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Copa 2014 Os uniformes mais estranhos da história das Copas

Tópico em 'Esportes' iniciado por Olórin of Lórien, 17 Mai 2014.

  1. Brasil 2014
    Os uniformes mais estranhos da história
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    © Getty Images
    16 Mai 2014
    FIFA.com


    Um dos assuntos mais comentados de uma Copa do Mundo da FIFA é como serão as camisas que as seleções usarão. O FIFA.com fez um resumo de histórias curiosas e incríveis ocorridas em Mundiais antes de a confecção dos uniformes ser minuciosamente estudada como hoje em dia.


    Anti-umidade
    O México organizou as Copas do Mundo de 1970 e 1986. Em ambas, uma das preocupações das seleções visitantes eram o calor e a umidade locais e como ambos afetariam os jogadores. Uma das soluções era que as camisas drenassem a transpiração. Por isso, a pedido de Neil Phillips, médico da delegação inglesa no primeiro desses Mundiais, foram criadas camisas com um tecido mais leve e com pequenos furos, batizadas de Air-Tech.

    Mas no México 1970, os ingleses iriam além. Como se sabia que as cores claras absorviam melhor o calor, eles decidiram que a camisa vermelha que usaram na conquista do título de quatro anos antes seria o terceiro uniforme. A primeira opção seria totalmente branca e a segunda, totalmente azul-celeste, incluindo shorts e meias – algo inédito para o conjunto. Foi assim que enfrentaram a Tchecoslováquia, que jogou com um uniforme muito parecido, todo branco. Apesar da vitória inglesa por 1 a 0, a decisão foi considerada um erro.

    "Acho que minha escolha de que o azul-celeste fosse a segunda cor foi ruim. De onde eu estava sentado, olhando da sombra para o sol, era muito difícil distinguir os jogadores", admitiria Alf Ramsey, técnico da Inglaterra. A TV também reclamou da semelhança – o contraste entre as seleções era mínimo e, como a maioria dos telespectadores tinha aparelhos em preto e branco, quase não podiam diferenciá-las. Por tudo isso, contra a Alemanha os britânicos usaram a camisa vermelha. Naquele dia, não só fez muito calor, como também houve prorrogação. A Inglaterra perdeu por 3 a 2 e foi eliminada.

    Para 1986, a Argentina também levou camisas Air-Tech, mas só o primeiro uniforme, o alviceleste, tinha essa característica. Contra o Uruguai, nas oitavas, a equipe jogou com o segundo informe, com uma camiseta azul-marinho feita de algodão. O técnico Carlos Bilardo se preocupou: contra a Inglaterra, nas quartas de final, ao meio-dia na Cidade do México, os jogadores não podiam usar aquela "armadura".

    O técnico pediu à marca que confeccionava os uniformes à época que fizesse camisetas azuis, mais leves. "Impossível em tão pouco tempo" foi a resposta. A três dias do jogo, mandou Rubén Moschella, um colaborador, percorrer as lojas da capital mexicana. Ele voltou com dois modelos azuis. Pesaram as duas, mas não se decidiram – até que apareceu Diego Maradona. O camisa 10 apontou uma delas e disse: "Que linda esta camisa. Com ela ganhamos da Inglaterra".

    Moschella voltou à loja e comprou 38 das camisetas escolhidas pelo capitão. Um desenhista rascunhou de urgência o escudo da Associação do Futebol Argentino, costureiras coseram o distintivo em cada camisa e uns números prateados, usados no futebol americano, foram fixados a ferro de passar no dorso. Horas depois, Maradona faria história primeiro com "A mão de Deus" e depois com um dos gols mais bonitos da história – ambos com uma camisa comprada às pressas em uma loja qualquer da Cidade do México.


    França alviverde
    No dia 10 de junho de 1978, França e Hungria se preparavam para jogar em Mar del Plata seu último compromisso na Copa do Mundo da Argentina, após já terem sido eliminadas no Grupo 1. Faltava meia hora para o início e algo sob o agasalho dos húngaros chamou a atenção de Henri Michel.

    "Camisa branca?", perguntou o então capitão do Nantes a Andras Torocsik. "Camisa branca", respondeu o atacante húngaro. Michel explicou então que daquele jeito jogaria a França, mas Torocsik insistiu que era a Hungria quem usaria branco. E o que era uma curiosidade se transformou em um problema para ser resolvido com urgência.

