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Consequências

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por imported_Elektra, 5 Jun 2009.

  1. imported_Elektra

    imported_Elektra Usuário

    Galera, primeira vez que vou postar alguma coisa minha aqui! Não é o texto final, é rascunho mas sei lá... espero que vocês vejam =D, se puderem criticar, melhor ainda!!!
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    Consequências


    Dois trens já partiram desde que cheguei à estação terminal norte. Nem o persistente esvoaçar do sobretudo faz o lânguido jovem de cabelo cinzento se mover. Parado em frente à plataforma cinco, fita constantemente o nada com uma expressão vazia. Antes de abandonar o frio assento cimentado no
    chão, o relógio do alto da torre me aponta que o último trem chegará em cinco minutos. Tangido pelo som de minha gélida respiração, sinto a voz do inconsequente ecoar como um trovão em minha cabeça

    - É uma bela noite gelada. Sempre é... gelada, mas hoje também está estonteante. Para mim, lá na torre a vista montanhosa é melhor, é vertiginosa, sensacional!

    Silenciosamente observo a torre, sacando um velho cigarro esquecido no bolso do casaco. Tentava medir a altura até o relógio quando o eco toma minha atenção novamente

    - Essa rotina tem se tornado muito cansativa. Não sei ao certo se o trem tem uma falha mecânica ou meu bilhete é que está errado porque há sempre empecilhos para pegar esse trem. Da última vez em que o observei da torre, funcionava bem e lotava tanto que fazia suar. O frio sempre despeja em mim um silêncio repreensivo que não lembra nada essa descrição, mas consigo manter fixa a imagem atrás dos olhos.

    Um vendaval indigo corta a paisagem grafitada, anunciando a proximidade do trem.

    - Sempre faço o que quero, mas confesso que hoje notei que minhas tolices me engoliram. O inverno não me deixa pensar direito... queria me vomitar!

    Olhando para a torre outra vez, penso que talvez seja a noite que escureça a sensatez.

    - Mas apesar de tolo, guardo os conselhos do meu pai desde criança : "Faça o que quiser, mas enfrente as consequências, Alexandre". É por isso que vou para casa dizer a ele que não penso mais em fugir.

    Pela primeira vez o inconsequente tentou ser sensato, apesar de teimoso. Percebo que luzes se apagam com a chegada do trem.

    - Chegou antes do esperado!

    Esse simples fato deu brilho aos olhos do contraditório falador, farto da rotina! Constatei a surpresa verificando o horário e quando ia tirar o cigarro, que não consegui acender, da boca a força do vento o lança aos trilhos. As portas do trem se abrem para todas as plataformas exceto para a plataforma cinco.

    - Quanto tempo terei que esperar?

    Ninguém entra ou sai do trem a não ser a escuridão que assola a estação. Os olhos vazios agora são os mesmos de quando o observei minutos atrás. Em meio a uma névoa fria, o teimoso volta a ficar imóvel.
    Os sinos da igreja já noticiam a missa programada quando de costas para o trem, o jovem cansado verifica seu ticket de embarque com a expressão mais confusa desde que me deparei com ele.

    - Aqui sempre diz que posso retornar. Talvez amanhã?

    O cansaço obriga a pensar ... e depois de algum tempo, finalmente rompendo o ar frio, minha voz leva um bom senso aos ouvidos.
    - Os bilhetes sempre darão direito a retorno, mas há limites para onde se pode ir... - e pensei, então de que me serve esse se não pode me levar para onde quero?

    De repente o inconsequente se foi...

    - É pai, o senhor tem razão. Para que eu enfrente as consequências. Talvez seja hora para isso.
    Com um breve sorriso e intenção de lágrimas nos olhos, começo a rasgar o bilhete lançando os pedaços pelo chão cinzento da plataforma, finalmente partindo para fora da estação acompanhado pelo sol, que agora parece prometer mudar o clima.
    Um raio de sol chama minha atenção para a porta de entrada e pela primeira vez em exatamente um ano, observo uma placa de alerta que informa novas medidas de segurança impedindo o acesso à torre. Leio
    para os meus ouvidos :

    - "Em memória de Alexandre Gaia (1990-2009)".

