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[Raphael S] [O Labirinto e a Saga dos Planos (Versão do Criador)] [L]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Raphael S, 26 Jan 2008.

  1. Raphael S

    Raphael S Desperto

    O Labirinto e a Saga dos Planos (Versão do Criador)

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    Prólogo

    Existem pessoas que acreditam em sonhos e amizade, estas pessoas estão em toda parte querendo se conhecer... D-Kun criou um lugar onde as pessoas podiam se encontrar e a este lugar deu o nome de Denlan, ou Kalan como ficou conhecida. Este lugar iniciou seu crescimento e as novas pessoas que chegavam criavam novos lugares, o ciclo de amizade se fortaleceu entre as pessoas e a Kalan se tornou mais forte. Em certo momento a imagem de uma mulher foi colocado no topo da Kalan como uma saudação aos novos visitantes, e se tornou um marco para que todos se lembrassem daquele lugar especial, a imagem foi trocada várias vezes mas seu efeito sempre foi o mesmo.

    A Kalan crescia cada vez mais e D-Kun não podia mais cuidar sozinho do que tinha criado. Ele então escolheu pessoas com qualidades especiais para cuidar de cada parte da Kalan, assim foram criados os Moderadores que mantinham o equilíbrio entre todos os lugares criados.

    As gerações passaram e os Moderadores também mudaram de acordo com as necessidades daquele lugar, então um dia um destes Moderadores teve a idéia de criar um lugar diferente dentro da Kalan onde pudesse existir um mundo de aventuras, um mundo de seres que eles poderiam ver se desenvolvendo e interagir com eles pra se divertir. Os outros Moderadores, ocupados com suas funções não deram atenção e a idéia cairia no esquecimento. Mas lugares como a Kalan tendem a ter uma ajuda do destino, entre estes muitos visitantes, um deles tinha a habilidade pra coordenar a criação deste mundo de aventuras e ouviu a idéia do moderador. Decidido a se tornar o guardião deste mundo ele construiu o primeiro Plano dos Deuses com o Templo do Destino e deixou os portais abertos para que as pessoas pudessem entrar pra criar os primeiros Planos de Existência. E este foi o início de um jogo fantástico entre os novos Deuses da Kalan que deram origem a uma saga que abalaria todos os planos e seres criados.




























    O Labirinto e a Saga dos Planos
    A Versão do Criador

    Por Raphael S

































    Parte 1

    Capítulo 1 – O Labirinto

    Gerações mais tarde...


    Enquanto pisava na cãmara coberta de gelo, ERK podia ver ao fundo a noiva dele abraçada a espada da deusa . Ela se escorava a um altar fraca e chorava apertando a espada entre os braços como se fosse sua única salvação.

    - Estou aqui, tudo vai ficar bem.
    - Não ERK, infelizmente não vai, eu sei que não... Eu ví nosso futuro.

    Ela começava a soluçar num choro angustiado e assim que ERK deu o primeiro passo um enorme cavaleiro negro apareceu entre eles.

    - ARY! TELEPORTE-SE! SAIA DAQUI!

    Mas ela continuava lá e mais cavaleiros negros apareciam na cãmara com seus olhos vermelhos sedentos pelo sofrimento emanado no lugar. ERK desembainhou a espada de guerra e se lançou contra o primeiro, o machado negro girou atingindo o peito de ERK e a armadura da deusa cedeu a força maligna... Ajoelhado e sentindo a lãmina do machado no peito ERK tinha as vistas turvas de sangue mas via mais e mais cavaleiros negros se aproximando dela e o cercando. Todos levantaram suas espadas, martelos e machados ao mesmo tempo para um único e mortal golpe.

    Erk... Sobreviva...

    - ARYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY!!! NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!!!
    - ERK! Acalme-se ERK! ACORDE!!!
    - ARY!...ARY!... Ary...
    - Calma amigo. Foi outro pesadelo.

    Todos os outros guerreiros da caravana o olhavam preocupados, não que nunca tivessem visto ERK assim, mas a reação do guerreiro da Deusa quando aqueles pesadelos aconteciam sempre impressionava.

    - Onde...Onde estamos?
    - Estamos quase chegando amigo. Mais uma cidade para a lista.
    - ...Eu estou bem... Preparem-se, Quero todos atentos protegendo a caravana. Nova cidade, nosso trabalho recomeçou.

    Na terra de Fayth, as lendas tomam vida, as guerras pelos reinos e plantações mais férteis viram grandes sagas sob a manipulação dos conselheiros reais e mesmo um castelo que detém uma invasão inimiga vira a grande honra de um povo. Mas uma nova e verdadeira lenda estava por vir, em meio aos manuscritos de lendas falsas estava uma especialmente preferida pelos magos e reis que anseiam por mais poder e glória... Um manuscrito transportado por uma caravana, reino após reino que profetiza a chegada de um exército das trevas, com homens carregando espadas que podem chamar a fúria do vento, histórias de um povo que pode suportar a fome e mesmo assim continuar lutando... Fala de estranhas mulheres com vestes que parecem lhes dar o poder de comandar os animais com tanta fidelidade quanto uma ranger faria. Um povo vindo dos limites da existência que mudaria a própria terra de Fayth.


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    ERK - O Guerreiro da Deusa

    ERK é um dos valentes guerreiros que defende este manuscrito. Sua terra natal estava cada vez mais distante mas ele ainda se lembrava de ter aceitado a missão um dia depois de sua noiva ter sido morta em uma das invasões. Seu reino era um dos mais antigos e por ter o pergaminho desde tempos imemoráveis era atacado constantemente. Os cavaleiros do reino dele sempre foram os mais fortes e ERK tinha conseguido o poder de invocar ajuda dos deuses com sua nova espada. Infelizmente no dia do ataque não houve nada o que ele pudesse fazer, e ERK viu a noiva sendo morta diante dos próprios olhos. O Rei que via ERK como um filho, tinha medo que continuando ali as lembranças corrompessem a vontade dele de lutar e por isso escolheu os melhores homens organizando a caravana que começou a viajar por outros reinos espalhando assim a lenda do exército das trevas. ERK havia visto muitos reinos desde a partida mas estava prestes a se deparar com um dos reinos antigos mais famosos pela existência de uma capela dos tempos antigos. Aproveitando que estava tudo calmo ele pensou no quanto acalmaria o coração orar mais uma vez pela esposa naquele lugar sagrado deixando o manuscrito guardado pelos companheiros ele se dirigiu para a estranha capela onde orou por algum tempo até a espada da Deusa começou a vibrar na bainha.

