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Quarentenando com Clarice Lispector

Qual leremos?

  • A Cidade Sitiada

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  • A Hora da Estrela

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  • A Legião Estrangeira

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  • O Lustre

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  • Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres

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  • Outro (Citar no tópico)

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  • Total de votantes
    8
  • Votação encerrada .

Nírasolmo

Usuário
Só pra passando pra lembrar que: "enquanto eu inventar Deus, Ele não existe" >>>>>>>> qualquer coisa já dita, escrita ou pensada por Nietzsche :hxhx:
 

Loveless

Well-Known Member
Usuário Premium
Ainda estou no começo, lendo de pouquinho em pouquinho, e ontem li mais um pouco. Entre os contos lidos ontem estava O grande passeio. Que conto, meus senhores.
 

Melian

Período composto por insubordinação.
Eu tô me segurando para não ficar falando sozinha, neste tópico, mas cês estão lendo uma letra por dia, aí fica difícil. TUDO BEM, TODO MUNDO NO SEU RITMO.
 

Spartaco

250 anos do nascimento
Eu tô me segurando para não ficar falando sozinha, neste tópico, mas cês estão lendo uma letra por dia, aí fica difícil. TUDO BEM, TODO MUNDO NO SEU RITMO.

@Melian, mais uma vez peço desculpas, pois, apesar de eu ter o livro, não consegui nem abrir o mesmo. Como disse outra vez, estou lendo vários livros ao mesmo tempo, entre eles, Duna, Dança da Morte e Jane Eyre, além dos meus afazeres particulares.
 

Loveless

Well-Known Member
Usuário Premium
Depois de alguns bons meses... finalizei Felicidade Clandestina.

Foi o primeiro contato que tive com a escritora. Gostei muito de alguns contos — O Grande Passeio é, sem dúvida alguma, o meu favorito — e desgostei muito de outros. Na verdade, olhando de um panorama geral, o livro foi uma montanha russa: começou muito bem, decaiu bastante no meio e terminou muito bem.

Achei alguns contos do meio insuportavelmente irritantes — com destaque para o polêmico O Ovo e a Galinha, meu Deus, que tortura —, alguns razoáveis, alguns bons, apesar de excessivamente introspectivos e tão voltados para dentro que me incomodaram as metáforas, a sinestesia e todo aquele rebuscamento interior.

O início e o fim, contudo, são muito bons. Não sei se por serem ou por parecerem mais simples aos meus olhos míopes, consegui imergir muito mais nas histórias, nos dilemas, na narração.

Talvez o problema desse meio tenha sido eu: por não estar acostumado com o estilo da Clarice, por não ter lido no momento certo, por alguma questão externa que possa ter me afetado, enfim. De toda forma, valeu a leitura. Agora, ao ler algum outro livro da autora, já sei o que me espera.
 

Melian

Período composto por insubordinação.
Como acho que a leitura do resto do povo está empacada, vou vir aqui falar um cadinho sobre algumas coisinhas. O conto Perdoando Deus tem uma das frases mais maravilhosas do mundo (tirando a que já foi citada pelo Níra): Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente.

Tentação é um conto sobre o qual já se falou à exaustão (pelo menos, no âmbito da crítica literária hahahaha), mas ainda é bacana lembrar da ideia da bolsa como objeto transicional, né? O processo de identificação entre a bolsa, a menina, ruiva, e o basset, ruivo é bastante interessante. E, sem contar que, antes que o basset aparecesse, já havia uma imensidão de metáforas quentes, recuperadas pelas palavras: calor, flamejava, faiscante.

É intrigante, também, a bolsa que a ruiva segurava. Uma bolsa com alça partida. Rompimento de algum laço? Alça como metáfora para o cordão umbilical?

Um conto do qual eu gosto, mas com o qual sempre me irrito, é O ovo e a galinha. Ele é muito bom, mas muito repetitivo (e, sim, eu sei que a repetição, nesse conto, é um recurso formal), e ele joga umas verdades inconvenientes na cara da gente, como, por exemplo: Entender é a prova do erro; amor é quando é concedido participar um pouco mais; amor é não ter. Obrigada, Clarice.

Algo que acho sublime nesse conto é o jogo que se pode estabelecer entre a tentativa de se inventar o EU e de se capturar uma suposta existência da GALINHA. O eu é um desenho, uma representação, como o é o desenho de uma galinha feito pelo vizinho e, por isso, já perdido, já inválido, já impossível de representar a realidade. É na enunciação que a galinha existe, é na enunciação que o eu existe.

Por enquanto, fica nisso. Depois, falo mais um pouquinho sobre outros contos.
 

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