1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

Jean-Baptiste Lully

Tópico em 'Música' iniciado por Amani, 25 Jul 2008.

  1. Amani

    Amani Usuário

    Jean-Baptiste Lully



    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)




    Jean-Baptiste Lully nasceu em Florença, Itália, em 28 de Novembro de 1632, batizado como Giovanni Battista Lulli. Era filho de um moleiro com pouca ligação com a música. Quando tinha 14 anos, foi contratado por Roger de Loraine (Cavaleiro de Guise) para ir a Paris ensinar italiano a sua sobrinha, Mademoiselle de Montpensier, prima de Luis XIV e filha do Duque de Orleans. Lá envolveu-se com a música e a corte.
    Casou-se com Madeleine Lambert, filha do compositor Michel Lambert, naturalizando-se francês com o nome de Jean-Baptiste Lully. Entrou na corte de Luiz XIV como violinista do conjunto de cordas. Formou o grupo 24 Violons du Roi, primeiro conjunto especialmente criado para fins de concertos regulares para animar os balés da corte.
    Em 1661 foi nomeado para o posto de compositor oficial do rei. No ano seguinte tornou-se mestre de música da família real. Recebeu um alvará para criar a Academie Royale de Musique, que mais tarde viria a ser a Grand Opera.
    Lully também organizou as arcadas dos instrumentos de corda numa mesma direção, dando fim à tremenda confusão de arcos cada um em uma direção. Foi o criador da ópera francesa. Introduziu a ouverture française, as chamadas aberturas em modelo luliano, utilizadas por vários compositores de ópera e oratório. Uma peça exclusivamente instrumental em duas partes. A primeira em estilo homorítmico, lenta, majestosa, com ritmo ponteado persistente. A segunda mais rápida, contrapontística, ou começando pelo menos em estilo fugado, e um desfecho lento.
    Na corte de Luis XIV o balé ganhou impulso, até porque o monarca gostava de se exibir dançando. Lully então desenvolveu a importância cênica da ópera, levando as bailarinas para o palco.


    Cena do filme "Le Roi Danse" (Gérard Corbiau). O Rei dançando!:mrgreen:
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)


    Introduziu o minueto e danças mais rápidas, modificando o estilo das danças na ópera francesa e aumentando o papel da orquestra para o acompanhamento do ballet e execução da abertura francesa. Evoluiu a suíte barroca para o concerto e a ópera. Criou assim o gênero comédia-ballet, com números dramáticos e dançantes para apresentar na corte. O primeiro foi O Burguês Fidalgo de Moliére, de quem foi o compositor preferido e parceiro.
    Criou também, junto com o poeta Philippe Quinault, a forma tragédias líricas, fusão do "Ballet de cour" com a tragédia clássica de Corneille e Racine, cujo um dos elementos principais era a exaltação do Rei da França. Considerado por muitos como o criador da batuta pelo seguinte episódio: certa vez, comandando sua orquestra de cordas, esforçava-se para manter o andamento de certa passagem cujo ritmo estava descontrolado. Parou de tocar e passou a bater ferozmente no chão com sua bengala (ele era coxo). Pronto: estava inventada a batuta. Um desses golpes contundiu violentamente seu pé durante a execução de um Te Deum. Morreu de septicemia 15 dias depois, em 22/03/1687.


    Principais obras
    Compôs a música de cena de peças como Le Mariage Forcé (1664) e Le Bourgeois Gentilhomme(1670), peças de Molière.
    Criou a pastoral Le Temple de La Paix(1685) em parceria com o libretista Philippe Quinault.

    Criou também as óperas:
    • Alceste ou Le Triomphe d'Alcide (1674)
    • Atys (1676)
    • Thésée (1675)
    • Amadis de Gaula (1684)
    • Roland (1685)
    • Acis et Galatée (1686)

    Para ouvir. :grinlove:

    Te Deum (LWV 55 ) - I
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

    Te Deum (LWV 55 ) - II
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

    Te Deum (LWV 55 ) - III
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

    Te Deum (LWV 55 ) - IV
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

    Les Folies d'Espagne (Adoro essa!)
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)


    Site sobre este compositor (em francês):
    www.
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)


    Também tem umas imagens legais que anexei. :D

    Quem mais gosta? Quais as obras preferidas de vocês?




    Biografia retirada
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    .
     

    Arquivos Anexados:

    Última edição por um moderador: 6 Out 2013
    • Ótimo Ótimo x 1
  2. Gabriel Souza

    Gabriel Souza Usuário

    Adorei o tópico. Não conhecia nada sobre Lully, exceto o fato de saber que ele tinha criado a abertura françesa e que a música barroca que ele fazia era diferente (pelo menos em alguns aspectos) dos barrocos dos italianos e alemães. De música barroca eu só conheço Bach e Vivaldi, mas ainda assim, consegui notar certas diferenças. Me parece que a música de Vivaldi é muito mais melódica, a parte harmônica é interessante e exótica, mas ainda assim o principal tá na melodia. E a música de Bach é muito mais profunda, parece adquirir significados ocultos ou algo do tipo. Essa música de Lully é diferente das duas, ela é muito mais majestosa.. e também parece ter bastantes ornamentos (característico do barroco mesmo).
    Pelo que eu entendi, aquelas músicas que tocam na cena do filme correspondem à primeira parte de ouvertures, certo? A primeira que toca é maravilhosa, extremamente forte (não esperava algo com a parte rítimica tão acentuada).
    Mas o que eu mais gostei foi do Te Deum, eu tinha até esquecido o quanto eu gostava de coro. O primeiro movimento tem uma fugas MUITO legais!

    Parabéns pelo tópico Amani. :abraco:
     
  3. Elendil

    Elendil Equipe Valinor

    Não conhecia Lully, apesar de gostar de música clássica! Barroco nunca foi minha preferência, gosto mais dos românticos alemães. Mas Lully parece ter um "q" a mais, que me chamou atenção. Pesquisarei mais!!!
    Gosto muito de Beethoven e principalmente Wagner. Toda a simbologia por trás de suas músicas e óperas. A tentativa de recuperar o passado mítico dos alemães e para isso trazendo a tona a mitologia germânica e os contos de cavalaria, realmente me fascinam. Mesmo sabendo que ele deturpou muita coisa, mas isso Peter Jackson também fez, e nem por isso os filmes de SdA deixaram de ser brilhantes:mrgreen:!!! Ouvir As Valkirias é, como meu professor de filosofia dizia, "um êxtase orgasmático"!:lol:
     
  4. Amani

    Amani Usuário

    Eu tenho SERIOS problemas quando tento falar o que sinto ouvindo musica classica e trilhas sonoras.
    Daqui para frente vou usar essa expressão. :lol:
     

Compartilhar