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Notícias O triste fim da Revista Bravo!

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por JLM, 26 Ago 2013.

  1. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    segue abaixo a nota publicada no
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    em 1º d agosto de 2013:


     
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  2. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    é uma pena mesmo, mas aí entra no que li no twitter: das pessoas tristes com o fim da bravo, quantas tinham assinatura ou compravam a revista regularmente? eu não tenho assinatura desde 2009, e muito raramente comprava a revista. infelizmente, periódicos precisam de um número grande de leitores/assinantes para impressionar os publicitários, que colocarão dinheiro na revista (é a receita principal, no final das contas). então a bravo no final das contas foi só a primeira de muitas que vão acabar rodando (aliás, vale lembrar que no caso do jornalismo cultural esse já é o terceiro corte do ano: teve o sabático, a ilustríssima e agora a bravo), porque o público agora usa a internet para se informar e, o principal, não quer pagar por conteúdo.

    eu vejo o caso do rascunho, por exemplo: vc tem todo o conteúdo de graça na internet tão logo a versão impressa fica disponível. pq pagar assinatura do jornal se você pode ler de graça? bom, eu pago justamente porque quero que o jornal continue existindo. é meu modo de contribuir para que exista um periódico sobre literatura de qualidade (diferente dos periódicos que publicam um resumo de meio parágrafo na base do jabazão no estilo "indicações da veja", por exemplo).
     
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  3. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    é uma sinuca d bico, como dizem. mas acho q daria p testar alternativas antes do tiro d misericórdia. uma delas seria a migração para o meio online, algo q poderia ser visto pela 1ª vez na internet brasileira, talvez mundial. se já existem revistas eletrônicas bem feitas e sustentáveis, mesmo abrangendo públicos locais (oq é meio paradoxal na internet), uma d renome já entraria com + força no mercado.

    n digo fazer 1 simples blogue como já existia até agora com a bravo! mas algo similar à revista
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    .
     
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  4. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    se eu não me engano a newsweek fez isso, agora só tem versão eletrônica. eu também acho que seria uma boa fazer esse teste antes do fim, o problema é que me parece claro que o dinheiro de publicidade que entra para o jornalismo impresso não é o mesmo do jornalismo online (e por isso tá ficando cada vez mais comum aquela coisa de você ter um limite de artigo pra ler por mês caso não seja assinante), e aí acabaria ficando na mesma: sem grana para pagar os profissionais envolvidos com a revista.
     
  5. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    em tempo: até o literatortura, com seus artigos d qualidade e autoria duvidosos, lançou sua "revista" literária em pdf a r$ 3,90 o exemplar e tá ganhando algum.
     
  6. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    ah, sim. mas a ~~revista~~do literatortura não é feita por profissionais e duvido muito que alguém seja pago por algo publicado ali. pelo menos pago como adulto, que depende daquilo pra pagar as contas. sabe como é: um troquinho ou outro dá para tirar (a valinor com adsense consegue bancar as contas de hospedagem e afins, por exemplo). mas aí de ser salário mesmo, coisa de profissional, já é difícil.
     
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  7. Calib

    Calib Visitante

    Da Bravo, só "li" aquelas duas listas de 100 livros essenciais, etc.
    Passei em branco mesmo.
     
  8. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    não tem a ver com a bravo em si, mas com a tendência do jornalismo online. vale a pena ler (tá em inglês) >>
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  9. Maria Pretinha

    Maria Pretinha Usuário

    Eu era assinante da Bravo e recebi uma carta da Abril me oferecendo, automaticamente, a Veja. :puke:

    Mas o questionamento é pertinente. A mesma coisa falei pra todo mundo que ficou "desolado" quando uma locadora "de arte" aqui de Belo Horizonte anunciou que iria fechar as portas. Perguntei "Quando foi a última vez que você alugou algum filme lá?". Até 3 anos atrás eu batia ponto lá toda semana. Toda semana pegava 3 filmes (pra ficar 7 dias) e na devolução pegava mais 3. Até que me mudei pra longe e finalmente me rendi ao torrent e nunca mais pisei lá. Pensei: "É uma pena, mas é a vida".

    Eu gosto de revista. Gosto da textura, de carregar pra lá e pra cá e ir saboreando aos poucos, gosto do conteúdo fechado, escolhido, selecionado e estruturado, prontinho pra que eu consuma no meu tempo, sem pressa. Mas...

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    Time or money.

    Esta é outra questão. Em tempos de internet, as pessoas se esquecem de que as coisas precisam ser remuneradas, de que conteúdo, assim como qualquer outro produto, é fruto do trabalho e energia de alguém e de que esse alguém precisa receber algo em troca. Ninguém liga de pagar por comida ou por um sapato, mas a maioria das pessoas ainda acha um absurdo pagar por conteúdo. Por quê?
     
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  10. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    eu estava curiosa sobre como lidariam com os assinantes. se não quiserem veja será que eles devolvem o dinheiro?
     
  11. Maria Pretinha

    Maria Pretinha Usuário

    A carta veio oferecendo a Veja como "equivalente", depois no final oferendo outras revistas ou reembolso. Optei pelo dinheiro.
     
  12. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    O João Cezar de Castro Rocha escreveu uma série no Rascunho acerca do Jornalismo Cultural:

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    Destaco estas passagens da última parte:

    Mas recomendo a leitura dos três.
     
    • Mandar Coração Mandar Coração x 1
  13. adrieldantas

    adrieldantas Relax and have some winey

    É realmente uma pena, mas é como a Ana disse, é apenas a primeira revista que vai cair.
    A cada dia que passa vemos o tradicional sendo quebrado e o "inovador" sendo montado, o caso é que nem sempre o inovador é a melhor opção.
     
  14. -Jorge-

    -Jorge- mississippi queen

    Pessoalmente, nunca comprei a Bravo! por achá-la cara. O número de compradores e leitores não me parece também tão pequeno assim (o mercado brasileiro é exigente, hein?)

    É sério isso? Não li ainda os textos, mas me parece bem utópico tudo isso como solução.

    Talvez seja mesmo uma crise desse modelo de crítica artística surgido no século XIX com figuras como o Sainte-Beuve e que teve seu auge com o Clement Greenberg (que criava os artistas ao divulgá-los com suas críticas) no XX, né? A figura, bem Iluminista na minha opinião, do crítico conhecedor que ilumina/esclarece a massa de "ignorantes" através da imprensa. Parece que a tendência é uma divisão entre a crítica universitária (cada vez mais limitada/irrelevante também?) e as opiniões da internet (publicitárias?). Como dizem, todos somos produtores de conteúdo agora. Ninguém quer mais ser Iluminado de cima para baixo e a voz de uma publicação dessas se torna só mais uma no meio da multidão (com mais autoridade?). Além disso, alguns blogs tem tantas ou mais visualizações que uma revista dessa e como diz o artigo que a Anica colocou ali, para a publicidade somos só olhos (aliás, que artigo cínico...).

    Talvez não seja uma crise. Esse tipo de jornalismo também não faz nenhum sucesso na televisão (quantos programas de divulgação cultural tem na tevê aberta?). Mas duvido que a maioria das pessoas esteja disposta a pagar pelo que elas podem ter "de graça" (não importando a qualidade das coisas).
     
    Última edição: 29 Ago 2013

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