    - Problemas... Tenho que avisar o Rei.

    E assim ERK correu ao castelo da cidade esperando que não fosse tarde demais.


     
    Última edição: 3 Jul 2008
    • Ótimo Ótimo x 1
  2. Kenia Rúbia

    Kenia Rúbia Usuário

    Re: O Labirinto e a Saga dos Planos(Versão do Criador)

    Já pensou em criar um novo texto, adaptando do original ou um completamente novo. Numa forma de interação onde cada qual que leia possa (se quiser) continuar o texto?
    Quem sabe um saga que fique substancialmente boa para ser publicada? Algo que, se der certo, o site valinor possa entregar a editora(s) que já mantenham contato com o site.

    Idéias eu garanto que não faltaram para histórias. E, se ocorrer a publicação, o site valinor entraria como organizador e os autores seriam aqueles que, efetivamente, contribuiram para a história.
     
  3. Malaman

    Malaman Passion, what else?

    Re: O Labirinto e a Saga dos Planos(Versão do Criador)

    Eu tive fora uns tempinhos, mas este tipo de topicos nao e la no clube dos bardos?

    Enfim...
    Eu achei bastante interessante o texto, meuss parabens, esta muito bem escrito.
     
  4. Raphael S

    Raphael S Desperto

    Re: O Labirinto e a Saga dos Planos(Versão do Criador)

    Os guardas se assustaram ao ver o guerreiro chegar correndo, mas logo reconheceram a espada da Deusa e o deixaram passar escoltando-o até o salão Real onde o Rei ouviu as preocupações de ERK junto de a um pedido de reforço de soldados pro Pergaminho.

    - Acalme-se ERK, tenho consciência da importãnia da sua missão, mandarei bons guardas para reforçar a segurança mais tarde.
    - Obrigado Rei, mas não demore muito, as vezes que recebi este aviso grandes ataques ocorreram.
    - Não precisa se preocupar, irei agora mesmo instruir meus homens e ao anoitecer vocês estarão duas vezes mais protegidos.
    - Vossa majestade...

    Erk ajoelhou respeitosamente despedindo-se, e saiu do salão real.

    - Majestade, este jovem me parece muito ingênuo.
    - Sim conselheiro, percebe o que ele acaba de fazer?
    - Ele pensou demais em pedir ajuda e não pensou em que tipo de ajuda daríamos a ele. Mas este ataque que ele comentou me preocupa.
    - Mas é obvio que vai haver um ataque, o que vamos fazer a eles não é lógico?
    - Vossa majestade é muito sábio.
    - Sim, meu fiél conselheiro, escolha os melhores homens, esta noite roubaremos o pergaminho.

    Escurecia rápido e ERK retornou a seus sete amigos com a estranha sensação que algo estava errado, o aviso da espada não saia de sua cabeça. ele contou aos outros que concordaram ao mesmo tempo que algo tinha que ser feito.

    - ERK, o Rei tinha que ter mandado os guardas virem com você.
    - Isso, ERK, não podemos arriscar o pergaminho.
    - Meu amigo, eles tem razão, você devia voltar e nos trazer o reforço.
    - É ERK, nós lembramos como foram os ataques que você previu.
    - Se é assim amigos, eu irei e trarei reforços. Fiquem atentos ok?
    - Certo ERK!

    Com a estranha sensação mais forte ERK correu de volta ao castelo. Ao atravessar a entrada os guardas o escoltaram como antes, mas desta vez o Rei não estava lá... ERK ouviu os dois guardas começarem a lentamente desembainhar as espadas atrás dele, então percebeu que era um alvo, apenas um obstáculo para o grande tesouro do baú, um pedaço de papél que tinha atravessado o tempo para estar alí. ERK segurou a bainha preparando-se pra reagir mas não teve tempo, era tarde demais para fazer algo quando o primeiro estrondo foi ouvido... Um barulho ensurdecedor fez as paredes de pedra explodirem atingindo os soldados pelas costas e ERK foi atingido junto por um golpe. Ao tentar correr e voltar pra avisar os outros veio a tontura e o caminho agora pareciam um labirinto, um labirinto de antigas escadas de um castelo velho. ERK estava atordoado e perdido em meio àquelas portas e escadas...

    Ao descer outra escada havia outra parede recentemente destruída, ERK olhou pelo buraco formado e pensou que estava vendo coisas... A cidade do reino estava em chamas era possível ver o fogo cada vez mais nítido pois conforme a tontura ia passando a cena de destruição ficava cada vez mais clara e o fogo também podia ser visto cercando a caravana ao longe. Surpreso, ele nem percebeu toda a tropa descendo as escadas do castelo e se misturando com ele.Se embrenhando por entre soldados, arqueiros e lanceiros Erk foi praticamente arrastado pra fora do castelo... Todos rumavam pra cidade, o castelo estava em chamas, as casas estavam em chamas, e a cada passo a confusão parecia aumentar em meio aos gritos do povo que corria assustado... Então finalmente o grito disperso se uniu em apenas uma temível palavra...

