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A cidade de Elturel, por Kadu

Tópico em 'D&D e d20' iniciado por KADU, 2 Mar 2005.

  1. KADU

    KADU Estão vendo esta caneta?

    Fala pessoal, estou mestrando uma campanha em Forgotten e precisei preparar algo especial pra cidade de Elturel uma vez que os personagens iram passar várias seções lá. Eu só tinha em mãos as poucas informações sobre a cidade que vem no livro principal de Forgotten, daí em diante é criação minha. Vou colocar ai porque pode ser útil pra alguém e porque não vai me dar muito trabalho uma vez que esse material já esta praticamente pronto(fiz para as aventuras anteriormente). Tem informação suficiente para o mestre bolar várias aventuras e não precisa ser necessariamente em Forgotten Realms.

    Pra quem não sabe Elturel é uma cidade (cidade grande, 22.671 habitantes) que fica nas Terras Centrais do Ocidente no topo de um desfiladeiro acima do rio Chionthar, abaixo da Floresta dos Dragões e da Colina do Limite.

    O GOVERNO: a cidade é governada pelo Lorde Dhelt(humano, LG, Pal 17 de Helm), um sujeito que vem governando a cidade de forma muito eficiente, talvez um dos líderes mais sensatos das cidades da região. Possui um pelotão de elite de 200 cavaleiros conhecidos como Cavaleiros do Inverno que patrulham a cidade e estradas próximas garantindo segurança às várias caravanas de comerciantes que cruzam as Terras Centrais e também aos residentes.(obs: isso é oficial, o resto foi criação minha).

    GEOGRAFIA DA CIDADE: eu até fiz um mapa a mão com as áreas e tudo mais, mas infelizmente não tenho scanner...portanto vou descrever o principal aqui. A cidade é basicamente dividia em duas grandes áreas: a cidade baixa e a alta. Os nomes indicam o óbvio. A cidade alta é a parte dela que fica em uma elevação(de aproximadamente 6m de altura) natural de aproximadamente 200m de extensão e 250m de largura. Essa elevação se estende até o rio que neste ponto faz uma curva fechada e segue seu novo rumo, portanto pra quem vem do rio, nesse ponto a cidade se ergue acima de um paredão de pedras de aproximadamente 6m de altura.

    A cidade alta: é a parte mais bonita e onde se concentram as pessoas mais importantes dela. Ai vivem os nobres, as pessoas do alto escalão dos templos de Helm e Torm e a maioria dos Cavaleiros do Inverno. É uma área bem arborizada, com muitas praças e casas espaçadas, a maioria com mais de um andar e com jardins na frente. É ai também que se localizam os templos de Helm e Torm, a arena de jogos e a praça dos heróis. É uma região muito bem patrulhada. A tendência é que os preços dos produtos e serviços tenham um valor um pouco maior que na cidade baixa.

    Existe uma rua larga de pedra que sobe a pequena colina da cidade baixa até a cidade alta, cruza toda sua extensão e desce novamente para a cidade baixa(como se ela fizesse um U de cabeça pra baixo, só que um pouco mais aberto). É a continuação da estrada que vem no norte, de quem cruza o rio no sentido Norte-Sul. Fica mais larga quando entra na cidade e passa por toda a cidade baixa, paralela ao rio e rumo a cidade alta, passa em frente ao bairro Pergaminho de Ouro e a Floresta Protegida(veja mais adiante sobre eles). Na cidade alta ela passa pelo templo de Helm e a Arena de Jogos(que fica em frente ao templo) e desce em uma região próxima do templo de Torm que fica na outra extremidade da cidade alta, passando ao lado da praça dos heróis. De volta à cidade baixa ela contiua rente às docas e segue rumo a outra entrada da cidade, conhecida como Entrada Leste, daí em diante ela diminui de novo sua largura e desce rumo à estrada que leva a Berdusk(mais ao leste) ou a Ninho Verde(mais ao sul).

