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Angústias de um Escritor Iniciante

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Pedro Riviera, 28 Set 2012.

  1. Pedro Riviera

    Pedro Riviera Usuário

    Boa noite, caros

    Sou um escritor iniciante, e minha maior angústia é fazer meu livro ser conhecido, acredito não ser o único. Por enquanto as únicas pessoas que estão lendo e já leram Apocalipta são pessoas que eu conheço, mas quero que ele vá muito além do meu círculo pessoal. Quero que pessoas que nunca me conheceram leiam, leiam até o fim, pensem a respeito, e falem sobre ele, seja bem ou mal. Uma das minhas maiores dificuldades é que não sei falar sobre o meu livro, não sou bom de marketing, por assim dizer, e o escrevi de uma maneira que fica difícil falar dele sem estragar surpresas. Outra barreira é o fato de que o livro está sendo vendido apenas pela internet, não está em nenhuma livraria, o que diminui consideravelmente sua visibilidade, até pelo fato do site ter começado agora, ser pouco conhecido, e muitas pessoas terem receio de comprar pela internet, em especial de sites pouco conhecidos. Vendi algumas cópias por conta própria, mas isso foi só para amigos muito próximos, não acredito que a tarefa de um escritor seja a de vender livros. Já é uma grande vitória tê-lo publicado e disponível à venda, mas apenas isso não basta.

    Vocês passam pela mesma angústia? Afinal, como fazer para ter sua obra vista e conhecida?
     
  2. Zzeugma

    Zzeugma Usuário


    Bom, é preciso encarar os fatos: Pode ser que nunca seja vista e conhecida.

    E mesmo que seja vista e conhecida, pode ser que nunca seja REconhecida. Taí o Paulo Coelho que não me deixa mentir: No lançamento de seu último livro, fez uma "baguncinha" marketeira para aparecer e reclamar que ninguém "de valor" reconheça valor no que escreve. O povo reconhece e compra. Mas e daí? Ele está preocupado com os seus leitores? Não: estes compram até papel higiênico com o nome Aleph. Ele reclama que os estudiosos, jornalistas culturais, críticos e acadêmicos prefiram "Ulysses".

    A tecnologia facilitou um bocado as coisas, tanto pra publicar em papel (imprimir) quanto para divulgar (internet).
    Mas esta "facilitação" é enganosa.


    Carl Barks criou a maior parte da "mitologia" da família Pato na Disney. Durante muitos anos, ele não era reconhecido fora dos estúdios. Ele não podia assinar. Teoricamente, quem fazia tudo era o tio Walt (não tava a assinatura dele no começo da história?). Ainda assim ele trabalhou anos, quietinho, do jeito que pode e fazia o melhor trabalho possível. Reconheço que era uma indústria, e isto facilitava (Pagavam-lhe um salário). Com o tempo, fãs começaram a identificar que aquelas histórias tinham um estilo particular e começaram a pesquisar pra saber quem era ele. Antes de morrer ele já era amplamente reconhecido.

    Então, talvez eu pudesse lhe dizer "Trabalhe duro e um dia este trabalho lhe renderá frutos".

    Mas o Pato Donald era um personagem amplamente conhecido.
    Tive uma HQ (um livrão estilo Cia das Letras) dum canadense chamado Seth que contava a história de um ilustrador da década de 50 que desapareceu e nunca foi conhecido... O nome do livro era "It´s a good life, if you don´t weaken" (É uma boa vida, se você não fraquejar)

    Eu não sei o que poderia dizer a você. Pesquise um pouco pela rede, alguns escritores "consagrados" e contemporâneos já falaram sobre sua experiência. Tente ver qual deles pode dizer algo que se aplica. Brasileiros ou portugueses, lógico. O universo dos gringos é ainda longe demais do que é feito aqui.

    O Tezza lançou um livro recente... Nelson de Oliveira tem um "Oficina do Escritor". Raimundo Carreiro também fala algo a respeito. No Sul, tem muitas oficinas famosas, algum dos professores deve ter lançado algo... Acho que nenhum destes é escritor em tempo integral.
     
  3. Zzeugma

    Zzeugma Usuário

    Será que fui muito duro?
     
  4. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    posso sugerir apenas 3 hipóteses dentre as mtas q me vem à cabeça? ñ sei se alguma delas vai acertar o problema mas acredito q talvez te ajudem a tomar alguma decisão dq fazer daqui p frente.


