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Vídeo mostra ação truculenta da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo contra skatistas

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Mercúcio, 7 Jan 2013.

  1. Mercúcio

    Mercúcio Well-Known Member

    [h=1]Vídeo mostra confusão na Praça Roosevelt em ação da GCM[/h][h=2]Guarda à paisana fez estrangulamento em jovem e insultou outro.
    GCMs foram afastados do serviço.[/h]
    Do G1 São Paulo



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    Cena de vídeo colocado na internet (Foto: Reprodução/Youtube)


    Um vídeo postado na internet mostra uma confusão entre skatistas e guardas civis metropolitanos na Praça Roosevelt, na região central de São Paulo, ocorrida na sexta-feira (4).
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    , um guarda à paisana realiza um estrangulamento em um dos jovens que estão na praça e também usa spray de pimenta contra os outros skatistas, juntamente com outros guardas.


    A Secretaria de Segurança Urbana, responsável pela Guarda Civil Metropolitana, divulgou nota nesta segunda-feira (7) informando que afastou os profissionais envolvidos e que eles serão ouvidos pela Corregedoria Geral da Guarda Civil Metropolitana. Serão adotadas as providências cabíveis, segundo a secretaria, sem especificar quais seriam.


    O vídeo foi feito pelo skatista Eduardo Régis, de 22 anos, que também frequenta o local. Ele explica que as abordagens dos guardas aos skatistas tem sido frequentes pelo fato de eles usarem os bancos para a prática do esporte. Foi o que aconteceu na sexta-feira, segundo Régis, quando duas GCMs pediram que jovens que andavam de skates parassem com a atividade sobre os bancos. Elas foram atrás dos skatistas e um outro jovem chegou para conversar, segundo Régis. Elas, então, teriam pedido reforço, e esse jovem que argumentou recebeu o estrangulamento do GCM que aparece no vídeo sem uniforme, à paisana. No vídeo, Eduardo aparece sofrendo insultos deste guarda à paisana.

    A Praça Roosevelt passou por uma reforma de cerca de dois anos e foi reaberta em setembro do ano passado. O skatista Eduardo Régis afirma que os materiais usados são de má qualidade e os bancos quebram não necessariamente por causa da prática do skate, mas, sim, pelo uso dos demais frequentadores.


    Regras

    Uma comissão formada por integrantes skatistas e os dois grupos entregou um documento com uma série de reivindicações para a praça à Subprefeitura da Sé em novembro. Entre elas, estão a definição do horário para a prática de esportes e a construção de uma pista de skate.

    O presidente da Ação Local da Praça Roosevelt, Jader Nicolau Júnior, afirmou na ocasião que o uso do espaço pelos skatistas era a principal questão a ser discutida. Segundo o documento, os skatistas se comprometeriam a usar apenas o entorno da escadaria que liga a praça à Rua da Consolação entre as 8h e as 23h.





    FONTE:
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    Segue o vídeo:

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    Última edição por um moderador: 5 Out 2013
  2. Mercúcio

    Mercúcio Well-Known Member

    SP: afastados policiais que agrediram skatistas

    Medida era indispensável, mas apenas o primeiro passo. Se restaurada, Comissão Municipal de Direitos Humanos pode ser decisiva para enfrentar violência que atinge cidade


    07/01/2013



    Por Antonio Martins,
    editor do blog Outras Palavras



    A mobilização nas redes sociais contra a violência policial primitiva que atingiu skatistas na sexta-feira (4), na Praça Roosevelt, centro de São Paulo, produziu os primeiros resultados. Uma nota da prefeitura (veja abaixo) anuncia que a secretaria de Segurança Pública “não tolera” condutas como a dos agentes envolvidos”. Anuncia que eles foram “afastados dos serviços externos” e que seus atos serão “apurados pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana”. Faltam ainda detalhes importantes como a identificação dos punidos e o papel que cumpriram nos acontecimentos.

    Mais de 250 mil pessoas haviam assistido até a manhã desta segunda-feira (7) ao vídeo que reporta violência policial primitiva. Além de chocantes, as cenas testemunham diversas formas de violação da lei. Integrantes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) obedecem a comando de um homem corpulento e brutal, não uniformizado e não identificado. Primeiro, ele aplica uma “gravata” num garoto. Ao ver-se filmado, larga a vítima, mas continua dando ordens. Orienta os policiais a dispararem gás-pimenta contra os meninos que protestam contra sua truculência. Em seguida, parte para cima de quem filmava a cena. Procura intimidar, corporalmente e com palavrões, quem exercia a liberdade de expressão. Inútil: o garoto (que se apresenta no YouTube como “Edugold1“) tem a coragem necessária para resistir.

    Deste ato, e de sua rápida repercussão, pode nascer uma virada contra a onda de crimes policiais que atinge São Paulo há meses. A ação cidadã pode extrapolar a GCM e se voltar inclusive contra as chacinas que, atribuídas a policiais, fizeram novas vítimas na própria sexta-feira (4). É preciso que a mobilização prossiga e o governo Haddad, recém-empossado, seja sensível a ela.

    O ato recém-adotado pela prefeitura sugere que acabou o compromisso com a “cidade proibida” e hostil marca dos governos Serra a Kassab. Também indica que o poder público respalda e fortalece as ações da sociedade civil em favor de uma metrópole organizada segundo outra lógica.

