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Por 2 votos a mais que Bolsonaro, petista assume Comissão e Direitos Humanos

Clara

Perplecta
Usuário Premium
Brasília - Em uma eleição apertada, o deputado Assis do Couto (PT-PR) venceu a disputa pela presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, 27. Apesar do critério da proporcionalidade, que dava direito ao PT de indicar o presidente da comissão, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) apresentou candidatura própria e recebeu oito votos.

Assis do Couto venceu a disputa por dez votos favoráveis. Ao todo, 18 parlamentares participaram da eleição. O ex-presidente da comissão, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), continuará como membro titular da CDHM. Sua gestão foi marcada por protestos de grupos contrários à sua permanência no colegiado em razão do posicionamento do parlamentar sobre questões como o casamento gay e direitos de homossexuais.

Em razão do desgaste, o PT decidiu reaver o comando do colegiado - a legenda tem preferência em indicar nomes por ser a maior bancada da Casa. Para o líder do PT, Vicentinho (SP), Assis do Couto garantirá o "caminho ético" à comissão. "Acho que ele vai apaziguar a comissão. Ele vai atuar como todos os petistas atuariam", afirmou momentos antes da eleição.

Assis está em seu terceiro mandato. É filiado ao PT desde 1987 e agricultor familiar. A pauta agrícola domina praticamente toda sua carreira política. Antes de chegar à Câmara, foi dirigente sindical. Em seus mandatos, apresentou projetos relacionados a direitos trabalhistas e ações sociais ligadas ao público rural.

Comissões. Nesta quarta, ocorrem as sessões de instalação das 22 comissões temáticas da Câmara. Pela manhã, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa, aprovou a indicação dos deputados Vicente Cândido (PT-SP) e Fábio Trad (PMDB-MS) para presidente e vice, respectivamente.
Fonte


Perdeu, tranqueira.
:yep:
 
Última edição:

Ana Lovejoy

Administrador
não sei se vou conseguir colocar isso de forma clara, mas vá lá, se me entenderem errado eu me explico melhor depois:

eu tenho pensado muito sobre isso, desde que comecei a ouvir "tem que votar direito e cuidar para esses bolsonaros e felicianos não voltarem" e coisas do tipo. aí pensei: pera, não rolou golpe. não teve falcatrua. e muito menos teve voto meu nesses caras ou nos partidos desses caras. só que o processo que o colocou lá foi legítimo, pessoas votaram nele. é o lado ruim da democracia: às vezes a vontade de uma "maioria" não é igual à nossa. mas aí vamos para o outro ponto: ano passado a comissão só foi presidida pelo feliciano porque o pt largou o osso para assumir outra comissão (que provavelmente naquele momento tinha maior prestígio). deu todo o bafafá, eles voltaram os olhos para essa comissão, e (por pouco, vale ressaltar), garantiram que bolsonaro não entrasse nessa. mas e ano que vem, se o pt largar o osso de volta? como fica?

todo esse blablabla só para dizer que esse tipo de situação tem me deixado um tanto frustrada com relação à política do nosso país. porque olha, eu posso votar bonitinho e escolher um cara x, mas a longo prazo isso não faz a menor diferença, porque quem escolhe quem preside uma comissão de direitos humanos não é o povo. pior: quem escolhe são representantes escolhidos pelo povo que, aparentemente, tem se revelado em maioria evangélica. aliás, já pensaram se um doido desse naipe sai para presidente, e consegue ganhar? de novo: o processo é legítimo. é isso que me quebra as pernas. vou dizer o quê? que tem que tirar o cara de lá? que ele não pode ser deputado?

enfim, uma droga o rumo que isso está tomando. em 2010 já fiquei chocada com o fato de dilma e serra ficarem mendigando voto para evangélico (para quem não lembra, temos isso >> Em carta, Dilma assina compromisso contra o aborto e isso >> Serra promete vetar lei que criminaliza a homofobia como exemplo da palhaçada que foi a reta final do segundo turno), o negócio é que em quatro anos eles ganharam muito mais força. pode não ter um bolsonaro da vida saindo como presidente, mas vocês podem ter certeza que existirão muitos bolsonaros da vida trocando apoio para candidato por algum cargo. enfim, sei lá. eu recebi essa notícia sobre o bolsonaro não conseguido a presidência da comissão como algo meio agridoce. ao mesmo tempo que penso "opa, que bom", aquela diferença de apenas dois votos desce muito mal.
 

