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Nada de cotas no novo Estatuto da Igualdade Racial

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Anwel, 16 Jun 2010.

  1. Anwel

    Anwel Nazgûl Cavaleiro

    "O Senado aprovou hoje em plenário o Estatuto da Igualdade Racial, que suprime, no entanto, a polêmica definição de cotas para a população negra em universidades e em cargos públicos. O texto, apoiado pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, ratificou a recomendação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, que tinha retirado da proposta inicial a ''lei de cotas'' para negros.
    O estatuto foi debatido durante dez anos no Congresso, sempre entre forte polêmica pelas cotas raciais.
    O relator do projeto e presidente da CCJ, Demóstenes Torres (DEM-GO), alegou que a ''lei de cotas'' pode criar "controvérsia e divisão" e que o novo estatuto pretende dar atenção à população "mais pobre" independente da raça.
    No entanto, o projeto aprovado prevê a implantação de aulas obrigatórias sobre a cultura negra em todas as escolas públicas e privadas do país e o direito aos descendentes que morem em terras de quilombolas."





    Fonte:
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  2. Ka Bral o Negro

    Ka Bral o Negro Tchokwe Pós-Moderno

    Tanto faz, só gostaria que implantassem e aprimorassem essas aulas acerca de culturas de África.
     
  3. Anwel

    Anwel Nazgûl Cavaleiro

    Tanto faz?
    Acha irrelavante algo sobre isso?

    Mas concordo com você sobre as aulas de culturas africanas.
    Acho que deveria se extender para as asiáticas também.

    É ridículo não aprendermos nada sobre isso no colégio.
     
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  4. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Eu concordo com a medida, cotas não resolvem, o que resolve é o governo investir em educação fundamental e média, para todos terem condições de alcançar sozinhos, as cotas deveriam ser sociais, tantos brancos quanto negros pobres merecem poder estudar na universidade, estamos dizendo o quê, que negros são incapazes de conseguir passar no vestibular por serem negros ou é por serem pobres? Assim como os brancos pobres não conseguem passar por serem pobres e as escolas não terem a melhor qualidade possível, contra cotas raciais e a favor de cotas sociais.
     
  5. Ka Bral o Negro

    Ka Bral o Negro Tchokwe Pós-Moderno

    Pra mim é irrelevante, mas pra quem não é negro, não.

    Eu já sei o que é preconceito racial; cotas surgiu apenas para lembrar aos demais que o preconceito existe, despertar discussões. Nesse sentido, a (ameaça de) implementação de cotas foi útil.
     
  6. Kyra

    Kyra I am Jack's smirking revenge.

    Pra mim cotas são atestados de incapacidade, quando bem sabemos que isso não é real.

    O Brasil é um país muito diversificado hoje em dia, e como bem disse o Morfindel, as cotas deviam ser socias e não pela cor da pele de cada um.
     
  7. Kainof

    Kainof Sr. Raposo

    Talvez. No entanto, a cultura africana é extremamente mais importante para a cultura e sociedade brasileira que a asiática.

    É lamentável, por exemplo, que um professor de história, alguém que tem a primazia nesse tipo de educação, saia do curso com nada mais do que escravidão em conhecimento sobre a cultura negra.

    Fora a cultura indígena, só restrita ao exotismo. Educação daboa no Brasil-sil-sil.

    O que viria a dar quase na mesma... afinal, a maioria dos pobres são negros.
     
  8. Kyra

    Kyra I am Jack's smirking revenge.

    Aqui em São Paulo não. Como eu disse, a diversidade hoje em dia é muito grande no Brasil pra rotular grupos.
     
  9. Anwel

    Anwel Nazgûl Cavaleiro

    A cultura africana é mais relevante pois grande parte da população brasileira é afro-descendente.

    Porém, renegar conhecimento asiático é ignorar a influência do alfabeto, da astronomia e matemática legados da cultura arábica, esta que usou muito do conhecimento grego.

    Se a idéia hoje é da "globalização", que é defendida sem mesmo se ter conhecimento sobre o que isso significa, porque não estudar as culturas do globo?

    Ah sim, estudar 5 x a Idade Média, São Tomas de Aquino e Revolução Francesa é melhor... :bamf:

    E não posso dizer de todos os cursos de história do Brasil pois não conheço o currículo de todos, mas na minha universidade há sim curso de História Africana, de H.A.I até o H.A. IV se não me engano. Acho que é um começo para se tentar remediar isso.

    Só por curiosidade, só há um curso de História da Ásia infelizmente (muito bom por sinal).

    Vocês entraram em um assunto difícil, porque mesmo os dados relativos ao tema são controversos. É difícil tachar alguém de negro ou branco, ainda mais na nossa sociedade tão miscigenada.