     
  5. Raphael S

    Raphael S Desperto

    Re: O Labirinto e a Saga dos Planos(Versão do Criador)


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    A ELFA DO MAR

    Karyma Warwick nasceu numa comunidade élfica, na chamada Floresta Cinzenta uma região afastada dos reinos e escondida por florestas, a aldeia onde nasceu se situava na margem sul da terra de fayth e por ser próxima ao mar, é uma comunidade muito aberta à mercadores marinhos de muitas regiões, raças e credos. Embora tivesse uma vida calma e fosse bem aceita entre os elfos, o fato de ser uma mestiça fazia com que Karyma não se sentisse muito a vontade na aldeia, o que acabou fazendo que sua parte humana despertasse o desejo de viajar e conhecer outros locais.
    Durante sua infância, Karyma foi treinada nos princípios do combate armado, o que era comum aos meio-elfos por possuirem mais força física do que os outros elfos, treinamento no qual a jovem se destacou muito aliando a técnica apurada e extremamente elegante e rápida dos elfos com a agressividade do estilo de luta dos humanos. Ao iniciar sua adolescência Karyma já possuia permissão para deixar os limites da aldeia mas, ao contrário dos elfos de sua "idade" ela não gostava de ficar adentrando a floresta mas sim visitava as cidades humanas afastadas da região. Não demorou muito para que Karyma decidisse deixar a floresta de vez, isto aconteceu quando após uma de suas viagens a outra cidade portuária ela se encantou com as grandes embarcações que não chegavam até sua pequena aldeia. Assim ela quis se tornar uma navegadora.
    Decidida, em menos de 3 meses Karyma já estava partindo como auxiliar em uma pequena embarcação e nos próximos 3 anos que se seguiram viveu no mar até que se juntou a um barco maior. Nestes anos Karyma se acostumou com a vida no mar, convivia com piratas, corsários, ladrões e pessoas da pior espécie, até partir no barco do mais vil pirata. Ela acreditou em sua fala mansa de pirata velho até descobrir que ele realmente não prestava.
    Mas a história dessa corajosa Elfa na saga que estava por vir começou mesmo após a fuga dela deste pirata. Usando roupas leves e com sua esperteza característica ela tinha se escondido num barco desconhecido após ter fugido do pirata com um bote, foi fácil pra ela subir em sua nova casa marítima no início da noite. A tripulação parecia ausente mas ela não sabia pra onde estava indo e a fome começava a apertar. Conhecida pelos piratas como Yume, a elfa do mar ela não sabia se sua fama seria suficiente para fazer os desconhecidos tremerem, mas sabia que apenas um chicote contra uma tripulação inteira seria algo muito estúpido pra tentar... Se pelo menos sua scimitarra não tivesse caído no mar... Sim, com sua audácia e uma espada de pirata seria fácil lutar contra alguns mas o frio debaixo das lonas em seu esconderijo era uma razão a mais pra lutar, era preferível a morte do que ficar mais um minuto naquela situação. Ela ia fazer algo, mesmo sem uma espada.
     
  6. Lyvio

    Lyvio Usuário

    Gostei bastante do texto e da estoria e espero que continue, está indo muito bem, vou le-la atento quem sabe não me inspire ainda mais para continuar minha fanfic.

    abraços.:abraco:
     
  7. Raphael S

    Raphael S Desperto

    A elfa aproveitou a escuridão e avançou pé ante pé em direção a cabine do barco passando por três rondas de vigias que vasculhavam o mar em busa de outra embaração. O objetivo dela era dominar o capitão e assim o navio, mas ao se aproximar ela ouviu uma estranha conversa do que parecia ser o condutor do barco com alguém que não podia ser visto com clareza.

    - Chegaremos no horário?
    - Sim, o vento está bom.
    - Não podemos nos atrasar ou os outros barcos se complicarão.
    - Quanto a isso não há problema, mas...
    - Mas?
    - Não acha arriscado um ataque destes a Tadif, mesmo sendo um reino pequeno?
    - Tadif é apenas o ínicio de muitas conquistas... Temos a boca de fogo do nosso lado, junto com os outros dois barcos não temos com o que nos preocupar.
    - Mas porque um reino com pouco ouro, o que iremos ganhar?
    - Por enquanto não vamos questionar as decisões do nosso chefe, mas você viu a boca de fogo? Viu como é poderosa? Se esta força mágica se tornasse três do nosso lado?
    - Nós... Seríamos invencíveis!
    - Sim. E nós somos os ma.....

    Naquele momento mais um vigia passou assoviando calmamente, com a furtividade e habilidade de uma ladra experiente a Elfa decidiu usar uma corda pra descer pelo lado de fora da quilha. Parecia que dentro do navio algo estava acontecendo, no entanto não era possível ver daquele lugar. Enquanto descia silenciosamente tentando alcançar um respiradouro pra entrar no navio ela se perguntava o que tantas cordas de abordagem com ganchos estariam fazendo ali. Quando conseguiu entrar estranhou o fato do barco ser diferente. não tinha os detalhes bonitos que ela estava acostumada nos barcos que assaltava... Era um pouco mais sujo e desleixado e a cada olhada parecia mais familiar, como algum lugar onde ela já tinha passado muito tempo. No estranho compartimento haviam apenas caixotes de madeira fechados, era uma carga importante por estarem tão lacrados, e do corredor ela podia ouvir o barulho de inúmeras espadas sendo afiadas em outros compartimentos... Tentar sair pelo corredor seria burrice, mas o que fazer? O que estaria acontecendo naquele navio afinal?

    - Hum... Isso aqui não é um navio de carga normal.

    O Barulho de passos começou no corredor, Yume sabia que logo alguém viria para uma checagem e ela seria descoberta... Correu de volta para a abertura onde entrou e se agarrou a corda balançando-se pra uma outra abertura ao lado... Infelizmente haviam muitas cordas no caminho e ela tentou se soltar pra agarrar a outra abertura mas foi em vão... Seus dedos deslizaram pela madeira úmida e ela apenas sentiu a sensação de estar caindo, rapidamente seu corpo foi dominado pelo frio das águas do mar...
    Como uma pirata experiente, logo subiu à superfície xingando o próprio erro enquanto o barco começou a diminuir a velocidade. A uma boa distância ela conseguiu ver uma margem e tochas acesas... Talvez um porto... Por sorte ninguém no barco a viu. Mas a sorte não acompanha os piratas sempre, atrás dela se aproximava outra embarcação com muitas luzes no convés. eram homens carregando tochas e também arqueiros com flechas incendiárias que já a tinham avistado. Enquanto se afastava do navio que a havia trazido ela via que a mesma movimentação de tochas começava a tomar conta do convés, sentindo-se um alvo fácil a elfa teve uma idéia pra se sair da situação.

