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Tônicas, apelidos, seriados e desejos realizados.

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por imported_Menegroth, 13 Mar 2008.

  1. Conto antigo. Estava no meu Blog antigo.
    Mas eu gosto dele.


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    E Felipe resmungou algo inaudível para o rapaz do outro lado do balcão da padaria. Era mais uma segunda-feira daquelas terríveis. Passara a noite tomando vodka e tentando levar Luciana para cama. Conseguiu. Mas Luciana, apesar de boa de cama, não era uma mulher que ele podia considerar como ideal. Na sua definição ela era uma mulher sem assunto. Uma mulher para ser ideal para Felipe precisava ser como as garotas do Friends: Ter respostas na ponta da língua, senso de humor, diversas peculiaridades (estranhas ou não) e serem sexualmente ativa. Luciana definitivamente não era assim.
    Luciana era passiva. Nem ofereceu resistência aos apelos sexuais de Felipe. Na verdade Luciana só queria transar com Felipe. Nada mais. E ela até era esperta, mas do seu jeito. Felipe veio saber disso mais tarde, mas no momento, achava que Luciana queria algo mais. E isso tinha nome. Namoro.
    - O que foi que você disse?
    - Uma água tônica. Com limão.
    Namoro só com uma Garota Friends. Denise era assim. Era a garota da lavanderia que ficava a alguns metros do escritório onde Felipe trabalhava. Uma linda futura Bióloga Marinha. Trabalhava na lavanderia só porque era o trabalho de seis horas que melhor pagava perto de sua casa. Ela pagava a própria faculdade apesar de não precisar. Seu pai e sua mãe trabalhavam e podiam pagar com certa facilidade os estudos da filha. Mas isso era um dos pontos que mais atraia Felipe. Ela era inteiramente independente e isso reforçava mais a tese de Felipe - Uma garota começa a se tornar uma Garota Friends quando se torna independente - A independência requer que a pessoa tenha raciocínio rápido, ajuda a criar um caráter, e torna a pessoa mais sutil e descolada.
    Felipe sabia de tudo isso porque criou o habito de levar algumas roupas suas para lavar três vezes por semana. Conversavam rapidamente sobre assuntos pessoais entre um troco ou um pedido de lavagem a seco.
    Ele não conseguia ser, perto dela, aquele Felipe “Senhor de Suas Vontades” como costuma ser. Se fosse qualquer outra menina já a teria chamado para sair. Mas aquela situação já estava se arrastando por quase um ano. E nesse meio tempo, Felipe ficava desperdiçando amor com outras garotas. Odiava desperdiçar amor. Quase sempre também, geralmente no ônibus ou no caminho a pé de volta para casa, fica fantasiando algumas cenas, que só contando com muita sorte, poderiam acontecer quando fosse até a lavanderia.
    Fantasiava, como por exemplo, que em um dia qualquer a sua amada tivesse problemas com o computador e pedisse a ele ajuda. Ele prontamente resolveria o problema e ainda ensinava diversas novidades do mundo da computação para a absolutamente deslumbrada Bióloga. Depois, ela aceitaria um convite para um jantar, e eles seriam felizes para sempre.
    Mas naquela segunda-feira de ressaca brava ele só conseguia pensar no porque, no dia seguinte, sempre se sentia mal por transar com garotas que não significavam tanto para ele.
    Estava quase terminando de tomar a sua tônica quando Denise entra na padaria e senta do outro lado do balcão. O choque foi tão grande para Felipe que ainda inebriado pela vodka ficou branco e foi obrigado a aceitar a sugestão do balconista da padaria de tomar outra tônica.
    - A noite foi boa hein?
    - É meu velho. Foi. Mas não melhor do que está sendo agora.
    - É mesmo? – perguntou o balconista cheio de dúvidas - Então beba mais uma. Você tá parecendo que viu fantasma.
    Bem, ela estava ali. Alguns passos separavam Felipe de sua Garota Friends. Ainda sobre o efeito das várias doses de vodka do dia anterior ele se levantou e foi caminhando, meio vacilante, na direção de Denise. Tinha tudo pronto na cabeça. Talvez o álcool tivesse encorajado e desanuviado suas idéias. Seria simples, ágil e mortal. Tinha certeza que em dois minutos de conversa causaria boa impressão.
    Mas tudo o que aconteceu deste momento em diante, mesmo depois de algum tempo, Felipe não sabe precisar detalhes e o tempo que se passou.
