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Planeta Marte (notícias e novidades em geral)

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Fúria da cidade, 1 Ago 2018.

  1. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

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    O planeta Marte estará mais brilhante no céu na noite desta terça-feira do que esteve nos últimos 15 anos.
    Isso é porque o planeta vermelho está no ponto mais próximo da Terra desde 2003 e também em seu ponto mais próximo do Sol.

    O professor Ramachrisna Teixeira, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, explica que são dois fenômenos acontecendo ao mesmo tempo: a chamada "oposição de Marte" e seu periélio, em um "combo" conhecido como oposição periélica.

    A oposição de Marte é quando a Terra atinge um ponto da órbita em que fica alinhada entre o Sol e o planeta vermelho - é quando os dois planetas estão mais próximos um do outro.
    Nesta terça, Marte estará a 57,6 milhões de quilômetros da Terra, segundo a Nasa (agência espacial americana).

    Já o periélio é o momento em que o planeta está mais próximo do Sol.

    "As órbitas dos planetas em torno do Sol não são circulares, mas elípticas. O Sol fica em um dos focos dessa elipse", explica Teixeira. Isso significa que as distâncias entre os planetas e o astro variam conforme a trajetória. O periélio é justamente o ponto em que a órbita aproxima do planeta da estrela de nosso sistema.

    "O que aconteceu nesse fim de julho é que a oposição de Marte concincidiu com sua passagem periélica, ou seja, esses efeitos se somaram", explica Teixeira.

    A oposição do planeta vermelho acontece a cada 26 meses, aproximadamente. São os momentos em que a Nasa costuma mandar missões a Marte. O robô Curiosity, por exemplo, foi enviado em 2011.

    Já a passagem de Marte por seu periélio acontece a cada 687 dias.
    Mas a junção dos dois fenômenos só ocorre a cada 15, 16 ou 17 anos - é o que podemos observar nessa terça-feira.

    Como encontrar Marte no céu


    Visto da Terra, Marte é um astro bem brilhante e avermelhado e sua luz não costuma oscilar - o brilho das estrelas, por causa da distância maior, é mais sensível à turbulência da atmosfera e por isso os astros parecem piscar.

    Quando a Terra está alinhada entre o Sol e Marte, o planeta aparece no céu noturno do lado oposto ao do poente, explica Teixeira. "Olhando para o horizonte leste a partir das 19h, o astro que for mais brilhante e avermelhado será Marte", diz ele. "Um pouco acima, mais fraco e meio amarelado, estará Saturno."
    É fácil diferenciar: além de ser bem mais esbranquiçado e brilhante, nesse horário Júpiter estará bem acima de Marte no céu. Já Vênus estará do outro lado, próximo ao horizonte oeste.

    A Lua deve aparecer no céu noturno bem depois de Marte, por volta das 21h05.
    Ao longo da noite, Marte aparecerá subindo no céu e atingirá o ponto mais alto, a chamada passagem meridiana, por volta das 23h56 (em Brasília). Esse horário varia em alguns minutos dependendo da posição do observador. Em São Paulo, por exemplo, a passagem de Marte pelo meridiano deve ser às 23h51.
    Nesse horário, a Lua estará mais para baixo e para leste, distante do planeta vermelho.

    "Sugiro que as pessoas repitam a observação ao longo dos dias e das semanas e aos poucos irão notar a dança dos planetas, uns em relação aos outros", diz Teixeira.

    Tempestada de areia


    A oposição periélica é também o momento em que o diâmetro de Marte fica ligeiramente maior quando visto da Terra, mas isso não é perceptível a olho nu.

    Outra coisa que não conseguimos ver é um fato que a Nasa divulgou recentemente: o clima em Marte não está nada calmo.

    Uma gigantesca tempestade de areia se tornou tão grande que está dando a volta ao planeta.
    O robô Opportunity, que está na superfície marciana neste momento, foi colocado em modo offline pela Nasa até o fim da tempestade, que só deve acabar em setembro.

