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O Vento da Tijuca

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Vinnie, 7 Nov 2011.

  1. Vinnie

    Vinnie Usuário

    Tenho saído com uns poemas de amor exagerado e sem solução. Eu os chamo "lupicínicos".

    Aqui vai um:



    O Vento da Tijuca

    Ao lugar do nosso encontro eu cheguei
    Depois de longa caminhada
    Em ânsia de surpreender-me não te amando
    Tragando meu fracasso, te esperei

    Antes, curvas da Tijuca fui vencendo
    E tentando não ser é que fui sendo
    Cativo de indizível bruxaria
    Ficção com que explico minha sina

    Duma esquina fria vem o vento
    E me diz "descreve tua dor!"
    Dum jeito de quem pede ordenando
    Na voz, modulação de professor

    "Branca e movediça", fui falando
    Temendo estraçalhar-me se de uma vez
    Gritasse que "ela prende, libertando.
    Que é mortal como a rainha do xadrez"
     
  2. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Gritasse que "ela prende, libertando.
    Que é mortal como a rainha do xadrez"


    A verdade seja dita: todo mundo quer comer a rainha do xadrez pois ela come todo mundo com mais liberdade...
    Gostei do penúltimo verso também. Lembra-me o famoso soneto camoniano:

    É querer estar preso por vontade;
    é servir a quem vence, o vencedor;
    é ter com quem nos mata, lealdade.
     
  3. Haleth

    Haleth Call me Bolga #CdLXI

    Gostei de várias coisas nesse poema, mas simpatizei logo com o verso:

    Em ânsia de surpreender-me não te amando
    Tragando meu fracasso, te esperei


    Acho que foi a proximidade do amando/tragando (aliás, adoro essa palavra, tragando) e a imediata ordem inversa tragando meu fracasso, te esperei. Gosto muito de ordens inversas. =)

    Também gostei de Dum jeito de quem pede ordenando / Na voz, modulação de professor. Vc criou uma imagem bacana colocando o professor nesse verso, porque cria uma sensação engraçada dentro da gnt. Primeiro, pelo pedido que é só pedido mas que sentimos como ordem, e depois, pelo pedido/ordem ser algo de que não gostamos, mas que tem a finalidade única de nos educar. E tem a pureza de inferências que pai e mãe não têm.

    E o último verso foi bacana também, gostei de teres metido o xadrez no meio. Aliás, não fosse as linhas 6, 7 e 8, eu até pra pensaria que é um poema em que se romanceia um peão (ou um cavalo, que é o único que faz "curva", rs) do jogo. Gostei da construção dessa estrofe. Tá bacana mesmo, Vinnie. ;)
     
  4. Vinnie

    Vinnie Usuário

    Gozado o Mavericco falar "todo mundo sempre quis comer a rainha do xadrez" lol.... Freud ia adorar. lol Pelo que li por aí, análise freudiana do xadrez é que a figura do xadrez é a mãe. E aí Mavericco.... mas isso é pra outra hora!

    Manu, quando pego as coisas que "escrivinho" aqui no quarto e vou ler, me assusto com a quantidade de "xadrez", "café" e "pimenta" que tem nelas... quase nada escapa disso. Bom.. eu jogo xadrez, adoro café e não passo sem pimenta... então....


    Aliás, tenho em continho sobre xadrez e gatos aqui no meia... chamado Alzira dos gatos.. já viu? :)

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    brigado.
     
  5. Fernando Giacon

    Fernando Giacon [[[ ÚLTIMO CAPÍTULO ]]]

    A maneira como você escreveu ficou clara a envolvência do vento nas palavras e no tom. Também curti os cenários e comparações, show mesmo!
     

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