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Patriota admite "frustração" com concessão ao Vaticano sobre mulheres

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 19 Jun 2012.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    O chanceler brasileiro, Antonio Patriota, afirmou que se sentiu "frustrado" com a exclusão do documento final da Rio+20 da expressão "direitos reprodutivos", que designa a autonomia da mulher para decidir quando ter filhos.

    disse Patriota em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (19).

    Ele prometeu que, "nos fóruns adequados", o Brasil continuará a insistir em que a expressão seja usada em documentos da ONU.

    Sua retirada deveu-se à pressão de uma coalizão liderada pelo Vaticano, que tem status de observador nas Nações Unidas. A Igreja Católica, ao lado de países como Chile, Honduras e Egito, alega defender o "direito à vida" e que a expressão "direitos reprodutivos" abre caminho para a descriminalização do aborto.

    O embaixador Luiz Alberto Figueiredo, coordenador brasileiro das negociações sobre o texto, disse que a referência ao termo aparece implícita, quando o documento se refere ao Programa de Ação da conferência sobre população e desenvolvimento, que o menciona.

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  2. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Pelas notícias que tenho lido existem muitos ajustes a serem feitos na proposta que a ONU busca para planejar reprodução das pessoas no mundo. Uma das perguntas é, será que todos entenderam o que isso significa?

    Como a diplomacia brasileira anda com uns problemas sérios de comunicação desde o governo Lula esse documento pode gerar reação em outros países por estar subestimando o significado da proposta. Por exemplo, quando devia falar em responsabilidade reprodutiva da pessoa que inclui os direitos e os deveres do cidadão (seja homem ou seja mulher) precisa para gerir a sua vida porque uma coisa é o direito e outra coisa é a justiça, ela esquece de discernir com nitidez o que significa reprodução para cada país.

    Eu tenho minhas suspeitas em relação a eficácia e legitimidade de um programa reprodutivo global proposto pela Onu porque é ainda muito nebuluso na cabeça das pessoas e vivemos numa era de populismo. Fica claro que as pessoas precisam pensar cada vez mais antes de ter filhos, mas antes disso é preciso entender que a idéia de poder que é vendida mundo afora é um equívoco.

    Existe diferença entre direito de usar o corpo para sexo recreativo e usar para reprodução em que a influencia na economia e na ecologia variam. As dúvidas aumentam por causa da ala radical que pensa até em espalhar esterilizante na água de beber e me incomoda pensar que o planejamento familiar se torne mecânico demais.

    Vão ter que afastar os ecoapocalípticos de campo ao mesmo tempo em que movem a sociedade na direção da sustentabilidade.
     
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  3. Pearl

    Pearl Usuário

    Que faz do tamanho da populaçao o grande desafio que existe hoje em relação aos recursos. Não sei como eles vão exatamente lidar com isso. Numa época em que recursos vão ficando cada vez mais e mais escassos, países com diminuição no crescimento populacional preve problemas de ordem previdenciária e até de mão de obra. Equação complicada essa.

    Eu gostaria de ler o texto final que pelo que eu vi ainda não está disponibilizado. O texto está sendo duramente criticado pelos países europeus pela sua falta de ambição e pelas ongs que consideraram um fracasso.
     
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  4. General Artigas

    General Artigas Não tá morto quem peleia

    Negócio é reformar a economia mundial e mandar um pouco desse povo todo pra Marte (terraformação custa absurdamente caro, mas uma hora vão precisar fazer isso, caso contrário "tchau tchau" humanidade).

    Mais uma vez o desgoverno tentando passar a perna naqueles que são contra o aborto indiscriminado. Por que não usar "planejamento familiar" e explicar o que é isso? Ficam querendo fazer bonito, mas na maioria das vezes só faz cagada, vide medidas populistas pra vender carros quando as cidades mal comportam o número atual de veículos, muito menos o meio-ambiente, ainda sai pagando de "país verde".

    A ONU é a coisa mais inútil do mundo. Fazem esses eventos, os países gastam verba pública, ficam semanas debatendo, e no final cada um faz o que quer. Neguinho na Síria se matando há um ano e meio e a ONU só mandou observadores internacionais, tinha que ter iniciado uma operação militar, como fez na Líbia (e lá a guerra civil tinha começado há bem menos tempo quando intervieram militarmente).