    -Socorro! Sou uma prisioneira do outro barco! Consegui fugir! Me ajudem!!!

    E tinha sido uma péssima idéia, um dos arqueiros da proa conseguiu ouvir primeiro os gritos da elfa e a resposta foi imediata, com mais 3 arqueiros atiraram flechas na direção dela... Uma delas acertou em cheio a barriga da elfa e ela afundou no mar gritando com a dor... Situação complicada para Yume...



     
  8. Lyvio

    Lyvio Usuário

    Afee coitada, já vai mata-la? heheheh, acho que não tendo em vista ela ser um personagem principal, mas ficou interessante. quero ver as estorias dos demais personagens.
     
  9. Raphael S

    Raphael S Desperto

    Debaixo das águas a elfa pode ver o casco do barco se aproximando rápidamente, quando ele passou uma corrente passou perto de sua mão e ela a segurou, era uma das primeiras ãncoras que foi suficiente pra arrastá-la por um bom caminho, debaixo da água ela só conseguiu ver luzes atravessando o céu e o barulho do que pareciam ser trovões. Inúmeros guerreiros do mar desceram pelas cordas atirando-se em direção à margem com suas espadas... ela estava atordoada e ferida no lado de trás do barco com apenas o rosto fora dágua. Na opinião dela aquele era um ataque característico, eles vieram com tudo sem preocupação de encalhar os barcos porque devia ser um ataque de dominação... Não um simples roubo.

    Yume olhou para o barco ao lado e viu que estava com as amuradas abaixadas, também conseguiu ver uma estranha arma colorida com o formato de um dragão diferente dos seus livros de infância, ela só viu um dragão real uma vez, e não era igual ao da estranha máquina... Novamente o trovão, agora mais forte que da vez anterior... Yume viu claramente a máquina cuspir algo contra as casas na margem causando um enorme estrago e logo ouviu os gritos dos guardas em cima do barco.Havia ainda um terceiro barco atracando no lado oposto com mais uma daquelas destrutivas armas.

    - Recarreguem a boca de fogo, mirem no centro da cidade...
    - Sim capitão!!!

    E logo uma sequência de coisas foi colocada na boca da máquina, muita areia escura e uma pedra estranha... De onde estava ela via uma grande luta na pequena cidade e muito fogo também... Começando a tontear novamente pela perda de sangue ela viu o que podia ser um centro médico mas um dos arqueiros que estava com a boca de fogo a viu e deu o alarme pros demais em cima do barco...

    Ela nadou para a margem dando a volta pra se afastar dos arqueiros, usando as forças que tinha mas eles não chegaram a dar tanta importância, estavam mais empenhados no ataque... Atiraram umas duas flechas e erraram, então voltaram a atirar na cidade, a elfa era peixe pequeno... Yume estava agora em meio a uma confusão de pessoas correndo e sendo atacadas... Se escondeu afastando-se em direção da estrutura branca que parecia a única que está sendo evitada pelos atacantes, a flecha na sua barriga incomodava e doía cada vez mais, sua mão estava cheia de sangue que pingava lentamente enquanto ela andava...

    A porta estava aberta convidando qualquer um a entrar... A vista estava turva e ela não conseguia mais distinguir bem o que via, olhou para trás, alguém estava parado como se olhasse para ela com algo nas mãos. Tomada por um instinto de sobrevivência Yume entrou e os barulhos das batalhas que ela tinha fugido aumentavam como se ela continuasse lá... Estrondos tremendos em sua cabeça... Ela pensou que a boca de fogo estava fazendo um grande estrago lá fora... Aquela mágica terrível... No delírio entre a dor e a realidade, seus olhos apenas conseguiram ver velas acesas no temível escuro à sua volta.

     
    Última edição: 15 Fev 2008
  10. Lyvio

    Lyvio Usuário

    Conida o 11° menbro da sociedade que acho que ele vai gostar.

    Eu não vou fazer camapnha para a morte de yume hehehe, simpatizei com ela, vou apenas esperar o desenrrolar da história.
     
  11. Raphael S

    Raphael S Desperto

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    O Guardião

    - Haverá um dia em que o mal transpassará o tempo e o espaço e o nosso reino será invadido... Haverá morte, destruição e a noite será de fogo na mão dos demônios de véus. Vigiai, pois não haverá data certa ou noite definida, protegei o círculo e não deixai que a chave deste mundo o toque... E segue uma explicação sobre o apocalipse, sobre espadas malditas e inscrições estranhas...
    - Sim, mestre.
    - Jin-e... Nós paramos aqui no início de cada mês e eu volto a ler este estranho pedaço de papel pra você não é?
    -...
    - Sei que não gosta, mas é preciso que siga o caminho dos antigos... Já pode ir até o círculo...
    - Treinei tanto todos estes anos... E nunca demonstrei nenhum poder especial, nunca aconteceu nada ao círculo mestre, nada... Vou pela tradição mas pra mim a cada dia estas palavras que me conta fazem menos sentido.
    - Honre os que defenderam este lugar Jin-e, temos que continuar protegendo nosso povo, se não acredita nas palavras acredite neste sentimento.
    - ...Sim Mestre.