Mavericco

I am fire and air.
É... Acho que você foi bem clara sim, Anica. Complicado esse tipo de coisa. Ainda mais com o discurso em defesa dos Direitos Humanos tão em baixa (é; já é escroto você ter que sequer defender Direitos Humanos, como se isso fosse algo alienígena e não uma conquista histórica). Uma diferença de só 2 votos é de desanimar. E um cara como o Bolsonaro sabe atiçar o povo. E a maior parte das pessoas que deveriam bater de frente racionalmente com um cara como o Bolsonaro, esquerda ou direita, preferem colocar o chapéuzinho de fascista.

Mesmo porque, o Assis do Couto é contra o aborto. Ele disse em entrevista que sabe diferenciar as duas coisas (aqui), mas ainda assim... Aquele pé atrás.
 

Clara

Perplecta
Usuário Premium
não sei se vou conseguir colocar isso de forma clara, mas vá lá, se me entenderem errado eu me explico melhor depois:

eu tenho pensado muito sobre isso, desde que comecei a ouvir "tem que votar direito e cuidar para esses bolsonaros e felicianos não voltarem" e coisas do tipo. aí pensei: pera, não rolou golpe. não teve falcatrua. e muito menos teve voto meu nesses caras ou nos partidos desses caras. só que o processo que o colocou lá foi legítimo, pessoas votaram nele. é o lado ruim da democracia: às vezes a vontade de uma "maioria" não é igual à nossa. mas aí vamos para o outro ponto: ano passado a comissão só foi presidida pelo feliciano porque o pt largou o osso para assumir outra comissão (que provavelmente naquele momento tinha maior prestígio). deu todo o bafafá, eles voltaram os olhos para essa comissão, e (por pouco, vale ressaltar), garantiram que bolsonaro não entrasse nessa. mas e ano que vem, se o pt largar o osso de volta? como fica?

todo esse blablabla só para dizer que esse tipo de situação tem me deixado um tanto frustrada com relação à política do nosso país. porque olha, eu posso votar bonitinho e escolher um cara x, mas a longo prazo isso não faz a menor diferença, porque quem escolhe quem preside uma comissão de direitos humanos não é o povo. pior: quem escolhe são representantes escolhidos pelo povo que, aparentemente, tem se revelado em maioria evangélica. aliás, já pensaram se um doido desse naipe sai para presidente, e consegue ganhar? de novo: o processo é legítimo. é isso que me quebra as pernas. vou dizer o quê? que tem que tirar o cara de lá? que ele não pode ser deputado?

enfim, uma droga o rumo que isso está tomando. em 2010 já fiquei chocada com o fato de dilma e serra ficarem mendigando voto para evangélico (para quem não lembra, temos isso >> Em carta, Dilma assina compromisso contra o aborto e isso >> Serra promete vetar lei que criminaliza a homofobia como exemplo da palhaçada que foi a reta final do segundo turno), o negócio é que em quatro anos eles ganharam muito mais força. pode não ter um bolsonaro da vida saindo como presidente, mas vocês podem ter certeza que existirão muitos bolsonaros da vida trocando apoio para candidato por algum cargo. enfim, sei lá. eu recebi essa notícia sobre o bolsonaro não conseguido a presidência da comissão como algo meio agridoce. ao mesmo tempo que penso "opa, que bom", aquela diferença de apenas dois votos desce muito mal.
Concordo em parte, pois se o Bolsonaro não foi eleito pra presidência da Comissão de DH acredito firmemente que isso se deu pela pressão do eleitores que foram protestar na Câmara várias vezes, como desta vez aqui:

Blog da Folha em 13/03/2013:
Figura polêmica na Câmara Federal, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) reapareceu nesta quarta-feira (13) trazendo mais uma de suas “pérolas” carregada de ofensas às minorias. Em meio aos protestos quanto à indicação do parlamentar Marco Feliciano (PSC-SP) à Presidência da Comissão de Direitos Humanos – o social-cristão presidiu a primeira reunião do colegiado sob sua batuta – o progressista ergueu um cartaz que trazia a mensagem “queima rosca todo o dia”. A mensagem foi endereçado aos ativistas contrário a Feliciano, presentes à sessão.