    O castelo: O castelo do Lorde Dhelt se localiza na cidade alta, é murado e margeia a colina. Existe uma torre nele de onde se pode ver toda a cidade e terras ainda mais distantes em quilômetros de distancia, de ambas as partes do rio. Sempre existe um sentinela nesta torre que é conhecida como Olhos do Lorde. Dentro do castelo são guardadas algumas maquinas de cerco como catapultas, que podem ser usadas contra embarcações inimigas ou para atingir alvos do outro lado do rio.

    A praça dos heróis: para falar sobre a praça é preciso falar sobre os heróis. Não se muito sobre eles, os sobreviventes não falaram muito. O que se sabe é que vieram da Espinha do Mundo, das terras geladas no norte, no encalço de um poderoso dragão branco chamado Archadalon. Boatos dizem que ele era o último de uma linhagem de dragões brancos que cuidavam exclusivamente de causar caos e destruição em alguma ou algumas cidades no norte. O motivo pelo qual o dragão chegou e visou Elturel também é desconhecido. O fato é que as forças da cidade nunca haviam lidado com esse tipo de inimigo antes e o estrago que ele causou não foi pequeno. Durante 2 dias ele destruiu boa parte da cidade encontrando uma resistência não muito eficiente. Quando muitos perdiam as esperanças chegaram os heróis, o grupo era formado por: Turgan(anão, CG, guerreiro 15 ), Leon(humano, LG, clérigo de Ilmater 16), Kastir(humano, CN mago 17), Kin(halfing, CG ladino 14) e Leóth(elfo, NB, ranger 17). A batalha foi épica, e mortal. Apenas Kastir e Kin sobreviveram. O dragão caiu em um pequeno bosque da cidade que então ficou conhecido como Inverno Eterno (veja adiante). Desde esse fato já se passaram 10 anos.

    Arena de jogos: essa é uma arena cavada no solo de modo que o ponto mais alto da arquibancada que a rodeia fica no nível do chão de quem chega nela. Ela comporta em torno de 3000 espectadores e isso muitas vezes se mostra pouco. São proibidos jogos onde animais ou indivíduos percam suas vidas mas são comuns as lutas. Aquelas onde os lutadores se enfrentam usando só os punhos são as mais requisitadas e a cidade possuiu seus campeões favoritos. Quando existe o confronto um clérigo é chamado(os de Torm não gostam disso) para ser o juiz, ele normalmente termina a luta quando um dos oponentes recebe um golpe mais violento e fica atento para usar sua cura se for preciso. As justas também são muito comuns.

    Os templos de Torm e Helm organizam eventos regulares(pelo menos um a cada 3 dezenas) de disputa entre seus próprios integrantes(principalmente de justa). Foi uma forma “saudável” que encontraram de resolver suas diferenças e aprimorar suas habilidades. A população adora a disputa e se organiza em torcida para um ou outro lado. Mais recentemente, com a permanência de Kastir na cidade e seu estímulo aos conjuradores, vêem sendo organizados duelos arcanos na arena. Os nobres e os templos ainda estão com um pé atrás mas a população aprovou.

    A cidade baixa: quem chega a Elturel se depara primeiramente com a cidade baixa, ela deve ser em torno de três vezes maior do que a cidade alta. Antes mesmo de chegar a ponte que corta o rio Chionthar (próxima da entrada norte cidade) já é possível ver várias e pequenas fazendas repletas de plantações que abastecem a cidade e as muitas caravanas comerciais que passam por ali. Essa área é bem patrulhada e as pessoas pagam um imposto justo à cidade e com gosto.

    Os fortes: Apesar da cidade não ser murada ela possui três grandes bases militares ligeiramente avançadas (uns 500m do inicio da cidade), cada uma fica em uma entrada/saída da cidade. São na verdade pequenos fortes que servem tanto para treinamento quanto para fiscalização de pessoas e mercadorias que entram ou saem da cidade. Todos possuem uma arquitetura semelhante. Um arco de pedra grande passa por cima da estrada e liga os dois lados do forte. Em cima da cada uma das duas partes dos fortes existem seteiras suficientes para até 10 arqueiros dispararem ao mesmo tempo em um dos sentidos. Uma pequena torre de 4m se ergue sobre o arco de pedra que passa sobre a estrada. Um sentinela esta sempre atento ali. É impossível uma caravana passar durante o dia sem ser vista por um destes postos, assim que uma é avistada tentando entrar sem ser pela estrada são enviados soldados para averiguar. Mesmo durante a noite é preciso ter boa perícia para conduzir em silêncio e evitar as patrulhas que percorrem regularmente o trajeto entre os fortes.

