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Leitura no Brasil

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Ranza, 16 Jan 2013.

  1. Ranza

    Ranza Macaco

    Vindo para o serviço hoje, encontrei no chão naquele jornal Metro uma noticia que me chamou a atenção, falando o índice de leitura do brasileiro.

    A pesquisa foi entre julho de 2011 e agosto de 2012 e entrevistou pessoas entre 12 a 75 anos em 12 diferentes pontos do país.

    Belo Horizonte e Porto Alegre aparecem em primeiro lugar com 41%, seguido por Brasília (37%), Curitiba (34%), e Rio de Janeiro e São Paulo (33%).

    Alguns dados

    33% das pessoas entrevistadas disseram ter lido um livro nos últimos 30 dias, desses 53% dizem que leem com frequência enquanto 47 praticam a leitura eventualmente.

    54% dos leitores pertencem a classe A e B

    25% dos leitores são graduados no ensino superior

    Mulheres são 60% enquanto homens são 40%



    Bem, engraçado mas não em surpreendeu tanto assim, como uso o transporte coletivo, vejo que muita gente vem lendo livros aqui em BH, sempre tem duas ou três pessoas dentro do ônibus com um livro na mão, e apesar da pesquisa não falar com qual frequência essas pessoas leem, o fato do numero de leitores estar num patamar de 41% já é um avanço. Outra coisa, não tenho como ligar um evento ao outro, então posso só chutar, acredito que esses livros modinha como Crepúsculo, HP e 50 tons, colabora para esse aumento do numero de leitores, mesmo que parte deles tenha conteúdo contestável.
     
  2. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Lembro quando na seção de cartas do mangá Vagabond a editora Conrad fez um comparativo com os volumes vendidos entre Brasil e Japão. Enquanto no Brasil o mangá vendia em torno de 40 mil exemplares (distribuição nacional) no Japão cada número alcançava 600 mil exemplares vendidos.

    Apesar da diferença cultural, Vagabond era baseado em uma obra literária internacional de renome, Musashi, que só viria a chegar no Brasil bem depois.

    Esses números acho que já possuem uns 10 anos desde que li a resposta dos editores e devem ter alterado de cenário um pouco mas não muito e não do jeito que eu gostaria. Outras informações úteis que foram repassadas pelos editores foram do fato de um antigo decreto imperial japonês ter ordenado para que os japoneses procurassem o conhecimento em qualquer parte do mundo aonde quer que ele pudesse ser encontrado e que não houvesse nenhuma pessoa analfabeta em uma família e nenhuma família analfabeta em uma vila. Preciso confirmar mas acho que a editora trabalhava com um público de 4% de leitores dentro da população brasileira.

    Esses dias saiu um texto interessante sobre tiragem de revistas científicas no Observatório da Imprensa:



    Boa parte do tempo do ensino nas escolas precisa ser dedicado a corrigir vícios e reeducar a postura dos alunos para receber o conhecimento. Já que isso ocupa bastante espaço das aulas, num esforço que fica fora do conteúdo da matéria a solução é que a duração das atividades escolares seja aumentada.

    Edit para incluir mais informações:

    Para se ter uma idéia de como ocorre a valorização dos produtos impressos eu tomo como exemplo um artido que li há bastante tempo que fazia uma analogia com uma esfera:

    Na superfície da esfera se localizam as publicações mais temporárias e confeccionadas com material menos nobre (revistas de entretenimento, etc...). Um pouco mais abaixo aparecem as publicações de conteúdo mas que são feitas para não durar como revistas científicas populares, periódicos, etc...

    Ao fundo dessas camadas, indo em direção ao centro da esfera aparece um mercado mais robusto e feito com matéria prima de melhor qualidade e conteúdo mais estável por ser mais caro de se produzir que é o mercado de livros. Dentro do mercado de livros existe um mercado de livros didáticos e manuais de treinamento com tiragens realmente grandes feitas para escolas, empresas, indústrias e franquias que costumam dar o tom do rumo de uma economia do país (não apenas da economia literária).

