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Saltos temporais ou compressão temporal: prós e contras. Qual vence?

Qual é o melhor recurso narrativo para adaptar obras de fantasia épica?

  • Compressão temporal

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    9

Mellime

ahlalalalalala
Usuário Premium
2022, que ano para fãs de fantasia épica!

Tivemos em house of the dragon vários saltos temporais dentro do tempo de vida dos mesmos personagens, isto é, várias trocas de atores para fases diferentes da vida desses personagens.

Tivemos rings of power e a escolha criativa foi outra: comprimir a linha do tempo para não precisar matar os mortais e apresentar novos protagonistas mortais de tempos em tempos.

Quais são os pros e contras de cada escolha? Qual funcionou melhor?



Obs. Eu gostaria que rings of power não só não tivesse medo de pular o tempo regularmente e matar seus mortais, como fazer disso sua principal questão filosófica, o debate central da série. Mas essa é a minha opinião. Quero saber a de vocês.
 
Como recurso narrativo para desenvolver núcleos e personagens. Eu prefiro muito mais os saltos temporais, do jeito que estão fazendo com House of the Dragon.

Cito o exemplo do Viserys do Paddy Considine (ótimo no papel). Os saltos temporais mostram não só a decadência física e mental do personagem, mas têm vários significados:

- o desgosto acumulado durante os anos testemunhando a rivalidade interna de sua própria família. Ali só tem abutres.

- o seu reinado envelhencendo com ele é o auge Targaryen se acabando, tendo em vista o que virá após sua morte.

- o sofrimento pelas décadas de memórias e saudades de sua falecida esposa.

- a acumulação de ressentimentos, intrigas, rixas que foram plantadas em cada salto temporal e vão explodir mais para frente.

Em poucas cenas, com os saltos dos anos, quando bem construídas, têm um desenvolvimento mais coeso de "Ponto A" pro "Ponto B" do que "vários acontecimentos de milhares de anos ocorrendo em tão pouco tempo".

Rings of Power parece que optou na compressão temporal para evitar o prejuízo aos personagens mortais. Se eles retratassem décadas e séculos pra cada temporada, os personagens nasceriam e morreriam em tela.

E sabe do quê mais? Eu prefiro que tivessem feito assim mesmo! Seria minha opção para Númenor, por exemplo, mostrar a ilha como uma personagem desde sua origem de refugiados e ex-escravos de Beleriand para uma mega potência marítima e imperial. Seria ver a origem, ascensão e queda de uma civilização em algumas temporadas.

Imagina vermos um Elros envelhencendo aos olhos do Elrond em uma Temporada. Eu acharia muito emocionante ver dois irmãos que se amam, mas que vão se separar pela eternidade. Isso desenvolveria Númenor também e o ressentimento humano em relação à morte.

Mostrar uma grandiosidade cronológica para reforçar esse "passado mitológico". Seria uma tarefa complicada acompanhar o crescimento e morte desses personagens, mas se bem desenvolvidos, poucas cenas (como as do Viserys) valem mais do que a permanência de núcleos de personagens insossos.
 
Última edição:
Ambas. Depende da adaptação e como ela é feita.
Fundação é um com salto temporal que olha....
Sad Jim Carrey GIF
 
Acho que no caso dos elfos o desafio é maior pq dr importar com a longa vida deles praticamente implica ignorar todo o resto. De toda forma, mais uma vez eu concordo com @Ragnaros., que deveria estar vendendo ideias por aí. Faria muito mais sentido saltos temporais entre as temporadas pq aí pelo menos nos envolvemos com os mortais daquele arco. Enfim, a resposta é um sim e não élfico, depende de como é executada, mas eu tendo a preferir os saltos.
 
a resposta é um sim e não
Agora, meu: "concordo, não sei com o quê; discordo, não sei de quê", nem ficou tão sem sentido assim, né? Melian nunca erra! Mesmo que ela fale e as pessoas ignorem (né, Thingol?). Cês sabem, Melian tinha o quê, hoje, chamaríamos de dom da vidência. 🤭
 
posso estar errado, mas tive a impressao de que esse topico so precisou existir porque quase ninguem gostou de roteiro tao cheio de problemas temporais. mais do que a compressão, esta o fato de que os cortes de cena por vezes são brutos e deixam uma sensação confusa. ex: episodio 7, as bruxas queimam tudo dos pés peludos. cena corta. na próxima cena desse plot simplesmente elas sumiram. faz sentido? o que o telexpectador deve imaginar? que elas deram as costas e foram embora do nada? outro exemplo: vulcao explode. no meio do susto orcs acorrentados tentam se livrar e atacam humanos. o vulcao termina o seu trabalho, e Galadriel acorda e descobre os humanos sobreviventes. Varios humanos sobreviveram, e os orcs nao? onde foram parar? Fugiram enquanto os humanos desfaleciam? foi molezinha pro adar sobreviver?

