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Notícias De Alan Moore para os tradutores

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Bruce Torres, 28 Nov 2017.

  1. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    De Alan Moore para os tradutores
    Érico Assis
    27 de Novembro de 2017 às 15:38

    Escritores não escrevem pensando em tradutores. Nem deviam. Já é trabalho suficiente para o bom autor encaixar uma palavra depois da outra e alcançar a melíflua mistura de milagres musicais na língua que domina. Nem o autor mais comercial deve pensar em como suas frases ficariam no mandarim – ou será que o Dan Brown escreve matutando como vai soar no mandarim dos 400 milhões de potenciais leitores chineses em idade adulta? Nem ele. Pois aí também teria que pensar nos leitores do Brasil, da Finlândia, do Japão e dos outros 40 idiomas. Os tradutores que se virem.

    Mas, às vezes, até um autor angloparlante – o que é curioso, porque eles leem poucas traduções e consequentemente pensam pouco em tradução – lembra que seus livros, filmes ou quadrinhos são traduzidos e lidos por gente de idiomas dos quais eles não conhecem uma palavra sequer. E às vezes quem lembra disso é o Alan Moore.

    Ou alguém lembra ele. No caso, o brasileiro Flavio Pessanha perguntou direto ao sexagenário –
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    . Flavio queria saber o que Moore pensa das dificuldades que encara quem traduz uma coisa como Jerusalem, seu livro de 1266 páginas com um capítulo em verso, outro que evoca
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    e um que reproduz a confusão mental de Lucia Joyce, no estilo do pai James em Finnegans Wake.

    Moore coçou a barba quinquagenária e deixou uma notinha de alento a todos os tradutores:

    Tendo traduzido alguns textos curtos e menores do sr. Moore, já fico grato pela consideração. E queria muito que a mensagem chegasse aos tradutores envolvidos em “deveres desalentadores” do barbudo, como Octavio Aragão (Promethea), Hector Lima (Providence), Marília Toledo (Um Pequeno Assassinato), Ludmila Hashimoto (Voz do Fogo), Marquito Maia (Lost Girls), Fábio Fernandes (A Liga Extraordinária), Edu Tanaka (Monstro do Pântano), Jotapê Martins (Watchmen, Do Inferno) e à alma corajosa que encarar Jerusalem. Vejam só: ele sabe que a gente existe.

    * * * * *
    Érico Assis é jornalista, tradutor e doutorando. Mora em Florianópolis e contribui mensalmente com o blog com textos sobre histórias em quadrinhos. Também escreve em seu site pessoal,
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    Fonte:
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  2. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Faz sentido considerando que o material dele mostra que houve pesquisa em comunicação e linguagem.

    Em exames internacionais de idiomas, tipo o TOEFL (para inglês), para além da aferição de gramática e interpretação de texto, uma parte da nota depende e é reservada para a relação entre a pessoa e o idioma em que há participação de mais de um órgão do corpo como o sentido da audição ou mesmo pronúncia em exames que pedem entrevista. Os áudio livros exploram esse mercado tendo em conta que desde a antigüidade contos, histórias e conhecimento de modo geral vinham passados por via oral ao invés da via escrita. Até mais recentemente como países do leste europeu as pessoas guardavam muitas passagens de sabedoria por meio de provérbios e ditados porque não tinham livros.

    Entre o pensamento e a ação existe a escolha do técnico e dentre as escolhas feitas pelo técnico antes de agir está o interesse em se tornar leitor profissionalizado antes de começar a traduzir a mensagem.

    Línguas mortas, que são um tema que aparecem aqui e ali na obra relacionada a ele como no Constantine, perdem parte da "voz" e a relação com o leitor é destruída com boa parte da mensagem esquecida podendo mesmo se tornar impraticável ou inútil transferir a experiência contida nas mensagens sem estudo de contexto e significado original.

    Atualmente a tecnologia tem aplicado pressão no tempo entre pensamento e ação (O Google pesquisa nesse campo). Quando o tempo de escolha é esmagado demais, que é um dos objetivos da tecnologia, pensamento e ação podem se precipitar um sobre o outro e criar confusão nos canais (mãos, ouvidos, olhos, língua). Principalmente em quem tem acesso farto ao conhecimento.
     
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  3. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Isso sem dúvida é muito bom pra mostrar que o trabalho de uma boa tradução vai muito além de apenas converter um código em outro e infinitamente longe de ser uma operação mecânica como fazem os tradutores eletrônicos.

    A tradução de uma obra literária envolve outros fatores que vão além do pleno domínio do idioma a ser traduzido e se for uma obra muito antiga entra o contexto histórico que deve ser muito bem analisado. Enfim, traduzir é algo muito maior que apenas o significado das palavras.
     
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