    Eles não costumam fiscalizar rigorosamente todas as mercadorias (a não ser que tenham motivo para isso) principalmente se conhecerem o comerciante em questão. Indivíduos também não têm muito problema para entrar na cidade a não ser que seja óbvio o perigo que representam. A guarda normalmente pergunta o que traz alguém ali e quanto tempo pretendem ficar (é uma forma de mostrar que podem se lembrar dele depois). Muitas vezes um deles até acompanham a pessoa ou o grupo até uma estalagem. Quando existe algum tipo de suspeita eles levam em uma estalagem específica (na verdade tem “acordos” desse tipo com mais de uma) onde o dono tem um cuidado especial para descobrir algo sobre o sujeito e avisar o comandante. Um sujeito com um pouco de habilidade consegue entrar na cidade sem ser visto durante a noite. Durante o dia é uma tarefa mais difícil.

    É possível encontrar em média 20 soldados em cada forte sendo que pelo menos a metade disso são de aprendizes (nível 1 de guerreiro ou combatente) e o resto fica para comandantes mais experientes, geralmente um clérigo e recentemente tem ficado também um conjurador. Um dos fortes fica na entrada da estrada que vem no norte, outro na outra ponta dessa mesma estrada que segue e sai pelo leste da cidade (perto da doca) e outro em um ponto mais ao sul, mais ao menos entre os dois outros, numa estrada menor e bem menos usada. Os fortes possuem cavalo em número suficiente para pelo menos metade dos oficiais que estão ali. Em caso de necessidade cada forte pode abrigar cerca de 200 pessoas mas os mantimentos acabariam em não mais que uma dezena.

    Floresta Protegida: esse pequeno trecho de mata fechada(árvores grossas e de copas cheias) é o que restou de uma floresta bem maior que se estendia pelos dois lados do rio Chionthar e acabou dando lugar a fazendas e a cidade. O que sobrou dela começa perto do forte que fica na entrada norte da cidade e segue paralela a toda a cidade baixa, entre a estrada e o rio(uns 300m de largura) atingindo um comprimento total de aproximadamente 900m, quando acaba na elevação que leva a cidade alta. Na verdade o conceito “floresta” é apenas uma homenagem ao que ela foi, está mais para um bosque. Durante muito tempo é dito que uma druida era a guardiã dessa área e que negociava com os líderes para que nenhuma árvore fosse tirada dali. Ela pareceu obter sucesso, não se sabe se devido a ordem desses líderes a população ao se a fama sinistra que a druida tinha(era uma druida de Talos). Ela era tolerada ali porque possuía alguns “seguidores” e controlava algumas criaturas(que ela não deixava sair dos limites da floresta) que se mostraram úteis na defesa da cidade em diversas ocasiões e porque fora um ou outro caso de sumiço de pessoas que se aproximavam muito do seu domínio ela não criva problemas. Depois de algum tempo isso começou a ser questionado e a tolerância de ambas as partes foi diminuindo, quando a situação estava para explodir ela e suas criaturas sumiram misteriosamente da noite para o dia. Até hoje não se sabe o que realmente aconteceu. A floresta ficou abandonada durante quase 8 anos (e nesse período poucos tiveram coragem de entrar nela) quando a 10 anos Kastir (o mago do grupo dos heróis) a reinvidicou para ele e construiu uma torre em seu centro. Desde então ninguém tem permissão para cruzar seus limites, onde a lei da cidade não se aplica, e sim a do poderoso mago.