    Lembra-se vagamente que alguém, atrás dele, anunciou que era um assalto. Felipe tomou um susto e um empurrão também. Foi ao chão violentamente. O assaltante passa por ele e fica bem próximo de Denise. Felipe levanta a cabeça e com ele também se levanta um policial que estava a paisana. O policial aponta a arma para o assaltante que por sua vez, pegando Denise como escudo, aponta a arma para o policial e para a cabeça da garota.
    Felipe não acredita na cena que está presenciando. Parecia tudo um sonho. É, era isso. Um sonho. Um sonho como tantos outros que tivera com Denise. Um de seus devaneios onde no final ele impressionaria a garota com algum ato heróico e eles viveriam felizes para sempre. Mas se era um sonho, porque então sua cabeça doía tanto? Resolveu passar a mão pela parte da cabeça onde a dor era insuportável e teve assim a constatação de que aquilo não era um sonho. Ele estava sangrando. Ao cair bateu a cabeça num degrau que havia no chão. Felipe foi tomado por um súbito enjoou. Os gritos dos dois homens armados ecoavam na sua cabeça fazendo-o sentir uma dor no fundo dos olhos. Olhou para Denise e viu o quanto apavorada ela estava. Aquele monstro a segurava pelo pescoço com muita força e por muitas vezes Felipe acho que Denise não agüentaria e desfaleceria nos braços do seu algoz.
    O sangue ferveu nas veias de Felipe. Aos poucos sua respiração foi se tornando ofegante. Os músculos das pernas e dos braços se enrijeceram. Sua visão foi se tornando aguçada. Cada grito de terror de Denise fazia seu coração disparar. Felipe sabia que estava caído a poucos metros do assaltante e por assim dizer, estava no seu raio de ação. Precisava tirar Denise dos braços daquele canalha. Tinha que criar uma distração. Seus pensamentos se voltaram para todos os filmes e seriados de ação que ele já havia assistido. Tentou achar neles uma solução para aquele impasse. Mas descobriu ali o quanto um filme ou seriado pode ser tão friamente distante da vida real. Nada do que ele pensava lhe dava a segurança que ele precisava para salvar Denise. O desespero tomava conta de seus pensamentos. O assaltante já estava aos berros e nesse tom alucinado declarou por diversas vezes que mataria aquela menina.
    E por alguma inspiração divina, Felipe se levantou. E por alguma mágica ou por milagre caminhou em direção ao assaltante sem ser visto por ele. Com uma mão aparou a arma que estava apontada para a cabeça de Denise. Nesse momento os olhos da garota fitaram os dele. Os olhos de Felipe transmitiram para os dela uma paz e tranqüilidade que por alguns instantes a fizeram esquecer que estava sendo tomada como refém.
    Com a outra mão, Felipe desferiu diversos golpes no rosto do homem o que fez Denise se soltar. Aquilo foi o suficiente para o policial a paisana se aproximar, imobilizar o meliante e dar voz de prisão.
    Todos na padaria correram em direção a Felipe. Ele foi ovacionado, abraçado e até mesmo beijado pelo dono da padaria. Mas um rosto naquela pequena multidão o chamou a atenção. Era Luciana. Mas o que ela fazia ali? Aliás, cadê a Denise?
    Saiu do meio da roda formada por aquelas pessoas e tentou achar Denise. Nunca mais a viu depois daquele momento. Foi por diversas vezes até a lavanderia, mas a dona lhe disse que ele havia pedido demissão. E não forneceu nenhum contato dela para aquele estranho que vivia perguntando sobre a garota.
    Lá dentro da padaria, Luciana explicou que ele havia deixado o celular na bolsa dela. Ela foi até o escritório onde Felipe trabalhava e lá haviam dito que ele estava na padaria da esquina. Na mesma noite os dois jantaram e Felipe descobriu uma nova Luciana. E Luciana descobriu que Felipe era mais que um cara legal para transar.
     
  2. imported_Amélie

    imported_Amélie Usuário

    hahah esse conceito de Garota Friends é tão típico... Pena que personalidade não é algo pré-pensado e roterizado huhuhuh Senão todas as garotas seriam uma garota-friends huhuhuh Certamente queria ser a Phoebe huhuhu

    Gostei do conto! A imprevisibilidade das coisas, aquele pequeno insite, deu o sabor da história! :)
     
  3. Fernando Giacon

    Fernando Giacon [[[ ÚLTIMO CAPÍTULO ]]]

    Resumindo esse bom conto: Tudo depende de nós conhecermos bem as pessoas! =D O Felipe ele tipo, é um dos poucos homens que quer mais que transar, ele quer papo, quer uma boa índole, resumindo também, ele é dos meus! Garotas Friends existem poucas por ai, mas não a nada melhor que a intimidade para conhecermos as pessoas como elas realmente são, e assim acharmos nosso par perfeito...eu sonho com isso também....^^ ohhh se sonho...
     
  4. Caramba, eu havia me esquecido que eu escrevi isso...:lol:
     

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