    Cada delegação assegurou que tinha uma circular da FIFA informando que deveria jogar de branco. Discutiram até que Henri Patrelle, dirigente francês, empalideceu. "Sou o único responsável. Nunca cheguei a ler a segunda circular, que modificava a primeira", disse. A França deveria trocar de camisa, mas não tinha nenhuma. O primeiro uniforme, azul, estava a 400 quilômetros, em Buenos Aires.

    Enquanto o público vaiava o atraso, um carro de polícia foi a toda velocidade até o Club Atlético Kimberley. Voltou com as camisas de listras alviverdes do tradicional clube marplatense e os famosos Bleus trocaram de cor para derrotar os rivais por 3 a 1. Mas o curioso era que o Kimberley, como qualquer time da época, só tinha camisas numeradas de 1 a 16. Dominique Rocheteau marcaria um gol com o número 18 no short azul, mas com o 7 no dorso.

    Na história das Copas do Mundo, houve outros casos em que uma seleção precisou usar camisas de um clube por causa da semelhança de cores com o adversário. Um exemplo foi o México do Brasil 1950, que usou uma camisa de faixas brancas e azuis verticais cedida pelo Cruzeiro para enfrentar a Suíça. Oito anos depois, a Argentina estrearia na Suécia 1958 contra a Alemanha Ocidental usando a camisa amarela do Malmö.


    Velha Senhora costa-riquenha

    A Itália 1990 é inesquecível para a Costa Rica. Logo em sua primeira participação em um Mundial, o selecionado conseguiu chegar às oitavas de final. Mas não só o desempenho entrou para a história; o uniforme também.

    Depois de ganhar da Escócia na estreia vestindo uma camisa vermelha com gola branca, os costa-riquenhos enfrentariam o Brasil de Careca e Alemão. Não havia semelhança de cores que exigisse a troca de uniforme, mas o conjunto pisou no gramado do Estádio Comunale de Turim com uma camisa de faixas verticais brancas e pretas. A justificativa da Federação Costa-Riquenha foi uma homenagem ao Libertad, um dos primeiros clubes do país, então extinto. Mas usar essas cores naquele dia teve uma segunda intenção.

    "O Bora propôs jogar com essa camisa por causa da Juve", lembra Alexandre Guimarães, jogador daquela seleção. "Bora" é Milutinovic, técnico do conjunto naquele Mundial. Verdadeiro "rato" da área técnica, o sérvio quis que a torcida da Velha Senhora se identificasse com a Costa Rica. Mas o truque não funcionou. "Não deu certo porque os brasileiros lotaram as arquibancadas", explicou o ex-atleta. A Costa Rica perdeu de 1 a 0, mas voltou a vestir a camisa alvinegra quatro dias depois e derrotou os suecos por 2 a 1, garantindo a classificação.


    Mensagem oculta

    No Uruguai 1930, a Bolívia protagonizou um dos fatos mais curiosos de todos os tempos. Na estreia contra a Iugoslávia, os jogadores bolivianos entraram em campo com uma camisa branca, cada um com uma letra sobre o peito. Ao se posicionarem para a foto, o mistério foi desfeito: os 11 titulares formavam a frase "Viva Uruguay".

    Foi assim que jogaram e perderam por 4 a 0, mas na partida seguinte, contra o Brasil, não puderam repetir a estratégia. Como os brasileiros também usavam branco, a Bolívia teve que vestir uma camisa azul-celeste presenteada pelos anfitriões.


    Talismã verde, amarelo e azul

    O Brasil jogou com camisas brancas entre 1914 e 1950, quando o jornal Correio da Manhã apontou o uniforme como "maldito" depois do Maracanazo. Para a publicação, daquela maneira não se podia continuar. Junto da Confederação Brasileira de Desportos, organizou um concurso cujas bases eram inegociáveis: o conjunto teria que combinar as cores da bandeira brasileira. Quem ganhou foi um escritor e ilustrador gaúcho de apenas 18 anos, Aldyr Garcia Schlee, que imaginou o uniforme mais famoso do mundo: a camisa amarela com detalhes verdes, short azul e meias brancas.