    Pergaminho de Ouro: antes de chegada de Kastir essa era uma pequena clareira próxima a Floresta Protegida (é a única região habitada entre o rio e a estrada que vem do norte) em frente a estrada principal que vem do norte e cruza a cidade, um pouco antes dela subir à cidade alta. Ali alguns curandeiros, pessoas que lidavam com ervas e até um alquimista viviam e compartilhavam seu interesse em comum. Não passavam de uma dúzia de pequenas casas feitas de madeira. Mas isso mudou. Assim que Kastir construiu sua torre na Floresta Protegida chegaram vários usuários de magia à cidade atraídas ou mesmo convidadas pelo mago. Ele expandiu a pequena clareira a um bairro maior que abrigou todos esses recém chegados e assumiu o nome de Pergaminho de Ouro. Hoje é possível encontrar vários alquimistas, magos, curandeiros e artífices diversos (trabalham com couro e madeira) que constroem itens para os magos imbuírem com sua magia.

    Durante a noite alguns globos de luz ficam circulando pelo bairro, algo que atrai muitos curiosos. Existe uma pequena praça central onde um bloco circular fino de pedra clara flutua no ar a 4m de altura cobrindo-a. Não se sabe se foi o próprio Kastir ou seus constantes amigos que chegam e vão embora que fizeram essas coisas excêntricas.

    Bosque do Inverno Eterno: o grande dragão branco caiu na batalha direto no bosque vermelho que desde então assumiu o nome de Bosque do Eterno Inverno. Desde então a temperatura caiu drasticamente nele todo. É bem provável que nada mais viva lá dentro visto o silencio mortal que ele emana. Alguns guardas foram especialmente deslocados para lá para prevenir que alguém entre, segundo Kastir agora ele é lugar maldito e não deve ser perturbado. Uma névoa fina cobre o bosque o tempo todo, durante o dia ainda é possível ver boa parte das árvores, durante a noite muitas são encobertas até suas copas.

    Este bosque fica dentro da cidade, bem a esquerda de quem está descendo a escadaria da praça dos heróis(que fica na cidade alta) rumo a cidade baixa. Ele cobre toda a região a esquerda da estrada que corre paralelamente a geometria do morro na cidade baixa (o trecho entre a estrada e o inicio do morro), até chegar próximo das docas. Uma área de aproximadamente 200 metros quadrados distribuídos de forma não muito uniforme (não é bem um quadrado, mas uma espécie de retângulo). Correm diversos boatos sobre o bosque, inclusive de que ele é mal assombrado (alguns dizem que já viram criaturas espectrais lá durante a noite). Ninguém sabe ao certo se o corpo do dragão ainda está lá, não é possível ver de fora. Como sempre, Kastir não da explicação nenhuma a ninguém, talvez apenas ao Lorde Dhelt. Antes do ocorrido o bosque era muito visitado pelos cidadãos que gostam da harmonia da natureza e quem não tem coragem de se aventurar em florestas distantes.

    Os outros bairros da cidade baixa: quanto mais afastadas da cidade alta mais simples vão ficando as casas e construções, ou seja, quem chega na cidade passa primeiro pelas casas menores, muito próximas entre si. As ruas (com exceção das avenidas principais) são bem estreitas mal cabendo um homem a cavalo, muitas sem nem mesmo ser cobertas por cascalho. Tendem a ser lugares mais agitados, com pessoas vendendo especiarias nas portas das suas casas ou em barracas improvisadas próximas a ela. Os seguidores de Mask tem a sua base num bairro destes (veja adiante sobre eles).

    Mais a frente, próximo ao morro que leva a cidade alta, existe uma avenida mais larga que acompanha todo seu contorno, iniciando perpendicularmente a avenida que vem do norte e sobe a cidade alta (num trecho antes dela subir) cruza com a avenida quem vem do sul (a estrada da entrada sul, que passa por ela e sobe à cidade alta em uma escadaria larga que sai direto na Praça dos Heróis deixando para trás, a direita, o Bosque do Inverno Eterno) e termina na mesma avenida que começou, depois que a mesma desse de volta a cidade baixa perto das docas. Toda a região próxima a esta avenida é mais rica que o resto da cidade baixa. As casas possuem pequenos jardins e muitas têm mais de um andar. Muitos comerciantes de sucesso vivem ai, assim como alguns nobres. É um lugar de muitas e agitadas tabernas e hospedarias.

