1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

Música Barroca

Tópico em 'Música' iniciado por Spartaco, 24 Abr 2018.

  1. Spartaco

    Spartaco James West

    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

    A música barroca é aquela correlacionada com a época cultural homônima na Europa, que vai desde o início do século XVII até 1750, quando ocorre a morte do compositor Johann Sebastian Bach.

    As principais características comuns da música do período barroco são:

    1) Bipolaridade das massas sonoras (soli e tutti);

    2) A polifonia tonal atinge grande complexidade ao reincorporar estruturas polifônicas antigas, como a Fuga (contraponto), as linhas melódicas independentes, onde cada instrumento tem sua melodia, formando uma trama intrincada de sons, mas como uma unidade precisa;

    3) A presença obrigatória do baixo contínuo; este é executado, geralmente, por um ou mais instrumentos graves (cello, viola da gamba, fagote) e um instrumento harmônico para improvisar acordes (órgão, alaúde);

    4) O gosto por contrastes (forte e piano), ao contrário da uniformidade de texturas e timbres de costume na Renascença;

    5) O surgimento de novas formas vocais como a ópera, o oratório e a cantata, e instrumentais como os concertos, as sonatas e suítes.

    Entre os compositores desse período podemos destacar Claudio Monteverdi, Antonio Vivaldi, Johann Sebastian Bach, Georg Friedrich Händel, Alessandro e Domenico Scarlatti, Georg Philipp Telemann, Jean-Baptiste Lully e Arcangelo Corelli.
     
    • Ótimo Ótimo x 1
    • Gostei! Gostei! x 1
  2. Daniel Hume

    Daniel Hume Usuário

    Bach - A Arte da Fuga BWV 1080


    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)



    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)


    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)




    A Arte da Fuga ficou incompleta e Bach não indicou a instrumentação ideal para execução. Eu prefiro as interpretações com cordas e a do Quarteto Emerson é uma das melhores.

    É um belíssimo exemplo e o ápice a que chegou a escrita contrapontística no período Barroco.
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  3. Spartaco

    Spartaco James West

    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

    Antonio Vivaldi


    Le quattro stagioni

    As Quatro Estações
    , na verdade, são os primeiros quatro concertos de uma série de 12, publicados em Amsterdã em 1725, como Opus 8, e sob o título Il Cimento dell’Armonia e dell’Invenzione, em italiano, A Disputa da Harmonia e da Invenção. Com este título, Vivaldi queria apresentar obras inovadoras e experimentais em diversos aspectos, contrapondo a sua criatividade (a “invenção”) com o tradicionalismo da escrita musical (a “harmonia”). Todos os concertos do Opus 8, incluindo As Quatro Estações, foram escritos para violino solo, cordas e baixo contínuo.

    Não se sabe o que surgiu primeiro, se a música ou os sonetos. O fato é que, desde que As Quatro Estações de Antonio Vivaldi surgiram, os concertos vêm acompanhados dos quatro sonetos que tem como objetivo descrever muito bem a música e cada uma das estações. Ei-los:

    La Primavera (A Primavera)

    Giunt’è la Primavera e festosetti
    La salutan gl’augei con lieto canto,
    E i fonti allo spirar de’Zeffiretti
    Con dolce mormorio scorrono intanto:


    Chegada é a Primavera e festejando
    A saúdam os pássaros com alegre canto,
    E as fontes ao expirar dos Zéfiros
    Com doce murmúrio correm entanto:

    Vengon’ coprendo l’aer di nero amanto
    E lampi, e tuoni ad annuntiarla eletti
    Indi tacendo questi, gl’augelletti;
    Tornan’ di nuovo al lor canoro incanto.


    Vem [um temporal] cobrindo o ar com negro manto
    E relâmpagos e trovões eleitos a anunciá-la
    Logo que eles se calam, os passarinhos
    Tornam de novo ao sonoro encanto.

    E quindi sul fiorito ameno prato
    Al caro mormorio di fronde e piante
    Dorme’l caprar col fido can’ à lato.


    Então sobre o florido e ameno prado,
    Ao caro murmúrio das folhas e plantas
    Dorme o pastor com fiel cão ao lado.


    Di pastoral zampogna al suon festante
    Danzan ninfe e pastor nel tetto amato
    Di primavera all’apparir brillante.


    Da pastoral gaita de foles ao som festejante,
    Dançam ninfas e pastores sob o abrigo amado
    Da primavera surgindo brilhante.


    L’Estate (O Verão)

    Sotto dura staggion dal sole accesa
    Langue l’uom, langue ‘l gregge, ed arde il pino;
    Scioglie il cucco la voce, e tosto intesa
    Canta la tortorella e ‘l gardelino.


    Sob a dura estação de sol aceso
    Definha homem, definha rebanho e arde o pinho;
    Solta o cuco a voz, e logo com ele
    Canta a rolinha e o pintassilgo.