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    Apesar disso ter acontecido ontem, ainda nos próximos dias e com a Lua entrando em fase minguante, ainda estará fácil observar Marte bem próximo e com uma facilidade a olho nu incrível. Pra quem gosta de observar os planetas mais próximos, vale a pena.
     
    • Ótimo Ótimo x 2
    • Gostei! Gostei! x 1
  2. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

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    Uma nova foto panorâmica de 360 graus capturada pela sonda Curiosity é uma das melhores já feitas. As fotos usadas para criar essa imagem foram tiradas pela Curiosity em 9 de agosto de 2018, na cordilheira Vera Rubin, onde a intrépida sonda vem trabalhando nos últimos meses. A imagem mostra o icônico céu colorido do Planeta Vermelho, embora seja um pouco mais escura do que o normal, devido a uma
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    que se dissipou.

    A colega da Curiosity, a sonda Opportunity, está atualmente do outro lado do planeta, onde a tempestade foi muito pior. A NASA teve que colocar a
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    graças à escuridão causada pela tempestade de poeira, que impossibilitou os painéis solares da sonda de coletarem energia.
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    A visão panorâmica em 360 graus completa. Imagem: NASA/JPL-Caltech/MSSS

    De qualquer forma, a Curiosity não parece ter sido afetada pela tempestade, porém, como a nova imagem panorâmica mostra, uma boa quantidade de poeira ficou sobre sua superfície. A sonda pousou em Marte em 6 de agosto de 2012 e, desde então, tem coletado poeira consistentemente, sem ninguém por perto para dar uma limpada nela.

    A NASA diz que a Curiosity nunca pesquisou uma área com tamanha variação em cor e textura.

    “A cordilheira não é algo monolítico — ela tem duas seções distintas, cada uma das quais com uma variedade de cores”, disse em um comunicado Ashwin Vasavada, cientista de projeto da Curiosity na Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, na Califórnia. “Algumas são visíveis aos olhos e, mais do que isso, aparecem quando olhamos em infravermelho, pouco além do que nossos olhos podem ver. Algumas parecem relacionadas com o quão duras as rochas são.”

    De fato, rochas duras são motivo de preocupação no momento. A tentativa mais recente de perfuração da Curiosity foi bem, mas as duas anteriores de extração de amostras de rocha não foram tão frutíferas, com a broca da sonda sendo incapaz de penetrar algumas rochas incomumente duras. A sonda de seis rodas tem usado um novo método de perfuração nos últimos meses como forma de contornar um
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    . Até agora, a
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    tem
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    , igualando a eficácia do método anterior. A NASA diz que a antiga técnica não teria funcionado em rochas duras e que isso não era uma limitação do novo método.

    A NASA não tem como saber o quão dura uma rocha será antes de perfurá-la, com os controladores de missão tendo que arriscar. Como
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    a NASA:

    Olhando para a programação a seguir da Curiosity, a sonda vai extrair mais duas amostras de rocha neste mês. No começo de outubro, a sonda subirá mais alto no Monte Sharp, à medida que se encaminha para áreas ricas em argila e materiais de sulfit. Ela, sem dúvidas, coletará dados científicos importantes, mas também estamos ansiosos pela vista da sonda a partir desse ponto mais alto.
     
  3. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

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    Salvador Nogueira

    Ir a Marte não é impossível, mas também não vai ser fácil. Novos resultados apresentados pela equipe responsável pelo satélite europeu Trace Gas Orbiter sugerem que só na viagem de ida e volta os tripulantes absorveriam 60% da dose máxima permitida para astronautas ao longo de toda a sua carreira.

    O TGO foi projetado e lançado em 2016 para ir até Marte e estudar a composição dos gases que se apresentam em quantidades mínimas na atmosfera do planeta vermelho. Um de seus principais objetivos é ajudar na decifração da origem da diminuta presença de metano no ar, que pode tanto ser de origem geológica como biológica _vida.

