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[L] [O Golpe] [Sir Gamgee]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por sir_gamgee, 23 Mai 2002.

  1. sir_gamgee

    sir_gamgee Usuário

    [O Golpe] [Sir Gamgee]

    Ai vai um roteiro sobre uma família que leva um golpe de um grupo de ladrões. Espero que gostem.


    O Golpe


    Sinopse

    Família de classe média, que vive em casa no Rio de Janeiro, composta por casal, um filho e uma filha, viaja de carro para o Hotel Porto Belo em Angra dos Reis.
    Ao chegarem no hotel, enquanto fazem o registro de sua permanência, tem sua bagagem roubada. Revoltados, recorrem à gerência, porém ela nada pode fazer a não ser se desculpar. Indignados, entram no carro e voltam, imediatamente, para casa.
    Depois de algumas semanas, recebem uma carta do hotel se desculpando pelo ocorrido e os convidando para passar um final de semana grátis no hotel. Sem hesitar a família arruma novas malas e parte, novamente, para Angra dos Reis.
    Chegando lá, a família vai diretamente à recepção “renovar” o registro, e é então que descobre que o hotel, não havia os convidado. Após todo um escândalo, decepcionados, a família entra no carro e vai embora.
    Quando chegam em casa, se deparam com a casa vazia. E assim concluem que os mesmos ladrões que haviam roubado sua bagagem haviam roubado sua casa.



    Personagens

    Marcelo Dantas (PAI)- Homem, 42 anos, economista, inteligente, falante, reclama constantemente e se irrita facilmente.

    Marisa Dantas (MÃE)- Mulher, 39 anos, dona de casa, tímida, calada, reprimida pelo marido e amiga dos filhos.

    Marcus Dantas (FILHO)- Homem, 9 anos, estudante, tímido, curioso e obediente.

    Maria Dantas (FILHA)- Mulher, 15 anos, estudante, mal humorada, reclama sem parar e rebelde.

    José (Trabalha no pedágio)- Homem, 28 anos e nordestino.

    Irineu (Manobrista)- Homem, 25 anos, simples e trabalhador.

    Andreia (RECEPCIONISTA)- Mulher, 26 anos, educada, bem apresentada e paciente.

    Eduardo (GERENTE)- Homem, 36 anos, educado, bem apresentado, paciente e atencioso.

    Pedro (CARREGADOR)- Homem, 21 anos, falante e ignorante.




    Cena 1 –casa/exterior/dia.

    (Casa de aparência simples, porém bem mobiliada. Possui 3 quartos, 2 banheiros, sala uma vaga na garagem –carro Vectra, cinza).

    A casa está localizada numa rua tranqüila. O carro está à direita, da casa.

    Corta para.

    Cena 2 –corredor/interior/dia.

    O pai sai do quarto, já vestido, e vai andando em direção a cozinha, quando se depara com o filho no meio do corredor.

    PAI (curioso)
    O que está fazendo filho?

    FILHO
    Estou procurando o meu boneco novo.

    PAI
    Filho, a mamãe já deve ter colocado na sua mala.

    FILHO (preocupado)
    E se ela não tiver colocado?

    PAI
    Não se preocupe, vou falar com ela agora mesmo.

    FILHO (ainda preocupado)
    Ta bom pai.




    O pai passa a mão sobre a cabeça do filho e continua andando em direção a cozinha.

    Corta para.

    Cena 3 –cozinha/interior/dia.

    (cozinha pequena e branca, com extensão à área de serviço. Possui fogão, geladeira, maquina de lavar, uma pia e mesa ao centro).

    O pai entra na cozinha e encontra a mãe junto a pia, terminando de lavar a louça do café da manhã. O pai caminha até a estante e pega um biscoito dentro de um pote de vidro. Come-o enquanto espera que a mãe acabe de lavar.

    PAI
    E então, Marisa, já está terminando?

    MÃE (de costas para Marcelo)
    Quase meu amor, só falta esses dois pratos.