    A Seleção o estreou na Copa do Mundo da Suíça 1954 contra o México. Goleou por 5 a 0 e aquilo talvez tenha sido um presságio. O Brasil ganharia cinco títulos vestido como Schlee imaginou, embora o da Suécia 1958 teria sua particularidade. Na final, os suecos já usavam a camisa amarela como primeira opção. Houve um sorteio, os europeus ganharam e o Brasil precisaria mudar. Outra vez o branco? Nem de brincadeira.

    Dois dias antes do jogo, a delegação brasileira comprou, em uma loja de Estocolmo, um conjunto de camisas azuis, a cor de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do Brasil. Tiraram os escudos originais, costuraram os da CBF e os jogadores foram para campo. Pelé e Garrincha fizeram mágica e o Brasil ganhou por 5 a 2. Foi o primeiro título mundial brasileiro e o início de outra tradição: desde então, a camisa reserva da Seleção é sempre azul.

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  2. Clara

    Clara Que bosta... Usuário Premium

    Muito bacana essa matéria.
    Não sabia dessa origem dos uniformes do Brasil, o cara que a imaginou (e que só tinha 18 anos!) era bem inspirado porque a combinação (amarelo e azul com detalhes verdes) talvez seja uma das mais bonitas que existe, ao lado da (pra mim) simples e elegante combinação de preto e branco da Alemanha. :yep:

    E achei engraçada essa neura dos caras com camisas brancas que não dão sorte.

    Só faltou dizer quem é o autor da matéria, você sabe @Olórin of Lórien? no site da Fifa não diz. =/

    Eles podiam ter colocado também umas fotos de uniformes não muito convencionais como as atuais (e horrorosas) , camisas da seleção uruguaia.


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  3. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    @Clara V. , nem achei esse uniforme celeste feio.
     
  4. Clara

    Clara Que bosta... Usuário Premium

    Achei feio meio sem noção o detalhe da gola.
    Parece um pijama antigo, sei lá.
    Só o azul com detalhes brancos na gola e nas mangas e no símbolo da marca já seriam o suficiente, acho eu.
    Mas o azul do uniforme do Uruguai é (sempre) lindo. :yep:
     
  5. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    eu achava que a do uruguai era assim pq fazia alguma referência ao uniforme de 1950 (maracanazo :sacou: ), mas pelo que andei olhando a camisa da seleção de 50 não tinha esse detalhe da gola, não.
     
  6. Ah, quando o Brasil perdeu a Copa, procuraram culpa em tudo, e sobrou, inclusive, para a camisa.
    Até onde sei, o Brasil só voltou a jogar de branco uma única vez, no amistoso com a França em 2004, comemorativo do centenário da FIFA, onde as duas seleções jogaram com seus uniformes do início do século. Inclusive com as camisas sendo de algodão, o que foi bem problemático. Lembro-me bem do Zidane encharcado de suor, por exemplo. Não à toa, no segundo tempo voltaram a campo com os uniformes normais.

    Sobre a matéria, é da própria FIFA, sua equipe de notícias. Agora, quem especificamente, vai saber...

    Provavelmente esse detalhe retrô remete aos anos 20 e 30, que são a época de ouro da Celeste Olímpica, quando foi bicampeã olímpica (1924/28) e a primeira campeã mundial (1930).
     
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  7. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    bingo

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  8. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    Soh um detalhezinho errado ali na noticia da fifa. Cores claras refletem mais, nao absorvem mais.
     
  9. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Por mais que até seja uma identidade única, eu nunca curti o famoso "tabuleiro de xadrez" da Croácia.
     
  10. Clara

    Clara Que bosta... Usuário Premium

    Também não gosto.
    Mas em compensação eles têm os jogadores mais gactos, ao lado da Grécia. :yep:
     
  11. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Que isso. Xadrezão croata eu sempre achei fantástico!
     
  12. fcm

    fcm Visitante

    achei muito bonito esse uniforme do Uruguai!
     
  13. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Pra fazer jus ao tópico, jamais poderia esquecer quem pra mim é o campeão. O uniforme do goleiro Jorge Campos do México na Copa de 94, que se autoconsiderava um bom estilista. :lol:

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  14. Não sei como a matéria não lembrou dele. :lol:
     
  15. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    Quem eh melhor estilista. Ele ou a filha do Dunga?
     
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