    Ocasionalmente aparecem bolsões de inovação em cada uma das camadas da esfera puxados por algum novo produto ou por aplicação de alguma pesquisa de um empreendedor criativo. Ao adquirir importância o novo produto ou empreendedor de sucesso deste bolsão inovador ganha peso econômico e é atraído para o interior da esfera, adquirindo projeção no núcleo editorial.

    No Brasil o caminho para o centro de decisão econômico da esfera literária é mais longo e mais arriscado em razão de haver desequilíbrios que impedem o sucesso (igual o peso do estado sobre as iniciativas individuais e o "panelismo" em faculdades).

    De forma que encontrar uma maneira justa de projeção no mercado brasileiro é mais difícil que em mercados consolidados. Por exemplo, é difícil tanto o produto penetrar nos consumidores quanto os consumidores se tornarem autores e penetrarem no mercado editorial.

    De vez em quando são lançados relatórios das livrarias, úteis para agregar informações gerais, mas devem ser considerados como um reflexo dos interesses das editoras mas não a origem (cujos relatórios são bem mais raros e cercados de sigilo).
     
    Última edição: 16 Jan 2013
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  3. Lindoriel

    Lindoriel Saurita Catita

    As pessoas podem até estar lendo, mas infelizmente não creio que sejam livros de muita qualidade... alguns sim, mas a maioria é livro de "como agarrar o seu gato" (rsssss) dentre coisas semelhantes... não vejo muita gente lendo literatura, ou narrações mais "rebuscadas". Verso então...

    Infelizmente no Brasil ainda são poucos.

    E mesmo que esse número de um livro por mês seja verídico, ainda assim é pouco em comparação a países onde as pessoas lêem um livro por semana.

    Eu quando tinha mais tempo lia mais... agora é que não dá muito, mas tento sempre ler alguma coisa.
     
  4. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Vale resgatar da memória outra vez o dado daquela pesquisa que foi feita em cada bairro de São Paulo que calculava o número de livros por habitante. Os resultados mostraram que apenas 2 bairros alcançaram o padrão ideal para leitura sendo que um deles foi a Liberdade. o_O De arrepiar os cabelos...
     
  5. Rauthar Hast

    Rauthar Hast Usuário

    Mas aí é só nos mangá, né, bixo xD Que demora 10min pra ser lido

    -tahparei

    Brincadeiras à parte, eu estudava numa escola (considerada a pior da cidade) que eu e outro aluno éramos os únicos que liam.
    Mas esse aluno lia só de vez em quando, e ele era tipo, MUITO nerd, do tipo que se afasta de propósito dos outros para não ser influenciado.
    Eu não, eu só não queria a companhia alheia e queria a companhia de um livro.
    Só sei que numa dessas eu comecei o ano com os apelidos "ratinho", "porquinho" e "pikachu", e fechei o ano com os apelidos "solitário" e "excluído".

    Raramente vejo alguém lendo, e quando vejo, são uns best-sellers, na maioria 50 Tons de Cinza ou Crepúsculo. Livros que não são lá essas coisas (mas, bem, cada um gosta do que gosta).

    --
    Esses dias meu pastor veio com uma dessas: "Qual de vocês lê pelo menos 5 livros por semana?". Sei lá, o cara devia estar muito desesperado pra que ninguém levantasse a mão.
     
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  6. Lindoriel

    Lindoriel Saurita Catita

    Quando eu estudava o povo tbm não lia... eu era uma das únicas que frequentava biblioteca. Rs.

    A maioria só lia resumos para provas de literatura - ou pediam pra eu resumir. Rs.

    Nessa época eu lia um livro por semana, rs. Mas não raro ainda encontro - em pessoas de todas as idades, diga-se de passagem - pessoas que nunca leram um livro INTEIRO na vida.
     
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  7. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Mas é triste um país onde não há o hábito de leitura. E ainda gastar com livros é considerado desperdício, mas gastar 300 reais na balada ou em bebidas não é nada errado.

    Mano! 5 livros por semana? Só se for livros de poesia (não antologias) ou livros de auto-ajuda curtos. Ou a pessoa não faz mais nada além de ler.
     