    Essas medições só começaram em abril deste ano, uma vez que, após sua chegada em Marte, o orbitador passou praticamente um ano inteiro ajustando sua órbita com a ajuda de aerofrenagem — passagens de raspão pela atmosfera marciana gradualmente reduziam sua velocidade e ajustavam sua posição.

    Um de seus instrumentos, contudo, começou a trabalhar logo depois do lançamento: trata-se de um medidor de radiação que é parte do Detector Epitérmico de Nêutrons de Resolução Fina (Frend, na sigla em inglês). Ele mediu o quanto de radiação incidiu sobre a sonda durante sua viagem de cerca de seis meses até Marte.

    Isso resultou em uma exposição de cerca de 0,3 sievert. Essa unidade, pouco familiar no cotidiano, é usada para avaliar impacto da radiação ionizante sobre seres humanos. Fazer uma tomografia computadorizada de tórax, por exemplo, expõe uma pessoa a cerca de 6 milésimos de sievert — mais ou menos o mesmo que ficar uma hora perto da usina de Chernobyl em 2010. Já ficar ao lado do núcleo do reator por 10 minutos logo após o acidente, em 1986, exporia você a bombásticos 50 sieverts. Nada recomendado, uma vez que uma dose de 8 sieverts já seria fatal, sem chance de tratamento.

    Para astronautas, a dose considerada aceitável seria de uma exposição de 1 sievert ao longo de toda a carreira. Considerando que a volta de Marte durasse o mesmo que a ida, seis meses, teríamos aí dois terços disso só no trânsito interplanetário. Ainda restaria um tempo considerável na superfície de Marte, onde há menos radiação que no espaço, mas bem mais que na Terra.

    O resultado, apresentado na última quinta-feira (20) no EPSC (Congresso Europeu de Ciência Planetária), é consistente com uma medição independente feita pelo jipe Curiosity, da Nasa, e ajuda a ilustrar o tamanho do desafio que será enviar humanos ao planeta vermelho.
     
  4. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

  5. dermeister

    dermeister Ent cara-de-pau

    Quem mais aqui está acompanhando o pouso da
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    ?

    Os MarCOs já pegaram a telemetria dela descendo :D
    --- Mensagem Dupla Unificada, 26 Nov 2018, Data da Mensagem Original: 26 Nov 2018 ---
    Pousou! Primeira imagem, antes mesmo de ela tirar a tampa da lente:

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    :D
     
  6. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Não pude ver ao vivo, mas as imagens são muito boas
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    Salvador Nogueira

    Na primeira hora desta terça-feira (27), a Nasa divulgou uma imagem da câmera de colocação de instrumentos da sonda InSight, e a paisagem é de arrepiar. E junto veio a informação crucial de que os painéis solares se abriram corretamente, e a bateria interna já está recarregando.

    A nova fotografia, produzida pela espaçonave poucas horas após a
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    , às 17h53 (ou 17h52min59s, se preferir) de segunda-feira (pelo horário de Brasília), foi recebida pelo controle da missão do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato), em Pasadena, na Califórnia, no fim da noite, numa transmissão de dados do orbitador Mars Odyssey.

    Ele, a exemplo de outras missões científicas em órbita de Marte, faz jornada dupla servindo com satélite-relé de telecomunicações para os veículos em solo, como a InSight e o jipe Curiosity.

    Até agora, tudo transcorreu exatamente conforme o script preparado pelos engenheiros da Nasa, no início do que promete ser uma fascinante missão de estudos da estrutura interna do planeta vermelho.

    As duas miniespaçonaves que acompanharam a InSight até Marte, MarCO-A e B, também excederam todas as expectativas e produziram uma linda foto de seu sobrevoo do quarto mundo a contar do Sol.
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    Sonda MarCO-B registra sua passagem por Marte, acompanhando a InSight em seu pouso. (Crédito: Nasa)

    São imagens como essas, a misturar engenharia e poesia, a melhor expressão da exploração espacial. É quase como se estivéssemos lá. E, em certo sentido, estamos mesmo. São as maiores provas de como é indomável o espírito humano.
     

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