    1. o seu livro pode ñ ser bom - ñ considere como crítica, ñ li o teu livro e ñ posso julgá-lo (e se julgasse seria apenas a opinião d 1 leitor), mas é uma possibilidade real, ñ? eu mesmo já levei 1 banho d água fria qdo escrevi meu 1º conto anos atrás q considerava uma maravilha. imprimi cópias dele e dei d presente p todo mundo q conhecia. parentes, amigos e colegas me elogiavam. até q pedi a opinião sincera d uma professora d português q ñ era minha amiga. ela apontou ttas falhas no texto, mas ttas falhas, q eu fiquei com raiva dela. invejosa. sem visão. mas depois percebi q ela foi a única 100% sincera. ñ q os amigos, parentes e colegas te elogiem por maldade, mas é q a maioria deles simplesmente ñ é leitor ou profissional das letras. assim, até bula d remédio acaba sendo literariamente relevante. tem como vc descobrir se o seu livro é ruim, e se isso é oq tá impedindo ele d se espalhar? tem, mas esteja preparado emocionalmente p ouvir aquilo q ñ quer. seja mente abertíssima nessa hora, ñ justificando ou ficando na defensiva. enfim, vc pode mandar o seu livro p leitores ou críticos fora do seu círculo pessoal. ñ aqueles blogues q se proliferam pela internet e p fechar parcerias com editoras falam 1000 maravilhas d tudo oq cai na mão deles. falo d algum acerto prévio com 1 leitor profissional (se é q existe isso), talvez até pagando alguma coisa p ele. sei q há revistas, periódicos, sites e pessoas gabaritadas a emitir uma opinião imparcial, mas estes geralmente recebem ttos livros d graça p serem lidos/avaliados q só alguns acabam sendo escolhidos (geralmente os q já fazem sucesso ou q os remuneram). a vantagem caso essa análise aponte q seu livro é bom é vc poder usá-la depois como marketing, espalhando pelos 4 cantos da rede junto com a sua própria divulgação. mas se apontar q teu livro é limitado, o q é + comum dq gostaríamos q fosse com os livros d autores estreantes, vc vai ter q se contentar q talvez o próximo livro será melhor. ou ñ. vai depender só d vc.
    2. auto-publicação requer bem + esforço do autor - se este foi o seu caminho ñ adianta chorar, foi escolha sua ir por este lado. assim, vc eliminou alguns intermediários e partiu logo pros finalmentes p ter o seu amado livro pronto. o problema é q alguns destes intermediários fornecem serviços (e cobram caro por isso) q vc assumiu p si. mesmo as editoras pequenas possuem editores ou leitores beta q vão apontar as falhas do livro q precisavam ser corrigidas, seja por motivos técnicos ou mercadológicos. pode parecer uma ofensa alguém dizer p vc mudar algo no teu livro, mas é oq as editoras fazem com os escritores iniciantes. outras etapas puladas são as da divulgação e distribuição. assim, vc precisa assumir esse fardo, ou contratar alguém q o assuma, pois os teus livros ñ vão se vender sozinhos. qual o mercadinho do interior q vende +, oq o dono fica atrás do balcão ou o oq o dono fica atrás do balcão e tb contrata um vendedor externo? ñ sei se há empresas q prestam somente estas duas etapas, nem qual a facada q elas te darão p fazer o serviço, mas algumas pesquisas na internet e ligações interurbanas vão te responder isso. a venda pela internet pode ser oferecida em sites + conhecidos além do seu, como amazon e outros, exigindo menos esforço seu. vc tb pode agregar outros serviços com remuneração: palestras e oficinas d escrita criativa costumam ser bem procuradas hj em dia e vc sempre consegue vender alguns exemplares nas aulas.
    3. o mercado está saturado d lançamentos - ñ é culpa sua, claro. mas vc saiu na chuva então já sabe. visitando a biblioteca nacional no rj eles me revelaram q são registrados em média 150 livros novos por dia! são + livros novos dq novos leitores. e pode ser q o tema/área/história q seu livro aborda tenha mtos outros disputando leitores livro a livro. ou então pode ser o oposto, vc escolheu uma área q ñ há mtos leitores. assim, o seu marketing (pessoal ou terceirizado) precisa ser diferenciado. descobrir nichos menos explorados, ou alguns q vc possa fazer + barulho gastando pouco. é a lei da selva. os leões (best-sellers e autores fodões) mandam, mas há tb as zebras (novatos) q conseguem sobreviver e salvar a espécie. neste ponto, acho q algumas boas táticas d guerrilha no marketing e ideias originais e inovadoras podem ajudar bastante. ou nem tto, talvez ideias já batidas mas eficazes sejam o suficiente. o fato é q vc precisa conhecer todas elas, ou se associar com quem as conheça e fazer uso das q forem viáveis p ti. um último aspecto q notei no teu caso é o preço. o seu livro d menos d 300 pgs custa + q os lançamentos best-sellers d 1000 pgs, como o pilares da terra, do ken follet, por exe.. pode ñ parecer, mas mtos leitores, inclusive eu, compram livros exclusivamente pelo preço e, somente depois, vão ler p ver se são bons. o preço é 1 dos melhores marketings q existem. ñ entrando no mérito dos custos q vc tem/teve p publicar cada exemplar, mas na minha visão d comprador compulsivo d livros (já adquiri +d 200 esse ano) o valor ideal p o seu estaria + perto da (minha) realidade entre 15 e 20 reais, isso em se tratando d vendas online.
     
