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Perdão não substitui justiça, diz papa sobre o escândalo de abusos no clero

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Rafaela Regina, 11 Mai 2010.

  1. A Declaração foi feito a caminho de Portugal para viagem de quatro dias. Maior ameaça vem do pecado dentro da própria igreja, disse em entrevista
    por G1.



    O papa Bento XVI disse nesta terça-feira (11) que a crise do escândalo de abusos sexuais contra crianças cometidos por padres deve fazer a Igreja reconhecer a "terrível verdade" de que essa grande ameaça não vem de inimigos externos, mas do "pecado dentro da Igreja".


    "Hoje nós vemos de uma forma verdadeiramente terrível que a grande opressão da Igreja não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado dentro da Igreja", disse ele a jornalistas no avião que o leva para Portugal ao responder uma pergunta sobre os escândalos de abusos sexuais cometidos por padres.


    "O perdão não substitui a justiça", disse o papa.


    Bento XVI chegou a Lisboa para uma visita de quatro dias a Portugal, durante a qual fará uma peregrinação ao santuário de Fátima.


    O avião papal foi escoltado em sua chegada por caças F16 da força aérea portuguesa.


    Esta é a segunda viagem ao exterior realizada este ano por Bento XVI, depois da que fez a Malta, em abril passado, marcada pelas críticas por conta dos casos de pedofilia.


    Portugal finalizou os últimos preparativos para garantir uma recepção calorosa e festiva ao papa.


    Dez mil flores da Ilha da Madeira vão compor um tapete pelo qual passará Bento XVI em Lisboa, tendo sido construído, também, na cidade do Porto, um altar em "ouro barroco".


    Esforços não vêm sendo poupados para fazer da viagem do soberano pontífice "um grande momento de alegria", segundo o episcopado português.
    Em Fátima, a cidade-santuário que, segundo o Vaticano, estará no centro da viagem papal, as ruas foram até perfumadas, deixando no ar um "leve odor de limão".


    O govero socialista chegou a decretar, apesar da crise fiscal, um feriado excepcional para o funcionalismo público para assistir às missas, fechando escolas e cancelando o expediente nas repartições.


    No domingo, Bento XVI exortou os fiéis a "acompanharem a peregrinação" rezando pela Igreja e, em particular pelos padres".


    A hierarquia católica portuguesa garantiu várias vezes que a visita papal não será "obscurecida por escândalos, apesar da distribuição prevista de mais de 25.000 preservativos por militantes da luta contra a Aids.


    "Trata-se de receber um chefe de Estado, e não fazer qualquer tipo de propaganda", afirmou o porta-voz do episcopado, padre Manuel Morujão, destacando que "o papa falará para todos os portugueses, sejam eles católicos ou não".


    Nos últimos dez anos, depois da visita de João Paulo II, em maio de 2000, Portugal mudou. Embora de maioria católica, mais de 88%, oficialmente, o aborto não é mais crime no país, desde 2007, e os casais homossexuais poderão logo se casar, em seguida a uma lei aprovada em fevereiro e que espera, apenas, a assinatura presidencial.


    Não será por acaso se o papa decidir falar, durante a visita a Portugal, "da sociedade de hoje", segundo o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano.


    Além da celebração de três grandes missas, com a participação de cerca de 800.000 pessoas entre Lisboa, Fátima e Porto, o papa fará diversos pronunciamentos, em particular ao desembarcar, nesta terça-feira, mas também ante personalidades do mundo da cultura.


    Um dispositivo de segurança excepcional será posto em prática e o trânsito, assim como o estacionamento, serão proibidos ao longo de oito trajetos do papamóvel, em Lisboa e na cidade do Porto.


    As autoridades religiosas excluíram a possibilidade de os fiéis serem revistados ou controlados, destacando que "o papa não foi escolhido para viver num bunker".


    "As pessoas poderão ver o Santo Padre sem nenhuma complicação", afirmou o porta-voz do episcopado."

    Para mim esses casos de pedofilia devia ser resolvido como nos EUA: "Pedofilía tem pena de morte".

    Para mim, nem a polícia intimida mais os criminosos, já a morte acho que sim , os criminosos pensariam 2 vezes antes de cometer algum crime, pois não querem morrer. E não haveria a chance dos criminosos voltarem às ruas e cometerem seus crimes, Como quase sempre acontece. Eu pense nos familiares das vítimas, que se sentiriam vingados. E ainda escuto falarem que ninguém é Deus para tirar a vida de outras pessoas, mas se ninguém tem o direito de tirar a vida porque os criminosos tiram? E também tem que se ver que se o dinheiro que é investido em conforto para os presidiários fosse revertido para a saúde, ela estaria bem melhor.



    FONTE:
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  2. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Nos EUA tem pena de morte e nem por isso a taxa de criminalidade é zero, "De olho por olho e dente por dente o mundo acabará cego e sem dentes." (Gandhi)
     
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  3. A criminalidade não vai vai a zero, mas diminue muito!
     
