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[L][Calimbadil][De Atlântida, Cáucaso e Silúria]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Calimbadil Thálion, 12 Ago 2006.

  1. Calimbadil Thálion

    Calimbadil Thálion We eat the wounded ones

    Antes de começar o texto já vou dar algumas explicações que são desnecessárias de se colocar dento do próprio pois só iria deixá-lo longo e chato::roll:
    TÍTULO:"De Atlântida, Cáucaso e Silúria" >> Fala de um confronto entre os povos que habitavam a ilha de Atlântida, o povo dos montes caucasianos e de um povo que mora em uma terra chamada Silúria que é uma ilha bem no meio do mediterrâneo e deve seu nome a Silureu um grande rei que derrotou os gigantes do cáucaso dos quais falarei.
    GÊNERO: Oficia l>> Ficção Real >> Porrada gratuita
    AUTOR: Gustavo Mota de Mendonça Uchoa, ou melhor, "Calimbadil o fiel".:hanhan:

    Divisão da obra: vou dividi-la em vários capítulos em sistema semelhante ao do Silmarillion, contando pequenas histórias.


    Quanto ao texto, esperem o próximo post porque agora vou ter que sair, mas coloquem suas previsões, pré-críticas, advertências e sugestões.:chibata:

    P.S. Antes que eu esqueça de avisar, vai ser um texto longo.:roll:
     
  2. Edu

    Edu Draper Inc.

    Calimbadil, nunca vi você por essas bandas! Achei o tema do texto bem legal. Gosto de textos sobre a Atlântida ou seus derivados gregos. :mrgreen:
    Posta logo ele aí, e boa sorte ao escrevê-lo!
     
  3. Calimbadil Thálion

    Calimbadil Thálion We eat the wounded ones

    Prólogo

    5000 A.C - Ilha situada 40 léguas a oeste do estreito que hoje se chama Gibraltar: O fogo é derramado aos borbotões sobre a proa de grandes galeras e trirremes, na praia o almirante Aliontes grita ordens rápidas para os homens que ainda estavam vivos para que se organizem e façam uma parede de escudos para que pudessem recuar para as escarpas que apontavam acima deles como grandes guardiãs e mães, as encontas naturais que cercavam a área do porto atlante e que serviam como uma proteção quaso a frota local fosse derrotada, e agora se fazia necessária. Os navios atlantes que ainda estavam em condições de operar fugiam para as praias da borda sul onde a frota do príncipe Haleto poderia protegê-los, os barcos gigantescos com velas verdes irrompiam de todos o cantos do mediterrâneo ocidental e engolia a praia de Platehlia com um fogo que jamais se apagava, e mesmo a própria água estava em chamas.
    Após a destruição dos barcos atlantes, os marinheiros dos navios atacantes desceram em botes e rumaram para as praias com o intento de tomá-las, os famosos ektrakt caucasianos atacaram o que sobrou dos homens do porto de Plathelia vencendo-os rapidamente, alguns foram tomados como prisioneiros, outros, conseguiram escapar sob o comando do almirante Aliontes e subiram as escarpas onde poderiam resistir graças aos seus arqueiros "Gastaphretes" que são arqueiros que utilizam um "arco barrigudo", muito preciso a média distância.
    O comandante caucasiano que se chamava Nikoladio estava sentado em uma pedra afiando sua espada ensangüentada quando um dos Hypasties(homens que portavam grandes escudos, na falange macedônica 4700 anos depois foram chamados hypaspistai) chegou correndo da parte sul do acampamento improvisado, arfando, se dirigiu ao comandante:
    - O.. Prín..ci..pe se... aproxima... com sua hoste...
    -LEVANTAR ACAMPAMENTO! FORMAÇÃO EM TRÊS BLOCOS!
    Por todos os lados vários homens corriam procurando seus paramentos para enfrentar uma nova batalha, estavam exaustos, que infortúnio era para els a chegada tão precoce do príncipe Haleto.
    Os olhos de Nikoladio não mostravam medo, mas obviamente deixavam a perceber que a situação não o agradava.


    Corrigido.
     
