1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

Cubo (Cube, 1997)

Tópico em 'Cinema' iniciado por Engethor, 17 Jul 2002.

  1. Engethor

    Engethor Son of Jango

    Seis pessoas acordam dentro de um cubo. A partir dessa premissa simples e interessante, o diretor e roteirista Vincenzo Natali constrói um filme instigante. Quem são essas pessoas? O q está havendo?
    A luta pela sobrevivência está apenas começando...

    Considerando q é um primeiro filme, com orçamento mínimo, o diretor foi bem criativo.

    Eu gostei, sim senhor. :D
    O debate está lançado.
     
  2. Gildor

    Gildor Usuário

    Eu gostei pra valer, esse filme mexeu bastante comigo na época em que vi. Encontrei apenas uma crítica sobre ele na net, e apesar de não concordar com todos os pontos levantados pelo autor, ainda assim gostei:

    Por Kleber Mendonça Filho

    Com o final da década chegando, já é possível olhar para trás e identificar algumas tendências recentes no cinema. Uma delas é a idéia de prender uma pessoa, ou um grupo de pessoas, num lugar fechado sem que o indivíduo, ou indivíduos, saibam que, na verdade, são parte de um esquema maior que os observa e os controla friamente, como marionetes.

    Foi assim em Vidas em Jogo (1997), onde Michael Douglas é vítima de um jogo que irá alterar seu jeito de ser, The Truman Show (1998), onde Jim Carrey mora num estúdio de TV e atua numa novela, sem saber disso, ou mesmo Matrix (1999), onde Keanu Reeves é informado que a sociedade é produto de um poderoso computador. Junte à lista o filme B de ficção-científica O Cubo (Cube, 1997, Canadá), de Vincenzo Natali, que acaba de ser lançado em vídeo, sem ter chegado aos cinemas do Brasil. No gênero ficção-científica, é um dos trabalhos mais interessantes dos últimos anos.

    Na verdade, o ponto de maior interesse aqui fica por conta da concepção (idéia) e realização (design e câmera), e não por algum conteúdo humanista, que pode até mesmo existir, dependendo da sua boa vontade com o material. A idéia: um grupo de pessoas que não se conhecem, representantes dos mais variados tipos intelecto-sociais (policial, arquiteto, negro, branco, jovem, meia-idade, autista...) acorda numa sala quadrada (um cubo), aparentemente feita de metal e dotada de duas portas (escotilhas quadradas, uma em cada lado) localizadas em duas paredes.

    As escotilhas dão acesso à sala vizinha, um outro cubo "decorado" com outras cores, ou seja, cada sala/cubo é diferente mas, essencialmente, um cubo. Há uma quantidade infindável de salas/cubos e sons metálicos que podem ser ouvidos, sempre com temor, periodicamente.

    Para ilustrar o nível de encrenca na qual os personagens estão envolvidos, Natali abre seu filme com uma seqüência arrepiante e sangrenta na qual um pobre homem, ao passar de uma sala para outra, é vítima de "algo", acompanhado de um vento e um som que o paralisa totalmente. O que acontece depois é digno de alguma antologia de cenas memoráveis no gênero Horror/Ficção Científica.

    Depois desta abertura que estabelece a ameaça, outros personagens são apresentados, alguns vindos de outras salas, juntando-se ao grupo, que lembra os sitiados de A Noite dos Mortos Vivos (Night of the Living Dead, 1968), de George Romero. Como naquele filme, haverá uma mistura de desentendimentos, briga de egos e a possibilidade de, cada um, colaborar para o bem estar de todos, uma vez que, aparentemente, os elementos foram escolhidos a dedo exatamente por suas habilidades. Uma estudante, por exemplo (Nicole de Boer), descobre que cada passagem está marcada por um número que poderá ser, ou não, um número primo.

    A inclusão da matemática para a solução dos poblemas do Cubo é um aspecto interessante do filme, fazendo-o um possível par para o mais matemático ainda Pi (1997), o aplicado thriller independente que permanece inédito (sem distribuição) no Brasil.

