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[Sméagol] [Fio de Esperança] [L]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Sméagol, 3 Jan 2007.

  1. Sméagol

    Sméagol Usuário

    Autor: Sméagol
    Gênero: Romance
    Título: Fio de Esperança

    Caros amigos, acabo de iniciar esse romance. Não tinha dado título ainda, então Fio de Esperança é um título provisório apenas para constar no tópico. Aguardo críticas e sugestões. :cerva:


    EDIT: Veja o primeiro capítulo no post logo abaixo.
     
    Última edição: 4 Jan 2007
  2. Ireth_Telperien

    Ireth_Telperien Pronta para matar! ¬¬

    Re: [L][Sméagol][Fio de Esperança]

    A-D-O-R-E-I!!!!!!!!!!!
    Mas agora fiquei curiosa para saber o resto! =/
    Escreve mais!!!!!! \o/
    =*******
     
  3. Lukaz Drakon

    Lukaz Drakon Souls. I Eets Them.

    Re: [L][Sméagol][Fio de Esperança]

    Caso queira mudar o nome depois, me avisa que eu edito. =]

    Mais tarde eu dou uma lida com calma.
     
  4. Sméagol

    Sméagol Usuário

    Re: [L][Sméagol][Fio de Esperança]

    OK, vlw Lukaz!

    Mas por enquanto vai ficar esse mesmo, só costumo dar o nome definitivo após terminar o texto...
     
  5. Sméagol

    Sméagol Usuário

    Re: [L][Sméagol][Fio de Esperança]

    Seguinte galera. O texto que irei postar aqui aos poucos trata-se de uma pedra bruta; ela será lapidada um, duas, três ou quantas vezes forem necessária após seu término. Por isso, o que lerão é uma versão 1.0, que sofrerá muitas alterações, tanto na forma quanto no conteúdo.

    Porém, quando tive a idéia da história, fui correndo para o PC digitar o primeiro capítulo. Após seu término que fui perceber que, de qualquer forma, precisaria do planejamento, que deveria ter sido feito antes. Então, lá fui eu escrever meu planejamento. Ao fazê-lo, percebi que o 1º capítulo precisava de certas mudanças para se adequar ao restante da história. Então, poto novamente o capítulo com essas alterações; são pequenas, mas que farão a diferença no final. Estarei apagando o primeiro capítulo do meu primeiro post. Espero que entendam a mudança, e logo postarei o 2º capítulo.


    CAPÍTULO 1


    As pessoas não percebem a força de seus atos; todo e qualquer ato gera uma reação, mesmo que imperceptível. No entanto, a tomada de certa decisão pode alterar completamente a vida de muitas pessoas. “Ah, se eu soubesse...”, pensava o rapaz, “...se eu soubesse que tudo caminharia para esse ponto, teria feito tudo diferente”. Mas, infelizmente, não temos esse poder, esse almejado poder de prever o futuro. Seria muito fácil, e a vida perderia todo seu encanto. “Se eu pudesse mudar apenas um fato, tudo seria diferente”.

    Era um homem alto, de boas linhas, com algumas mechas de cabelo branco aparecendo, apesar de ter entrado na 4ª década de vida há pouco. Possuía um ar intelectual, o que não deixava de ser verdade, já que era um amante dos livros. Sempre fora magro, magro muito magro, porém agora uma incômoda barriga começava a aparecer. “É a idade chegando” dizia ele, quando informado que estava engordando. Disputando espaço com os cabelos brancos estavam os fios castanhos, um castanho escuro, quase preto. A barba começava a dar sinais de vida, coisa que não acontecia há anos, pois fazia a mesma religiosamente pela manhã e à noite. Seus olhos possuíam um castanho tão claro que chegavam a incomodar, um olhar penetrante, que parecia ter o poder de arrancar das pessoas qualquer coisa, mesmo que a contragosto. Um homem bem feito; um homem triste.