    Usando os critérios do IBGE, só é considerado negro quem se assume como tal, o que pode gerar muitas controvérsias.

    Ou seja, tentando ser o mais humilde possível, não vejo muito futuro nessa discussão de vocês.

    Ficou meio controverso o que você disse. Cotas só serviriam se tivessem caráter social?

    Mas concordo com o que você disse no começo, cotas são um paliativo, a solução tem que vir na estrutura!
     
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  10. Elendil

    Elendil Equipe Valinor

    Meu curso ofereceu a disciplina História da África, coisa que deve ter sido inserida na grade curricular há uns 10/15 anos apenas, não mais que isso. Antes, muitos saíam dos cursos de História só "sabendo" história africana quando se estudava escravidão no Brasil mesmo. Ou o cara buscava esse conhecimento mais específico sobre a África, extra-curso, ou ficava só nisso aí mesmo.

    E veja só: a disciplina, ou melhor, seus temas, eram tão inéditos para nós iniciantes no curso, que tivemos um ótimo aproveitamento e contato com uma bibliografia muito interessante.

    Não sei em outros Estados, mas aqui em São Paulo a Secretaria de Educação, já há alguns anos, incorporou História da África na grade curricular também. O que, para mim, é algo excelente. Só o fato de levantar a questão que a África é um continente enorme e cheio de culturas, línguas e religiões tão diversificadas, e poder quebrar a ideia que muitos alunos têm de algo homogêneo, já é um ganho enorme. Ponto para a Secretaria. Entre tanta confusão que vêm fazendo na Educação nos últimos anos, isso é um ponto positivo.

    Bom, não sei quanto a você, mas ainda me lembro das aulas de História no meu Ensino Fundamental e Médio. Já tínhamos os temas ligados ao Oriente Próximo e tudo isso aí que você falou. Outro dia pude ver um livro didático do final dos anos 70, e os temas sobre o Oriente Médio já apareciam. Então, nesse quisto, nunca se renegou nada.

    Agora, concordo que ainda é pouca a discussão no ensino com relação ao Extremo Oriente. A coisa toda, quando é levantada, passa batido. E se meu curso nos deu uma ótima disciplina de História da África, por outro lado, pecou por não oferecer nenhuma sobre o Extremo Oriente. E, novamente, precisa-se procurar esse conhecimento extra-curso.
     
    Última edição: 17 Jun 2010
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  11. Sindar Princess

    Sindar Princess Que deselegante...

    Quanto mais artificios se criam em benefício de cor ou etnia, mais aumenta aumenta a distância entre as pessoas em função disso, e mais assinam-se atestados de que sim, o Brasil é um país racista.
     
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  12. Ka Bral o Negro

    Ka Bral o Negro Tchokwe Pós-Moderno

    Isso mesmo, continuem discutindo - pra mim é essa a verdadeira função das cotas, acender essa discussão e não favorecer ninguém.


    Culturas de África, no plural, por favor. Mais de 50 países e mais d 3000 idiomas (e não "dialetos").


    Quem é "negro" no Brasil: quem tem feições obviamente negróides. Como eu. Apesar da boa condição financeira sofro racismo ou pelo medo do assalto ou por causa do cabelo, não condizente com o padrão.


    Mas tanto faz - na verdade, estou cansado desse assunto. :jornal:
     
  13. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Não acho que as cotas resolvem a questão da desigualdade racial. Sou completamente cotas de quaisquer tipos. Os fatores que reduzem a desigualdade social em qualquer sociedade para mim são esses:

    1) Educação básica gratuita, primária e secundária, de qualidade.

    2) A troca de um sistema de taxação indireta, que tende a atingir os pobres, por um primariamente direto e progressivo.

    3) Em sociedades rurais, reforma agrária, já que a riqueza está ligada à terra. O Brasil é um País majoritariamente urbano, mas com grande população rural que convive com a concentração de terras - e esta, ao contrário da concentração de renda, não permite virtualmente nenhuma mobilidade social.

    Mas as classes dominantes do Brasil opõem-se a esses três objetivos.



    Quanto à história africana, eu concordo. Já é mais do que hora de ensiná-la em mais profundidade. Sociedades tribais nômades ou seminômades não são menos evoluídas que sociedades urbanas altamente evoluídas. Além disso, é mito de que só existiram sociedades assim no sul da África.

