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[Conto] A Curta Estória do Pequeno Homem que queria ser Grande

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por imported_Ka Bral o Negro, 19 Ago 2008.

  1. [align=justify]Então, até que demorei um tantinho, né? Esse é pra você, Lovejoy. =P


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    Gritos! Gritos na escuridão!
    Grita sua vadia! Grita grita grita! Vou te matar sua miserável!
    Não! Punhos se fecharam, trincou os dentes, rosnou ainda não!, estreme e se treme, ainda não ainda não!, corre porra!, tá escuro!, ela grita, não sei sei, cheiro queimado de carne humana se misturando com o odor sangrento de tripas destroçadas com crueldade. Eram gritos na escuridão, era a cor dilacerante do desespero tingindo o amanhecer de vermelho.
    Só que não adianta pensar nisso agora! Acorda, moleque! Borbulhando na lama nojenta, cheiro decomposto de quaisquer porcarias apodrecendo, vermes carnívoros pululando, em silêncio me arremessaram, do mesmo modo que em silêncio me embrulharam naquela esteira de palha, sempre em respeitoso silêncio – a ordem é ficar quieto!, estão de olho sempre de olho se quiser ser homem é agüentar sem um único pio!, não trema não chie não reclame afinal eles estão todos de olho, os homens e os espíritos, atentos ao seu desempenho, ansiosos por seu fracasso, os gritos na escuridão!, ela berrava e implorava poupem meu filho poupem meu bebê!, calaboca sua vaca vamo matar todo mundo seus merdas do caralho vamo matar todo mundo!, se cheguei até aqui também é por méritos meus, gostaria de sentir medo mas isso não vai me salvar não adianta, sem chiar sem um pio soltar, soco na barriga e chute na cara, porrada enfeitando o chão com sangue agüentar sem um pio sem chio os homens estão de olho só é considerado homem quem ultrapassar todas etapas sem um pio, regras do teste regras regras regras dessa gente que não tem nada a ver comigo, embrulhado na esteira no meio da noite barulhos de espíritos mortos se lamentando e lacraias picando minha bunda, é o teste fica quieto quieto!, eles estão de olho sempre de olho, mas ainda lembro dos gritos poupem meu bebê poupem vou te matar vadia!, cheiro de pessoas queimando lanças trespassando crianças e velhos gritos gritos gritos, trazido aqui à força espólio de guerra, se quiser ser mais é agüentar agüenta porra!, trinca os dentes e se levanta da lama decomposta em que me arremessaram, borbulha ali o som da morte, tentáculos negros se agitando com fome no meio daquele conglomerado escuro e purulento uma bocarra se abre carne fresca de moleque no território, agüentar quieto o terror porque eles estão de olho, eles que fizeram gritar, trespassaram crianças e velhos e mulheres e tudo mais e queimaram tudo, ela implorou e você está aqui, só sobrou você pra honrar, só você, então agüenta quieto!, as lacraias e besouros mordiscaram sua pele e te injetaram veneno, doeu pracaralho!, ainda dói, bolotas vermelhuscas olhar embaçado e grogue, agüentou socos no estômago e no saco, agüentou todas as porradas, agüentou, porque ela pediu pra que você vivesse, antes da lança furar-lhe os olhos, ela implorou viva meu filho viva!, e aqui você está, o último teste, gritos ecoando na cabeça, os gritos da escuridão mais sinistra e ardente do que essa de agora, os tentáculos negros de arpões afiados se agitando da bocarra pustulenta prontos pra dilacerar e despedaçar um grito de medo está fazendo o máximo pra se libertar de sua garganta seus músculos reivindicam o direito legítimo de tremer de pavor, mas não pode!, você não tem esse direito!, porque eles estão de olho querendo seu fracasso vão te matar da mesma forma que estriparam ela permaneça quieto!, ela implorou que ódio implorou por que tenho de passar por isso?!, essa porra vai me devorar por que tenho de passar por isso?!, fica quieto!, que raiva, gritos gritos gritos e tentáculos afiados, rasga um braço, perfura a perna, prendendo e me arrastando na água imunda que se infiltra nas feridas, tudo arde a cabeça ferve, se afogando na merda apodrecida a bocarra perto do pé, o grito de pavor quase escapando para sua liberdade, você nu com essa coisa só uma lança na mão... mas hein?, se esqueceu da lança porra?!, abre e fecha vai te devorar é o fim tchau, mas e ela que implorou?!, que raiva porra por que vocês fizeram isso porra odeio odeio odeio porra sou homem seus desgraçados odeio!, se levantou de súbito de raiva de ódio e perfurou perfurou perfurou morre desgraçado odeio porra morre morre morre!, berrou todo seu inferno berrou e dilacerou a criatura e seus tentáculos, não viu não entendeu berrou perfurou perfurou berrou e desmaiou na lama imunda.



    Tem mais vindo por aê.[/align]
     
  2. imported_?

    imported_? Usuário

    Bem violento. Se o objetivo do conto era aterrorizar, você conseguiu. ;)
     
  3. imported_Wilson

    imported_Wilson Please understand...

    Porra! Muito bom.
     

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