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Notícias A Esposa de Tchaikovsky

Spartaco

Anton Bruckner - 200 anos do nascimento
O filme "A Esposa de Tchaikovsky" estreia nos cinemas aqui do Brasil no próximo dia 30 de março e traz um elenco de peso. Os nomes mais famosos são os de Alyona Mikhailova, Odin Lund Biron e Miron Fedorov, bem como do diretor, Kirill Serebrennikov. O próprio comandante do projeto ressaltou que há muito se interessa por Tchaikovsky. “Há um livro de dois volumes que me impressionou muito: é o do professor Alexander Poznansky da Universidade de Yale“.

O filme foi apresentado em competição no Festival de Cinema de Cannes de 2022. Kirill Serebrennikov é presença assídua no evento desde que O Estudante, Verão e A Febre de Petrov foram exibidos lá. Trata-se de uma ousada produção russa que ousou a repressão de seu país para contar a história de um de seus heróis, que por acaso era homossexual. Essa trajetória e toda toxidade do relacionamento doentio do casal é o tema desse filme, que abriu o festival.

A produção encarou censura nas mãos de seu governo nacional e conta a história de Antonina como uma esposa dedicada, porém renegada pelo compositor. Para o diretor Serebrennikov, mais do que uma história infeliz de amor, é uma metáfora para outras formas de resistência à autoridade.

Revisada agora, Antonina é retratada como uma mulher tão sinceramente apaixonada por seu ídolo que aceita fazer parte da farsa que custou sua saúde mental. Interpretada por Alyona Mikhaylova nas telas, a realidade é diferente. Historiadores confirmam que a jovem conheceu Tchaikovsky em 1865, 12 anos antes de se casarem, através de uma amiga em comum, a cantora Anastasia Khvostova. Com apenas 16 anos na época, ela se encantou com internacionalmente famoso compositor (no atual filme, interpretado por Odin Biron), que tinha 25 anos na época. O impacto desse primeiro contato jamais foi lembrado por ele, mas Nina, como a chamavam, ficou obcecada. Desistiu do trabalho como costureira profissional para estudar música no Conservatório de Música de Moscou e ter aulas com ele. Sem dinheiro, o plano deu errado, mas em 1877, quando recebeu uma herança ela decidiu mandar cartas de amor para seu ídolo e descobriu que agora as coisas teriam mudado.

É que a essa altura Tchaikovsky se sentia vulnerável às críticas da sociedade por ser homossexual e em um ímpeto propôs casamento a Nina. Desastre anunciado. O compositor nunca esteve apaixonado pela esposa, desgostava de sua origem simples e de sua família complicada. Em apenas seis semanas se separaram. Um dos grandes conflitos, hoje mais do que nunca é claro, foi o fato de que ela se casou sem desconfiar da opção sexual do marido e esperava constituir família. Para Tchaikovsky, a relação sempre seria fraternal.

A relação distante, mas desgastada, chegou ao fim com a morte repentina do músico aos 53 anos, em 1893. Nina ainda viveu 24 anos, mas muito mal. Logo após a morte do compositor, ela começou a apresentar sinais de distúrbio emocional (mania de perseguição), quando piorou, três anos depois, foi internada em um manicômio, onde ficou 20 anos, diagnosticada com paranóia crônica. Morreu de pneumonia, em 1917.

No filme A Esposa de Tchaikovksy, Serebrennikov aposta na teatralidade para revisitar o drama, transformando o filme, como alertam os críticos, em “um conto assustador de desintegração mental em seu ato final”. Uma história trágica e ainda muito atual.

Fonte: https://www.cinemaepipoca.com.br/a-esposa-de-tchaikovsky/ e
 

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