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Velha Senhora

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por mrmadeirense, 8 Jul 2012.

  1. mrmadeirense

    mrmadeirense Usuário

    Descalça sobre a calçada nua que pinta todos os cantos de Lisboa,
    Vai a velha senhora com um choro que ecoa,
    O destino outrora encontrado não passava da mentira,
    duvidava seriamente que alguma vez existira.

    Passeava pela avenida em direcção ao Rossio,
    e o seu choro genuíno anunciava um coração vazio,
    Oh velha senhora porque choras sem cessar?
    Sei que anseias por dizer mas não te deixam falar.

    As rugas calcavam as mágoas do passado,
    seria uma puta a quem lhe haviam maltratado...
    O olhar profundo era fonte de medo e prazer,
    pobre velha senhora quem tanto te fez sofrer?

    Cruzou a esquina e os velhos azulejos sujos seguiam a sua sombra,
    Até que encontrou o rio e o seu velho reflexo deslumbra.
    Porque aí estás velha senhora? Não vês que estás a desvanecer?
    Volta para mim! Sem ti Não posso viver.


    Canto o meu fado por onde passo,
    choro o meu destino, mas não passo dum fracasso.
    Belo pássaro, não passo duma ilusão do Homem,
    No mesmo dia que surjo outras como eu somem.

    VOA! Voa para bem longe e promete só parar quando o Homem não estiver,
    VOA! Voa bem alto porque a liberdade não passa duma velha e moribunda mulher.
     

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