    PAI
    O Marcus veio me perguntar, se você guardou na mala o brinquedo dele?

    MÃE
    Que brinquedo? São tantos.

    PAI
    Aquele boneco idiota que ele ganhou no Natal.

    MÃE
    Aaahhh, sim. Coloquei na mala dele.

    Corta para.

    Cena 4 –cozinha/interior/dia.

    Neste instante, a filha chega na cozinha.

    FILHA (impaciente)
    E então, vamos ou não vamos?

    PAI
    Calma, minha filha, a sua mãe é uma pessoa só. Ela já está terminando.

    Filha (com tom irônico)
    E por que você não a ajuda?

    PAI (irritado)
    Ô, minha filha. Fica quieta e vai esperar a gente no sofá da sala.

    FILHA
    Que saco.

    A filha sai andando e a mãe fica com um sorriso discreto no rosto. Logo depois, o pai sai da cozinha.

    PAI
    Anda logo, querida. Já vou colocar cadeado e etiqueta nas malas e em seguida as colocarei no carro.

    MÃE
    Já estou indo.


    Corta para.



    Cena 5 –quarto/interior/dia.

    (Quarto pequeno, repleto de brinquedos por todos os lados).

    O filho está revirando o quarto, quando a mãe chega.


    MÃE
    Marcus, meu filho, o que você está fazendo? Nós já vamos sair.

    FILHO (quase chorando)
    To procurando o meu boneco novo.

    MÃE
    Seu pai não te falou? Eu já o guardei na sua malinha.


    FILHO (tranqüilizado)
    Sério?

    Corta para.

    Cena 6 –quarto/interior/dia.

    Neste instante chega a filha reclamando.

    FILHA
    Ô Mãe, o papai já tá lá no carro reclamando, que vocês dois ainda não desceram.

    MÃE
    Calma, já estamos indo!

    A mãe pega o filho pelo braço e sai do quarto.


    MÃE
    Vamos filha.

    Corta para.


    Cena 7 –casa/exterior/dia.

    A mãe e os filhos saem da casa. A mãe tranca a porta e corre em direção ao carro, os filhos a acompanham.

    FILHO
    Calma mãe, calma.

    MÃE
    Anda logo, se não o seu pai mata a gente.

    Corta para.

    Cena 8 –carro/interior/dia.

    Os três entram no carro.


    PAI
    Achei que vocês tinham desistido de ir.

    As crianças riem.

    MÃE
    Desculpa querido.




    PAI
    Tudo bem. Então, já que está tudo pronto, podemos ir?

    Todos sinalizam que sim, o pai expressa um olhar de realização e as crianças vibram. O pai liga o carro e começa a viagem.

    Logo na primeira esquina, o pai liga o rádio e começam as desavenças. O rádio toca a música Chan Chan de Eliades Ochoa, Compay Segundo e Ibrahim Ferrer.

    FILHA
    Que saco, pai. Por que a gente tem que escutar essa música?

    PAI
    Minha filha, primeiro que o papai gosta e segundo que é uma bela música.

    FILHA
    Mas eu acho um saco.

    MÃE
    Para Maria, deixa o seu pai dirigir em paz.

    FILHO
    Eu gosto da música.

    FILHA
    Cala a boca, pirralho.

    MÃE
    Parem, vocês dois.

    Corta para.



    Cena 9 –carro/exterior/dia.

    O carro passa por diversas ruas movimentadas antes de chegar a estrada. Quando chega estrada é um alívio, pois não há mais engarrafamento e sabe-se que já está mais próximo.

    FILHO
    Já tá chegando?

    PAI
    Calma meu filho, falta pouco.

    FILHO
    Mas a mamãe disse isso a um tempão atrás.

    PAI
    É, eu sei, mas agora falta pouco.

    FILHA (comentário baixo)
    Moleque idiota

    PAI (irritado)
    Chega, vocês dois.

    MÃE
    Olha o pedágio ali na frente


    PAI
    Querida, vai separando o dinheiro, por favor.