    Última edição: 10 Nov 2006
  4. Carol

    Carol Visitante

    Opa, achei bem interessante seu texto Calimbadil, e poste logo a continuação por que eu to curiosa ;)
     
  5. Calimbadil Thálion

    Calimbadil Thálion We eat the wounded ones

    Os caucasianos eram homens de estatura média e não muito robustos, mas mesmo assim, os ektrakt usavam espadas bem grandes e peculiares, já que seu cabo era anormalmente longo, o que permitia que eles a usassem como lanças largas. Sendo assim pouquíssimo vulneráveis às cargas de cavalaria ligeira ou mesmo azagaieiros.
    Os comandantes Nikoladio e Amadio organizaram as fileiras na ribanceira que se erguia a pouca distância da praia,que nada mais era do que um banco de areia, pouco mais alto do que o resto da praia. Não ventava, se os navios de Haleto chegassem agora, nenhum marinheiro caucasiano escaparia.
    A essa altura já podiam divisar os escudos com brasões da vanguarda de Haleto, cada nobre com o desenho de sua casa e todos com o desenho de Posêidon, senhor dos mares. Um tremor leve percorreu as espinhas dos caucasianos mais jovens, era medo.

    Os atlantes eram muito diferentes entre si, eram constituídos por três fenótipos básicos, dentre eles dois conviviam quase sem se diferenciar, estes eram os aquillanos, que deram origem aos gregos, e os arúnios que deram origem aos etruscos. Mas havia também um terceiro povo, que habitava a parte norte da ilha que era isolada por uma grande cadeia quase intransponível
    Esses eram muito altos e fortes, mas os "atlantes nobres" não conviviam oficialmente com eles, embora estes sejam fiéis ao Basileu.
    A vanguarda dos atlantes se posicionava a frente da infantaria, que parecia ser composta de soldados de elite pois estes, em sua maioria, tinham barba e cabelo grisalhos. Tratava-se dos triari, ou os veteranos, que tinham grande experiência de combate, e compensavam um eventual decréscimo no vigor físico com paramentos de alta qualidade.
    Ao ver tamanha formação de triari, o comandante nikoladio ordenou que seus homens se mantessem na defensiva para que pudessem vencer pelo cansaço da tropa inimiga, claro que isso era apenas uma maneira de animar seus homens, pois seus batedores lhe informaram que o exército Atlante era três vezes maior do que o dele só contando a companhia triar, isso sem falar de Alionte que ainda detinha alguns Gastaphretes nas montanhas atrás deles, todavia Nikoladio já cumprira sua missão, já havia feito o que tinha de ser feito, e agora só esperava ter uma morte rápida em combate, e nisso também teve sucesso.

    Corrigido
     
    Última edição: 10 Nov 2006
  6. Calimbadil Thálion

    Calimbadil Thálion We eat the wounded ones

    Os gastaphretes eram arqueiros extremamente habilidosos, usavam um largo capacete e seu arco costumava ser curto, seu segredo eram as flechas pentangulares que raramente deixavam sobreviventes, e como proteção adicional usavam um pequeno escudo atado ao braço que manejava o arco; neles o brasão de Órion reluzia ameaçador. Do alto das elevações observavam radiantes sua salvação, mais cedo do que esperavam.
    O príncipe Haleto já era um homem feito com seus 43 invernos, sabia que não haveria negociação e ordenou que a vanguarda, chamada de hippi, se organizasse na formação de cunha e atacasse os hypasties, ao passo que Aliontes castigaria os ektrakt com suas flechas. Por fim usaria os triar em formação cerrada pra explorar brechas deixadas por aqueles que tentam fugir.
    O combate foi indescritivelmente sangrento, afinal, muitos dos marinheiros caucasianos não tiveram tempo de recolocar seus paramentos e assim lutavam de peito aberto, sendo logo alvejados pelas flechas dos gastaphretes.
    No centro da formação, Nikoladio formou uma barreira de lanceiros e ektrakti para causar o maior dano possível, o que saísse a mais de sua missão já era um lucro considerável, mas não conseguiu muito pois os triar logo romperam o bloqueio, e agora enfrentavam a guarda de Nikoladio, Aliontes desceu das escarpas com alguns escaramuçadores e apoiou o ataque, tendo ele próprio cravado uma azagaia no peito de nikoladio que caiu morto com um sorriso nos lábios. Não foi uma visão bonita para nenhum dos dois lados.


