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No sertão da PB, película protege frutas e gera economia de 40% de energia

Fúria da cidade

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Imagem: Arquivo Instituto Nacional do Semiárido

A produção de polpas de frutas exige um alto consumo de energia elétrica para manter freezers em funcionamento a fim de evitar que os alimentos apodreçam antes do beneficiamento. O consumo de energia não pesa apenas no bolso, mas também na conta da preservação do meio ambiente ao emitir mais gases de efeito estufa.

Agricultores da Cooperativa Fonte de Sabor, com sede no município de Pombal, no sertão da Paraíba, encontraram uma solução ambientalmente sustentável para esse problema e reduziram em até 40% o valor da conta de energia.

Eles substituíram o uso do freezer pelo de uma biopelícula capaz de manter a qualidade das frutas sem a necessidade do congelamento
. O material, feito de fécula de mandioca misturado à mucilagem - substância gelatinosa - da palma e da babosa, impede que o fruto tenha contato com o meio externo, o que evita que ele amadureça e apodreça.

"Essa mistura é aplicada nos frutos com uma técnica chamada layer by layer, ou camada sobre camada, e reduz a respiração do fruto, o que retarda o seu amadurecimento", explica o coordenador de Pesquisas do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Emmanuel Pereira.


Hoje, a cooperativa só utiliza os freezers para conservar as frutas quando o volume de produção aumenta muito e a biopelícula não dá conta. Ainda assim, a conta de energia, que era de R$ 4,2 mil, caiu para, em média, R$ 2,5 mil, uma redução de 40%. Além disso, hoje não há mais o desperdício de frutas que apodreciam antes de serem beneficiadas.

Película natural reduz a respiração do fruto e retarda o seu amadurecimento
Película natural reduz a respiração do fruto e retarda o seu amadurecimentoImagem: Arquivo Instituto Nacional do Semiárido

Preparo natural​

Todo o preparo da película é natural e a sua retirada ocorre com o uso da água corrente. A tecnologia foi criada e aperfeiçoada por meio de uma parceria entre o INSA, a cooperativa Fonte de Sabor e a ONG World Transforming Technologies (WTT). A biopelícula é aplicada nas frutas sensíveis como manga, mamão e goiaba.

A renda gerada pela cooperativa Fonte de Sabor impacta diretamente 14 famílias cooperadas. Parte delas comercializa frutas como matéria prima, outra parte trabalha diretamente na produção das polpas, doces e geleias. Indiretamente, outras cerca de 100 famílias que produzem frutos em regiões vizinhas também lucram com a venda extra quando a demanda de produção da cooperativa aumenta.

 

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