1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

Notícias Em tradução (visibilia)

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Bruce Torres, 14 Fev 2018.

  1. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Em tradução (visibilia)
    Caetano Galindo
    8 de Fevereiro de 2018 às 10:44

    Pra mim, tudo começou com Péricles Eugênio da Silva Ramos.

    Pode ter a ver com o nome sonoro, pode ter a ver com o peso das coisas que ele traduziu (
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    , Melville…). Mas o fato é que ele foi o primeiro tradutor cujo nome eu guardei, e que começou a me servir de "garantia", da qualidade do que eu estava pra ler.

    Todo leitor mais "sério" passa por esse momento, em que se dá conta de que os tradutores existem, e inclusive percebe que de certa maneira um tradutor pode até ser uma certeza de "qualidade" mais confiável do que um autor…? Afinal, se você pensar no mundo de hoje, por exemplo, pode muito bem saber que a tradutora X, que trabalha apenas pra editoras legais (como esta casa) e sempre produziu textos limpos e bem acabados, não estaria envolvida num projeto totalmente furado.

    É verdade mais-que-cansada, no entanto, que historicamente os tradutores têm a reclamar de certa "invisibilidade". No nosso caso, isso inclusive se choca com o fato de que se pode muito bem argumentar que a própria literatura brasileira começa com um ato de tradução (Anchieta e seus autos escritos na língua geral da costa), e que o primeiro monumento do português europeu, a Demanda do Santo Graal, também era uma tradução.

    (Aliás, essa história é ainda mais divertida, porque o original francês se perdeu, e a nossa tradução, provavelmente feita no século XIII, ganhou ainda mais valor histórico. Além disso, o tradutor ou a tradutora da Demanda para o português era a maior figura, e acabou produzindo o que hoje a gente quase chamaria de uma meta-tradução, ao comentar o original e, vez por outra, até dar uma cutucadas na qualidade do texto que vertia…)

    Hoje o cenário está um pouco mudado. Especialmente entre as pessoas que lidam com (e leem) literatura de qualidade. Este mesmo espaço aqui (e especialmente a coluna do
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    , mais antiga que a minha, e muito melhor!) pode contribuir um pouquinho, trazendo à tona o trabalho dessa galera que vive e trabalha nos bastidores.

    Iniciativas como o
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    , como o volume “Conversas com tradutores”, organizado por Adail Sobral e Ivone Benedetti lá em 2003, como o lindo documentário “Quem é Primavera das Neves”, de Jorge Furtado, como o site
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    , de Marlova Aseff… isso tudo vem criando leitores mais atentos e, esperemos também, mais exigentes no que se refere à tradução literária.

    E não é pouco.

    Afinal você provavelmente leu mais tradutores que escritores na vida…

    Agora, quem assistiu o documentário sobre Primavera das Neves e ficou lendo os créditos até o final (provavelmente o mesmo tipo de nerd que olha nome de tradutor em tudo que é livro… meu tipo de nerd!), encontrou lá entre outros um agradecimento a Denise Bottmann. Gente com melhor memória, ou QUALQUER um ligado ao mundo do livro no Brasil, conhece a Denise como tradutora mais do que competente, premiada e produtivíssima. Muita gente FORA do mundo do livro pode lembrar do nome dela como a pessoa que desmontou o esquema de "plágio" que permitia que editoras ordinárias republicassem traduções antigas com créditos forjados. Mas nem todo mundo conhece plenamente o site
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    , que, apesar de já no seu nome lembrar o escândalo e os processos em que ela se envolveu depois de apontar a peladice de certos reis editoriais, é muito… mas muito mais que isso.

    Pra um exército de uma mulher só, aquilo é atordoante.

    Não fosse essa mulher a Denise, a gente podia rezar pela saúde dela! Mas ela dá conta.

    Dá conta de fazer levantamentos exaustivos de história da tradução. Deste autor. Desta tradutora. Desta editora. Daquele título… E de ir disponibilizando tudo, de graça, pra todos, online.

    Há anos.

    No meu mundo (fosse eu tradutor ou não), ela mereceria um prêmio e uma bolsa pra fazer isso. No mundo de você, que está lendo, ela certamente merece uma visita, na qual vai ter bem mais a te oferecer que um bolo e um cafezinho.

    Vai lá.

    * * * * *
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    é professor de Linguística Histórica na Universidade Federal do Paraná e doutor em Linguística pela USP. Já traduziu livros de
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    ,
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    e
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    , entre outros. Ele colabora para o Blog da Companhia com uma coluna mensal sobre tradução.

    Fonte:
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
     
    • Gostei! Gostei! x 1

Compartilhar