  8. Lindoriel

    Lindoriel Saurita Catita

    E pior ainda: criticar quem lê, mas raramente criticar malandragens, roubalheiras, ações que realmente prejudicam a vida das pessoas...

    Quando eu lia bastante, o que não faltava era gente pra me criticar - mesmo dentre os parentes. Eu dizia que podia estar me drogando ou coisa pior, mas é como se não surtisse efeito.

    Agora, 5 livros por semana, só se for um "livrinho" de 50 páginas por dia. :lol:
     
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  9. Ranza

    Ranza Macaco

    Sei la, não são livros de boa qualidade mas são livros.

    Indo um pouco contra Schopenhauer, acredito que esses livros de pouca qualidade podem alavancar a vontade de leitura, começa com um bobinho aqui depois outro ali e ai vai crescendo em qualidade. Eu mesmo quando comecei a ler na escola quando menino, lia apenas e edição vagalume e adorava aqueles livrinhos, depois passei a ler só fantasia, e dai fui diversificando. O hábito da leitura tem que ser igual a aprender a andar, comece engatinhando, pois se tentar correr vai ficar frustrado e não vai tentar mais.

    O país vem passando por transformações que logicamente são lentas, mas só o fato de que o número de leitores vem aumentando já é um bom sinal.
     
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  10. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Quem me vê comentando aqui no fórum sabe que sou um tanto crítico com relação a essas leituras ditas "bobinhas". No meu entender, o problema de tais leituras reside no subtexto quando empregado em massa. Explico: uns veem "Crepúsculo" como história de vampiros, outros como romance, e outros como manual de comportamento. Sério. O problema da percepção indicada por último é que ela não é disseminada abertamente, mas por meio de uma idealização presente no texto de aquela é a "forma ideal", aquela, sim, é a conduta que se deve ter na vida e nos relacionamentos. O mesmo ocorre com "Cinquenta Tons de Cinza", o que levou muita gente a se questionar se não estaríamos vivenciando uma nova "revolução sexual" por conta do impacto do livro sobre seus leitores. E o que falar de "O Código Da Vinci", que levou muita gente a questionar suas próprias crenças sem que o livro mesmo apresentasse argumentos sólidos? Além disso, temos os livros de pseudo-auto-ajuda, as tramas romanescas inspiradas em eventos religiosos e que já tiraram o sono de muita gente, não-ficção que vai na contramão do pensamento científico ou mesmo do bom senso, etc. Não é questão de termos mais leitores, mas de saber o que estamos colocando nas mãos deles. Infelizmente, dependendo do livro, pode-se causar um efeito muito grave na cabeça de alguns - por exemplo, dizem que Mao Tsé-Tung descobriu "O Capital" por acaso.
     
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  11. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    = aquela citação d 1 escritor q esqueci o nome agora:

    qto menos se lê, mais prejudicial é oq se lê.
     
  12. Lindoriel

    Lindoriel Saurita Catita

    Nossa... sobre isso, tinha uma conhecida minha que leu "Crepúsculo" e me confessou que dizia ao noivo dela para ele se comportar como o Edward...

    Gente...

    Deixar as coisas irem "até esse ponto", realmente, fazem um mal danado... chega uma hora em que é necessário deixar o livro na estante e ir viver a vida.
     
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  13. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Não adianta querermos que mais pessoas leiam, que os livros sejam mais acessíveis, se não houver um preparo desses leitores. Fora alguns casos, é fácil alguém sem preparo ser facilmente tragado pelo conteúdo de qualquer livro que lhe cair à mão ou aceitar como verdade algo idealizado, pois não lhe ensinaram a ler nas entrelinhas. É uma questão de educação, afinal. Ler é um exercício, mesmo quando é por diversão - precisamos de mais treinamento e de mais ferramentas pra esclarecer o propósito de tais exercícios.
     
  14. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    :D E olha que eu ficaria aliviado se a pesquisa fosse só de mangás por habitante. Infelizmente era de livros em geral. Pelo visto tem muita gente que não tem nem o novo testamento deixado nos hotéis.
     
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