    MÃE
    OK, meu bem.


    Corta para.

    Cena 10 –pedágio/exterior/dia.

    O carro está na fila do pedágio, até que chega a sua vez.

    JOSÉ
    Bom dia


    PAI
    Bom dia. Quanto é, por favor?

    JOSÉ
    Ô Dr., é R$4,80.

    PAI
    Aqui está.

    JOSÉ
    Aqui está o troco, obrigado.

    PAI
    Obrigado.

    O pai recebe o troco e continua a viagem.

    PAI
    É um absurdo, cobrar essa quantia. Essa estrada é uma porcaria.

    MÃE
    Meu bem, a culpa não é dele. Ele apenas trabalha ali.



    PAI (irritado)
    Por um acaso eu disse que a culpa era dele.

    MÃE
    Calma, foi só um comentário.

    FILHA (querendo gerar briga)
    HI, que grosseria...

    MÃE
    Maria, você não se meta, por favor.

    FILHA
    Que saco.

    PAI (muito irritado)
    Fica quieta. Você só sabe falar isso? Que saco, que saco, que saco...

    Fica um clima chato no carro e todos se entre olham em silêncio, até o final da viagem.

    Corta para.

    Cena 11 –Hotel/exterior/tarde.

    (Hotel bem localizado e bem apresentado).

    O carro para em frente ao hotel. Todos descem do carro e ficam impressionados com a beleza do lugar. O hotel está cheio. Um manobrista chega perto e se oferece para estacionar o carro. Marcelo aceita e lhe dá uma gorjeta. A família, então, sobe a escada e entra no hotel.



    PAI (entusiasmado)
    Vamos gente. O que estão esperando, vamos entrar.


    Corta para.


    Cena 12 –Hotel/interior/tarde.
    (Hotel luxuoso e extravagante, repleto de hóspedes).


    PAI
    Querida. Vá conhecer o hotel com as crianças enquanto eu registro agente.


    MÃE
    Tá bom.

    Os dois se beijam e se reconciliam.



    Corta para.



    Cena 13 –Hotel/interior/tarde.

    O pai caminha com convicção até a recepção. O carregador o segue, e deixa suas malas junto ao pé de Marcelo. Marcelo agradece movimentando a cabeça.

    RECEPCIONISTA
    Bom dia, Senhor.

    PAI
    Bom dia



    RECEPCIONISTA
    O senhor tem reserva?

    PAI
    Sim. Chamo-me Eduardo Dantas


    RECEPCIONISTA
    Desculpe senhor...São dois quartos? Um de casal e um com duas camas de solteiro?

    PAI
    Isso mesmo.

    RECEPCIONISTA
    Então é isso senhor...É só assinar aqui.

    Marcelo assina.

    RECEPCIONISTA
    Aqui estão as chaves, Senhor.

    PAI
    Obrigado

    RECEPCIONISTA
    Obrigado o Senhor...Tenha uma boa estadia.

    Nesse momento Marcelo se virá e não vê suas malas. Acha estranho, porém não fala nada, pois pensa que algum carregador deve ter pegado.

    Corta para.


    Cena 14 –Hotel/interior/tarde.

    A recepcionista chama um carregador e lhe indica o quarto de Marcelo, através de sinais.

    CARREGADOR
    Vamos Dr. Dantas?

    PAI
    Só um minuto. Estou esperando a minha família.

    CARREGADOR
    Então o Dr. gostaria que eu fosse subindo com as malas?

    PAI
    Creio que já as levaram...

    CARREGADOR (sem entender)
    Impossível Dr! Sou eu o responsável por leva-las.

    PAI (preocupado)
    Mas então, onde estão as malas?

    CARREGADOR
    HI, Dr...

    PAI (irritado)
    Como assim, hi?...Quero minhas malas agora.

    Logo em seguida, Marisa chega com as crianças e vê Marcelo discutindo com todos.

    Corta para.


    Cena 15 –Hotel/interior/tarde.

    MÃE
    O que está havendo?