    Essa Rio+20 podia muito bem ter sido desenvolvida pelos países sem a ONU, assim criar o comprometimento dos países participantes em cumprir com as propostas do documento final.
     
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  5. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Bem, podemos traçar cenários:

    O primeiro cenário é que se eleve o discurso da esfera do direito para a esfera da consciência responsável e o alcance da proposta se amplie e ganhe peso podendo ser ouvido pelo Vaticano. Isso pode ser bom ou ruim. Se for feito do jeito Chinês é ruim, se mantiver o foco do ideal de cidadão pode ser bom mesmo que leve mais tempo.

    No segundo cenário o discurso não se eleva e se mantem apenas na esfera do direito e cada um vai para um lado sem estudar e sem descobrir as causas do problema. O caos e carência do sistema pressionam naturalmente pela redução de pessoas através de guerra (ou crimes), calamidades naturais, doenças e fome. É a solução mais primitiva e que o Brasil já usa no sistema de saúde. Sem organização a extinção pode chegar e ninguém vai notar.

    Vale notar que a falta de coesão e coerência hoje em muitas pessoas no mundo vai influenciar a direção do processo. Ainda existe risco de que a multipolarização vire uma explosão de pedaços, novos territórios administrativos, países novos, fronteiras e limites novos. Vamos ter que evoluir de um jeito diferente.

    Com certeza já estão elevando o discurso em alguns lugares do globo (unilateralmente). Talvez com o tempo se der certo nos povos pioneiros os outros possam segui-los.
     
  6. Pearl

    Pearl Usuário

    Que é o que eu acho que vai acontecer.

    Pois é. E a pergunta fica: o que mudou da Rio 92 para cá?
     
  7. General Artigas

    General Artigas Não tá morto quem peleia

    Negócio é chegar com a faca no pescoço: países que não cumprirem com o acordo passarão a sofrer embargo comercial daqueles que cumpriram.
    Como a moeda tem dois lados, os dois perdem, mas pelo menos assim cria-se um motivo econômico pro acordo ser cumprido, e torna a ONU ultrapassada (mais do que já é).
     
  8. Pearl

    Pearl Usuário

    E quando esses países forem os EUA ou a China que costumam ser os maiores entraves?
     
    Última edição: 20 Jun 2012
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  9. Tar-Mairon

    Tar-Mairon DARK LORD AND LOVING DAD

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    E que, no geral, pouco se lixam para estas conferências. O Obama nem fez questão de manter as aparências.

    .
     
  10. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Realmente, pelo menos é o que a parte visível do sistema mostra. o_O

    De lá para cá ocorreu algo importante. A partir de 2000 as pessoas começaram a observar um problema no sistema de tendências da UN e das instituições que se baseavam nela.

    Pelo que li, a ONU tendia a desenhar 3 cenários de inteligência para cada indicador, que simulava um estado de coisas pessimista, um estado de coisas realista e um estado de coisas otimista. Mas comparando os relatórios dela com o de outras agências de tendências a parte não visível do ecossistema era completamente ignorada para mostrar apenas a ação humana nas predições. Em relatórios similares era possível ver a inclusão de um estado de caos ou imprevisibilidade na equação que os 3 cenários anteriores demonstravam ser insuficientes:

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    De 2000 para cá houve adição de imprevisibilidade no sistema que obrigou a correção nos relatórios de tendências. Por causa disso a proporção de importãncia ou a relação entre o número e impacto dos fatores que influenciam permanece desconhecida. Tudo o que se sabe é que a ação humana representa bem menos da metade da influência da resultante final das forças da sociedade e podem mudar por causa desde uma chuva que suje de lama o sapato de um estadista até por uma borboleta que voe na África.

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    Na prática e na teoria significa dizer que todo cidadão hoje vive dependendo de mais de 99% de fé literalmente, porque a maior parte do sistema é praticamente invisível. Provavelmente as agências de inteligência dos países desenvolvidos já tenham implementado esse fator oficialmente nos seus cálculos. Entretanto as nações que dependem dos padrões da Onu ficam em grande desvantagem na liberdade de ação e ficam congeladas no tempo.