  5. Lynoka

    Lynoka Like a lady, ya!

    Eu simplesmente acho que você já é um vitorioso! Conseguiu publicar seu livro!:cheer:
    Realmente a propaganda é a alma do negocio, e quando se trata de vendas os fatores propaganda e preço são muito importantes. Quem nunca comprou qualquer coisa pelo simples fato de estar barato, ou porque viu passando na televisão? Mas não desanime! Esse é só o primeiro de muitos (espero).
     
  6. Pedro Riviera

    Pedro Riviera Usuário


    Foi muito duro sim. Mas realista. Estou perfeitamente ciente das dificuldades e da possibilidade de eu acabar na obscuridade como tantos. Não me importo com críticas negativas, nem com as destrutivas, sério, falem mal mas falem de mim, ao menos é assim que penso como escritor. Podia ter deixado o meu livro guardadinho no meu HD pra não ser lido nunca, mas preferi tê-lo publicado para que as outros o leiam. Não me importa, ao menos por enquanto, quem vai ler e como ele vai ser recebido. O que me importa é que seja lido. Não pretendo ganhar a vida de direitos autorais. Pode ser que não seja lido por quase ninguém.
     
  7. Luciano Santarem

    Luciano Santarem Usuário

    Velho, acho que o pessoal já te deu a real da situação. Eu não mudaria uma vírgula do que os outros colegas escreveram. O que eu poderia dizer para talvez fazer com que o teu livro seja lido, é que você envie para quem quiser uma cópia por e-mail. De repente pode não parecer muito boa idéia, visto que tu já publicou o livro, mas percebe-se que é bem difícil alguém comprar. Eu também escrevi um e o que tenho feito é isto, tenho trocado com outras pessoas que nem conheço pela internet. Assim acredito que consigo opiniões mais "isentas" do que as de amigos ou parentes. E também acho que aqui no Meia palavra tem muitos leitores melhores até dos que os tais "leitores profissionais" citados acima.
    Boa sorte!
     
  8. Luciano Santarem

    Luciano Santarem Usuário

    Velho, acho que o pessoal já te deu a real da situação. Eu não mudaria uma vírgula do que os outros colegas escreveram. O que eu poderia dizer para talvez fazer com que o teu livro seja lido, é que você envie para quem quiser uma cópia por e-mail. De repente pode não parecer muito boa idéia, visto que tu já publicou o livro, mas percebe-se que é bem difícil alguém comprar. Eu também escrevi um e o que tenho feito é isto, tenho trocado com outras pessoas que nem conheço pela internet. Assim acredito que consigo opiniões mais "isentas" do que as de amigos ou parentes. E também acho que aqui no Meia palavra tem muitos leitores melhores até dos que os tais "leitores profissionais" citados acima.
    Boa sorte!
     