    Primeiro, qual é o estado centralizado, mais ou menos nos limites territoriais e étnicos que conhecemos hoje, mais antigo do mundo? A Etiópia. Isso mesmo, aquele país arrasado pela queda da monarquia, pelo regime socialista, pela guerra civil e com Eritreia e a eterna inimiga Somália e pela fome. Antes da derrubada do Selassie, também o regime de governo mais antigo. E existiram outros Estados centrais, como o Grande Zimbábue e os Impérios Congo, Zulu, Mali, Daomé (atual Benin), o Império Ashanti (atual Gana), dentre outros. Este último, aliás, resistiu por praticamente um século às tentativas imperiais inglesas.

    É incorreta também a percepção de que o Saara isola totalmente os países árabes-bérberes da África Subsaariana. Havia rotas comerciais importantes entre as duas regiões, fazendo florescer sociedades como a supracitada maliana. Além disso, em países como Mauritania e Somália, as pessoas tem laços culturais e genéticos com as duas regiões!

    Quanto a questão dos dialetos, o Kabral está corretíssimo. Há basicamente dois grandes troncos linguísticos dentre as línguas autóctones da África - o afroasiático e o niger-congo (aka Bantu). No primeiro, pertencem o árabe, o amárico (idioma oficial etíope), o chadiano e o Hausa (falado na Nigéria). Ao segundo, Swahili (Quênia, Tanzânia e região), o Zulu, o Sessoto, o Iorubá, o Xhosa. Os "estalos" não são tão comuns assim, originários de um tronco menor denominado Khoisan, do extremo-sul da África, e por algumas línguas Bantu que adquiriram estes fonemas pela contato. Dizer que estas línguas são parecidas equivale a dizer que o português se parece muito com o persa, o hindi, o russo ou o islandês.

    Edit: o Madagascar (como em todo o resto) é um caso à parte na questão linguística e étnica, pois foi povoado primeiramente por navegadores vindos de onde são as atuais Indonésia e Malásia, e pouco depois por negros vindos do atual Noçambique. Geneticamente, são o resultado da mistura entre os dois, e o idioma mais falado, o malgaxe, é austronésio. Ou seja: a língua deles é "parente", ainda que bem distante, das faladas no Havaí e na Ilha de Páscoa!

    Enfim, é absurdamente diferente do que se pensa.
     
    Última edição: 18 Jun 2010
  14. Snaga

    Snaga Usuário não-confiável!!!

    Quem disse?
    É difícil ver negros de classe média alta, mas é muito mais fácil verem brancos pobres.

    Só por isso? O fato de você urrar no ouvido das pessoas não causa medo nelas também?
     
  15. Ka Bral o Negro

    Ka Bral o Negro Tchokwe Pós-Moderno

    Só não chame de "dialetos" e sim de idiomas, por favor.


    O "Império do Congo" na verdade é o Império Lunda-Tchokwe, do interior do que hoje é Angola e Congo; ainda nessa região havia o Reino do Manicongo, o Reino Luba e diversas linhagens Umbundo, Quimbundo e Quicongo ao redor.

    Basicamente as sociedades giravam em torno de grandes linhagens matrilineares, embora o poder fosse patriarcal; essas grandes famílias eram os líderes de suas comunidades e, por meio do conselho de anciãos, os sobas (chefes) eram alçados à liderança.

    Um conjunto de sobados forma um reino; um conjunto de reinos forma um império.

    É um apanhado simplista ao extremo, chega a quase ser um insulto à complexidade dessas sociedades de Angola/Congo; é um outro sistema, uma outra realidade.


    Nem preciso dizer que os sistemas de outras partes de África são completamente diferentes.


    O chamado tronco sócio-linguístico Banto compreende as etnias descritas acima, mais os Zulus e diversos outros da região sul de África.

    As pessoas tendem a dividir a África subsaariana entre sudaneses e bantos, quando na verdade essas divisões são muito mais complexas do que se pode imaginar.


    Há muito a se ensinar sobre as múltiplas culturas de África. Eu precisaria de umas cem vidas para aprender 1% dessa riqueza cultural esmagada pelo preconceito, pela intolerância e completamente ausente do imaginário da humanidade.
     
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  16. Kyra

    Kyra I am Jack's smirking revenge.

    :rofl:

    Discordo parcialmente. Acho todas as culturas importantes, independente do número de descendentes.
    Do mesmo modo que a cultura africana faz parte do nosso país, tb fazem as culturas japonesa, italiana, libanesa, turca e etc. Nosso país é muito diversificado para ficarmos discutindo qual é a mais importante. Para mim não vi muita importância em estudar a cultura africana quando estava na escola, mas meu interesse era enorme em sabe mais sobre a cultura japonesa, uma vez que meus avós eram japoneses e eu tinha interesse em conhecer minhas raízes.

    Todas tiveram (e ainda têm) sua parcela de importância no crescimento cultural do país.
     
    Última edição: 18 Jun 2010
  17. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Obrigado pelo post. Esclarecedor e complementar.