Em meio à reunião, incomodado com a presença dos ativistas, Jair Bolsonaro trocou farpas com o deputado Domingos Dutra (PT-RJ) e teve que ser apartado. Seguranças da Câmara tiveram de intervir para evitar maior confusão dentro da sala. Em mais de duas horas, o encontro da comissão foi marcado por várias pausas e pedidos de desculpa do presidente. “Peço a todos e a todas que se alguém se sentiu ofendido por alguma colocação minha, em qualquer época, peço as mais humildes desculpas e coloco meu gabinete à disposição para dirimir quaisquer dúvidas”, disse Marco Feliciano.

bolsonaro.jpg
Certeza que o PT não quis queimar o filme em ano de eleição deixando o Bostanaro ficar na presidência da Comissão.
Infelizmente é isso, tem que ficar em cima, não basta "votar direitinho" como a maioria de nós faz.
Tem que acompanhar, escrever e-mails, protestar pessoalmente quando possível.
Eu sei que é um saco e a gente morre de preguiça disso tudo.
Eu pelo menos vivo com o saco cheio de ler as merdas que o Bolsonaro fala; de ver o ridículo do Feliciano; de olhar o Genoíno e o Roberto Jefferson fazerem cara de vítima nos jornais; ler que, com a mudança no STF, oito condenados do mensalão foram absolvidos.
 

Grimnir

Well-Known Member
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eu tenho pensado muito sobre isso, desde que comecei a ouvir "tem que votar direito e cuidar para esses bolsonaros e felicianos não voltarem" e coisas do tipo. aí pensei: pera, não rolou golpe. não teve falcatrua. e muito menos teve voto meu nesses caras ou nos partidos desses caras. só que o processo que o colocou lá foi legítimo, pessoas votaram nele. é o lado ruim da democracia: às vezes a vontade de uma "maioria" não é igual à nossa.
Mais ou menos, Ana.

Olha esse trecho d'O Caminho da Servidão, de Hayek:

É injustificado supor que, enquanto o poder for conferido pelo processo democrático, ele não poderá ser arbitrário. Essa afirmação pressupõe uma falsa relação de causa e efeito: não é a fonte do poder, mas a limitação do poder que impede que este seja arbitrário.
O lado ruim da democracia a que você se refere, suponho eu, é a possibilidade dessas figuras chegarem democraticamente ao poder e inventarem as mais arbitrárias leis. A questão, no entanto, é que deve haver um valor acima da democracia: A liberdade do indivíduo.

Eu vou até um pouco além do que você disse, e digo que seria indesejável se figuras como Bolsonaro ou Feliciano fossem excluídos do cenário político. Ora, eles representam parte da população. O problema, no entanto, é a extensão dos poderes legislativos deles. Uma figura religiosa, por exemplo, que queira proteger a liberdade de crença, estará possivelmente fazendo um bom trabalho. Por outro lado, se for para solapar as liberdades individuais e criar regras arbitrárias como a definição de homem e mulher como unidade familiar, então tem algo de errado nesse suposto estado democrático. É possível ser autoritário de forma democrática, vide o caso da lei anti-gay em Uganda.

--

Sobre o tópico em si, acho bem tenso que ele tenha perdido por 2 votos. Uma vitória bem meia boca, na verdade.
 

Clara

Perplecta
Usuário Premium
o problema é esse, clara. "em ano de eleição". e nos outros 3 anos? vão provavelmente só mandar um ¯\_(ツ)_/¯ e assumir alguma comissão que no momento eles achem mais relevante.
Tava pensando no que te responder e, adivinhe?
Não sei o que responder.

Eu não sou de ir a protestos em Câmaras (de deputados ou vereadores) o máximo que faço é enviar e-mails pra os que elegi (e pra os que não elegi também, claro) fora isso, só me resta torcer pra que eles façam direito seu trabalho e morrer de raiva quando não fazem. :tsc:

É uma merda, mesmo.
 

Ana Lovejoy

Administrador
Uai, mas o congresso só tem o PT e o PP? Cade os outros partidos?
eu não entendo bem como funciona o processo todo, mas lembro que quando o feliciano entrou alguns membros acho que do pv e do psol se retiraram. tem isso aqui também, ali da notícia >> "Apesar do critério da proporcionalidade, que dava direito ao PT de indicar o presidente da comissão". enfim, não entendo como funciona o processo de formação da comissão (e acho que boa parte da população não entende). se alguém souber e quiser compartilhar aqui conosco, é mais do que bem-vindo. acho que só temos a ganhar sabendo desse tipo de coisa.
 

Grimnir

Well-Known Member
Usuário Premium
Partidos declaram guerra por comissões no Congresso

Pela atual composição da Câmara, o PT — dono da maior bancada — tem direito a presidir três comissões e poderá escolher primeiro quais pretende comandar. Na sequência, as demais legendas — como PMDB (71 deputados), PSDB (49) e PSD (48) — fazem suas escolhas.
Teoricamente, por esse regra, não deveria ter briga pelas comissões, mas...

na prática, a conta nunca fecha e sempre ocorre disputa por comissões que garantem mais visibilidade, como a CCJ (Comissão Constituição e Justiça).
Então...