    E com a visão quase invisível, leio em pensamento uma última observaçao com letras tortas rabiscada no canto inferior esquerdo da placa:

    "Que Deus tenha misericórdia de ti"
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    Este texto foi escrito por Fabíola Rozendo em maio de 2009.
     
  2. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    RE: Conto: Consequências

    fabí, gostei da formatação, nem todo novo escritor se preocupa em deixar o seu texto visualmente atraente ao leitor, e vc fez isso. mesmo assim ainda dá pra melhorar...

    talvez por se acostumar a escrever na internet pegamos alguns vícios q ñ soam bem em textos escritos. um deles q aparece no seu texto logo de cara é colocar o número 2 ao invés de dois. a regra aqui, pra agradar gregos e goianos, é evitar ao máximo usar algarismos, sempre escreva eles.

    outra coisa, costumamos escrever parecido com os escritores q gostamos de ler. a influência é inevitável e, na maioria das vezes, benéfica. lendo o seu texto fiquei curioso em saber oq vc gosta de ler ou oq andava lendo qdo escreveu ele.

    detalhe: "devéras" não existe.
     
  3. imported_Elektra

    imported_Elektra Usuário

    RE: Conto: Consequências

    JLM, obrigada por ter comentado. Sabe que depois que postei é que percebi que tinha deixado o 2, o 5 em algarismos? e é errado mesmo. Quanto ao deveras eu fiquei na dúvida antes de escrever e acabei deixando. Mesmo assim, eu releio e vejo que não fica muito claro o que to tentando passar. Escrever para mim é meio complexo e eu preciso trabalhar mais esse texto sim. Além do óbvio eu quis deixar meio subentendido algumas coisas mas é como minha irmã disse: " ah, voce explicando eu entendi... mas não tá escrito isso aí =P ".

    Na verdade eu estava escrevendo um outro texto quando resolvi escrever esse. Não sei se tenho autores favoritos porque não costumo "seguir um autor" mas tenho têndencia a gostar de histórias de fantasia, conflitos pessoais e terror psicológico. Não sou muito fã de romance ou drama. Nada que toque muito profundamente ou me tire de minha apatia :hahano: !! Mas gosto também de literatura infanto juvenil...ou seja, uma salada total.

    A minha idéia aqui era falar sobre um provável suicida em conflito sobre sua condição pós morte, narrado pelo próprio. Não pretendi deixar claro se foi suicidio ou acidente. O fato de ele se ver forçado a aceitar a morte, não significa que ele a provocou... mas conforme eu for melhorando o texto, posto de novo. Outra coisa, copiei descaradamente do seu post "Uma Lenda Goiana" o citar no final!!
     
  4. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    tenha certeza dq qto mais vc escrever, mais exigente vai ficar. eu mesmo faço zilhões de revisões e se ler depois disso ainda acho algo pra mudar. tem até a frase de um escritor famoso q ñ me recordo o nome agora q diz q as revisões só acabam depois q vc publica. publicar é colocar, obrigatoriamente, um fim no trabalho do autor, senão ele faria isso até morrer, :timido:

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    quanto a copiar, fica tranquila, eu tb copiei a idéia de alguém, :hahano:
     
  5. imported_Elektra

    imported_Elektra Usuário

    Eu li o seu conto e comentei lá!! Lembrei bastante de "A Divina Comédia" quando a Chayyam vai conhecendo os grupos.

    Isso é verdade! Parece que o texto nunca fica bom o suficiente. E as vezes, mesmo tentando mudar, não fica mesmo bom. É melhor terminar logo com ele e partir para outro. Ou, deixar de lado e voltar a revisar quando estiver mais criativo.
     

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