    Expressei-me mal, quando falei sobre a "questão dos dialetos", eu quis dizer justamente que eu concordo com você que é absurdamente errado chamar de "dialetos", e até comparei depois com o nosso tronco linguístico, dizendo que isso equivaleria a dizer que o português e o hindi são variantes de uma mesma língua.

    Linguisticamente falando, os troncos que dominam a África são o afroasiático e o banto. Nilo-saariano e Khoisan têm menor número de falantes. O austronésio é um dos troncos mais falados do mundo (só a Indonésia tem sozinha mais de 200 milhões de pessoas, a maioria delas falando algum idioma do grupo), mas o Madagascar é um caso à parte.

    Sociologicamente falando, não sei, e realmente, deve ser muito mais complexo, devido até às diferentes interações entre os diferentes povos. Indianos são completamente diferente de portugueses e suecos, apesar de falarem uma língua que, lá ao longe, têm uma origem comum.

    Mas não sabia que o Império Congo não era o Império Congo. Só ouvi falar dele vagamente, nas aulas de História. Ler sobre alguma sociedades africanas, só li, e muito por alto, sobre os Ashanti, os zulus (mais precisamente sobre Shaka zulu), a complexa relação précolonial hutu-tutsi nos atuais territórios de Ruanda, Burundi e RDC e os somalis (que têm uma estrutura de clãs de altíssima complexidade, tendo seu próprio sistema judiciário baseado em costumes e na hierarquia das alianças entre os clãs e rejeitam um modelo de Estado com centralização excessiva - e a comunidade internacional comete inúmeros equívocos lidando com isso).
     
  18. Penny Lane

    Penny Lane O Gato que Ri

    As pessoas vão sempre tentar puxar sardinha pro seu lado, isso é fato.

    Na minha breve opinião, para igualar todas as cores de peles existentes (afinal de contas o termo raça é um e somos todos humanos, ou tentamos). Só igualando, negros, brancos, azuis, rosas, amarelos, as diferenças pertinentes ao nosso passado deveriam ser entendidas que lá devem permanecer.

    Afinal se não que merda de globalização é essa onde ainda temos que distinguir em termos educacionais e sociais um negro de um branco?

    A importância de cada cultura é óbvia, para mim a cultura mediterrânea é importante, mas isso não significa que eu não deseje saber e ampliar meus conhecimentos e percepções acerca das culturas diversas existentes pelo mundo.

    Uma grande verdade, doa a quem doer é que o preconceito só existe pela falta de conhecimento e de vontade de conhecer a diferença e saber respeitá-la quer aceite-a ou não.
     
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  19. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Social no sentido de faixa de renda.

    Como um cara disse na TV Senado no final do ano passado em uma audiência sobre cotas: "As cotas vão criar no Brasil uma coisa que ainda não existe: ódio racial.

    Com as cotas vai acontecer que alguém que nasceu com a cor errada não vai entrar na faculdade por ter nascido branco, mesmo que seja tão ou mais pobre que o aluno cotista? (não exatamente com essas palavras mas com o mesmo sentido, não me lembro do nome do cara. se fizer diferença o cara é negro)."

    Também concordo que deveríamos ter aulas sobre África, sobre os indios, talvez (seria legal) ter aulas sobre línguas indígenas.
     
    Última edição: 18 Jun 2010
  20. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Talvez o cenário em que o preconceito fique mais escancarado é aquele da imigração em massa. Latinos nos EUA, africanos "brancos" ou subsaarianos na França, turcos na Alemanha. Principalmente quando a classe que emigra é inferior.

    Existe o preconceito em relação àquela classe, mas há que se convir que muitas vezes o próprio imigrante tem o preconceito de aceitar e entender a cultura da nova sociedade em que vive, respeitando-a e aprendendo a interagir com a mesma.

    É natural do ser humano. Já até disse em outro tópico, a primeira coisa que o ser humano tem quando vê uma cultura totalmente diferente da sua é o estranhamento. Mas há sempre quem esteja interessado que a população veja o outro como inferior, seja para dominar os outros e seus recursos, seja por se sentir ameaçado pela presença de alguém novo. Sempre existem lideranças e interesses para transformar o estranhamento em ódio.

    O preconceito só pode ser eliminado do mundo com um esforço global para educar as pessoas, no sentido as pessoas são iguais e estão sujeitas aos mesmos sentimentos e percepções, só o expressam de forma diferente, dependendo do contexto cultural, e que entender e aceitar as distintas formas de expressão é obrigação de todo mundo para a convivência pacífica.

    O mais natural, ou o caminho mais provável, é o preconceito. Mas o bom, nesse caso, é o que não é o mais provável.
     
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