    Jin-e era o único verdadeiro Samurai de uma pequena ilha, chamada de A Maldição. Apesar do nome, o pequeno povoado dali era bem próspero e seu pequeno povo vivia feliz. Eles pescavam, se dedicavam a escrita, fabricação de cores diferentes, artesanato tradicional e outras atividades como porcelanato e a construção dos templos. Cercados pela vegetação de florestas mistas com uma predominância especial às florestas de bambu, eles viviam afastados das outras comunidades. Os que conheciam a ilha evitavam ir até lá, acreditáva-se que a ilha trazia má sorte a quem a deixasse. Mas a história da ilha se confundia também com rumores e invenções... Numa versão tortuosa, diziam que ela era o cadeado de um grande demônio enterrado debaixo dela, outras versões diziam que era a porta do apocalipse. Diziam também que antes tinha um caminho natural para a ilha, como uma grande ponte de areia, mas que por causa da maldição este caminho foi desfeito pelas gerações passadas e a ilha ficou meio que isolada apesar de não se situar muito longe do continente. O pergaminho e um círculo antigo marcado por uma fina vegetação morta e algumas pedras eram as únicas coisas concretas sobre toda esta lenda, mas ninguém sabia ao certo o que éra verdade nisso tudo. Um homem morreu misteriosamente ao tentar desenterrar uma das gigantes pedras que faziam parte do círculo, nunca teve nenhuma outra tentativa depois disso.
    A família de Jin-e vinha guardando o círculo a várias gerações durante a noite e algumas horas do dia também, apesar de toda a tradição de seus antepassados, ele odiava o que tinha que fazer. Usando um dogi vermelho com desenhos que simbolizavam cada antepassado seu e cabelos longos e lisos, Jin-e carregava a espada de sua família... Uma espada maior que as outras famílias conhecidas naquele pequeno lugar que somente ele podia usar...
    Todo o treino, as artes, tudo o que ele sempre lutou pra aprender... Do que valia se seu destino era ficar numa ilha onde ele era o mais forte e ninguém ousava pisar? Jin-e se fazia esta pergunta todos os dias enquanto se dirigia mais uma vez para o lugar sagrado... Mas aquele era um dia diferente pois um dos seus amigos pescadores iniciou uma conversa diferente enquanto caminhava do lado dele carregando sacos de arroz.

    - Hei Jin-e, está indo novamente pra lá não é?
    -...
    - Todos sabemos o quanto você odeia ter que fazer isso, não precisa ficar desse jeito.
    -...
    - Bom, eu e mais alguns homens estamos bolando um plano pra ir embora daqui queremos conhecer as outras cidades, queremos ver outras mulheres, o avô de um deles disse que no continente tem até duelos de lutadores, Jin, você vive conosco tanto tempo que foi o primeiro que pensamos em chamar. O que acha velho amigo?Quer vir conosco? Seu velho mestre vai ficar no templo com aquele pergaminho antigo e nós podemos sair sem ninguém notar.
    - IR EMBORA!?
    - É, vamos... Não é isso o que você quer?

    A pergunta fez o samurai parar... Era uma chance de se livrar daquela vida monótona de guardião... O que seria mais forte em seu coração? Sua tradição ou o desejo de liberdade após uma vida fiel à família?

     
  12. Lyvio

    Lyvio Usuário

    Quais os outros personagens ainda?
     
  13. Raphael S

    Raphael S Desperto

    - Sim... Meu amigo eu irei Se permanecer aqui nunca terei o gosto de uma luta de verdade. Minha espada não foi criada para se desfazer com o tempo e desuso. Espere que eu vou apenas pegar umas coisas pra levar na viagem.

    Então Jin-E se dirigiu ao circulo de pedra e ao chegar cravou sua espada no chão e deu um grito.

    -DÊMONIOOOOOO! Cansei de ser seu guardião e serei seu destruidor... Farei aquilo que meus ancestrais nunca fizeram. APAREÇAAAAAA!

    Mas além de suas próprias palavras Jin-e não escutou mais nada, caindo de joelhos no chão e sentindo muita raiva ele disse...

    - Você não existe não é?Nunca passou de uma historia pra assustar crianças! Como fui estúpido por tanto tempo?

    Jin-e tentou com sua espada destruir um altar próximo, mas mesmo com toda a força empregada a pedra acabou sendo mais forte... Talvez os espíritos ancestrais não aceitassem aquela decisão, mas não importava, ele estava decidido e voltou para preparar a viagem... Ao entrar em casa ela estava vazia, como o pescador havia dito seu mestre estava no templo junto ao pergaminho. Jin-e podia calmamente pegar suas coisas e ir embora sem ser visto... Mas...

    - Jin-e, o que você faz aqui?

    Era Taroshi, um jovem garoto que via no samurai a imágem do que ele queria que o pai fosse. Por muitas vezes Taroshi fez compania a Jin-e no circulo sagrado... O samurai, mesmo com a postura séria e muitas vezes anti-social, para o garoto sempre tinha um sorriso e compreensão. Eram raras as vezes onde se via o samurai agindo como um pai aldeão. Taroshi era pequeno e inocente mas tinha uma boa percepção das coisas, ele percebeu na hora que viu Jin-e arrumando as coisas que algo sério ia acontecer...

    - Você está fugindo?

    Como Jin-e não respondia Taroshi pegou uma das espadas de madeira da parede e a puxou na direção do samurai...

    - Você não pode ir embora, você é meu amigo, eu num vou deixar... Em Guarda!

    Visto por outros olhos a cena não teria nenhum cabimento... O enorme samurai segurando a enorme espada ancestral junto de alguns sacos de pano colorido na outra mão, e o pequeno Taroshi segurando a espada de madeira como podia fazendo cara de mau, o que na idade dele não deixava de ser uma coisa bonita... Não demorou nem 10 segundos... Logo Taroshi estava desarmado caído nos pés do samurai recebendo um ataque de cócegas... Mas esse momento foi interrompido por uma gritaria que veio do lado de fora...

    - O SELO SE ROMPEU! VAMOS MORRER!

    Ao longe Jin-e podia ver um pilar de energia subindo até os céus vindo da direção do círculo sagrado era inicio de noite e como dizia o pergaminho tudo podia acontecer...
    Aquilo significava problemas, muitos problemas... Jin-e seria uma falha como guardião... E mesmo que nada de ruim acontecesse, pior que demônios e o apocalipse seria tudo o que ele ia ouvir de seu mestre por ter deixado o círculo.

     
  14. Lyvio

    Lyvio Usuário

    hehehe, você convidou os que eu citei XD,... bem pelo menso eu achei interessante a estoria e quero continuar acompanhando XD.
     