  4. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Não por isso, o que faz a criminalidade diminuir é a certeza de que vai ser punido, a impunidade é que faz a taxa de crimes aumentar.
     
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  5. Roderick

    Roderick Banned

    Gente, então vamos parar de ir para a igreja, já que o pecado vem de lá de dentro.:roll:
     
  6. Pois bem, a impunidade não faz a taxa de crimes aumentar? Uma pena como essa não é uma grande punição?
     
  7. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Imagine quantas pessoas são presas injustamente e algumas ficam a vida toda na cadeia para depois de muitos anos (graças ao DNA) provar que elas são inocentes, agora se em vez de presas elas forem mortas, como se vai voltar atrás, depois que estiverem mortas, aí vai ser tarde.
     
  8. Roderick

    Roderick Banned

    Eu acho que pena de morte é pouco, uma perpétua seria mais difícil, pois pessoas como essas, nunca deveriam ser soltas depois de cometer tal ato de crueldade e covardia.
     
  9. Lalaith.

    Lalaith. Usuário

    Pena de morte é punir violência com mais violência e isso não leva a nada.
    Além do mais, morrer é "muito fácil" -morreu, pronto, acabou!- quem comete um ato como esse de total brutalidade e covardia merece passar o resto da sua infeliz e miserável vida atrás das grades, mofando na cadeia, mas sem essas 'regalias' de diminuir a pena por bom comportamento ou cumprir uma parte da pena em regime semi-aberto...não, não, não, nada disso!
     
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  10. Menegroth

    Menegroth Bocó-de-Mola

    Normal né? Ele não está dizendo nada demais.
    Só acho que demorou para tomar uma posição.
     
  11. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Interessante frase. Existem então o perdão da igreja, o perdão da justiça e o perdão de Deus.

    E finalmente a igreja viu aquilo que está presente na bíblia. Em Israel, o maior inimigo sempre esteve dentro ou próximo de seu seio e a própria história de Caim e Abel é um exemplo da divisão terrível que existe entre os filhos de uma mesma casa, quando o seu maior inimigo ronda por perto, e se manifesta as vezes no presente, outras vezes no futuro.

    Lembrando que quem é guardião de algo precisa proteger também o futuro em todos os aspectos e que a função de apóstolo também inclui a de profeta, pois o futuro é sua constante preocupação.

    De que futuro a igreja vem falando é matéria de especulação, mas a função de profeta tem sido, na minha opinião, muito abandonada por eles.
     
    Última edição: 11 Mai 2010
  12. Mas é claro que para se tomar uma decisão radical como essa o caso deve ser muito bem estudado por bons profissionais.
     
  13. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Não adianta, seres humanos são falhos, mesmo o mais perfeito investigador (e quem julga e quem dá as notas) vai em algum momento cometer um erro ou por incompetência, ou por as provas serem circunstanciais, alguém pode forjar provas, enfim não é difícil enganar a justiça não e nem sempre ela vai acertar, é melhor deixar de punir um culpado do que punir um inocente.
     

  14. Mas geralmente casos com essa pena, são os que foram realmente provados que não há duvida, pessoas pegas em flagrante...
     
  15. Anwel

    Anwel Nazgûl Cavaleiro

    Se você gostar de filmes Rafaela, te recomendo assistir "
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    ", filme muito interessante que aborda a pena de morte justamente nos EUA.



    "Nos últimos dez anos, depois da visita de João Paulo II, em maio de 2000, Portugal mudou. Embora de maioria católica, mais de 88%, oficialmente, o aborto não é mais crime no país, desde 2007, e os casais homossexuais poderão logo se casar, em seguida a uma lei aprovada em fevereiro e que espera, apenas, a assinatura presidencial."

    Nossa, não sabia que Portugal era tão mais evoluído que o Brasil, mesmo com uma maioria esmagadoramente católica.
     
    Última edição: 11 Mai 2010
  16. Menegroth

    Menegroth Bocó-de-Mola

    Esse filme é bom. Mas eu fico pensando. Claroq eu qualquer sistema é flaho. Até a pena de morte. Ainda mais quando usamos algo para ludibriar o sistema.
    Assim fica fácil achar o erro.

    Não sou a favor de pena de morte. Mas os paises que a utilizam tem um indice menor de violencia do que os não usam. Isso é fato.

    Talvez a saida seja deixar a pena mais rigorosa mas não tanto quanto uma pena de morte.
    Eu vejo a morte como uma solução muito rápida e fraca para alguém que merece realmente "pensar" no mal que fez.
     
  17. Amaurëawen

    Amaurëawen You'll be embraced by an

    Sinopse:
    David Gale (Kevin Spacey) é um professor que trabalha na Universidade do Texas e também um ativista contra a pena de morte. Até que, após o assassino de uma colega de trabalho, Gale é injustamente acusado e condenado à pena contra a qual ele tanto combate. O caso chama a atenção de Elizabeth Bloom (Kate Winslet), uma jornalista que decide investigar a vida de Gale e também o sistema judicial que o condenou à pena de morte.

    O filme é excelente mesmo, souberam explorar muito bem o assunto.