    PAI (gritando com raiva)
    Isso é um absurdo...Como é que as malas podem ter sumido?

    MÃE
    Calma meu bem, calma....Vamos resolver tudo.

    RECEPCIONISTA
    Senhor é impossível as malas terem sumido.

    PAI
    Mas sumiram, porra...Não está vendo.


    RECEPCIONISTA
    Calma Senhor! Já vamos resolver o problema....Pedro venha cá.

    CARREGADOR
    Sim, Senhora?


    RECEPCIONISTA
    Pedro, você viu as malas do Dr. Dantas?

    CARREGADOR
    Eu as coloquei, junto ao pé dele.

    RECEPCIONISTA
    Então nem você, nem nenhum outro carregador, pegaram as malas?


    CARREGADOR
    Não, Senhora.

    PAI (furioso)
    Então, o que houve com elas?

    RECEPCIONISTA
    Lamento Senhor, mas temo que suas malas tenham sido roubadas.

    Nesse instante as crianças começam a chorar.

    MÃE (espantada)
    Como assim roubadas?...Elas estavam aqui do lado do meu marido.

    FILHO
    Mãe o que vai acontecer?...Meu boneco estava na mala.

    MÃE
    Calma, filho, a mamãe compra outro.

    FILHA
    Todas as minhas roupas...

    FILHO (quase chorando)
    Eu não quero outro, eu quero o meu boneco.

    MÃE
    Fiquem quietos, querem irritar ainda mais o seu pai?

    PAI
    E o que o hotel fará a respeito?

    RECEPCIONISTA
    Lamento Senhor, mas nada podemos fazer a não ser nos desculpar.


    PAI (com raiva)
    Isso é um absurdo. Exijo ver o gerente agora mesmo.

    A recepcionista entra por uma porta logo atrás da bancada. Logo depois volta acompanhada pelo gerente. Marcelo fica aguardando e dá bronca nas crianças.

    PAI
    Fiquem quietos. Não estão vendo que houve um problema?

    RECEPCIONISTA
    Este é o Sr. Dantas.

    GERENTE
    Pois não Sr. Dantas?...Soube que houve um probleminha.

    PAI
    Um baita problema. Vocês perderam as minhas malas.

    GERENTE
    Calma Sr. faremos o possível para encontra-las.


    PAI
    E espero que as encontre.



    GERENTE
    Sr. Vamos fazer de tudo, mas aconselhemos o Sr. a registrar aqui no hotel o ocorrido, caso venhamos a encontra-las, entraremos em contato.

    PAI (explodindo de raiva)
    Isso é um absurdo, eu vou processar vocês.


    GERENTE
    Lamentamos Sr.

    RECEPCIONISTA
    Lamentamos muito.

    Extremamente irritado Marcelo pega a mulher e os filhos e sai andando porta afora.

    Corta para.

    Cena –16 hotel/exterior/tarde.

    Marcelo desce as escadas da frente do hotel e vai em direção ao manobrista. Sua mulher e seus filhos o seguem.

    PAI
    Cadê a porra do carro?

    MANOBRISTA
    Já foi providenciado, Dr.

    O carro chega e Marcelo entra no carro seguido por todos e arranca ferozmente. Alguns hóspedes e funcionários observam de longe.

    MANOBRISTA (em tom de reprovação)
    Nem deixou gorjeta.

    Corta para.

    Cena 17 –carro/interior/tarde.




    MARCELO
    Eu não acredito,...Como é que uma coisa dessas pode acontecer? Um hotel bem falado como esse.

    MARISA
    Calma Marcelo, tudo vai se resolver. Qualquer dia desses eles ligam dizendo que acharam as nossas malas.

    PAI
    Meu amor, você ainda não entendeu? Nós fomos roubados.

    FILHA (provocando)
    Po pai, também você deu mó mole, né?

    PAI (furioso)
    Cala a boca garota.

    FILHO
    Não fica triste não pai.

