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[L] [Knolex][Crônicas de Copacabana]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Knolex, 11 Abr 2002.

  1. Knolex

    Knolex Well-Known Member In Memoriam

    [Knolex][Crônicas de Copacabana]

    Copacabana

    Seis horas da manhã é o horário mostrado pelo relógio no calçadão. Os primeiros raios de sol saem discretos atrás do mar e os primeiros tiros de bom dia são disparados pelos traficantes.
    Já se pode ver crianças e adolescentes correndo em direção aos diversos pontos de ônibus, com medo de chegarem atrasadas em seus respectivos colégios. Também se vêem os donos de quiosques e bares abrindo seus estabelecimentos. O vendedor ambulante chega nos distribuidores de biscoitos esperando um dia de muitas vendas, enquanto os donos de barraquinhas de areia desenterram suas mercadorias do fundo da areia macia. Ao longe, dá para avistar uma senhora bem velhinha, daquelas que nem do próprio nome consegue se lembrar, jogando milho, sabe-se lá de onde, para centenas de pombos que ali habitam.
    No relógio já são nove horas. O trânsito é intenso e as pessoas correm para poderem chegar no trabalho a tempo. Ouve-se bastante também vendedores de praia e seus tão populares gritos de “Ô água!!! Sorvete!! Picolé!!”. No calçadão, idosos e jovens andam ou correm para manter a forma e conservar a saúde, enquanto as babás passeiam com os bebês falando mal “daquela vizinha de Guadalupe que tomou chifre do marido e apanha todo dia”, ao invés de cuidarem de suas próprias vidas, que já são tão massacradas pelo dia a dia de uma grande cidade.
    Três horas se passam, meio-dia, doze horas agora são. Executivos em restaurantes, mendigos pedindo comida, pivetes correndo atrás de velhinhas cuja bolsa está fácil de pegar. Moleque com camisa de time estrangeiro assaltando carro ou ônibus, O que der.
    Passaram doze oras, meia-noite. No mesmo calçadão por onde velhas loucas e babás fofoqueiras passaram pouco antes, travestis e prostitutas tomam conta do local. Boates lotadas, orgias no meio da pista, cartão-postal nacional agora é mundo “underground”.
    Numa seqüência de acontecimentos, um dia inteiro já passou, logo o horário será seis horas da manhã e tudo voltará a acontecer de novo, numa desvairada e fora do comum rotina, que esperamos que não tenha fim, afinal quando Copacabana ficou famosa com certeza já era assim.

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    • Gostei! Gostei! x 1
  2. Thico

    Thico The Passenger

    Muito boa!
    Quem conhece o dia a dia de Copacabana sabe que é exatamente o que você narra em sua cronica!
     
  3. Tar-Ancalimë

    Tar-Ancalimë Usuário

    sem assunto

    Muito poético...
    Gostei!!
     
  4. *Éowyn*

    *Éowyn* true, I talk of dreams

    Ei, amigos desavisados! :D
    Aqui não é para postar as opiniões, e sim nos Tópicos de Comentarios! Esses posts são apenas para a publicação dos contos, ok?
    Deriel, é melhor fechar esse aqui! :D
     
  5. Knolex

    Knolex Well-Known Member In Memoriam

    Esse post é apenas para tornar o tópico mais visível aos eleitores do FA, já que o ator é um dos indicados a Melhor escritor.
     
  6. Fox

    Fox Visitante

    Muito legal! Tem um quê de Nelson Rodrigues misturado com rap dos bons nesse texto, Sr. Hobbit Sujo! Curti a descrição contínua!!! :)
     
  7. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    (to ressucitando esse tópico, hehehe, peguei um texto qualquer de uma página bem pra trás para ler... Esse é velho...)

    Knolex, este texto me faz lembrar o paraíso que é o Rio de Janeiro, só fui lá uma vez e simplesmente amei tudo aquilo. Apesar disto, achei ele meio curtinho e sem sei lá, uma mensagem. Mas é legal, você retratou bem o dia em Copacabana... ^^
     

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