    Me admira muito um país tradicionalmente católico ser tão liberal ao ponto de ir contra às questões relacionadas com a igreja como o aborto e homosexualismo.
     
  18. Thatá Rose

    Thatá Rose Engel

    A impunidade faz os crimes diminuirem se a justiça for levada a sério pelos próprios advogados e juízes, e sabemos hoje que infelizmente nem todo profissional da área se faz valer dos seus estudos e capacidade mas de ser "comprado" por "poderosos".
    Existem muitas falhas na justiça para condenar alguém a morte.


    Vejo da mesma forma.
    Em alguns países do Oriente Médio, o ladrão tem suas mãos amputadas, porque ninguém rouba com os pés. Se formos frios iremos pensar que isso de certa forma é bom, porque ele nunca mais irá roubar e sempre que olhar pro que sobrou de seu braço irá pensar no erro que cometeu. Mas imagina se isso acontecesse em todos os lugares do mundo, o que mais ia ter é deficiente físico e aposentadoria por invalidez.
    O problema nas punições, além das diversas falhas jurídicas que ainda existem nas condenações, é que não existe um programa que faça os prisioneiros refletirem sobre seus atos.
    Eu, sinceramente, não sei se resolveria, mas de fato ajudaria, fazer com que todos trabalhassem dentro da prisão. Querem comer? Então irão plantar, cuidar, colher, limpar, cozinhar. Teve rebelião e quebraram tudo? Então irão consertar os danos que causaram. E por que não implantarem serviços educacionais e culturais, como aulas de música, teatro, dança, escrita, pintura, mecânica, borracharia etc?
     
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  19. Allënheisch

    Allënheisch Slavsia!

    Concordo, mas em partes. O crime de pedofilia, na minha opinião é o mais brutal de todos. Mas, ainda assim, não creio que a pena capital tenha aplicabilidade nesse caso. Não considero o crime dos padres menor do que o mensalão do Arruda, mas, mesmo tendo lesado a pátria, ele não merece morrer. O mesmo digo aos padres.
    Esses monges tem um problema que o fazem agir dessa foram, mas que eu acho que posso resumir em uma única palavra: celibato.
    Quando a Igreja se tornou religião oficial do Império Romano, com o Édito de Tessalônica de Teodósio, houve o Concílio de Nicéia,e foram institucionalizados os Sete Sacramentos, os votos de castidade e de humildade por parte dos monges que viriam á compor o clero.
    Evitar o ato sexual, é "oprimir", a ordem natural da perpetuação da espécie humana, além de causar supressão, tanto físicas quanto mentais aos ordenados. Não da morte que esses senhores necessitam, mas de uma assistência corretamente dirigida, sem que se eufemizem seus atos, pois, de qualquer forma cometeram um crime.
    O problema é que, se a Igreja, que de modos tradicionalistas e conservadores (deixando de lado a moral religiosa e dogmas), não pode se abnegar do celibato, tanto pelas "mazelas" que tenham causado à imagem dos seus sacerdotes, quanto pelos próprios crimes em si, se o fizer estará negando tambem á suas raízes, seus costumes, seus primórdios, seus legados, aos quais o Ocidente tanto deve.
    Por outro lado, Deus, não é meramente um objeto metafórico ao qual os sacerdotes devem recorrer, e se ordenaram-se, que façam valer o hábito que trajam! Não é a religião que vai se adequar aos católicos, mas justamente o contrário. Entretanto, a Igreja deve sim se adequar ao mundo, suas necessidades e aos tempos atuais e futuros.
    É óbvio que o perdão não substitui a justiça, mas a Igreja deve cumprir seu papel, afinal é para isso que ela existe, mesmo, creio eu, não sendo a religião "coisa de Deus", mas sim dos homens.
     
  20. Primula

    Primula Moda, mediana, média...

    Onde você viu isso?

    Se depender apenas do flagrante, e estes caras?

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    E não vou negar: se eu fosse o forense, eu também teria concluido sem dúvida que muitos ali eram culpados, fosse por limitação de tecnologia, fosse por não enxergar direito e confundir pessoas que não sejam de minha etnia asiática (brancos, negros e indigenas). Não teria problemas para dormir com peso na consciência.

    E também não nego que não me lembraria de que teria mandado eles pra cadeira elétrica, a não ser que alguém viesse esfregar na minha cara, cheia de rancor e mágoa que eu matei uma pessoa querida e inocente delas.

    ******

    Eu vou confessar que fiquei um pouco surpresa com essa declaração do Vaticano/Bento.

    Eu imaginava que eles continuariam a mesma rotina de sempre de fazer vista grossa, não admitir, não admitir, nem sob tortura que eu admito isso.

    E menos ainda imaginaria que ele cogitasse aceitar a Justiça dos Homens, que não se esquivasse "não os condenemos precipitadamente, eles devem ter seus motivos".

    É um bom progresso, considerando sua proclamação inicial de fechar-se e concentrar-se nos "verdadeiros fiéis". (caminho totalmente contrário do que o fundador queria "vim para salvar os enfermos e não os sãos")
     

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