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[L] [*Azel*] [Principados e Potestades]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por *azel*, 29 Dez 2002.

  1. *azel*

    *azel* Usuário

    [*Azel*] [Principados e Potestades]

    Vocês já acordaram com toda a trama de uma história na cabeça? tiveram pesadelos por causa dessa história? sua noite pareceu que foi uma eternidade? e quando acordaram começaram a escrever por até 10 horas seguidas sem comer nada? pois é, isso tudo foi o que me aconteceu, fiquei tão impressionado com o que sonhei que resolvi escrever o que vou compartilhar com vocês de agora em diante, eu já escrevi uma boa parte, mas tem muito a escrever para terminar, e vocês serão meus juizes, pois não sou um escritor, só um contador de histórias.
    um último esclarecimento o personagem inspirou-me a adotar esse pseudônimo
     
  2. *azel*

    *azel* Usuário

    AZEL



    Azel era simples em comparação aos outros e mesmo assim não tinha qualquer ambição, inveja ou falha em seu coração, ninguém tinha falhas nesse lugar. Ele cumpria suas obrigações com amor e dedicação sem murmurar, sem achar que outro trabalha menos que ele, ou o serviço desse é melhor. Não sentia que era inferior ou superior aos outros anjos, sim Azel era um anjo mensageiro, ele e todos habitantes dos céus não tinham pecados ou qualquer impureza.
    As iniqüidades que conhecemos não existem nos céus, mas começaram lá quando o principal general que, era dotado do mais alto grau de confiança, teve a ambição de ser igual a Deus, sentar no trono de Deus, pois achava que por ser o mais perfeito e possuidor de quase todos os poderes, também poderia ser digno de reinar, mas o Todo-Poderoso, Onipresente, Onisciente, Onipotente o expulsou de lá. Esse general em toda sua arrogância pecou, sim, o começo de todo mal, e a partir daquele dia, ele e suas tropas, um terço de todo exército celestial, foram amaldiçoados e jogados no fundo do abismo.
    Esses acontecimentos do passado não contaminaram o paraíso, mas depois deste evento começou uma terrível guerra entre o bem e o mal, por isso não há trevas nos céus como não há luz nos reinos de Lúcifer o general outrora querubim ungido de Deus, agora transformado em demônio, ele e seus seguidores, procuram a qualquer custo sabotar as criações do Rei, e de todas elas, a criação que eles mais atacam e mais odeiam são os homens, eles odeiam muito a obra-prima de Deus, não conseguem entender dentro de si mesmos por que Deus ama tanto esses seres insignificantes.
    __ Esses macacos, gritou certo demônio.
    Mas para Deus o homem é sua mais importante criação, a ponto de fazer o céu parar e os anjos cantarem de alegria quando um coração se arrepende de seus erros.
    No centro da guerra entre o bem e o mal está o homem, enquanto os demônios tentem atingi-los, os anjos tentam protege-los, o mal procura persuadir o homem através de um dom que Deus permite que possuam, o dom do livre-arbítrio. Isto faz com que o homem ande no caminho que quiser, se ele segue o bem ou mal é ele quem decide e também é um dos motivos de ódio que os seres das trevas sentem dos humanos, e mesmo assim, existem pessoas que servem de cavalo para os demônios. Na luta pela conquista de espaço, travam-se enormes batalhas nos céus, onde os anjos guerreiros forçam a passagem segura dos anjos mensageiros, anjos protetores, outros anjos com as mais diversas missões na terra.
    Foi numa dessas missões que Azel, quando retornava aos céus com as orações dos fiéis, que pediam socorro, foi encurralado por seres escuros como a noite, deformados e cheios de maldades, seus corpos pareciam em decomposição que traziam um cheiro horrível, os olhos eram maquiavélicos, os dedos das mãos eram esqueléticos, com longas unhas que serviam para enterrar nas mentes humanas, causando diversos malefícios.
    __ Aonde pensa que vai anjinho? Rosnou o mais robusto tirando a espada da bainha, daqui você não passa.
    Azel agarrou sua espada tentando se defender, pois eram em maior número que ele, a luta iria ser muito difícil, zaz, a lamina adversária quase tocara seu rosto ao mesmo tempo em que ele atingia o corpo de outro diabo, desintegrando-o no ar.
    __Maldito! Gritou um deles. Vamos matem-no!
    Todos avançaram sobre Azel.
    __Senhor. Orou ele. Ajude-me.
    Neste momento foi como o sol do meio dia, uma luz brilhou com tanta intensidade que causou cegueira e medo nos demônios, não tiveram tempo para fugir, a rapidez desse novo anjo na luta impressionou Azel. A luta ia ser demorada para o mensageiro, não durou um minuto para o estranho.
    __você esta bem? Perguntou o anjo.
    __Sim senhor general. Respondeu Azel não acreditando que fora salvo por nada mais nada menos que Dorin, um dos mais importantes nos céus.
    __Lutou bravamente mensageiro, pensei que fosse um de meus capitães, pela sua agilidade.
    __Obrigado senhor, estaria perdido se não me ajudasse.
    __Não sei não, acho que você conseguiria derrotá-los, mas ia demorar a entregar isso. Disse o anjo apontando para as orações que Azel trazia no cinto.
    __Adeus despediu-se o general, deixando o mensageiro em seus pensamentos.
    Naquele dia Azel fora recebido no céu pelos outros mensageiros, com grande admiração e alegria.
    __Então nosso rapaz agora também é guerreiro,disse Arnin, o chefe dos mensageiros.
    __Exatamente senhor, e não é só isso, foi elogiado pelo príncipe dos anjos guerreiros, disse Garno dando um grande abraço em Azel.
    Garno era companheiro de Azel nas missões de mensagens, mas naquele dia estava ocupado com outras tarefas e Azel fora designado para ir sozinho.
    -Ora você sabe que não é bem assim Garno,se não fosse o general eu não estaria aqui, disse retribuindo a abraço do amigo.
    -Bom chega de papo; Azel leve imediatamente as mensagens na sala do trono.
     