    Para os espectadores pouco capacitados em ciências exatas (eu, por exemplo) resta apenas achar tudo interessante e confiar nos cálculos da garota, que irá passar adiante a tarefa com a chegada de um personagem autista capaz de decifrar números cada vez maiores, um clichê Rain Man que este filme poderia ter evitado.

    Um dos pontos mais fracos de O Cubo é exatamente o elemento humano, bom apenas o suficiente para habitar a estrutura B desse filme barato. Os conflitos internos parecem mecanicamente enxertados para criar "drama" e "tensão", ao invés de o espectador acompanhar com interesse e aflição uma escalada de desespero plausível e adequada. O espectador tem, freqüentemente, a impressão de que Natali e seus roteiristas (Andre Bijelic e Graeme Manson) não querem que seus personagens se entendam.

    Mesmo assim, o clima bizarro e claustrofóbico, auxiliado por um ritmo que mantém a atenção e a paranóia é o que faz desse filme interessante e um memorável exercício em suspense hi-tech. Do ponto de vista da realização, Natali usou duas salas, mudando a iluminação em cada uma delas e criando a ilusão de os personagens estarem presos num labirinto interminável. Um dos personagens chega a comentar que "só o governo seria capaz de fazer algo de tamanho mau gosto".

    Outro destaque é o trabalho de som do filme, responsável por metade do clima claustro-industrial aqui sentido, especialmente durante os misteriosos ruídos que apontam para a saída do mistério, que, por não ser totalmente esclarecido, poderá deixar alguns espectadores insatisfeitos. Mesmo assim, uma variação digna de nota para a abordagem da claustrofobia no cinema.


    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
     
  3. Sister Jack

    Sister Jack Usuário

    Eu ouvi falar muito bem desse filme(menos do Ristow, que odeia ele).

    Estou muito curioso, pq ouvi falar que é uma mistura de ficção científica, suspense, e lembra um episódio de Além da Imaginação. Parece do meu gosto.

    Vou assistir em breve e posto o que achei.
     
  4. Não gostei mesmo! :evil:
    Eu tava trocando de canal quando parei no Telecine e o cara disse: "A seguir, CUBO. Filme ganhador de não-sei-o-que-lá no festival de toronto". Aí eu como sou muito curioso, comecei a ver.
    O começo até que é interessante, mas depois eu fui realmente detestando! Eu só continuei vendo porque realmente dá aquela curiosidade... Mas chega o final (ridículo por sinal) e o filme acaba sem maiores explicações! Credo, eu não gostei não... :?
    E pelo que eu to vendo eu sou o único, né? :lol:

    NOTA 5,0
     
  5. bechara

    bechara Usuário

    O Filme é uma M*RDA! eu achei um dos piores filmes que eu já vi, na boa....

    2.0/10
     
  6. Gildor

    Gildor Usuário

    Ah, para com isso, tá parecendo aquele pessoal que viu SdA e reclamou da mesma coisa... :wink:

    Às vezes, é legal pra um filme não ter um final onde tudo é bem explicadinho. Nesse filme, por exemplo, achei que o pedaço de explicação que eles deram funcionou bem 8)
     
  7. Orion

    Orion Jonas

    heheheh antagonismos a parte, as seis pessoas acordam dentro de um cubo?! Como é isso? Fiquei curioso agora...
     
  8. Engethor

    Engethor Son of Jango

    Vou tentar evitar uma generalização (vou até usar o "nós" em vez de "vcs"), mas não vai dar:
    - Alguns de nós detestamos aqueles filmes Hollywoodianos, manjados, onde a história toda é mastigada (ultimamente, é mastigada já no trailer). É uma observação válida. Qto maior o orçamento, menos riscos os estúdios querem correr.
    Eles subestimam o espectador, sim

    Mas aqui temos um filme (q é não-hollywood) q foge a esse padrão, mas é alvo de comentários negativos a respeito de como conzudiu a trama. E agora, como explicar o clamor dos insatisfeitos ?

    Já há um topico sobre finais, mas cabe um comentario. Final fechado não é uma obrigação, final aberto é tb uma opção (tanto literária qto cinematográfica).


    PS: Aposto q o Folco vai gostar do filme.
     
