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Roadstar

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Fernie, 12 Jun 2009.

  1. Fernie

    Fernie Usuário

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    [align=justify]Naquela manhã de segunda-feira havia um pequeno e animado ajuntamento na sala do quinto andar dos escritórios do Banco. Era gente que costumava madrugar no trabalho.

    - Rapaz, o Joca…

    Quem ia chegando e era inteirado da brincadeira, invariavelmente ria, às gargalhadas.

    - Se lá em casa eu falasse em comprar um carro esporte, conversível ainda por cima… minha mulher me matava, só por causa da idéia…

    - Ela sabe o marido que tem…

    - Ná! Meu nome está limpo. Mas, sentir vontade de ter um Miúra… ou um Puma… lá em casa, nem pensar! Seria levantar suspeitas sobre mim…

    O grupo ia aumentando, conforme outros chegavam ao escritório. Estavam num canto da sala, perto de uma muralha de arquivos – e só havia homens. Tinha lá uma mesinha. Nela, numa pequena gaveta, oculto, um toca-fitas, encaixável, de bandeja – um Roadstar.

    - Não condeno! Ninguém é de ferro… Mas também não precisava dar essa de puritano, de quietão, como o Joca sempre pareceu ser…

    - Vocês arranjam cada uma… como foi que aprontaram essa?

    - Foi só coincidência. E um nadinha de burrice… Um Miúra Targa vermelho, chama muito à atenção…

    Um, que havia acabado de chegar e de saber da história perguntou:

    - Mas, afinal, quem foi que pegou?

    - Rapaz… fui eu. Mas, você sabe, eu sou solteiro… Cheguei ao estacionamento do motel e, bem ao lado da suíte que me calhou… o Miúra vermelho do Joca. Todo mundo conhece… Ele vai às nossas partidas de futebol, de Miúra, às festas, de Miúra… Nem todo mundo pode ter um. E a placa a gente já sabe de cor…

    - Se um vigia do motel te flagrasse numa brincadeiras dessas… e chamasse a Polícia…

    - Que nada… Aquilo é um lugar calmo, todo cercado, protegido. Não se vê quase ninguém. Foi tranquilo, a capota estava recolhida, para facilitar…

    Risadas. Vinha chegando mais um, farejando novidades.

    - E você vai devolver na frente de todo mundo?

    - Mas claro que não! O Joca é gente boa, afinal… Devolvo para ele, discretamente… Melhor, vou enfiar na primeira gaveta da mesa dele. E a gente fica de longe, observando a surpresa…

    Mais risadas. Então o pequeno grupo acaba se contendo, com esforço, porque a porta abre e Joca vem chegando para trabalhar…

    - Morreu alguém?

    - Não, mas quase. O teu Vasco perdeu, de novo!

    - Enquanto aquele técnico burro não sair…

    - Um caixa, na última sexta-feira, apostou o bigode. Eu vi. Perdeu. Quero vê-lo hoje…

    - Para mim também foi uma droga. Me roubaram o toca-fitas do carro.

    - Cidade violenta…

    - Eu sempre tiro da bandeja. Carrego pela alça ou coloco na maleta, se estiver de maleta. Mas a minha esposa, num minutinho que estacionou em frente à casa da mãe, esqueceu… e levaram!

    Silêncio. Constrangimento. Talvez mesmo uma ou outra expressão de dor.

    No horário de almoço, o escritório estava quase deserto.

    - Vai devolver, vai contar?

    - Não sei, acho que não tenho coragem. Entrega isto por mim.

    - Desculpe, meu velho, não fui eu quem tirou…

    - Mas… o que eu faço? Sinceramente…

    - Escolhe. Faz dele um marido infeliz, ou de você mesmo um novo Bom Ladrão…[/align]
     

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