  3. *azel*

    *azel* Usuário

    Enquanto o anjo cumpria a determinação, num lugar muito distante dali, acontecia uma reunião convocada às pressas em que todos deveriam estar presentes.
    Foram chegando desordenadamente em grande algazarra, não havia nada de certo naquele lugar, os palavrões eram como música para eles, no ambiente havia um cheiro de podridão e mofo era uma sala enorme e escura, na qual todos se amontoavam pelo chão e paredes, não se respeitava e qualquer risinho de malícia era motivo para se atacarem.
    -Venha desgraçado farei com você o mesmo que fiz com aquele pastor, ele abriu uma brecha e eu o matei.
    -É, mas comigo é diferente maldito, venha!
    -Calem a boca!Disse um demônio que acabara de entrar, que com um chute jogou uns trinta diabos pelos ares, fazendo os outros se amontoarem pelos cantos causando medo e silêncio na sala.
    Era Hedron, um dos generais infernais, causava espanto e horror em quem o visse, ele é temido por todo inferno, tanto em importância quanto por maldade, era gigante e peludo, os pés tinham três dedos, as pernas eram mais curtas que o tronco, os braços tinham asas de morcego, sua cauda parecia de um escorpião, a cara era igual à de um dragão, sua boca com dentes pontiagudos saltados para fora eram bestiais, ele andava como um gorila despejando desgraças por onde passava.
    -Malditos, como ousaram deixar seus subordinados falharem, aquelas orações podiam chegar lá, não depois de estarmos a um passo da vitória.
    Neste momento todos descobriram por que estavam ali.
    -Mestre, disse um dos capitães levantando a mão toda trêmula de tanto medo.
    -Que foi, rosnou Hedron.
    -É que ele estava lá e matou a todos nossos num minuto, foi uma luta injusta e ahhhrg...
    Não terminou de falar, as garras de Hedron rasgaram sua garganta, jogando sua cabeça sobre os outros, fazendo-os se espremerem mais.
    -Não interrompam mais e respondam se eu perguntar. Vocês o viram?
    -Sim senhor e bastou um golpe só pra nos derrotar.
    -Ele não idiota, o outro.
    -O mensageiro senhor?
    -Quem mais estava lá?è claro que é ele imbecil.
    -Sim mestre, mas não vimos seu rosto, foi muito rápido.
    -Então não foram capazes de ver o que ele fez?Não viram nada de estranho?
    -A coisa estranha é que nunca vimos um mensageiro lutar como um guerreiro antes, mestre.
    Hedron foi à loucura diante da resposta, pegou o demônio e o partiu em dois.
    -Sumam daqui, imbecis, bradou alto fazendo acontecer uma correria em direção à entrada.
    -Mandro, você fica.
    Mandro era um dos braços direito de Hedron e tinha uma certa intimidade com o general a ponto de aconselha-lo sobre as decisões a serem tomadas, também era temido e respeitado entre os capitães, sua armadura nunca fora tocada por uma espada angelical.Era astucioso e não entrava em lutas sem proveito para a causa, a destruição dos humanos.
    -Diga-me Mandro, você viu?
    -O rosto não, mas a espada sim.
    -Era cristal mesmo?
    -Pior mestre, era cristal brilhante.
    -Droga, droga e droga, como não soubemos disso antes?
    -Não sei mestre, achei que só Dorin fosse capaz e ele já sabe que há outro e aposto que vai treina-lo.
    -Temos que destruí-lo antes que se torne poderoso e então serão dois.
    -Como farei isso senhor?
    -Garanto que ele começará a ter missões diferentes a partir de agora, e nós descobriremos quem ele é e o pegaremos.
    -Não é bom avisar o mestre supremo?
    -Você está louco Mandro? Ele pendura nossas cabeças para todo o inferno ver, não mesmo, vamos resolver este assunto nós mesmos e você estará encarregado desse trabalho, vá.
    Mandro saiu para traçar uma estratégia, sem entender muito por que tanto medo de um segundo anjo com espada de cristal brilhante, e também viu uma coisa que não havia percebido antes, Hedron quando falava em espada de cristal, passou a mão na cicatriz que havia em sua testa ficou mais irritado que o normal.
     

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