    Próxima a saída leste, depois da sinuosa curva do rio, está a doca, não muito diferente das docas de outras cidades. Por ali passam embarcações vindas de Eriaebor (que trás mercadorias de várias partes da costa do dragão), de Cormyr (pelo rio Reaching) até a costa da espada, em Portal de Baldur. É um local bastante movimento e também bem patrulhado. A localização estratégica da cidade é sua principal fonte de renda e ter uma doca bem organizada é fundamental para isso.

    RELIGIÃO: a cidade possui dois grandes templos, de Helm e de Torm. Recentemente chegaram seguidores de Mask e estão construindo um templo em sigilo(veja adiante).

    Templo de Helm: O templo de Helm é bem maior que o de Torm. É um domo em arco(como se fosse um cone) feito de pedra que se abre e ergue chegar a 8m de altura no seu ponto mais alto e 40m de largura(de ponta a ponta do trecho mais largo). É sustentado por várias fileiras pilastras grossas. Nas imediações do templo existem várias outras construções ligadas a ele(como casas dos oficiais da igreja, a base dos Cavaleiros do Inverno, uma biblioteca e um centro de treinamento para guerreiros e clérigos[de Helm]). Sempre é possível encontrar nobres, seguidores de Helm e Cavaleiros do Inverno circulando nesta área que é toda coberta por uma grama rasteira e bem arborizada, muitos gostam de ler sentados nos bancos de pedra embaixo da sombra das árvores ou mesmo de apreciar a vista da cidade baixa. Bem de frente ao templo existe uma grande mão(dentro de uma manopla, com um olho – um pouco maior que um humano) feita de metal saindo da terra.
    No momento quem controla o templo é Lauriz(humano, LN, clérigo 13 de Helm). É um sujeito também muito sensato e que procura aliviar a tensão entre eles e a igreja de Torm. Lathan(humano, LN clérigo 4/guerreiro 7) é o líder da guarda do templo e é conhecido por ter um pavio muito curto e por não ter tanta paciência com a diplomacia e politicagem que muitos de seus companheiros tem. Ele já se meteu em problemas sérios com seguidores de Torm. A maioria dos Cavaleiros de Inverno são seguidores de Helm.

    Templo de Torm: fica na cidade alta, em frente à praça dos heróis e próximo da escadaria central que leva para a cidade baixa (que tem do lado o Bosque do Inverno Eterno). Não é muito grande, é uma construção de pedra que lembra uma pequena igreja da europa medieval com uma porta de madeira grossa e dupla e algumas vidraças altas por onde a luz solar entra e ilumina bem o local durante o dia. Aqueles que trabalham no tempo ou moram em residências menores próximas (mas não dentro da sua área) ou vivem em um andar construído abaixo do piso da igreja. O templo em si em cercado com grades de ferro brancas, repletas de trepadeiras. Um jardim muito bem cuidado o rodeia por todos os lados. Durante a noite os portões são fechados mas basta tocar um sino ao seu lado para que alguém apareça.

    O líder da capela é Thomas (Humano, LG, paladino nível 11), é conhecido por ter “rosto de pedra o coração de açúcar”. Apesar da sua fisionomia sempre séria e carregada ele é um homem muito bom, que procura sempre ajudar aqueles que julga serem merecedores. Ele acha a rivalidade entre eles e os seguidores de Helm algo extremamente besta, e teme que isso acabe prejudicando a cidade de alguma forma. Ironicamente ele está correto, afinal o culto a Mask começa a crescer e eles ainda não desconfiam de nada (fora outras ameaças ainda mais camufladas...). O templo possui menos integrantes que o de Helm, existem mais paladinos do que clérigos. Esses outros têm o espírito mais competitivo e levam a rixa com o templo de Helm (principalmente os mais jovens) mais a sério, treinando e se preparando para os eventos onde eles disputam. Tenus (humano, LG, paladino 6) é um dos melhores lutadores de justa da cidade, ele se sente o líder dos mais novos do templo nas competições e pode estar exagerando nisso.