    Mas há enorme um espaço claro a ocupar para que a resistência vá além deste gesto simbólico. São Paulo possui desde setembro de 2002 uma Comissão Municipal de Direitos Humanos. Parece estar inoperante (no site da prefeitura, pobre e desatualizado, não há sequer informação sobre seus integrantes). Porém suas atribuições, fixadas por lei (aprovada no governo Marta Suplicy), são vastas. A truculência praticada na Praça Roosevelt, por exemplo, pode ser facilmente enquadrada no inciso XIII do artigo (3º) da lei, que define as competências do órgão. Cabe-lhe “encomendar aos Governos Municipal, Estadual e Federal, obedecido o devido processo legal, a eliminação do quadro de servidores civis e militares, dos responsáveis por condutas ou situações contrárias aos Direitos Humanos”.

    Mas seu mandato vai muito além. O inciso II determina-lhe “receber representações ou denúncias de condutas ou situações contrárias aos Direitos Humanos e apurar sua ocorrência e responsabilidades, especialmente quando se tratar de torturas, execuções sumárias ou arbitrárias, desaparecimentos forçados ou involuntários”. Significa que a prefeitura de São Paulo tem atribuições para agir, inclusive, contra as violências atribuídas à PM – embora esta seja vinculada ao governo do Estado.

    A Comissão de Direitos Humanos permaneceu previsivelmente inerte, nos governos Serra e Kassab. O mandato de seus membros, de dois anos, esgotou-se em 2011 – e o secretário anterior, José Gregori, sequer preocupou-se em formar um novo grupo.

    O novo secretário dos Direitos Humanos e Cidadania, Rogério Sottili, toma posse nesta quarta-feira (11). Tem uma trajetória ligada às lutas pela democracia e transformação social. Pode confirmá-la convocando, para a Comissão, um grupo de pessoas e entidades atuantes na defesa dos direitos humanos – tanto civis quanto sociais, econômicos, culturais e ambientais. Seria uma grande contribuição para livrar São Paulo da maré de violência em que foi mergulhada há meses e colocá-la em sintonia com os movimentos que querem seu resgate.



    Nota da Secretaria de Segurança Urbana

    A Secretaria Municipal de Segurança Urbana, pasta responsável pela Guarda Civil Metropolitana, informa que não tolera condutas como a dos agentes envolvidos em ocorrência com skatistas na Praça Roosevelt em 04/01/2013. Os responsáveis já foram identificados, afastados dos serviços externos e estão sendo ouvidos pela Corregedoria Geral da Guarda Civil Metropolitana, que adotará as providências cabíveis.

    Informamos ainda que as ações dos Guardas Civis Metropolitanos são pautadas pelo respeito ao cidadão e aos direitos humanos e os desvios de conduta dos agentes são apurados pela Corregedoria Geral da Guarda Civil Metropolitana, órgão independente responsável por investigar irregularidades na Corporação. O órgão trabalha com total imparcialidade para apurar e corrigir qualquer excesso cometido por parte dos funcionários públicos pertencentes à GCM.

    Denúncias sobre a conduta dos Guardas Civis devem ser encaminhadas à Corregedoria Geral da Guarda Civil Metropolitana – pelos telefones: 3149-3804 e à Ouvidoria da GCM através do telefone: 0800–7700263.

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  3. Raphael S

    Raphael S Desperto

    É foda porque os skatistas são uma tribo tranquila, é dificil você ver um skatista querendo arrumar confusão, os caras vivem o amor do sporte e amizades de rua. Mas apesar disso não dá pra generalizar. A atitude do policial foi errada, péssima, mereceu se queimar.
    Eu acho que os policiais deveriam ter câmeras em seus uniformes para seus serviços diários, é uma proteção para eles mesmos. Se fosse assim este policial não teria feito essa m!#@$, pois saberia que sem a gravação não teria como comprovar alguma irregularidade que justificasse uma ação policial. E também saberia que se excedendo nos atos iria ser avaliado pelos superiores.

    Câmeras no capacete ou no cinto com um botão simples para ativar e desativar poderiam ajudar e muito o trabalho policial pois dariam a base para uma ação dura contra criminosos verdadeiros sem que pudessem ser distorcidas. Vemos notícias sobre tiroteios em morros infelizmente tendo alguma vítima civil e policiais recebendo denúncias, mas não sabemos se todas as ocasiões são realmente assim, não sabemos ao certo os motivos que um tiroteio acontece. Se eu fosse policial eu gostaria de ter uma. Mas é claro que se isso fosse aprovado deixariam alguns policiais bem nervosos.

    By Raphael S
    Another World
     
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  4. Haran Alkarin

    Haran Alkarin Usuário

    Última edição por um moderador: 6 Out 2013
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  5. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Acho desprezível qualquer ação truculenta da Polícia Militar, quer os suposos infratores o sejam ou não. Um policial abusar do poder atenta contra a ordem democrática, segundo a qual o Estado e seus aparelhos representam os anseios da coletividade cidadã. Já superamos o Absolutismo.

    Quanto ao hábito de os skatistas usarem a praça em si, tem que ver. Às vezes, o código de posturas ou qualquer outra peça de legislação de fato proíbe o uso do local para a prática de esportes do tipo, mas isso também vem de um erro anti-democrático. Uma lei que regulamenta o uso dos espaços públicos deve ser feita quase que em regime de democracia direta, através de ampla discussão de todas as partes interessadas no usufruto de cada local. Os skatistas, por exemplo, poderiam ter bem permissão para tirarem proveito da praça fora dos horários de grande circulação.
     
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