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Vício Inerente - Thomas Pynchon

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Meia Palavra, 29 Dez 2010.

  1. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    Um magnata do ramo imobiliário desaparece e sua atual amante bate à porta de um detetive particular buscando ajuda. Até ai, o clichê é obvio. As coisas começam a ficar interessantes quando se descobre que isso aconteceu no final dos anos 1960, logo apos a prisão de Charles Manson e sua 'Família'.

    Agora, as coisas começam a ficar realmente estranhas quando o detetive em questão é Doc Sportello, maconheiro e vagabundo profissional. E tudo vai ficando cada vez mais surreal com o envolvimento da Sociedade Ariana, dos Panteras Negras e do Canino Dourado- que ninguém sabe exatamente o que é, as teorias indo desde algum monstro bizarro, um barco ou o sindicato dos dentistas de Los Angeles.

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  2. Pips

    Pips Old School.

    A linguagem de Pynchon é realmente peculiar ele tem um estilo vulgar-elegante que não deixa o leitor se desligar dos personagens. É incrível. Esse é um dos livros que mais cobiço ler.
     
  3. Gigio

    Gigio Usuário

    Não sei, estava lendo agora "O Leilão do Lote 49" e realmente não entendi o porquê do Pynchon ser tão reverenciado...

    Aproveitando a dica do Luciano, vou procurar os comentários do Bloom a respeito, ver se consigo mudar minha opinião com um pouco mais de instrução... Mas se alguém já se dispor a me esclarecer, ficaria muito agradecido.

    Luciano, qual sua opinião quanto ao papel do Pynchon no cenário literário? A forma com que você caracterizou o estilo dele - "peculiar", "metódico" - não me passou muita confiança, pra falar a verdade...
     
  4. Jacques Austerlitz

    Jacques Austerlitz (Rodrigo)

    Tava lendo O arco-íris da gravidade domingo, quando um dos personagnes do livro vai vomitar no banheiro e perde a gaita, que cai do bolso dele na privada, ele mete a cabeça na privada, que tá cheia de merda, enquanto sente e pressente negros baixando a calça dele e tocando na bunda dele, então ele mergulha na privada, e vai reconhecendo as merdas de vários amigos dele, e vai lembrando de quando cada um cagou aquilo, e a narrativa vai falando do interior da privada, da descarga de merdas vindouras e, tã-dã, já tá falando de outro personagem que não tinha nada a ver, tudo isso pra terminar da mesma forma que começou: "Você? Nunca dançou? O garoto Kenosha!". Tudo isso em 7 páginas. Eu ri muito no início (e a prosa é linda), mas no fim me deu aquela sensação de (eu nunca pronunciarei isto alto) bad trip. Das brabas. Aliás, esse livro me traz duas sensações recorrentes: o primeiro toque do despertador, quando tu tá saindo do sonho pra acordar; e a sensação de sair de uma montanha-russa e pensar: eu não devia ter comido tanto cachorro quente antes de entrar nesse troço.

    Estou com o livro há mais de um ano e ainda não passei da página 100.
     
  5. .Penny Lane.

    .Penny Lane. Usuário

    Tenho muita curiosidade com Arco-Íris da Gravidade, e nunca li nada do Pynchon.
    Mas depois desses últimos posts, estou com um pé atrás... será que mais alguém aqui leu esse livro?
    Também estou aguardando a opinião do Luciano.
     
  6. Jacques Austerlitz

    Jacques Austerlitz (Rodrigo)

    Há quem ame esse livro. É um dos preferidos do Xerxenesky, por exemplo. Eu ainda não consegui mergulhar no livro.

    Ah, no meu comentário sobre o trecho, usei termos um pouco menos chulos do que os que ele usa no livro.

    Sobre Vício Inerente, lembro de ter lido em algum lugar que o Paul Thomas Anderson faria um filme baseado no livro.
     
  7. Luciano R. M.

    Luciano R. M. vira-latas

    Então Gigio... Eu acho difícil falar do Pynchon, porque apesar de ele ter lançado o primeiro romance faz algum tempo, ele sempre esteve um tanto à margem, sendo underground demais para ser mainstream, e mainstream demais para ser underground. Recentemente os escritores latino-americanos resgatam um pouco isso, como é o caso do Bolaño e, principalmente, do Rodrigo Fresán.
    E acho inevitáveis os paralelos com Vonnegut e K. Dick.
    Talvez eu que conheça muito pouco da obra dele, mas acho que ainda é cedo para se pensar no papel- e no impacto- real dele.
     
  8. Gigio

    Gigio Usuário

    :lol:

    Mas se só a sua descrição da cena já me pareceu bem engraçada (lembrei do tipo de coisa que o DFW faz), deve valer a pena conhecer melhor o "Gravity's Rainbow"...

    Valeu, Luciano, ter em mente essas relações é bem útil. E essa minha pergunta foi mesmo exagerada... Mas ainda pretendo conhecer diretamente as palavras do Bloom... Depois posto aqui o resultado da pesquisa.
     
  9. Gigio

    Gigio Usuário

    Então, consultando o "Cânone Ocidental", do Bloom, não encontrei nenhuma caracterização explícita do Pynchon ou das obras dele, algo assim como um elogio das suas qualidades específicas... Indo pela estrutura geral, me parece que o Bloom valoriza as obras que são capazes de transformar a maneira como se usa a linguagem, os autores que tem tanta força de expressão que são capazes de alterar os rumos da literatura. E oferece até um teste prático: pertencerão ao cânone aqueles autores que se consolidarem como referências duas gerações mais tarde. "O contágio é o teste pragmático para a formação de um cânone", ele diz.

    O Bloom acredita na influência do Pynchon, mas, como disse o Luciano, ainda é cedo para saber o seu impacto real...

    (O último membro incontestável do cânone seria Beckett.)
     
  10. Diego-

    Diego- Usuário

    Não sei se alguém aqui já sabia, mas viram que há uma playlist do Pynchon lá no
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    para a leitura de Vício Inerente.
    Para alguém que é tido como recluso, é uma atitude bastante interessante.

     
  11. imported_Wilson

    imported_Wilson Please understand...

    Gostei bastante de The crying of lot 49, do Pynchon. Mas não consegui engrenar a leitura de Vício inerente, ou de V., um outro romance do autor. Ambos foram parar em sebos.
     

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