    Corrigido
     
    Última edição: 10 Nov 2006
  7. Calimbadil Thálion

    Calimbadil Thálion We eat the wounded ones

    Os atlantes armaram acampamento na ribanceira após darem um funeral decente aos mortos e separá-los daquilo que não iam mais usar de qualquer forma. Na tenda central, Haleto, o príncipe, conversava com Aliontes e mais dois homens de sua casa que se chamavam Isaldes e Kataphranos, este último um grandalhão que era primo de Haleto, sendo filho de um Hesílio, ou homem do norte e portanto sendo maior que seus companheiros. Alionte perguntou ao príncipe qual seria a ação seguinte:
    -Meu senhor, que temos de fazer agora que a guerra está aberta? É evidente que concluíram a missão deles por aqui, mesmo que tenham tido pouco tempo para agir. O desgraçado do Nikoladio estava muito sorridente quando morreu. Isso não me conforta nem um pouco, na verdade me perturba consideravelmente, o que ele pode ter feito?
    - Não devemos nos precipitar, vamos nos reunir com meu pai no círculo central de Atlântida e de lá poderemos lançar qualquer empreitada com um mínimo de chances de sucesso. - disse o príncipe.
    - Iremos recorrer aos meus parentes do norte? - interrompeu Kataphranos
    - Sim, assim devemos proceder, pois por mais que eles sejam diferentes da maioria de nós não podemos negar que jamais nos faltaram em tempos de fartura ou necessidade.
    -Diferentes de quem?
    -Você entendeu, mas eu devo desculpas de qualquer forma.
    -Tudo bem...


    Corrigido, mantenho o comentário.
    ***Continua, já estou desanimando, alguém venha ler isso logo!***
     
    Última edição: 10 Nov 2006
  8. Lukaz Drakon

    Lukaz Drakon Souls. I Eets Them.

    Tava lendo aqui e suas descrições estão meio pobres, Calimbadil. O texto ta interessante, mas os lugares estão ficando soltos demais dentro da narrativa.

    Por exemplo, nesse último você diz que eles armaram acampamento numa ribanceira. Que ribanceira? O que acontece nela? Venta? Faz frio? O que eles podem ver de lá? Nem todas essas perguntas precisam ser respondidas, mas algumas delas ajudam o texto a ser mais envolvente. =]
     
  9. Calimbadil Thálion

    Calimbadil Thálion We eat the wounded ones

    Certo. O único fator diminutivo que apresento é o de que são partes pouco importantes, porque ainda estou no prólogo praticamente, mas quando eu chegar na cidade e no desfiladeiro antes dela vou descrever mais.
    Quanto à ribanceira, ela é somente um banco de areia mais alto do que o resto da praia e não ventava, tanto que nenhum marinheiro caucasiano conseguiu escapar(estou informando agora).

    Já corrigi.
     
    Última edição: 10 Nov 2006
  10. Lukaz Drakon

    Lukaz Drakon Souls. I Eets Them.

    :lol:

    Não precisa explicar agora. Mas veja só, se você colocasse metade desse trecho já daria uma boa idéia sobre onde os personagens estavam sem alongar o texto.
     
  11. Calimbadil Thálion

    Calimbadil Thálion We eat the wounded ones

    Depois que eu terminar o primeiro capítulo (xi, vai demorar) eu vou fazer uma revisão e encaixar essas partes, além de corrigir eventuais erros de digitação.

    Problema resolvido com as novas normas para edição.
     
    Última edição: 10 Nov 2006
  12. Calimbadil Thálion

    Calimbadil Thálion We eat the wounded ones

    Os atlantes prosseguiram pelo vale extenso formado pela cadeia dupla de montanhas chamadas de cordilheiras do crepúsculo, pois estas em certo período do ano formavam um perfeito círculo de sombras durante o crepúsculo e que eram delineadas pela lua cheia. Eram montanhas muito altas, e continuavam crescendo a medida que se afastavam do mar, os atlantes gostavam do vale do crepúsculo, tinha um ar úmido e agradável, e o mar canalizava sua brisa fresca até o círculo central pelo vale e este jamais foi arrasado por nenhum povo, e haviam templos de mármore incrustados nas montanhas onde os atlantes veneravam Posêidon e se refugiavam nas invasões, no centro do vale havia uma grande estrada pavimentada com ebúrneos blocos do mais puro mármore e a cada "possi" havia uma coluna, e haviam 120 dessas do porto do sudeste até o círculo central.
    Para constar, cada possi equivale a cerca de 1,7945km


    Corrigido.
     
    Última edição: 10 Nov 2006
  13. Calimbadil Thálion

    Calimbadil Thálion We eat the wounded ones

    Vou escrever o próximo texto no Word e depois postar aqui, decidi fazê-lo porque já tinha escrito umas 10 linhas quando apertei "esc" sem querer e apaguei tudo, vou demorar um pouco pra recuperar o ânimo...
    Mas esperem um pouco que jaja eu escrevo mais sobre minha ob... textinho.


    Não deu certo, vou continuar escrevendo direto no quick reply.
     
    Última edição: 10 Nov 2006
  14. Tia Neera

    Tia Neera Pinguin. Aditivada com café!