  9. Exatamente, eles acordam dentro de um cubo, sem sabe o porquê, onde é aquilo, quem prendeu eles ali, como foram parar e etc. Então eles percebem que há uma "janelinha" em cada parede do cubo. Cada janelinha dá pra outro cubo!
    Aí fica o filme todo, eles passando de cubo pra cubo tentando descobrir a saída... :P

    Ah Gildor, não vamos comparar SdA com Cubo, né? :obiggraz: Eu realmente odiei o final do Cubo... Não precisava ser tudo bem explicadinho, mas também não precisava deixar o filme sem nexo! Aí o negócio é o gosto de cada um... Teve gente que achou legal assim, outras não. Eu sou uma delas. 8)
    Hauhauhau... Quando eu lembro do final eu começo a rir... :lol:
     
  10. Orion

    Orion Jonas

    Então deve ser um filme bem interessante quanto maluco e nervoso, se eu achar aqui no Telecine eu assito e posto meu comentário aqui.
     
  11. Ogden

    Ogden Usuário

    esse filme parece interessante, mas, convenhamos, filmes de holywood foram feitos pras pessoas mais se entreterem sem compromisso do que esses outros nos quais a pessoa tem que ter conhecimentos básicos e capacidade de abstração. É como ler poesia, muitas pessoas não gostam pq muitas vezes não entendem, e preferem ler Harry Potter (nada contra vc Ristow, ou contra leitores de HP). Bom, deve ter alguma conotação por trás do cubo, e isso tornaria o filme ainda mais interessante. Pelo menos é essa a minha opinião.
    Bom, esse filme é fácil de se encontrar em locadoras?
     
  12. bechara

    bechara Usuário

    O que eh akele mongol q curte jujubas?! affe
     
  13. Gildor

    Gildor Usuário

    Eu não quis comparar os dois, cara. Pô, tá me estranhando de comparar o SdA com esse aí? :P

    Essa noção de "sem nexo" é relativa também... Eu pelo menos gostei do final. 8)
     
  14. Primula

    Primula Moda, mediana, média...

    Fiquei curiosa pra ver esse filme. Mas "respondendo" a pergunta do Black_orion: Como é que a gente veio parar no planeta Terra?

    Será que a gente não se faz a mesma pergunta quando nasce? Que diabos de lugar é esse, como vim parar aqui? Meu mundo era escurinho quentinho e seguro, o que p0rra é essa agora?

    Sei lá... acho que é inquietante (e desagrada muitos) por isso: pensar que estamos dentro de um armário de estação rodoviária (como em MIIB).

    Ao mesmo tempo confortável e frustrante. Confortável porque é o mundo que conhecemos, inquietante porque tememos o que existe algo lá fora (ou depois da morte, etc..)

    Viajei na maionese? :mrgreen:
     
  15. Fosco Cachopardo

    Fosco Cachopardo Ghost of Perdition

    Eu tbm não gostei deste filme, mas assisti ele a um tempão, então pode ser q se eu assistir ele denovo, não q eu pretenda, minha opnião mude.

    Achei um filme sem fundamentos, oq o deixou entediante, um daqueles filmes q te dá sono(otimo p/ noites de insonia). Porém as vezes ele é criativo. O final, pra mim, foi simplesmente oq eles podiam arranjar, um final sem nexo p/ um filme sem nexo, nada mais propicio.

    Nota 5 e de bondade.

    Sim, pelo menos eu já vi em varias locadoras.
     
  16. Orion

    Orion Jonas

    As vezes penso assim também, que vivemos dentro de um cubo. Que suas dimensoes são variadas dependendo do referencial.
     
  17. Dirhil

    Dirhil Olha, Schroeder...

    Eu A-DO-REI Cubo!!!!

    Tá .... achei o final meio Rain Main e clichezão demais...... mas o filme é show!!! É canadense pra quem nào sabe, por isso ganhou o prêmio do Festival de Toronto.

    Já tem em vídeo sim. É super interessante. Simples, mas bem feito.