  15. Raphael S

    Raphael S Desperto

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    The Nonsense Ninja

    - Hei estão ouvindo? Parece que a estrada está sendo atacada novamente.
    - Malditos ladrões, nunca se cansam. Ainda bem que estamos seguros, eles nunca chegariam até o nosso dojo.
    - Hahaha... Um daqueles ladrões noobs nunca passariam nem da porta da cidade.
    - DARK! ONDE VOCÊ ESTAVA?

    Era comum aquilo... Dark era jovem, ágil e completamente sem responsabilidade... Não era a primeira vez que o viam adentrar a janela do segundo andar do dojo após semanas desaparecido. Mesmo sujo e todo de marrom, a expressão de sorriso em seus olhos era a impressão viva de um ninja confiante e bem humorado. Aqueles eram seus dois melhores amigos, órfãos como ele que moravam no dojo com seu mestre. Naquele lugar ele aprendeu tudo sobre se cuidar e como usar bem seu conhecimento, mesmo que ele nem sempre tenha conseguido fazer isso direito.

    - Fui visitar a cidadela ao lado, ver umas moças, tomar uns gorós...
    - Então esses disparos foram por sua causa.
    - Apenas ladrões, eles me viram vasculhando a carroça deles. Sweet turtles.
    - Hahaha, você é louco.
    - Putz, eu tava com fome.
    - E que roupa é essa?
    - Foi uma semana divertida, Hehehe. Fun all night long.
    - Hei, você está sangrando.
    - Ah isso? Não é nada, apenas um arranhão nas costas... Os Bakigari estão melhorando as armadilhas.
    - Sua roupa já era.
    - No no no... Roubei um tecido véio pra arrumar... Esse é meu traje de baixo preferido.
    - HAHAHA... Seu louco, isso deve ser algum documento dos Bakigari, o mestre também tem estes papéis.
    - Melhor ainda, é macio e um ótimo tecido pras minhas costas.
    - Você não tem jeito mesmo...
    - Toma, costura ae.
    - O que vai fazer?
    - Hora, vou comer é claro.

    Largando a parte de cima com sua meia irmã, Dark pulou num dos quartos e voltou com seu traje ninja negro. Ele pulou pela janela antes que alguém pudesse dizer alguma coisa...

    - Hei... Ele já foi?
    - Você o conhece... Foi pro mercado "adquirir alguma comida".
    - Bom, então acho que agente vai ter um bom lanche hoje.

    E assim, pulando se agarrando usando suas habilidades e velocidade Dark chega até o grande mercado de sua cidade com fome e com uma vontade louca de comer algo diferente, talvez desta vez algo difícil de carregar, seria um bom desafio... Passeando pelos telhados da região Mercante Dark finalmente avistou uma enorme carcaça pendurada de um animal recém abatido. Com um lépido pulo ele se agarrou a carcaça e posicionando-se abaixo do objeto cortou a corda indo pro chão com o peso do mesmo.
    Segundos depois o que se via era uma perseguição... Muitos mercadores corriam atrás do jovem ninja que se esforçava pra pular sobre as pontes carregando a pesada carcaça nos braços... Daquela vez Yogol um dos maiores mercadores estava preparado, ele estava aguardando na ponte pois sabia dos caminhos preferidos de Dark... Abriu os braços com satisfação apenas esperando que o jovem ninja viesse a seu encontro...
    Dark não se alterou, apenas puxou uma faca e num corte rápido deixou que o peso separasse uma das enormes coxas fazendo com que o resto da carcaça se chocasse no rosto do comerciante... Outros comerciantes subiam na ponte, mas era inútil, com outro pulo Dark se agarrou nos bambus e fendas das paredes entalhadas que compunham todas as construções da cidade subindo até os telhados. De lá ele abanou confiante a suculenta e avantajada coxa como um troféu de vitória, mas algo chamou sua atenção... De onde estava, conseguia ver ao longe várias caravanas de ladrões se aproximando, parecia que ia haver um ataque. Mas a qual cidade?À dele ou à dos Bakigari? Ele voltou pro dojo pra assar a coxa sem relatar nada a ninguém e se vocês acham que Dark se preocupava com isso a única coisa que ele disse antes de voltar foi.

    - Not My Problem

    Quando voltou percebeu que estava ficando cada vez mais frio e começava a ventar bastante também, entrou carregando a coxa e seus irmãos de dojo já o esperavam no pátio com uma fogueira acesa.

    - Eu sabia que ele ia voltar logo.
    - Ué? Só roubou uma coxa? Dá última vez você trouxe três galinhas... O que está havendo com você?
    - Toma, está ficando frio.

    A meia irmã de Dark jogou a roupa costurada em cima dele enquanto foi pra dentro pegar uns pedaços de pão.

    - Hei, vamos rápido Dark, coloque essa carne no fogo. Se o mestre voltar e nos pegar aqui vai ser briga na certa.

    A coxa era bem grande e dava pra uma boa refeição para os três, mas Dark olhava para ela pensando que realmente os três frangos que ele roubou da outra vez eram melhores. Dark foi se trocar e voltou com o mesmo sorriso enquanto seu irmão já girava a carne no fogo.

    - Pronto agora ta quentinho meu furevis.

    Os irmãos de Dark estavam acostumados a expressões como aquelas... Dark tinha um modo de falar estranho e indecifrável as vezes, mas riam de todas as bizarrisses dele. Afinal Dark tinha uma personalidade única que eles sabiam que não encontrariam em nenhum outro lugar. Quando a carne ficou pronta atacaram e entre uma bocada e outra Dark apenas comentou de leve...

    - Nham... Talvez a nossa cidade ou a dos Bakigari deixe de existir hoje....

    Seus irmãos comiam com muita vontade os sanduíches de carne, o mestre era rigoroso na dieta e aquelas horas que havia uma boa comida eram as mais apreciadas pelos três órfãos. Não levaram a sério às palavras de Dark até que subitamente uma bola incandescente arrebentou um pedaço do telhado do dojo.

    - IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
    - HÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃ?
    - Nham...