    Um efeito disso é que toda vez que um país que se baseia apenas nos 3 fatores entra em crise ou guerra rapidamente a poeira levanta e deixa as agências de rating cegas por causa da sobrecarga de dados estranhos no sistema. Os abalos tem sido muitos e o grau de investimento tem sido liberado para empresas individualmente. Como as forças que moldam a sociedade aumentam a ponto de cegar os monitores essas mesmas forças tiveram que ser redistribuídas em pacotes menores.
     
    Última edição: 20 Jun 2012
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  11. Pearl

    Pearl Usuário

    Meu tico e teco ainda está processando tudo que você postou Neoghoster. Pelo que eu entendi, então como está tudo dentro de um modelo de 99% de imprevisibilidade então não existe muito o que fazer. Bom se eu penso que na natureza tudo tende a um equilíbrio (isso em um modelo de milhões de anos) vai acabar que um dia através de uma série de desastres (que temos tecnologia para evitar) vai equilibrar novamente a população. É isso?
     
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  12. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    A bem da verdade seria o contrário, agora é a hora de agir porque nós somos o sistema também. A lógica diz que se somos o sistema nós já estamos agindo nesse exato momento. É importante não ver só de forma linear. A parte não linear do mundo é fundamental.

    Lembra de antigamente nos filmes quando o piloto do avião de caça veterano conversava com o piloto mais jovem e falava algo como:

    "This is not a simulation, son."

    Algo como "Isso não é um simulador, filho", indicando que os seres humanos sempre viveram lutando pelo seu espaço no meio das forças da natureza e que isso não muda não importa o quanto de treinamento ou livros se tenha devorado ou que tenha visto um computador ou programa sobre o assunto. Quer dizer, se sempre vivemos com a imprevisibilidade precisamos melhorar pelas razões certas e não baseado apenas nos modelos preditivos de hoje em dia. Os modelos são só o começo.

    Como vivemos hoje na era do computador (que é também a era do simulador) muitos se decepcionaram com o mundo. Emergiu um grupo caótico de pessoas na sociedade que não vê esperança (fé) em nada, nem na ciência, nem religião nem em qualquer coisa. Para esses o hype tecnológico é a única coisa que motiva o mundo em que a motivação é uma moeda de troca na economia. Se as pessoas acreditam que a versão nova de uma máquina é a única coisa que motiva o homem elas acabam aprisionadas e ficam paralisadas diante do futuro.

    Mas se olharmos a barrinha de cima (cinza claro, amarelo e cinza escuro) ela se parece com o comportamento de oscilação de uma subpartícula atômica. Toda vez que a população se aproxima demais da destruição absoluta de um sistema ou da preservação absoluta de um sistema, internamente aparece uma força na direção oposta (uma seta para cada lado). Não dá para prever em que local ou quando aparece, mas ela gera criatividade e atrito.

    O que devemos fazer é escolher a melhor forma de gerar criatividade produtiva sem atrito, com graça e elegância como ocorre na física. Basicamente a maior parte do mundo hoje é de realistas (que possuem esperança e aceitam seu papel no funcionamento do mundo) e de pessimistas que foram decepcionados e hoje declararam guerra contra os próprios seres humanos.

    Como sempre aconteceu na humanidade, parte do sistema é destruída/reformulada e parte é preservada. É a mesma dinâmica do direito e dever e a proposta de reprodução precisará elevar o nível.
     
    Última edição: 21 Jun 2012
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  13. Pearl

    Pearl Usuário

    8-O

    :uau:

    Nossa eu acho que vou ter que ler mais umas duas vezes para entender direito. O que eu tinha entendido é que como tudo está deixado a própria sorte então o tempo solucionaria o problema, de uma forma ou de outra.

    Mas legal essa questão que você aponta sobre os otimistas/pessimistas.

