primeira Guerra Mundial.
    1919 – O casal parte para a Itália.
    1920 – Escreve duas coleções de poemas e vários contos.
    1921 – Escreve o romance O Mar da Sardenha.
    1922 – Viaja com a mulher para o Ceilão e para a Austrália.
    1923 – Escreve o romance Canguru. Viaja para o continente americano, passando pelos Estados Unidos e fixando residência no México.
    1925 – Começa a escrever Ternura, título que mais tarde seria mudado para O Amante de Lady Chatterley. Dedica-se à pintura.
    1926 – Escreve A Serpente Emplumada.
    1927 – Visita a Toscana, na Itália. Com gravíssimos problemas de saúde, parte para a Suíça. Para dar seguimento aos tratamentos de saúde, segue com Frieda para a Alemanha.
    1928 – Publica, em Florença, o romance O Amante de Lady Chatterley. Realizada em Londres, apesar das maledicências da imprensa, uma bem sucedida exposição com as pinturas de D. H. Lawrence.
    1929 – Viaja com a mulher para Paris, hospedando-se na casa de Aldous Huxley. Agravado o estado de saúde do escritor. Inicia um tratamento intensivo no sanatório de Vence, na França.
    1930 – Morre, em 2 de março, em Vence, França, vítima de uma meningite tuberculosa.

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    OBRAS
    Romances
    1911 – The White Peacock (O Pavão Branco)
    1912 – The Trespasser (O Intruso)
    1913 – Sons and Lovers (Filhos e Amantes)
    1915 – The Rainbow (O Arco-Íris)
    1920 – Women in Love (Mulheres Apaixonadas)
    1920 – The Lost Girl
    1922 – Aaron’s Rod (A Vara de Aarão)
    1923 – Kangaroo (Canguru)
    1924 – The Boy in the Bush
    1926 – The Plumed Serpent (A Serpente Emplumada)
    1928 – Lady Chatterley’s Lover (O Amante de Lady Chatterley)
    1929 – The Escaped Cock (posteriormente publicado como The Man Who Died)
    1930 – The Virgin and the Gypsy (A Virgem e o Cigano

    Contos

    1914 – The Odour of Chrysanthemums
    1914 – The Prussian and Other Stories
    1922 – England, My England and Other Stories
    1922 – The Horse Dealer’s Daughter
    1923 – The Fox, The Captain’s Doll, The Ladybird
    1925 – St Mawr and Other Stories
    1926 – The Rocking-Horse Winner
    1928 – The Woman Who Rode Away and Other Stories
    1930 – The Virgin and the Gipsy and Other Stories
    1930 – Love Among the Haystacks and Other Stories
    1994 – Collected Stories

    Poesia
    1913 – Love Poems and Others
    1916 – Amores
    1917 – Look! We Have Come Through!
    1918 – New Poems
    1919 – Bay: A Book of Poems
    1921 – Tortoises
    1923 – Birds, Beasts and Flowers
    1928 – The Collected Poems of D. H. Lawrence
    1929 – Pansies
    1930 – Nettles
    1932 – Last Poems (póstumo)
    1940 – Fire and Other Poems
    1964 – The Complete Poems of D. H. Lawrence
    1972 – D. H. Lawrence: Selected Poems

    Teatro
    1912 – The Daugher-in-Law
    1914 – The Widowing of Mrs Holroyd
    1920 – Touch and Go
    1926 – David
    1933 – The Fight for Barbara
    1934 – A Collier’s Friday Night
    1940 – The Married Man
    1941 – The Merry-go-Round
    1965 – The Complete Plays of D. H. Lawrence

    Não-Ficção
    1914 – Study of Thomas Hardy and Other Essays
    1921 – Movements in Eupean History
    1921 – Psychoanalysis and the Unconscious
    1922 – Fantasia of the Unconscious
    1923 – Studies in Classic American Literature
    1925 – Reflections on the Death of a Porcupine and Other Essays
    1929 – A Propost of Lady Chatterley’s Lover
    1931 – Apocalypse and the Writings on Revelation
    1936 – Phoenix: The Posthumous Papers of D. H. Lawrence
    1968 – Phoenix II: Uncollected, Unpublished and Other Prose Works by D. H. Lawrence
    2004 – Introductions and Reviews
    2004 – Late Essays and Articles
    2008 – Selected Letters

    Livros de Viagem
    1916 – Twilight in Italy and Other Essays
    1921 – Sea and Sardinia (O Mar da Sardenha)
    1927 – Mornings in México
    1932 – Sketches of Etruscan Places and Other Italian Essays

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    A Holy Family (pintura de D.H. Lawrence)

    Fonte:

    Wikipedia
    jeocaz.wordpress.com
     
    • Ótimo Ótimo x 4
  2. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Sobre o D. H. Lawrence enquanto poeta:

    Recomendo MUITO que cliquem no link da fonte, pois lá ele cita vários poemas traduzidos por vários tradutores.

    O Lucas Haas Cordeiro traduziu o poema Serpente
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    . Como dito no texto do Euler, é um dos melhores poemas dele.

    Em tempo: na Folha,
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    ;
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    , em que destaco o Indecência Pode Ser Saudável, sob pena do José Paulo Paes;
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    ;
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    .

    Faço notar também um volume de poemas do mesmo,
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    , com tradução de Aíla de Oliveira Gomes.

    E faço também notar um ótimo artigo publicado no Virtuália:
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    .

    Destaco:

    Creio que o Paganus gostará de conhecer um pouco mais a poesia deste artista.
     
    Última edição: 16 Jun 2013
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