    Não houve muito tempo pra entender o que estava acontecendo... Alguns ninjas apareceram na parte de cima dos muros da cidade, e ouviu-se uma batalha sendo iniciada do outro lado oposto onde os três estavam. O vento parecia ficar cada vez mais forte chegado quase a levar as roupas de dentro das prateleiras... Com três ninjas desconhecidos se preparando para atacar Dark mantinha a falta de postura comendo a carne direto da coxa, já que o pão tinha voado.


     
    Última edição: 20 Fev 2008
  16. Lyvio

    Lyvio Usuário

    Raphale, uma coisinha que eu achei meia fora de lógica é só uma critica construtiva, essas experssões pós-modernas utilizadas por você tais quais Putz, foreves e ele falando em inglês não se encaixam nada bem no texto que é medieval, você pode utilizar outras espressões antigas fazendo algumas pesquias que fazem um pouco de graça do mesmo jeito.

    É só um toque, no más o resto da muito bom.
     
  17. Raphael S

    Raphael S Desperto

    - Humpf... Ninjas de aluguel...
    - Que desperdício de dinheiro...

    Dark mastigava e pensava com seus botões que seria uma boa usar uma como ele costumava dizer Instant Ninjutsu Secret Technique: Bone Massacre... O primeiro dos ninjas pulou em cima dele foi derrubado com o golpe do osso, os irmãos não foram tão legais com os outros dois em cima do muro... Enquanto comia, Dark ouviu o barulho dos dois corpos caindo depois de duas shurikens rápidas na jugular dos mesmos.

    - Ainda bem que o mestre nos treina bem né?
    - Só nessas horas que vocês reconhecem.
    - MESTRE?
    - Pelo banquete Dark andou roubando de novo não é?
    - ...
    - Largue esse osso, Estamos sendo atacados por todos os lados, eles já tomaram a praça principal e há um homem estranho com eles.

    Desapontado ele nem viu o mestre tomando osso de sua mão com um movimento que Dark definiu como a temível técnica Berzek Eat Thiefer ninja. Depois o mestre empurrou Dark e seus irmãos para cima do dojo e eles viram um grande exército de ninjas de aluguel, ladrões e outros especialistas com um homem estranho usando roupas azuis compridas, era diferente de todos os clãs que eles já haviam visto. O vento e o frio pareciam vir daquele homem enquanto ele dizia palavras estranhas formando um estranho e pequeno círculo no centro da cidade... Dark sabia que aquela não era uma técnica ninja, mas alguma coisa que não poderia existir no mundo deles. Mas Dark tinha outros pensamentos mais importantes como o Ninjutsu Secret Arts: Viper Tongue que roubou novamente a coxa.

    - Nham, não é roubo, velho cakétiku, é pagamento pelos meus maravilhosos serviços de treino físico, eu pego a carne e faço eles correrem, e assim melhoro a condição física dos aldeões, você só vê as coisas de um lado, nunca pensa que eu posso estar realizando meus atos com um tiquinho de boa intenção? Essas sim são as Ninjutsu Secret Arts. Mas tá, Akuma old guy, o que tu recomenda que a gente faça? Tenchu no faggot de vestes azuis?
    - Não Dark, eu tenho um plano vou me fazer de bonzinho e lutar com ele quando...
    - Ow, escuta aqui véio, tá ÓBVIO que aquele cara vai fazer algum tipo de macumba, que *PROVAVELMENTE* vai ser dolorosa para nós, então como eu ainda não to a fim de perder minha liberdade to vazando da vila, não tem como a gente ganhar essa, SEE YA. Sai daki antes que morra, vai que alguma entidade maior queira colocar um pouco de tragédia na historia de nossas vidas... To canorpando da aldeia, me chame de ninkunin, o diabo a quatro, screw you guys, I'm getting outta here

    O velho desceu ignorando-o e se preparou para sair e lutar com o estranho adversário... O circulo do lado de fora estava quase completo, nisso a roupa de baixo de Dark começou a brilhar. A meia irmã dele desceu preocupada com o Mestre mas as atenções dos atacantes já estavam voltadas ao Dojo.

    - ITSUKO!

    O meio irmão gritou instintivamente preocupado com ela... O que fazer?Dark antes de sair pelo outro lado fez um sinal de positivo pro irmão com o polegar e disse.

    - Confio em Você!

    E enquanto pulava na amurada da cidade pensou “Não podemos nos deixar tomar por emoções no meio da batalha.”
    Estava pronto pra pular pra fora quando percebeu que do outro lado centenas de arbalests, ninjas e ladrões conhecidos como marcadores apontam as armas para ele... Agora onseguia ver a extensão do ataque, eram muitos por todos os muros, pelo visto não estavam mesmo dispostos a deixar ninguém fugir.
    Vendo que a situação era pior do que imaginava Dark deu um último berro para onde estava seu meio irmão.

    - Nóis tamo fudido, é gente d+, cidade cercada por todos os lados!

    Depois expliu uma bomba de fumaça para não virar alvo fácil, e tentou continuar a fuga. Mas os ninjas conheciam sua técnica de bomba de fumaça... Acertaram Dark com shurikens e ele caiu no chão sangrando paralisado pelos ferimentos... Após ser segurado e arrastado para dentro da cidade ele viu que o estranho que estava fazendo o ritual já tinha capturado Itsuko e seu meio irmão, parece que o mestre de Dark tinha sido mais esperto... Ainda estavam tentando encontrá-lo dentro do dojo. O Estranho olhou pro Dark vendo o brilho em suas costas e riu muito antes de dizer algo...

    - HAHAHAHAHAHAHAHAHA! Costurar esse pergaminho sagrado numa roupa inútil... HAHAHAHA! Pensou que ia mesmo fugir daqui? Mas você está com sorte, eu preciso mesmo de uma cobaia... Se você entrar primeiro vai ser atacado primeiro e evitará alguns problemas para nós.