entao notem, o problema talvez nao seja da compressao temporal do todo da série, mas o "come-letra" do roteiro que, dentro da compressão, cria um mote de lacunas ruins para os episódios. é irônico: micro-acelerações temporais dentro da compressão.

como alguem falou o problema nao é compressao ou salto temporal, mas a qualidade narrativa em uma ou em outra escolha. muito bom topico.
 
posso estar errado, mas tive a impressao de que esse topico so precisou existir porque quase ninguem gostou de roteiro tao cheio de problemas temporais. mais do que a compressão, esta o fato de que os cortes de cena por vezes são brutos e deixam uma sensação confusa. ex: episodio 7, as bruxas queimam tudo dos pés peludos. cena corta. na próxima cena desse plot simplesmente elas sumiram. faz sentido? o que o telexpectador deve imaginar? que elas deram as costas e foram embora do nada? outro exemplo: vulcao explode. no meio do susto orcs acorrentados tentam se livrar e atacam humanos. o vulcao termina o seu trabalho, e Galadriel acorda e descobre os humanos sobreviventes. Varios humanos sobreviveram, e os orcs nao? onde foram parar? Fugiram enquanto os humanos desfaleciam? foi molezinha pro adar sobreviver?

entao notem, o problema talvez nao seja da compressao temporal do todo da série, mas o "come-letra" do roteiro que, dentro da compressão, cria um mote de lacunas ruins para os episódios. é irônico: micro-acelerações temporais dentro da compressão.

como alguem falou o problema nao é compressao ou salto temporal, mas a qualidade narrativa em uma ou em outra escolha. muito bom topico.


Um dos motivos é que rings of power lidou mal com o tempo, outro é que se rings of power tivesse saltos temporais a série teria outra temática e filosofia (que eu considero que seria bem melhor), e também porque eu fiquei surpresa ao ver que tem gente se irritando com os saltos temporais de House of the dragon, já que eles podem ser um pouco irritantes (troca de atores...) mas a meu ver são uma ferramenta narrativa muito melhor do que compressão temporal.
 
Concordo com o Martínez, o público-alvo exige muito mais simplicidade na timeline da história. Porém, com uma equipe mais competente de roteiristas, a série podia fazer uma semi-antologia de cada Temporada.

Não precisava nem retratar os mais de 3000 anos. Talvez alguns séculos fossem suficientes.

O que seria minha 1ª temporada:

As viagens de Aldarion. As viagens de Aldarion apresentariam a ascensão de Númenor, sua cultura, seu povo e uma história com peso emocional através do romance com Erendis (mostrando como seu coração estava dividido entre o amor à sua Esposa e a saudade do mar). Mostraria quem era Númenor em relação à dádiva de Eru.

Essas viagens seriam fantásticas, pois mostrariam a sensação de que tanto Aldarion como o telespectador estariam descobrindo um Mundo desconhecido e uma Era Inexplorada.

Um bom roteiro daria à audiência uma sensação de "descoberta" e o medo do desconhecido. Algo similar ao que os antigos navegadores tinham diante de uma imensidão assustadora do mar.

Imagina uma cena (que ROP não mostrou) do navio de Aldarion chegando na beirada do Mundo e vendo os Portões da Manhã. Cara, ia ser um espetáculo:

images (3) (21).jpeg

Ou uma visita rápida e assustadora nos Portões da Noite:

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Gil-galad, Cirdan, Elrond e Galadriel seriam apresentados. Disso, resultaria numa grande amizade com Aldarion. Então, já que escolheram um Mystery Box (quem é Sauron? Onde está Sauron?), Sauron seria um Mal movendo os destinos do Mundo.

Esse Mal estaria sob o ponto de vista de Aldarion:

- Ele visitando continentes e tendo contato com culturas que ele nunca imaginou, e também com um culto satânico misturado a uma hostilidade das tribos de homens que demonizam os "Homens do Mar";

- Ressurgimento de Orcs, Trolls e monstros que Aldarion pensava ser apenas lendas. Como seria ver e lutar contra uma criatura que era apenas um mito?

