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Estimulando a Curiosidade de Nossos Filhos

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 13 Out 2012.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

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    Durante a estada de Richard Feynman no Brasil - um dos poucos ganhadores do Prêmio Nobel que o Brasil pôde conhecer de perto -, os alunos pediram a ele que desse uma aula sobre nossos métodos de ensino na área da física.

    Feynman pegou cinco ou seis livros de física adotados pelo MEC naquela época e um mês depois disse que só daria aquela aula no último dia de sua permanência no país.

    No dia fatídico, dezenas de professores de física se reuniram para ouvir sua palestra. Essa história é contada por ele no livro Deve Ser Brincadeira, Sr. Feynman.

    Começou assim a palestra:

    "Triboluminescência, diz no livro de vocês, é a propriedade que certas substâncias possuem de emitir luz sob atrito".

    E mostrou como nossos livros apresentavam a matéria pronta, incentivavam a decoreba, eram essencialmente chatos e confusos.

    Isso foi escrito há trinta anos, mas, pelas queixas dos alunos, nossos livros de física não melhoraram tanto quanto deveriam.

    Segundo Feynman, um livro americano abordaria a questão de forma um pouco diferente.

    "Pegue um torrão de açúcar e coloque-o no congelador.

    Acorde às 3 da manhã, vá até a cozinha e abra o congelador.

    Amasse o torrão de açúcar com um alicate e você verá um clarão azul.

    Isso se chama triboluminescência."

    Não sei se ficou clara a diferença que Feynman tentava demonstrar, nem sei se os livros didáticos americanos continuam os mesmos, mas basicamente nossos métodos de ensino apresentam muita informação e teoria em vez de despertar a curiosidade.

    Criamos alunos tão bem informados que no Brasil inteligência virou sinônimo de erudição.

    Inteligente é quem sabe muito, quem repete as teorias e conclusões dos outros. Um dia ele poderá até ter opinião própria, mas será difícil se ninguém estimular sua curiosidade.

    Sem dúvida, toda sociedade precisa de pessoas eruditas, aquelas que sabem os caminhos que já foram percorridos. Erudição não mostra necessariamente inteligência, mas demonstra que a pessoa tem boa memória.

    No mundo moderno, em constante mutação, inteligência quer dizer outra coisa. Significa enxergar o que os outros (ainda) não vêem. Isso é próprio de pessoas criativas, pesquisadoras, curiosas, exploradoras, que encontram soluções para os novos problemas que temos de enfrentar.

    O método de ensino eficaz, segundo Feynman, deveria formar indivíduos curiosos.

    O objetivo final de uma aula teria de ser formar futuros pesquisadores, e não decoradores da matéria.

    O que mais o espantou é que nosso ensino de física e química é muito superior ao americano, algo que todo brasileiro já sabe.

    Mesmo assim, notou Feynman, o Brasil produz menos físicos e químicos que os Estados Unidos.

    A hipótese que ele levanta é o método de ensino.

    Damos muita teoria e informação, mas não ensinamos como usar as informações aprendidas.

    Por sua vez, os americanos sabem e aprendem muito menos teoria, mas devotam mais tempo aprendendo como usar a informação apresentada, sob todos os ângulos.

    Suspeito que essa seja a razão de nosso péssimo desempenho nos testes internacionais administrados pelo Programa Internacional de Avaliação Estudantil (Pisa), em que o Brasil aparece nas últimas colocações, inclusive em física.

    Os testes do Pisa enfatizam mais o uso da informação do que a lembrança da informação em si, algo que não não ensinamos.

    Deveríamos escrever livros "didáticos" menos didáticos e mais motivadores, que estimulassem a curiosidade e fossem mais relacionados com a vida futura de nossos alunos.

    Vamos fazer um simples teste entre 1 000 alunos e descobrir quantos jogaram fora seus livros didáticos após a formatura e quantos os guardaram como o primeiro volume de uma grande biblioteca sobre o assunto.

    Isso nos diria quais os livros didáticos que de fato estimularam nossa curiosidade, o objetivo principal do ensino moderno.

    Stephen Kanitz é administrador por Harvard (
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    )

    Revista Veja, Editora Abril, edição 1826, ano 36, nº 43 de 29 de outubro de 2003, página 20

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  2. Ainurian

    Ainurian Visitante

    Eu não tenho filhos, mas quando tiver, AAAAH, como eles vão crescer nerdeando com a mamãe!
     
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  3. Eu gostaria de ser um pai lendo O Hobbit para ele ou ela sentado na cama. E dramatizando cada personagem... huahuahuaha
     
  4. Thorin Escudo de Carvalho

    Thorin Escudo de Carvalho Part-time Ninja

    Olha que essa nem foi a maior das bizarrices que Feynman encontrou aqui no Brasil, quem tiver interesse é só ler "Surely You're Joking, Mr. Feynman!".

    Edit:

    Encontrei uma tradução de uma parte do livro:
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    Última edição: 13 Out 2012
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  5. Ainurian

    Ainurian Visitante

    Em que site? No site lindo da UEL!

    Ah, adoro essa universidade!
     
  6. Excluído047

    Excluído047 Banned

    Esse causo que o Feynman contou está no livro "O Senhor Está Brincando, Sr. Feynman?" e segue na íntegra
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    . Leitura mais que recomendada.


    []'s!
     
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