    As 6 pessoas estão presas num cubo.... daí elas tem que ir passando de uma sala para outra até achar a saída...... tipo..... sabem aqueles cubos mágicos? É mais ou menos aquilo...... eles tão presos em um cubo e tem que ir passando ao outro....
    Acontece que tem cubos que tem armadilhas...... e eles tem que descobrir quais cubos tem armadilhas e quais não tem.

    Eu demorei pra ver o filme depois que ele chegou em vídeo, pois eu não botava fé que era bom.... mas vale a pena.

    Eu tou suuuuuuuuuuper ansioso pela continuação "Cubo²" que deve ser lançada em vídeo ainda este ano.

    Nota: 4.0/5.0
     
  18. BlackBeard

    BlackBeard Usuário

    é um filme muito legal e diferente. Se eu naum me engano passou na amostra internacional de cinema, mas tem em video já há algum tempo.
     
  19. Sister Jack

    Sister Jack Usuário

    Critica de CUBO



    Eu acabei de ver Cubo. Eu consigo definir esse filme em três palavras: PUT.A QUE PARIU!!!
    Eu fui assistir o filme com expectativas baixar por causa do Ristow me falando que o filme é muito. Mas eu achei interessante a trama de seis pessoas presas em um cubo imenso tentando achar uma saída, e resolvi alugar.
    Foi incrível! Impressionante! Muito inteligente! Muito emocionante. Tem cenas nesse filme que ainda estão gravadas na minha cabeça e que eu não vou esquecer por muito tempo. A principal delas, é claro, é o cubo com sensor de som. Suspense e tensão ultrapassaram 90% dos filmes que já vi. Eu começei a mastigar a capa de uma fita que eu tava segurando de tanta tensão. Eu não conseguia respirar. Prendi a respiração e assisti aquela cena. Meu Deus! Foram um dos melhores momentos cinematográficos.
    O filme nunca é cansativo, mesmo sendo totalmente filmada de dentro do Cubo. Sempre a coisas interessantes que vc vai descobrindo sobre o sistema do Cubo, sobre armadilhas novas, e principalmente, sobre os personagens. O filme mostra os conflitos de uma forma incrível. Vc vê o que o ser humano é capaz, e o lado bom e o lado mau de cada um dos personagens. Todos têm que fazer escolhas em um certo momento que questionam a sua própria moral.
    As atuaçãos não foram excelentes. Foram boas mais que o suficiente para um filme assim. Os atores conseguiram me passar confiança neles. Eu preocupava com eles e é por isso que a maioria das cenas de suspense funcionaram.
    Os 30 minutos finais do filme são incríveis! Eu não consegui parar para nada. A cada minuto acontecia uma nova revelação, uma nova armadilha. Eu torci para que todos os personagens conseguissem ultrapassar os obstáculos e isso mostra que o filme funcionou.
    O filme tem elementos de ficção científica e muito mistério. Algumas questões no filme não são respondidas. São mostradas várias hipóteses, mas as respostas são deixadas para a imaginação do público. Eu sei que muita gente não gosta de filmes em que é tudo terminado e respondido, sem nenhuma questão deixada aberta. A questão principal que não foi respondida foi uma coisa que me fez gostar ainda mais do filme. Eu fiquei meia hora pensando em várias possibilidades sobre o final e sobre o mistério e é isso que os filmes deveriam fazer com o público. Refletir sobre a estória. Mas a maioria não é assim.
    O filme é violento, dá vários sustos, muito suspense e tensão, personagens misteriosos, várias surpesas e muito mais. Cubo é um ótimo filme de ficção científica e suspense. A única coisa que eu não gostei no filme foi que não é o tipo de filme que você quer ver e rever. Mas eu tenho certeza que vou assistir ele de novo. Até lá, vou ter que aguentar "a vasta estupidez humana".

    NOTA 9,0


    E Dirhil, vai ter Cubo 2? É o mesmo diretor e roteirista?
     
  20. Hugo

    Hugo Hail to the Thief

    ihhhhh...mais um filme que eu naum vou achar nas m.e.r.d.a.s-locadora aki da minha cidade...da pra kebrar o galho ai Dirhil???hehehe
     

Compartilhar