    Estava em uma colina muito verde, com flores campestres e nenhuma árvore crescendo, que ficava há pouco mais de dois quilômetros da cidade. Costumava ir ali quando criança. “Costumávamos vir aqui quando crianças”, pensava. Observava com profundo fascínio o pôr do sol, que deixava todo o céu alaranjado, num misto de encantamento e medo, medo que o mundo todo fosse pegar fogo. “Era disso que tínhamos medo, que ao se pôr o sol queimasse todo o planeta...mas ficávamos ali, abraçados, observando aquele espetáculo, e satisfeitos, pois se o mundo acabasse morreríamos felizes”.

    Aquele cenário, um cenário que tantas vezes presenciara, fazia com que seus pensamentos andassem na velocidade dos mais rápidos foguetes, criando imagens que sequer sabia que estavam guardadas, muito bem guardadas lá no mais longínquo arquivo de seu cérebro, naquele lugar que dificilmente vamos para recuperar algo, que visitamos geralmente em nossos sonhos, e que é revestido de proteções, tornando impossível excluí-lo de nossa mente. E em nenhuma dessas imagens ele estava sozinho, mas sempre acompanhado dos seus dois amigos, sempre felizes, uma felicidade plena, verdadeira, inocente. “Ah, se eu soubesse...”.

    Mas no momento o que ele sabia é que não seriam essas as imagens que estaria recordando quando descansasse sua cabeça no travesseiro, mas sim as imagens que o perturbava há anos, imagens de terror, imagens da cena que ele presenciou, aquela cena terrível, cena que o fez se esconder, mentir e trair a confiança dos amigos. A cena que principiou a destruição daquela amizade, que parecia ser eterna. Mas não seria a única; agora também teria de conviver com o que presenciara há alguns minutos; outra cena lamentável, outra cena envolvendo os amigos, novos pesadelos nascendo.

    O sol já não era mais visto, apenas seus últimos e derradeiros raios vermelhos, e as primeiras estrelas já começavam a povoar o infinito azul. Estava na hora de partir, de voltar para sua vida. A vida que deixou de lado por certo tempo, para tentar reviver aquela que abandonara quando garoto, para tentar consertar aquilo que havia destruído. Era hora de retornar ao seu consultório, aos seus pacientes, à sua mulher e seus filhos, era hora de voltar à realidade e esquecer definitivamente os sonhos de criança.

    “Uma última vez” sugeriu. “Apenas mais uma vez, devo reviver tudo mais uma vez, devo ver novamente onde errei, como causei a destruição das pessoas que mais amava, e devo sofrer eternamente por isso”. Levantou e começou a caminhar em direção à cidade e, ao virar-se, viu o vulto dos dois amigos, a uns cinqüenta, talvez cem metros de distância. Lembrou-se que carregava consigo seu gravador, pois havia adquirido o hábito de gravar palestras da qual participava e também consultas com pacientes, para evitar possíveis problemas com os mesmos. Narraria mais uma vez, como já fizera tantas outras vezes a si próprio, toda a história de sua vida; deixaria tudo registrado, para que ninguém viesse a duvidar de sua covardia. E, dessa vez, acrescentaria os últimos acontecimentos, que nem havia digerido por completo, tão embriagado que estava com as lembranças da infância. Seria uma última tentativa de se livrar dos fantasmas que o assombravam desde aquele dia, desde o dia que tomou aquela decisão, o dia que fez sua vida girar por completo, pois, lá no fundo de seu peito, ele não queria sofrer eternamente por isso, ele não podia, não agüentaria.

    Começou a caminhar em direção aos dois amigos, ligou o gravador, e começou, numa espécie de transe, a reviver, agora através das palavras, toda sua história de vida, com o cuidado de rever as cenas principais com atenção, para que não deixasse dúvidas de quão fraco fora. Mas agora seria diferente, seria o homem mais forte do universo.
     

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