    Templo de Mask: na verdade o templo ainda não existe, ele está sendo construído abaixo de um conjunto de casas pertencentes a Kassz(Meio-Dragão Negro, CN, Ladino 3 / feiticeiro 3), um meio-dragão negro que chegou a pouco tempo na cidade. Kassz vivia em alguma cidade pequena nas Terras Centrais do Ocidente mesmo, conta-se que o pai dele era humano e ele próprio nunca conseguiu entender porque uma criatura tão poderosa foi se envolver de tal forma com seu pai, um sujeito tão normal e pacato. O fato é que ele nunca conheceu a mãe, e o pai acabou morrendo sem contar nada de relevante. Talvez a criação que recebeu tenha aliviado um pouco da sua natureza cruel, apesar de não ser flor que se cheire ele não carrega toda a maldade que seu sangue permite. Seu pai trabalhava com escolta de caravanas por todas as Terras Centrais e reinos próximos e conseguiu acumular muito dinheiro para alguém que vive de trabalho honesto. Kassz herdou tudo e “ampliou” um pouco o negócio. Ele percebeu que se transportasse algumas coisinhas poderia ganhar dinheiro mais facilmente e desde então ele faz um tráfego sigiloso e discreto de substancias tóxicas(drogas e venenos) e itens mágicos, na maioria das vezes esses produtos vão misturados na carga das caravanas. Ele conseguiu subornar um bom número de oficiais que controlam a chegada e mercadoria nas cidades(onde isso existe) e mantém uma rede de contatos razoável. Recentemente percebeu que Elturel era um ponto muito importante para o tráfego de mercadorias entre as Terras Centrais e Cormyr e a Costa do Dragão, e é uma cidade que não havia conseguido nenhum progresso com seus subornos. Ele próprio então foi a cidade e está tentando detectar aqueles que pode trazer para o seu lado.

    Ele é um sujeito muito inteligente e carismático, sabe muito bem como usar a arte da persuasão e atuação, e quando está longe de outros olhos também da intimidação. Prefere resolver as coisas com palavras, dinheiro e favores. Quando percebe que o cerco fechou prefere sumir a confrontar. Exatamente por esse seu jeito é que desde cedo se identificou com Mask, e cultiva amizades de outros poucos seguidores que conheceu em suas andanças pelas Terras Centrais. Um deles é Furtio(humano, NM, clérigo 6 de Mask) um homem maduro, já grisalho e de convicção ferrenha. Furtio e mais alguns seguidores de Mask(que também trabalham para Kassz como mercenários de escolta de caravanas) foram com o meio-dragão para Elturel. Desde então Furtio com sua paciência consegui convencer Kassz a construir um templo de Mask na cidade.

    Ele ainda está em construção, abaixo de 4 casas adjacentes que Kassz adquiriu na cidade baixa em uma área simples e discreta. Ninguém ainda desconfiou que elas são do mesmo dono e os que desconfiaram foram comprados, ou eliminados(em último caso). Ali funciona a base de operação do que mais parece uma guilda de ladinos. As casas possuem conexões subterrâneas entre si e os segredos do negócio lucrativo são muito bem escondidos. O templo está sendo construído durante o dia (quando o barulho seria um pouco menos notado), com ajuda de magias e juntamente da conveniente reforma em 2 das casas acima. Até agora nada de estranho foi notado. O templo não será muito grande e conta com a ajuda de muitas pessoas que trabalhavam nas docas e foram convertidas a este novo deus com ajuda da lábia de Kassz e Furtio e de algumas moedas. O meio-dragão anda sempre sob o disfarce de uma ilusão que o transforma em um humano com feições parecidas as suas, talvez seja o poder de algum item mágico que possui. Na sua forma real sua pele assume um tom cinza escuro metálico, os olhos com pupilas bem douradas e os cabelos longos, negros e muito lisos, parecem mais uma mancha de sombra. Os caninos são ligeiramente maiores que os de um humano assim como as suas unhas(que podem ser usadas eficientemente em ataques).