    Não é por não deixar comentários, que eu não leio. Eu lí TODOS os textos do Clube dos Bardos que eu já encontrei. Mas não gosto de achar um que eu leio, leio....:buaa: .e a pessoa deixa de escrever por não ver comentários. Eu mesmo tenho um conto (no manuscrito já ta na pag 201):oops: , mas ainda não tive coragem de postar, pois a historia esta incompleta. É um romance, doce, açucarado, para minha filha aprender a gostar de ler....Mas se passa num planeta distante.

    Mas uma coisa eu concordo com o Lukaz...coloque mais umas palavrinhas, descrevendo o local....:D ...

    Espero que não desanime :disgusti: .....continue, pois eu to lendo :chibata: !!!


    :lol: :lol:

    P.S. Em tempo......Há meses estou esperando alguns fics lá da Lothlorien terminar :disgusti:!!
     
  15. Calimbadil Thálion

    Calimbadil Thálion We eat the wounded ones

    Não se preocupe então, em breve continuarei minha história, só preciso arranjar mais tempo pra pensar.
     
  16. Calimbadil Thálion

    Calimbadil Thálion We eat the wounded ones

    A formação dos Triar era de tal maneira brutal que se você chegava a esse ponto, o estado Atlante não economizava com sua necessidades.
    Os jovens entravam para a escola preparatória aos 7 anos para aprender filosofia e outras disciplinas teóricas, aos 14 eram treinados fisicamente nas montanhas da parte central da ilha onde se formavam soldados "hastati", ou novatos. Depois de mais doze anos de treinamento, quem sobrevivesse aos dias ao relento e às disputas com os lobos pela escassa comida se tornava um Hoplita, e depois de 5 anos servindo no exército você se tronava um veterano, um triar.
    Dessa formação derivou-se o treinamento militar dos órios, um povo que também é neoatlante.
    Já passava das 4 da tarde segundo os sinos dos vinte picos da Atlântida, enormes sinos de zinco posicionados estrategicamente ao longo da ilha, cada qual com seu guardião, cada qual com seu brasão.Ao ouvir as familiares badaladas os homens, interromperam a marcha, a uma distância de 6 possi da divisa com o círculo central. Aquela região já tinha as características geológicas do planalto que abrigava a cidade do círculo central, eram montanhas altas e pontudas, suas bases eram rosadas por causa das sedimentações de suas rochas ígneas, e no antro desses gigantes havia um espetáculo emplacado na rocha bruta, o círculo central.

    Corrigido
     
    Última edição: 10 Nov 2006
  17. Tia Neera

    Tia Neera Pinguin. Aditivada com café!

    Quanto mede "6 possi"? :ahn?:
     
  18. Calimbadil Thálion

    Calimbadil Thálion We eat the wounded ones

    É uma medida fictícia, se de um porto até o centro da ilha temos 120 possi, um pos(plural em latim e "i") é aproximadamente 1,8km.

    adaptei o valor para 1,7945
     
    Última edição: 10 Nov 2006
  19. Tia Neera

    Tia Neera Pinguin. Aditivada com café!

    Ah, tá....então 120 possi equivale a.....216 km? Legal.
    Bem estou no aguardo do restante.
    Para mim tá muito interessante....:joinha:
     
  20. Calimbadil Thálion

    Calimbadil Thálion We eat the wounded ones

    O círculo central era um milagre arquitetônico que ainda hoje é impossível se reproduzir, poucos conseguem conceber como uma cidade de rocha, sem cimento poderia ser encravada sem uso de brocas na rocha dura sem que se estilhassasse com os abalos sísmicos da cordilheira em que fica. E saibam que não foi um terremoto orogênico que afundou Atlântida (bom, sabem que ela afundou, certo?) mas sim um processo epirogênico, que deu origem aos montes Atlas africanos, ao passo que Atlântida submergiu lentamente, possibilitando a alguns escaparem da ilha a tempo; Embora depois de um tempo a placa tenha se rachado fazendo com que pouco tempo depois a ilha sumisse do mapa de uma vez.
    Voltando a cidade; Logo de entrada é possível ver os pilares de Posêidon, que se erguem em colunas coríntias a 50 metros de altura, era o portal o círculo central. Entre essas colunas de mármore havia um portão, que quando selado, mal se via que poderia ser aberto e mais parecia um dique, era de uma liga de ferro extremamente resistente, e embora seu peso fosse enorme, o sistema de contrapesos que ficava logo atrás dele permitia que suas toneladas fossem transformadas em meros quilos para quem os abre.
    Agora você se pergunta, como forjar um portão de ferro daquele tamanho se era necessário muita energia pra derreter tanto ferro? Para alguns isso é um mistério.

    Corrigido
     
    Última edição: 10 Nov 2006

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