    O pai olha o filho pelo espelho retrovisor, e demonstra uma expressão de agradecimento ao filho, mas na verdade está se segurando para não chorar de raiva.

    Corta para.


    Cena 18 –casa/exterior/noite.

    O carro chega a casa e estaciona a direita. Todos descem e vão diretamente a casa, e entram.

    Corta para.


    Cena 19 –casa/interior/dia.(semanas depois)

    Marcelo está sentado na mesa de café da manhã, lendo seu jornal, quando Marisa chega pelo corredor e trás uma carta em suas mãos. As crianças dormem.

    MÃE
    Querido, olha só o que chegou?

    PAI
    O que?

    MÃE
    Uma carta do hotel.

    PAI
    E o que diz?

    MÃE
    Não sei, ainda não abri.

    PAI
    Então abra logo.

    MÃE
    Já vai, já vai...

    A mãe abre a carta e a lê para Marcelo. A carta se desculpa e lamenta pelo ocorrido, e os convida para passar um final de semana grátis no hotel.

    MÃE
    E então querido, o que achou?

    Marcelo não responde e se mantêm, pensativo.

    MÃE
    Em Marcelo, o que acha?...acho que podemos ir.

    PAI
    Não sei não.

    MÃE
    Para com isso Marcelo! Estamos precisando mesmo de férias...Se não for por nós, faça pelas crianças.

    PAI
    Está bem. Não custa nada mesmo.

    Corta para.

    Cena 20 –casa/exterior/dia.

    Todos estão do lado de fora, terminando de arrumar o carro. A mãe vem por último, trazendo as últimas coisas.


    MÃE (entusiasmada)
    Prontinho, podemos ir.

    FILHA
    Que saco, por que temos de voltar para aquele hotel chato?

    MÃE
    Ô Maria, deixa de ser do contra, e entra logo no carro.

    FILHO (com medo)
    E se os ladrões tiverem lá, de novo?

    MÃE
    Não se preocupe, há essa hora já estão, muito, muito longe....Agora entrem logo no carro, para não irritar seu pai.

    Corta para.


    Cena 21 –carro/interior/dia.

    Todos sentados dentro do carro.

    PAI
    Coloquem o cinto, crianças.

    FILHA
    Que saco. Tudo do jeito dele.

    O filho coloca sem hesitar. A viagem começa.

    Corta para.

    Cena 22 –rua/exterior/dia.

    O carro passa por diversas ruas movimentadas, sobe e desce avenidas e corre ao longo da estrada.

    FILHO
    Falta muito?

    PAI
    Ah, meu Deus...

    Corta para.



    Cena 23 –hotel/exterior/dia.

    É final de temporada, o hotel já não está tão cheio e todos os funcionários olham o carro quando a família chega.

    PAI
    Cá estamos novamente.

    MÃE
    Não se preocupem crianças, dessa vez vai dar tudo certo.

    PAI
    Filhão me faz um favor?

    FILHO
    Claro pai, o que é?

    PAI
    Dessa vez, não tira os olhos das malas.

    Todos riem. Em seguida descem do carro e caminham em direção, a entrada do hotel. O manobrista se aproxima para estacionar o carro.

    Corta para.





    Cena 24 –hotel/interior/dia.

    A família caminha, orgulhosa, ao longo do hall, em direção a recepção, como se fosse receber uma homenagem.

    RECEPCIONISTA
    Bem vindo, de volta, Sr. Dantas.



    PAI
    Obrigado.

    RECEPCIONISTA
    O Sr. vai querer se hospedar no nosso hotel?

    PAI
    É, estou aqui por causa da carta que vocês me enviaram.

    RECEPCIONISTA (confusa)
    Carta, que carta?

    PAI
    Convidando a mim, e a minha família para passar um final de semana grátis, ué?

    RECEPCIONISTA
    O Sr. está com essa carta?

    PAI
    Estou...

    RECEPCIONISTA
    Eu poderia vê-la?

    RECEPCIONISTA
    Só um minuto, por favor.

