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Berlim

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Sammael, 3 Jul 2012.

  1. Sammael

    Sammael Usuário

    A muito tempo, escrevi alguns contos aqui... Fiquei um tempo parado, fechei blog, abri blog, e agora estou tentando recomeçar.
    Segue meu primeiro conto dessa "nova era"


    Berlim, 193x.
    Era uma fria e chuvosa noite de outono e sentava em uma mesa, sozinho, em um fino cabaré.

    O ar estava impregnado pelo aroma de charutos, bebidas e luxúria, como todas as noites. Porém, algo dizia-me que aquela noite reservaria algumas surpresas.

    Vários membros de alto escalão entre os nazistas estavam nas mesas ao redor. Uma, a minha direita alguns oficiais da Gestapo faziam piadas sobre quão patéticos os franceses estavam na guerra… Naquele momento, uma forte luz fora acesa no palco e algumas notas coemçaram a ser tocadas em um piano.

    De principio, não prestei atenção a apresentação… Deveria ser apenas mais algumas dançarinas ou cantoras… Nada que já não tivesse visto nos séculos que já caminhei por esse mundo. Enquanto sentia o sabor da Dunkel que bebia, fui pego pela canção… Uma voz suave e provocativa se apresentava, atraindo os olhares dos outros clientes e atenção. Alguns momentos depois, a canção foi encerrada e a platéia logo aplaudiu. O ambiente novamente foi tomado pelo burburinho das pessoas que conversavam e bebiam ali.

    Sentava-me quase de costas para o palco e pedia outra caneca a um garçom. Senti um toque suave no meu ombro e ouvi uma voz sussurrar suavemente ao meu ouvido. O hálito quente daquela que sussurrava, com os lábios quase tocando minha orelha, arrepiou os pelos de meu corpo e surpreso por aquela estranha sensação de desejo, a olhei. Parte do alvo rosto estava coberto pelas mechas dos longos e negros cabelos, que outrora foram vermelhos. Os olhos, verdes como esmeraldas se encontraram aos meus e nos lábios cor-de-sangue, surgiu um sorriso provocante.

    Estava pasmo, sem acreditar no que via. Ela, sem mais demora, tomou minha mão e guiou-me entre as mesas. Seu rubro vestido acentuou as curvas do corpo, conforme os suaves e provocantes passos. Eu continuava apenas sendo guiado, enquanto estava perdido entre a surpresa e as imagens de passados encontros e o preço que paguei por eles.

    Momentos depois, estavamos em um quarto a sós… Sem que nenhuma palavra fosse dita, quando nossos olhares novamente se cruzaram, envolvi-a em meus braços e senti seus lábios contra o meu. Aquele doce sabor do pecado, do meu pecado e de meu prêmio. Minhas mãos exploravam aquele corpo que novamente estava ao meu alcance. Durante o beijo, peças de roupa eram arrancadas e arremessadas ao chão, enquanto nos aproximávamos da cama, deixando nossos corpos caírem enquanto podia sentir cada pedaço de sua pele contra a minha. Ela, arranhava meus braços e suspirava de desejo e prazer ao meu ouvido… Eu, apertava seu corpo contra o meu enquanto a possuía.

    Não conseguia me satisfazer de sentir aquela que tanto desejo. Nossos corpos fervendo dançavam um ritmo da luxúria, cobertos de suor. Enquanto ela movia-se em meu colo, acariciava minhas costas, sentindo as cicatrizes de minha Queda. Entrelaçavamos nossos corpos naquele ritmo, guiando nossas mãos, lábios e olhares loucos pelo desejo. Nossa música era marcada pela respiração descompassada, pelos suspiros e pelos gemidos de prazer.

    Chegamos ao êxtase várias vezes aquela noite, até que exaustos, fomos vencidos pelo sono. Observei-a uma ultima vez antes de fechar meus olhos… Aquele momento seria eterno, desta vez, ela me acompanharia pela Eternidade…

    Ao acordar, acariciei seu rosto e ela estava com os olhos abertos. Fui tomado pela dor, ao perceber que os olhos agora, não apresentavam nenhuma vida. Aquela cama, nosso templo de luxuria, estava todo coberto por seu sangue. Urrei de ódio, enquanto me levantava com ela nos braços e com minhas negras asas abertas, enquanto praguejava contra os jogadores deste sádico jogo entre o Céu e o Inferno.
     

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