    O Homem fez um gesto e jogaram Dark dentro do círculo, ele não sentiu nada muito diferente... Os ferimentos incomodavam mais que qualquer coisa... Apenas sentiu seu corpo balançando... E uma escuridão fria o envolvendo... Pode ver por alguns instantes o olhar fixo de sua irmã olhando pra ele enquanto que o estranho se divertia mandando açoitarem seu meio irmão, mas logo tudo aquilo ficou tão distante... Dark desmaiou.

     
  18. Lyvio

    Lyvio Usuário

    Bom, menos mal, no más aquele feiticeiro lá me chamou a atenção.
     
  19. Raphael S

    Raphael S Desperto

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    - PIRATAS!!!

    O Grito era desesperado... ERK se via contra uma multidão de pessoas que corria fugindo da morte impiedosa do terror dos mares... Ele conseguiu ver ao fundo seus amigos lutando pra defender a carroça, servindo de resistência pra muitos dos piratas e guardas que também os atacavam... Uma situação difícil, pois todos eram inimigos... ERK quase não conseguiu acreditar quando viu o pergaminho flutuando para fora da carroça, estava brilhando e seguia em direção à capela. Era inacreditável, mas o pergaminho parecia ter conseguido ultrapassar a matéria da pesada arca que o trancava.
    Novamente um estrondo... Em seus pensamentos ERK encarava aquilo como se um mago maligno estivesse atirando raios contra a cidade... Não... Talvez um Deus... Era insuportável... E logo outra casa estava caindo, tudo em chamas e os atacantes aumentando em número...
    Então ERK correu... O mais rápido que pode... Corpos caiam na sua frente, flechas passavam perto quase atingindo-o, mas o guerreiro não se desviava de seu objetivo, o pergaminho que desaparecia dentro da igreja... Não havia tempo para chamar ninguém.

    - O pergaminho não pode cair em mãos inimigas...

    Escuridão... Era tudo o que havia quando ERK entrou, a luz do pergaminho havia desaparecido.

    - Tem alguém aí?

    Sim, havia... Escorada num dos bancos uma jovem lutava pra se manter de pé... Com uma flecha cravada na barriga e perdendo muito sangue ela olhava pra ele tentando enxergar na escuridão das velas recém apagadas... O pergaminho se iluminou novamente enquanto girava no meio da capela criando um forte vento e um circulo de energia apareceu em volta deles... Não havia mais tempo pra falar, não havia mais tempo para fugir a escuridão os envolveu como se eles não estivessem mais naquele lugar... ERK e Yume se sentiam como num pesadelo, onde o chão girava e o ar parecia querer sufocá-los... ERK foi o primeiro a acordar, mas pensava que ainda está dormindo, pois o que viu-se numa situação que não estava acostumado como o grande guerreiro que era... Estava numa espécie de masmorra com dois desconhecidos feridos... Um homem com estranhas roupas pretas e a mesma jovem... Uma Elfa.

    - O... que foi... aquilo?

    A Elfa falou com a voz muito fraca com a mão na barriga perto da flecha ... em seguida desabou pela falta de sangue e a dor da ferida. O Ninja tinha acordado mas não conseguia se levantar , nem se sentia tão mal pois ainda conseguia falar...

    - Nham, aparentemente um catalisador de liberdade invariavelmente calculada e homologada ê... Ao menos no meu caso mas então, dá pra um dos dois arrancar essas lâminas que tão enfiadas no meu corpo? É que eu to vazando e não tá dando pra dormir direito pq elas tão incomodando um pouco.


    ERK não se sentia seguro pra se aproximar mas aquele homem tinha perdido mais sangue e desmaiado novamente tentando falar. O ar do lugar era pútrido e as paredes cinzentas pareciam ter vida...

    - É difícil acreditar que um lugar como este possa ser habitado, quanto mais que algum prisioneiro possa ter sobrevivido por muito tempo...

    Na mente de ERK aquilo era algum tipo de castigo, não interessava o fato dele não estar sozinho, os dois estranhos não o conheciam, não conheciam suas perdas e sua dor... Talvez aquele fosse um fim justo, um final não honrado mas que seria lembrado... O grande cavaleiro protetor do pergaminho preso e torturado numa cela estranha de magos onde não existiam cadeados, apenas as grades estranhas de uma pedra escura que não os deixaria sair... Andar era difícil, cada passo saía pesado como se o próprio ar lutasse contra seu corpo, os outros dois estavam numa situação muito pior... Quem seria aquela garota? Ela desmaiara tão rápido... Surpreso olhou pra baixo e viu que o chão beber o sangue da Elfa ferida, pois no lugar onde deveria haver uma poça vermelha continuava o musgo cinza e tenebroso daquele lugar. O mesmo acontecia com o jovem vestido com aquela roupa estranha... Seria ele algum tesoureiro real? Que vestes negras eram aquelas? Porque ele tinha sido tão castigado? Todas estas perguntas passavam rápido pela mente do cavaleiro quando um rugido atravessou seu peito e fez com que suas pernas bambeassem e seus joelhos se prostrassem com o que viu...

    - Estou no inferno...

    Diante deles a poucos metros uma fera aparecia do outro lado das grades... Sua pele negra como a noite e seus olhos vermelhos como o sangue... A textura de sua pele era bizarra, lembrava uma estátua de bronze enegrecido formada por uma armadura felina de guerra feita por um ferreiro veterano, era uma criatura enorme, com garras assustadoras e em sua voz podia se ouvir misturado o barulho de serpentes... E ela farejava o sangue fresco, olhava os três condenados e provavelmente algo muito ruim estava para acontecer...
    ERK recorreu a sua espada, mas ela parecia estar presa a bainha... Medo? Ele não entendia o porque da reação de sua espada numa hora tão importante e se esforçava inutilmente em tentar tirá-la enquanto via a criatura atravessar as barras de pedra como se estivesse fundindo-se a elas, como se elas não estivessem ali... Em poucos segundos aqueles olhos vermelhos o encararam como se o próprio demônio estivesse ali dizendo que levaria sua alma... A escuridão dominou sua visão e ele desmaiou achando-se morto finalmente...

    Fim do Primeiro Capítulo

     
  20. Lyvio

    Lyvio Usuário

    capitulo grande em?, são quantos?
     

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