    Quando chegaram na cidade perceberam que as sombras já estavam ocupadas. Na verdade eram também recém-chegados. Um grupo de Zhentarins que coincidentemente voltaram os olhos para o “potencial” da cidade. Infelizmente não estavam preparados para enfrentar um inimigo tão forte, estavam apenas em uma missão de observação e foram rapidamente mortos ou expulsos em uma batalha travada rapidamente nos becos mais profundos da cidade. Kassz conseguiu reunir rapidamente um bom número de “aliados” coletados em tabernas e nos bairros mais simples(ele é muito bom nisso) e conduziu um ataque rápido e fulminante ao líder inimigo que cometeu o erro de se expor demais. Alguns do pequeno grupo de Zhents sobreviveram e fugiram. Provavelmente já relataram o ocorrido a seus superiores e não se sabe o que vem por ai, se vão retaliar ferozmente ou se vão aguardar um momento mais oportuno para voltar. Kassz conhece um pouco o inimigo, o suficiente para se manter alerta, ele espera conseguir jogar os templos de Torm e Helm contra os Zhents caso eles retornem.

    O templo de Helm na cidade se preocupa muito em defender a cidade contra exércitos inimigos e dificilmente notaria uma ameaça tão soturna e próxima. Por isso a atenção de Kassz e Furtio está no templo de Torm mesmo porque eles acham que alguns deles começam a olhar de mais para “sua” região. Entre intrigas e mortes “inevitáveis” Kassz patrocina festas para nobres decadentes e começa a ser admirado por muitos deles assim como por muitas pessoas mais simples que em outras ocasiões não teriam condições de freqüentar um ambiente desses. Na grande maioria das tabernas da cidade ele é muito bem recebido, tanto pelos donos($$$) quanto pelos freqüentadores. Ele sustenta a sua mascara como sendo o herdeiro de uma grande fortuna que continua os negócios do pai: proteger os indefesos comerciantes das terríveis ameaças que os espreitam. E apesar de tanto dinheiro ele prefere viver na simplicidade de um bairro discreto...um grande sujeito.

    TABERNAS: toda cidade possui várias tabernas e a maioria dos mestres já tem várias prontas. Por isso vou colocar aqui só uma taberna que é bem peculiar, o mestre pode adicionar outras a vontade.

    Caneca Gelada: essa taberna antes se chamava simplesmente Taberna Silkbaburs, a abreviação do primeiro sobre-nome do gnomo que é o proprietário do estabelecimento. É a construção mais próxima do Bosque do Inverno Eterno e a única que fica no mesmo lado. Ocupa uma pequena área de esquina entre a rua da escadaria que vai para a praça dos heróis e a estrada que corre paralela a costa do morro, na cidade baixa. Talvez pelo fato do dono ser um gnomo seu teto é baixo, não mais que 1,80m muitos que entram ali tem que andar arqueados. Mas em compensação é algo que atraiu muitos anões e halflings que ficam observando e rindo as pessoas maiores e desajeitadas.
    Acontece que desde o episodio do dragão ali tão perto tudo mudou. Primeiramente a temperatura na taberna oscila entre 3 e 5 graus a menos do que deveria ser. Segundo que o inventivo Silk(como chamam) resolveu aproveitar o fato de forma criativa. Ele resolveu construir um mecanismo para levar canecas com bebidas para dentro do bosque, esfriá-las e então servi-las bem geladas. Criar o mecanismo até que não foi difícil, o problema foi convencer Kastir a permitir isso. Dizem que o mago perdeu a paciência a um ponto de destruir uma das paredes de madeira da taberna com uma chuva de relâmpagos que chegou até a ferir o pobre gnomo. Após o incidente ele se mostrou arrependido e mandou alguns de seus aprendizes ajudar o gnomo a reconstruir o que foi destruído e a criar a porcaria da maquina que ele queria.
    Depois disso foi só alegria, o gnomo construiu um sistema com trilhos e roldanas movido a manivela(seu ajudante meio orc serve como motor) que leva a bebida em um compartimento de metal fica por algum tempo no interior do bosque e retorna bem gelado. Quem entrou no bosque foram os magos enviados por Kastir e apenas eles. Após isso as vendas aumentaram vertiginosamente, o gnomo inventa uma nova bebida gelada a cada dia mas a que faz mais sucesso realmente é a cerveja gelada! Alguns anões estão até propondo a ele que importe cerveja de melhor qualidade para a bebida ficar ainda melhor. Kastir gostou da novidade e até mandou construir um segundo andar a céu aberto onde ele poderia tomar aquela novidade sem esbarrar no teto. O gnomo também providenciou mais lareiras e tochas para esquentar o ambiente durante o inverno. Espera-se um aumento enorme de clientes para o próximo verão atraídos de muitas partes da região pela fama das bebidas geladas!