  9. Pedro Riviera

    Pedro Riviera Usuário

    A hipótese do meu livro não ser bom é perfeitamente verossímil. Eu sinceramente acredito que ele tenha qualidade, mas convenhamos, escritor falando bem do próprio livro é como mãe falando das qualidades do filho. O problema é que ninguém pode saber se é bom ou não sem ler, até porque o conceito de qualidade em literatura é bem relativo, um livro que pra você é ótimo pode ser um lixo pra mim e vice-versa. No meu caso, não foi por auto-publicação. Tive muita, mas muita sorte mesmo de encontrar um editor (iniciante também) que me deu uma chance, ele é meu professor da faculdade, e ano passado fiquei sabendo que ele estava abrindo sua própria editora. Conversamos, mandei uma cópia para avaliação, e ele aprovou. Demorou vários meses, mas consegui tê-lo em mãos, publicado, e à venda, ainda que só pela internet. O João Aguiar foi praticamente um investidor anjo, não me cobrou um único centavo pelo trabalho de edição e publicação, não censurou nada, apostou um bom dinheiro na minha obra, outro medo meu é decepcioná-lo, dar-lhe prejuízo depois de tanto trabalho e gastos. Ele disse que só vai poder vender em livrarias se a tiragem atual for esgotada, aí ele vai mandar rodar uma tiragem maior e possivelmente colocá-lo à venda em livrarias. É verdade, o preço é bem salgado, mas isso já é com uma margem de lucro baixíssima. Impressão de livros custa bem caro. E ele diz que as relações entre livrarias e editoras não são tão boas quanto antigamente. Eu acredito.

    Acho que mirei um nicho mesmo. Ficção-científica não é um gênero dos mais populares atualmente, pelo menos não na literatura, e eu também usei na narrativa de vários elementos que podem ser entendidos como vulgares por leitores mais conservadores, como descrições detalhistas de relações sexuais, uso de drogas e palavras chulas. É um livro pesado, para adultos. Lógico que o fato de ser um livro, digamos, politicamente incorreto, também pode ser um chamariz, não gostaria que leitores o tomassem como uma obra fútil ou pornográfica, porque não é, mas no momento minha preocupação principal não é como ele vai ser entendido, mas se vai ser lido.

    Outra barreira para as vendas, além das que você mencionou, é que o Brasil é um país em que a maioria da população não tem o costume de ler, desculpe se pareço elitista, mas essa é a bem verdade, grande parte dos brasileiros só lêem por obrigação (na escola, no vestibular, na faculdade) e o mínimo necessário. Há pouco espaço para livros que não sejam de autores consagrados, seja essa consagração merecida ou não. Sei que $46 é bastante dinheiro pra muita gente, mas isso é facilmente o que se gasta num bar no fim-de-semana ou em um restaurante. Muitas vezes é questão de escolha mesmo. Sem querer ser moralista, eu também adoro um barzinho, mas se tivesse que optar, eu compraria um livro. Lógico que não posso fazer nada quanto a isso. O jeito é tentar chamar a atenção de quem tem o hábito adorável de ler. Ou tentar "incitar" não leitores a me darem uma chance.
     
  10. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Você pode também inscrever seu livro em prêmios literários... Nem que seja o prêmio lá da Caxumbira XV: um livro com um prêmio nas costas, ou com qualquer coisa no currículo (positiva ou negativamente), costuma ser um livro mais lido.
     
  11. Zzeugma

    Zzeugma Usuário

    Isto lá é verdade. Nelson de Oliveira comentou certa vez que, se não fosse pelo prêmio Casa de Las Américas, ele teria desistido de escrever.

    Quanto à medir a qualidade do próprio livro:

    Se você está disposto a ouvir críticas negativas, então já facilita muito. Porque não é fácil.

    Eu considero ESSENCIAL ter um grupo de "escritores-leitores". Gente disposta a ouvir e a ler e que cria também para poder dar pitacos. Eu sei que gosto é muito relativo, mas algo que já ouvi dizer em premiações é que "os finalistas não divergem muito". Isto implica que "existe" um "algo" subjetivo e impreciso e sem-nome nos bons textos. Não é fácil arrumar estas pessoas. E, ao contrário do que foi dito aqui, não acho que fóruns e Internet sejam bons locais pra este tipo de avaliação... A não ser que seja estupidamente favorável (Vc percebe a diferença).

    Tem que estar lá, olho-no-olho. Faça oficinas literárias para conhecer gente. É o que eu acho.

    Há quem pague "leitores-profissionais". Eu acho um tanto complicado, prefiro a relação conturbada entre várias pessoas diferentes do que uma relação cliente-serviço. Mas... pode ser uma solução também.
     
  12. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

  13. gmourao

    gmourao Usuário

    Duro é quando eu vou em livrarias, vejo aquele mundo de livros... E fico pensando, no meio daquilo tudo, pra quê alguém ia querer me ler...
     
  14. Heezy

    Heezy Usuário

    Pelo menos pra mim, é muito mais prazeroso pegar um autor randoom em uma livraria e ter a chance de me surpreender com ele. Se você levar em conta que talvez eu não seja o único com esse hábito então tem uma boa chance de ter pelo menos alguns leitores.
     

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