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Um haicai de verão e dois de primavera.

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Mavericco, 6 Out 2012.

  1. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    I:

    Uma mosca pousa
    no mormaço e ah!, aliso
    suas asas e brinco.

    II:

    Flores no bueiro —
    o cão cego que na noite
    atravessa a rua.

    III:

    Cascas de cigarras
    presas na casca da árvore.
    Acaso ainda gritam?[hr][/hr]Ou seja: o I é de verão, o II e o III de primavera. Esses devem ser os haicais mais "certinhos" que eu já escrevi :|
     
  2. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    Acertou na "mosca" no I. E o III gostei também. Sim, mandou bem na arte milenar dos haicais.O negócio é isso mesmo, sem mais nem menos, mas na medida (:
     
  3. Fernando Giacon

    Fernando Giacon [[[ ÚLTIMO CAPÍTULO ]]]

    Simples e encantadores, assim são os Haicais. Concordo com o nosso amigo Ricardo, ficou exatamente na medida, sem contar nas imagens que nos é projetada.
     
  4. Vinnie

    Vinnie Usuário

    Jurava que já tinha comentado este.... Ué...


    O I é "esquartejante"; o Mavericco põe "Ah" no meio e o Haicaifaz uma curva pra rua Deslumbre. Grande recurso.
     
  5. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Obrigado aos três pelos comentários. Vocês são muito gentis.

    E Vinnie, não posso tomar os créditos por um efeito milenar, tão antigo quanto o haicai enquanto haicai: esse meu "ah!" é o que se chama de "kireji" (se não me engano, mais exatamente um "ya"), que é uma espécie de palavra ou artifício gráfico que divide o haicai em duas partes. Para os "mestres" do haicai, todo haicai tem que ter um kireji, pois, não tendo, não é um haicai. Enfim. Minha opinião sobre isso foi exposta no meu texto "Reflexões sobre o haicai" (mas desde já fique dito que isso pra mim é uma babaquice).

    O fato é que o kireji, se posto no final do verso, encerra um ciclo, joga o leitor para o início e como que o obriga a reconstruir uma nova imagem ou a continuar a construir a imagem que se ia descortinando, só que agora sob outro prisma. Se ele é colocado no meio, aí o efeito já é mais ambíguo e talvez paradoxal, pois ele pode também fechar um ciclo e reiniciar outro, pode reiterar, pode contrapor, pode espelhar... Ou talvez tudo isso ao mesmo tempo. Mas esse tipo de kireji, no meio do verso, é consideravelmente mais raro que o do final...

    No meu caso, coloquei esse kireji (ah!) em específico para dar uma turbinada na musicalidade do haicai e potencializar a rima toante entre "aliso-brinco", além de repartir bem uniformemente as células sonoras do haicai: na primeira metade, digamos, você tem uma assonância em O, ao passo que na segunda, você tem em A.
     
  6. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    Existem umas variantes de haicais correndo solto Brasil a fora ( li um texto muito interessante de uma professora acerca de haicais, mas perdi de "vista" ) Guilherminos, livres e tradicionais ( respeitando as regras) etc.Qualquer hora quando o tempo permitir vamos trocar ideias a respeito.Abraços!
     
  7. Vinnie

    Vinnie Usuário

    tem tópico de Haicai aqui? Pulemos pra ele!
     
  8. Fernando Giacon

    Fernando Giacon [[[ ÚLTIMO CAPÍTULO ]]]

    Tem sim, eu inclusive tentei dar um "up" nele não faz muito tempo.
     
  9. Matheus Spier

    Matheus Spier Usuário

    Olá.

    Gostei de todos os Haikais, porém em especial do terceiro. É o mais tradicional, até com imagística bastante japonesa, e devo confessar que tenho preferência por arte mais clássica.

    Os primeiros versos são bastante simples, meramente ilustrativos; é o terceiro verso que torna o poema (a meu ver) especial.

    É realmente curioso observar o caixão seco das crisálidas preso nas árvores tão silenciosamente, pois todos que já viram (e, principalmente, ouviram) esses pequenos insetos sabem como suas festas e celebrações são barulhentas. kkk. Pena que não é possível chamar a polícia e pedir para mandarem as cigarras abaixar o volume de suas caixas de som...kkk

    Abraços (e perdão pela piada sem graça)
     

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