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Estruturas Narrativas: O Modelo Funcional de Propp

Tópico em 'J.R.R. Tolkien e suas Obras (Diga Amigo e Entre!)' iniciado por Administração Valinor, 19 Mar 2013.

  1. Administração Valinor

    Administração Valinor Administrador Colaborador

    O Bruce Torres escreve em um blog bem interessante onde comenta algumas questões sobre Literatura, chamado O Básico em Letras. Um de seus artigos mais recentes fala sobre as estruturas narrativas seguindo o modelo de Propp, e utiliza como o exemplo o livro O Hobbit, de J.R.R. Tolkien. Pedi para que ele compartilhasse o texto [...]

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  2. Ilmarinen

    Ilmarinen Usuário

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    Essa tese aí tem tudo a ver com o tema, afinal de contas,
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    os correspondentes dos estágios da definição de Propp.

    Outro trabalho sobre isso aí, essa tese já aplica as idéias do monomito à história chinesa do Son Goku :
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    E essa estrutura realmente tem tudo a ver. O Neil Gaiman até disse que começouj a ler o Campbell , mas preferiu parar porque não queria entender a nível dogmático aquilo que ele tendia a fazer inconscientemente.

    Um texto bom aplicando a teoria do
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    Aí tem uma bela
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    com esse tema
     
    Última edição: 23 Mar 2013
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  3. amon_amarth

    amon_amarth Usuário

    Achei super interessante o blog do Bruce Torres, bom post!
     
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  4. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    O envolvimento de Campbell com a psicologia analítica junguiana explica tal correlação entre os caracteres místicos e os funcionais da Jornada do Heroi. Contudo, apesar de eu não ser um especialista em Campbell, a Jornada me soa mais flexível que as funções de Propp, cujo enfoque era mais fantástico do que psicológico.

    Pois é, mas ocorre que alguns escritores procuram fazer uso de tais estruturas conscientemente. O resultado pode ser tanto um "Star Wars" quanto um "Lanterna Verde". :tsc:

    Ah, gostei dos textos, Ilmarinen. Vou procurar lê-los com mais atenção depois. :)
     
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  5. Grimnir

    Grimnir Usuário

    Ótimo texto, Bruce, gostei muito! A minha opinião é mais de um curioso e interessado em estruras literárias, o que não tem absolutamente nenhuma relação com a minha profissão de economista, então perdõem qualquer besteira dita. Parece que como Propp e Campbell beberam em fontes parecidas (contos de fadas e histórias mitológicas), os seus dois modelos são bem semelhantes no espírito. É claro, um tem mais etapas do que o outro, mas de qualquer forma é muito difícil fugir daquilo que é a essência de uma aventura, ou seja, o "there and back again" (Mundo Comum - Mundo Especial - Mundo Comum). Gostei muito de conhecer esse outro modelo de estrura narrativa e vou procurar ler mais a respeito.

    Também gostei dos artigos postados pelo Ilmarinen. Como sempre, o cara mostrou pq tem tanto karma positivo. Eu li um pedaço do primeiro artigo e achei muito interessante, já que sempre tive dificuldade de juntar OSdA com o Monomito. Essa dificuldade possivelmente é consequencia do meu parco entendimento sobre o trabalho de Campbell e da profundidade da obra de Tolkien. Como não estou com muito tempo agora, escolhi ler sobre a jornada de Gandalf e o que chamou a atenção foi a etapa da "apoteose". Realmente eu concordo com o autor, pois a batalha entre Gandalf e o Balrog de Moria não parece ser o ápice da jornada de Olórin. Aquilo sempre me pareceu mais uma sequencia de Caverna Oculta (quase que literalmente, já que estão em Moria: and they call it a mine, a mine!), Enfrentamento do dragão (de novo, quase que literalmente, já que o Balrog é representado por chamas e escuridão) e Conquista da Espada (Gandalf literalmente perde Glamdring, mas ele próprio se torna a espada quando retorna como O Branco). Na última batalha, nos portões de Gondor, Gandalf enfrenta o seu maior desafio, pois ele precisa liderar um exército que foi abandonado pelo seu próprio regente. Essa pra mim é a grande apoteose, pois se Gandalf falhasse, sua missão perderia o sentido, já que ele estava na Terra-Média justamente para guiar os povos livres contra Sauron.

    Enfim, depois eu vou ler o resto com calma, mas Bruce e Ilmarinen merecem karma!
     
  6. Ilmarinen

    Ilmarinen Usuário

    Provavelmente, porque o Monomito do Campbell se aplica a uma gama mais variada de histórias, comportando mais interpolações que fogem ao esquema tradicional dos fairy-tales , pra citar o JRRT, de "fantasia, escape, recuperação e consolo" que até o Bruno Bettelheim considerava como análise apta da forma dos contos.

    Na verdade, o Gandalf NÃO perdeu a espada, no filme do Jackson ele até a usava pra lançar raios no balrog, já que tinha perdido o "foco" místico mais tradicional que era o cajado, ao parti-lo na ponte de Khazâd-Dum.
     
    Última edição: 26 Mar 2013
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  7. Grimnir

    Grimnir Usuário

    Sim, mas quando ele volta como O Branco, ele ainda tem a Glamdring? Realmente não lembro sobre isso nem nos livros e nem nos filmes.

    --

    Correção: Mancada minha, Ilmarinen, você está certo.

    Fonte: Capítulo VI, O Rei do Palácio Dourado, As Duas Torres.
     
    Última edição: 26 Mar 2013
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  8. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    E é justamente essa a raiz por trás da crítica de Levi-Strauss ao próprio modelo de Propp: a vontade de criar um sistema a partir de uma estrutura conscientemente limitada pelo estudioso.
     
  9. Ilmarinen

    Ilmarinen Usuário

    Última edição: 5 Abr 2013
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