    Zèfiro dolce spira, ma contesa
    Muove Borea improviso al suo vicino;
    E piange il pastorel, perche sospesa
    Teme fiera borasca, e ‘l suo destino;


    Zéfiro doce expira mas, desafiado,
    Surge Bóreas de repente ao seu lado;
    E chora o pastor, porque decerto
    Teme feroz tempestade e seu destino.

    Toglie alle membre lasse il suo riposo
    Il timore de’ Lampi, e tuoni fieri
    E de mosche, e mosconi il stuol furioso.


    Rouba dos membros cansados o seu repouso,
    O temor dos relâmpagos e trovões ferozes
    E de moscas e moscões o zumzum furioso.

    Ah, che purtroppo i suoi timor son veri!
    Tuona e fulmina il ciel e grandioso:
    Tronca il capo alle spiche e a’ grani alteri.


    Ah, que pena, seus temores eram verdadeiros!

    Troveja e fulmina o céu e majestoso
    Quebra o topo das espigas e danifica os grãos.


    L’Autunno (O Outono)

    Celebra il vilanel con balli e canti
    Del felice raccolto il bel piacere
    E del liquor di Bacco accesi tanti
    Finiscono col sonno il lor godere.


    Celebra o camponês com danças e cantos
    Da feliz colheita o belo prazer
    E pelo licor de Baco um tanto aceso
    Termina com sono a sua diversão.

    Fà ch’ogn’uno tralasci e balli e canti
    L’aria che temperata dà piacere,
    E la staggion ch’invita tanti e tanti
    D’ un dolcissimo sonno al bel godere.


    Faz cada um renunciar danças e cantos
    O clima moderado que é prazeroso,
    E a estação que convida tantos e tantos
    De um dulcíssimo sono a desfrutar.

    I cacciator alla nov’alba a caccia
    Con corni, schioppi, e canni escono fuore
    Fugge la belva, e seguono la traccia;


    O caçador na alvorada sai à caça
    Com trompas, espingardas e cães
    Foge a fera, e seguem-lhe o rastro;

    Già sbigottita, e lassa al gran rumore
    De’Schioppi e canni, ferita minaccia
    Languida di fuggir, ma oppressa muore.

    Já apavorada, e cansada do grande rumor
    De espingardas e cães, ferida ameaça
    Debilitada de fugir, mas oprimida morre.

    L’Inverno (O Inverno)

    Agghiacciato tremar tra nevi algenti
    Al severo spirar d’orrido vento,
    Correr battendo i piedi ogni momento;
    E pel soverchio gel batter i denti;


    Tremer congelado em meio a neve fria
    Ao rigoroso expirar do horrível vento,
    correr batendo os pés a todo momento;
    E pelo excessivo frio bater os dentes;


    Passar al foco i dì quieti e contenti
    Mentre la pioggio fuor bagna ben cento
    Caminar sopra il ghiaccio, e a passo lento
    Per timor di cader girsene intenti;

    Passar os dias calmos e felizes ao fogo
    Enquanto a chuva lá fora molha a tudo
    Caminhar sobre o gelo, e devagar
    Por temor de cair nesse intento;


    Gir forte sdruzziolar, cader a terra
    Di nuovo ir sopra ‘l giaccio e correr forte
    Sin ch’il giaccio si rompe, e si disserra;

    Andar rápido e escorregar, cair no chão
    De novo andar sobre o gelo e correr rápido
    Sem que o gelo se rompa e se dissolva;

    Sentir uscir dalle ferrate porte
    Scirocco, Borea, e tutti i venti in guerra
    Quest’è ‘l verno, ma tal, che gioia apporte.

    Ouvir sair das fechadas portas
    Siroco, Bóreas e todos os ventos em guerra
    Este é o inverno, mas tal que alegria traz.
     
  4. Daniel Hume

    Daniel Hume Usuário

    • Ótimo Ótimo x 1
    • Gostei! Gostei! x 1
  5. Daniel Hume

    Daniel Hume Usuário

    Bach - Fantasia Cromática e Fuga BWV 903


    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)


    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)


    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)



    Música barroca cromática? Pois é, só podia ser Bach.
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  6. Daniel Hume

    Daniel Hume Usuário

    Bach - Partita para Violino Solo nº 2 BWV 1007


    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)


    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)


    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)



    A mais famosa das partitas para violino de Bach, que contém a magnífica Chacona (no vídeo, a partir de 13:51).

    Vários grandes compositores escreveram transcrições para essa maravilha (a minha favorita é a de Busoni, para piano).
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  7. Daniel Hume

    Daniel Hume Usuário

    Handel - Suíte para Cravo HWV 437


    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)


    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)


    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)



    A Sarabanda (no vídeo a partir de 06:22) ficou particularmente famosa após Kubrick incluí-la (orquestrada) na trilha sonora de Barry Lyndon.

    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  8. Daniel Hume

    Daniel Hume Usuário

    • Gostei! Gostei! x 1
  9. Daniel Hume

    Daniel Hume Usuário

Compartilhar