    Nesse momento, a família percebe que há algo errado, mas opta por esperar o retorno da recepcionista para confirmar.

    FILHO
    O que houve pai?


    PAI
    Não sei filho, acho que tem alguma coisa errada.

    MÃE
    Vamos aguardar ela voltar.

    Corta para.




    Cena 25 –hotel/interior dia.

    A recepcionista volta acompanhada pelo gerente que segura a carta na mão.

    GERENTE
    Bom dia Sr. Dantas.

    PAI
    Bom dia.

    GERENTE
    Sr. vou ser direto. Há um certo problema.

    PAI
    Que problema.

    GERENTE
    Como o Sr. pode ver, essa carta não tem o carimbo do nosso hotel.

    MÃE
    E o que isso quer dizer?



    GERENTE (constrangido)
    Lamento informar, mas essa carta não foi enviada pelo nosso pessoal.

    Nesse momento o ódio e o desespero tomam conta da cabeça de Marcelo. Ele estoura de vez e a família mal consegue controla-lo.

    PAI (explodindo de raiva)
    O que?...Como assim?...Eu volto até essa espelunca depois de tudo o que aconteceu e vocês me dizem isso?

    MÃE (assustada)
    Calma Marcelo...

    GERENTE
    Eu sinto muito Sr.

    PAI
    É um absurdo...Eu vou processar vocês, um por um...

    FILHO (preocupado)
    Pai, deixa pra lá, vamos embora.
    PAI
    Não é assim, deixa pra lá, isso é um absurdo...

    GERENTE
    Sr. eu sinto muito, mas nada posso fazer...

    PAI
    Eu não quero saber, porra.

    De tanta raiva, Marcelo deixa de lado a discussão e sai andando. Vai em direção a saída. A família o segue.


    RECEPCIONISTA (tentando alcança-lo com a voz)
    Mas Sr.,...

    Corta para.

    Cena 26 –hotel/exterior/tarde.

    Marcelo sai pela porta cheio de raiva, a família chega a estar preocupada com sua reação, todos os funcionários os observam, alguns até dão um risinho de deboche. Entram no carro e vão embora.

    Corta para.

    Cena 27 –carro/interior/tarde.

    Já dentro do carro, sem trocar uma única palavra, eles partem de volta para casa. No meio do caminho o pai resolve desabafar.

    PAI (quase chorando)
    Eu não acredito, como é que isso pode acontecer?

    FILHO (com pena)
    Não chora pai.

    MÃE
    Mas então, quem foi que mandou a carta?

    PAI
    Provavelmente, nunca saberemos.

    FILHA
    É verdade.

    Chegam em casa. Estacionam o carro do lado da casa. Todos saem.

    Corta para.

    Cena 28 – casa/exterior/anoitecer.

    Todos saem do carro e vão andando, lentamente, em direção a casa. O pai está um pouco à frente dos demais, e é ele que abre a porta de casa.

    Corta para.

    Cena 29 –casa/interior/anoitecer.

    Quando abre a porta, leva um susto. Assustado, caminha lentamente pela sala. Olhando para todos os lados. A sala está vazia, sem nenhum móvel. Do meio da sala, se vira para sua família que está junto à porta e diz.

    PAI (em choque)
    As etiquetas...
     
  2. sir_gamgee

    sir_gamgee Usuário

    Desculpa

    Pessoal, sem kerer o nome do roteiro foi na frente do meu nome. Desculpa, ok? Espero que voces gostem mesmo assim e deem sua opiniao.

    Abraços
    Sir Gamgee
     
  3. Vinci

    Vinci Usuário

    Hehehehhe parece q tu faz cinema, mto bom esse roteiro...
     
  4. sir_gamgee

    sir_gamgee Usuário

    Obrigado

    ehhehe
    ainda nao
    mais um dia vou fazer com certeza
    muito obrigado pelos elogios
    pena que a gente posta aki pra ter comentário do pessoal e ng fala nada
    obrigado mesmo
    abraco

    pedro beck - sir gamgee
     

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