Para acomodar todos os interessados e não deixar ninguém descontente, os parlamentares costumam fazer algumas manobras, como aumentar o número de membros e até dividir comissões em duas. Essa proposta está sendo estudada como solução para abrigar o PSC, de Feliciano, no comando de alguma comissão — com a criação do Pros e do Solideriedade, o PSC perdeu espaço e corre o risco de não chefiar nenhum colegiado.
Não ficou totalmente claro pra mim, mas já quebra um galho.
 

Grimnir

Well-Known Member
Usuário Premium
Quociente eleitoral é uma imoralidade. Por mais que o Jean Wyllys possa ter participação positiva (não sei julgar), por exemplo, ele só foi eleito deputado por causa do quociente, já que o Chico Alencar teve trocentos votos. Eu até entendo o espírito da ideia: Se alguns candidatos mega-pop obtiverem milhões de votos (Enéas e Tiririca), então faltarão deputados para preencher as vagas. Teoricamente esse não deveria ser um problema, né? Quer dizer, pelo menos eu acho que esse é o argumento para a existência do quociente eleitoral.
 
C

Calib

Visitante
Outra coisa que me incomoda é:
Votamos em deputados e em vereadores sem praticamente conhecer os candidatos porque eles têm, tipo, dez ou trinta segundos para "propor" alguma coisa na propaganda eleitoral. Daí a gente acaba tendo candidatos "temáticos", tipo o cara que vai lutar pelos idosos, o cara que vai lutar pelos gueis, o cara que vai lutar pelos deficientes, o ex-jogador que vai fazer qualquer coisa genérica envolvendo esportes, e assim vai. Daí quem se enquadra nesse tema simpatiza e vota nele. Mas quando ele chega lá ninguém sabe como o cara pensa sobre educação, segurança, economia, etc. É quase sempre um tiro no escuro.


§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§
Em tempo, para descontrair: :lol:
 

Fúria da cidade

ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ
Usuário Premium
Não foi a saída definitiva do Bolsonaro do cenário político, mas levando em conta tudo o que vinha acontecendo na comissão que ele presidia até então, vê-lo fora de ação desse cargo já anima um pouco.
 

Ranza

Macaco
Mais ou menos, Ana.

Olha esse trecho d'O Caminho da Servidão, de Hayek:



O lado ruim da democracia a que você se refere, suponho eu, é a possibilidade dessas figuras chegarem democraticamente ao poder e inventarem as mais arbitrárias leis. A questão, no entanto, é que deve haver um valor acima da democracia: A liberdade do indivíduo.

Eu vou até um pouco além do que você disse, e digo que seria indesejável se figuras como Bolsonaro ou Feliciano fossem excluídos do cenário político. Ora, eles representam parte da população. O problema, no entanto, é a extensão dos poderes legislativos deles. Uma figura religiosa, por exemplo, que queira proteger a liberdade de crença, estará possivelmente fazendo um bom trabalho. Por outro lado, se for para solapar as liberdades individuais e criar regras arbitrárias como a definição de homem e mulher como unidade familiar, então tem algo de errado nesse suposto estado democrático. É possível ser autoritário de forma democrática, vide o caso da lei anti-gay em Uganda.

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Sobre o tópico em si, acho bem tenso que ele tenha perdido por 2 votos. Uma vitória bem meia boca, na verdade.

Mas quanto ao processo democrático aqui no meu trabalho, um monte de gente se sentiu super feliz com as últimas declarações do Bolsonaro. Por pessoas como essa é que esses caras estão sempre no cenário político. Talvez o grande problema da democracia no Brasil seja a falta de informação, a inconsequência, pois grande parte das pessoas não sabem as causas que certas medidas podem ter a longo prazo. Infelizmente, e digo isso em nome dos brasileiros pois nunca participei do processo político de outros países, não existe uma real discussão sobre as coisas, normalmente todo os problemas são resolvidos por criações de leis que muitas vezes batem de frente uma as outras se invalidando, talvez falte debates. Veja por exemplo debates políticos que acontecem em BH, normalmente aqueles grupos que se consideram de esquerda, debate entre eles, enquanto os que se consideram de direita se reúnem em outro local, dessa forma não a conflito de idéias (não o suficiente) para que se tome certas opiniões, preferem ficar chamando uns aos outros de nomes pejorativos.
 

Grimnir

Well-Known Member
Usuário Premium
É claro que o Bolsonaro fala muita merda, mas acho que uma das mais chocantes e alarmantes é: "a minoria deve se curvar a vontade da maioria". Essa é a noção de democracia para ele. Ou seja, o autoritarismo justificado pela democracia.
 

Valinor 2020

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