- Os 500 milhões de dólares serviriam para mostrar os locais misteriosos e inexplorados tanto para o público civil quanto para os fãs. E isso criaria no coração Aldarion a necessidade de deixar um pedaço seu na Terra-média. A forma como um Numenoreano via a imortalidade não era ter vida eterna, mas sim o legado deixado ao mundo e às pessoas. Ele fundaria o primeiro porto de Númenor em Lond Daer (tão importante à longo prazo).

O final da temporada seria a apresentação de Sauron ou, Ele poderia de tá participando, direta ou indiretamente, dos eventos, mas numa mystery box melhor do que a apresentada em ROP.

E o público, cativado pelas aventuras de Aldarion, o romance com Erendis, a amizade com os elfos e a apresentação desse mundo, de repente ficaria comovido com a "última aventura" do Marinheiro. Podia ser ele indo sozinho em direção ao sol como o Conan, o bárbaro, Rei Arthur, o Frodo, o Bilbo e o Sam fizeram no final da vida:

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E veríamos quantas "Vidas" Aldarion viveu, e lamentarmos quantas ele poderia ter vivido se vivesse mais tempo.

Eu acho que dava para preencher várias brechas cronológicas, inventar personagens novos e criar diálogos. Uma infinidade de possibilidades. Ou, talvez a Amazon não tinha os direitos para esses personagens e essa história.
 
Última edição:
Concordo com o Martínez, o público-alvo exige muito mais simplicidade na timeline da história. Mas, com uma equipe mais competente de roteiristas, a série podia fazer uma semi-antologia de cada Temporada.

Não precisava nem retratar os mais de 3000 anos. Talvez alguns séculos fossem suficientes.

O que seria minha 1ª temporada:

As viagens de Aldarion. As viagens de Aldarion apresentariam a ascensão de Númenor, sua cultura, seu povo e uma história com peso emocional através do romance com Erendis (mostrando como seu coração estava dividido no amor à sua Esposa e a saudade do mar). Mostraria quem era Númenor em relação à dádiva de Eru.

Essas viagens seriam fantásticas, pois mostrariam a sensação de que tanto Aldarion como o telespectador estariam descobrindo um Mundo desconhecido e uma Era Inexplorada.

Um bom roteiro, daria à audiência uma sensação de "descoberta" e medo do desconhecido. Algo similar ao que os antigos navegadores tinham diante de uma imensidão assustadora. Imagina uma cena (que ROP não mostrou) do navio de Aldarion chegando na beirada do Mundo e vendo os Portões da Manhã. Cara, ia ser um espetáculo:

Ver anexo 95236

Ou uma visita rápida e assustadora nos Portões da Noite:

Ver anexo 95237

Gil-galad, Cirdan, Elrond e Galadriel seriam apresentados. Disso, resultaria numa grande amizade. Então, já que escolheram um Mystery Box (quem é Sauron? Onde está Sauron?), inicialmente, Sauron seria um Mal movendo os destinos do Mundo.

Esse Mal seria sob o ponto de vista de Aldarion:

- Ele visitando continentes e tendo contato com culturas que ele nunca imaginou, e também um culto satânico misturado com uma hostilidade de tribos de homens que demonizam os "Homens do Mar";

- Ressurgimento de Orcs, Trolls e monstros que Aldarion pensava ser apenas lendas. Como seria um navegador ver, à sua frente, uma criatura que era apenas um mito?

- Os 500 milhões de dólares serviriam para mostrar locais misteriosos, inexplorados e inesquecíveis. E isso criaria no coração Aldarion a necessidade de deixar um pedaço seu na Terra-média. A forma como um Numenoreano via a imortalidade não era ter vida eterna, mas sim o legado deixado. Ele fundaria o primeiro porto de Númenor em Lond Daer (tão importante à longo prazo).

O final da temporada seria apresentando Sauron ou, Sauron poderia de tá lá participando dos eventos, mas numa mystery box melhor do que o apresentada em ROP.

E o público, cativado pelas aventuras de Aldarion, o romance com Erendis, a amizade com os elfos e apresentação desse mundo, de repente ficaria comovido com a "última aventura" do Marinheiro. E veríamos quantas "Vidas" Aldarion viveu, e que nós também vivemos em tão pouco tempo.

Eu acho que dava para preencher várias brechas cronológicas, inventar personagens novos, criar diálogos. Uma infinidade de possibilidades. Ou, talvez a Amazon não tinha os direitos para esses personagens e essa história.
fantástico!
 

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