    Mas também existem aqueles que não gostaram da novidade, dizendo que a bebida bem amaldiçoada do bosque e que faz alguns enchergarem os mortos por algum tempo. Por equanto isso esta sendo visto como conversa para bêbado dormir.
     
  2. Skywalker

    Skywalker Great Old One

    Putz, cara, sensacional. Se eu não estivesse mestrando em Greyhawk, com certeza faria meus pc´s passarem por aí! :D
     
  3. KADU

    KADU Estão vendo esta caneta?

    Hehe, não ser porque diabos eu coloquei duas vezes Turim no lugar de Torm...mas já corrigi! :D
     
  4. Erúnamo Kalring ¥

    Erúnamo Kalring ¥ Templo do Conhecimento

    Excelente mesmo, Kadu. m,as, se vc quiser mais informações, consulte o livro da 2ª edição, é mais detalhado. E uma sugestão: Coloque não 200, mais uns 2000 cavaleiros. é mais equilibrado, sacou? :wink:
     
  5. KADU

    KADU Estão vendo esta caneta?

    Valeu. Mas sobre os cavaleiros, é uma informação oficial que tirei do mais recente livro de Forgotten pra D20(o livro básico de Forgotten). São 200 cavaleiros montados denominados Cavaleiros de Inverno. Esse é um pelotão de elite, claro que podem e devem existir mais oficiais(devia ter colocado essa nota, mas é tanto detalhe :tsc: ), só que menos expressivos. Provavelemente esses estão nos fortes(junto com alguns Cavaleiros e Inverno) e no Castelo do Lord.
     
  6. Erúnamo Kalring ¥

    Erúnamo Kalring ¥ Templo do Conhecimento

    Isso na 3ªed. , mas na segunda eram cavaleiros Infernais e eram 2.000. ele mudou tudo sei la por que....de mestrte para mestre, eu acho mais legal os infernais. mas, ok, o mais recente e o que vale! :obiggraz:
     
  7. Akirarc

    Akirarc Usuário

    Interessante esse tópico.
    Sou pesquisador em narrativas de rpg e gostaria de saber se algum mestre ou jogador tem interesse em participar da minha pesquisa com suas narrativas.
     
  8. Alpharaz

    Alpharaz Usuário

    Muito bom! :joinha:
    Definitivamente, farei meus PJ's passarem por lá. Estão nos arredores mesmo :think:

    Ficou muito engraçada a idéia da taverna! :lol:
     
  9. Margrave

    Margrave Usuário

    Bem legal a descrição da cidade, só uma coisa:

    Talos não aceita Druidas, dos deuses da furia só Malar aceitaria Druidas e considerando a filosofia de Talos, mesmo se tivessem druidas do lado dele eles não estariam ligados em proteção

    mas isso é besteira e o cenario está bem legal
     
  10. Elminster

    Elminster Usuário

    Alguém já pensou o quanto seria bom um Great book of Faerûn só detalhando a Geografia ponto por ponto do continente? Em vez das tristes edições separadas de cada região? (Underdark, Shining South, etc.). Algo em torno do tamanho de uma lista telefônica com capa dura com umas 700 páginas? (Tá eu sei que iria sair caro, mas vale a pena)
     
  11. Skywalker

    Skywalker Great Old One

    Eu comprei de barbada na argentina o Atlas de Forgotten Realms. Tem exatamente isso :g:
     
  12. TT1

    TT1 Dilbert

    Aquele em Cd Rom? É maravilhoso.
     
  13. Barlach

    Barlach Verde. E arqueiro

    Agora que vai sair o Grand History of the Realms, pode ser que eles se empolguem em fazer isso.
     
  14. Skywalker

    Skywalker Great Old One

    Não, aquele da Karen Wynn Fonstad mesmo :g:
     
  15. KADU

    KADU Estão vendo esta caneta?

    Valeu pela dica, fica registrado então.
    Em breve os personagens no meu grupo vão voltar à cidade e posso postar aqui algumas novidades sobre ela.
     

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