    Vou dar minha opinião. Sabe aquela coisa que dizem que brasileiro sempre deixa tudo para última hora na hora do aperto? Enfim, não é só brasileiro. Tem tanta coisa em jogo nesse EXATO momento que as vezes agir para daqui a 50 anos fica muito difícil, quase como um nadar contra corrente. É tão fácil governos agirem com ações de curto prazo porque para longo prazo passa a só ser visto por outras gerações e parece taoooo longinquo. Por isso que para várias questões levantadas tanto na Rio +20 quanto na Cúpula dos Povos fica tanto no campo teórico e não prático. E mais, ao longo do tempo a mentalidade muda, os governos mudam, eu falo da Eco 92 para cá tivemos no Brasil 6 governos independentes, com agendas diferentes, como conciliar uma mesma agenda em uma ação a longo prazo? Só se a sociedade pressionasse, mas pressionar como se por um lado existe uma sociedade que estimula o consumo? Educação! Poxa, outro investimento a longo prazo. Mudar a mentalidade das pessoas para uma consciencia para com o outro e também ambiental leva tempo, gerações, e novamente, andamos em círculos.
     
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  14. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Não se preocupe Pearl, logo você vai sedimentar tudo porque me parece que é da sua natureza ter prazer no conhecimento e também intuição.

    O universo é o processador mais sofisticado e sensível já encontrado e a questão não é mais se estamos lidando com um sistema sem inteligência, mas descobrir de que tipo de inteligência estamos falando. Até uma rocha é um processador e portanto dotada de organização capaz de entregar resultados, mas algumas coisas possuem mais inteligência que outras, assim como algumas coisas parecem ser mais vivas que outras. Fico feliz que o Morfindel tenha começado a se perguntar o que é vida porque a pergunta sobre inteligência é outra tão grande quanto ela. Nesse campo o modelo inicial é muito importante antes de buscar material. Se o cidadão busca um modelo de inteligência muito previsível e linear é melhor desconfiar porque pode ser uma piada de mau gosto igual a história da proposta dos direitos sem deveres (só ganharam os holofotes os direitos e os deveres foram negligenciados)

    Se comparamos as projeções da UN, agências de inteligência e empresas de tendências, Escolas militares, roadmaps de empresas da tecnologia, institutos privados e correntes independentes que vão do meio social e filosófico ao religioso e esotérico, na psicologia... todos eles seguem um padrão e criam cenários locais e temporários para se guiar. E cada um corre para um lado nessa hora, os esotéricos por exemplo possuem a própria concepção de futuro e criam cenários de inferno ou de paraíso, a psicologia analisa os sonhos das pessoas, suas motivações e os cenários que elas traçam e por aí vai cada um chamando o futuro de um jeito diferente. Entretanto em escala universal existe o agora e como somos o sistema precisamos aprender a pensar como ele.

    Curiosamente, pensando nisso pude assistir que na entrevista da TV uma das mulheres que apresentou essa proposta falou que faltou maturidade no texto e que o Ban Ki Mon também falou na TV que faltou ambição ao Brasil na proposta. Para ilustrar isso do brasileiro que você comentou li uma vez que as crianças tem uma brincadeira criativa de fazer óculos com lentes coloridas com papel e plástico. Se nós olharmos com cuidado essa brincadeira dá para ver que quando o mundo fica monocromático (usando o óculos de lente colorida) as cores deixam de sobrecarregar o cérebro e é mais fácil perceber coisas que antes não eram vistas facilmente como os movimentos dos atores numa cena que disputavam atenção com todas aquelas cores da imagem (tudo por causa de um filtro colorido na hora certa pela razão certa).

    Precisamos lutar o máximo possível para que o ser humano não fique obsoleto nem que perca partes boas de si mesmo. Já o resto dá para fazer concessões. Da forma como anda vão dizer que o mundo não foi ajudado por falta de ambição ou por falta de maturidade, mas o que falta mesmo é elevar ideais. :)
     
    Última edição: 22 Jun 2012
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  15. General Artigas

    General Artigas Não tá morto quem peleia

    Enquanto os países se cagarem pra esses dois, vai continuar tudo nesse lamaçal.

    Quero ver o dia em que o Brasil, Índia e mais uns dois países com poder econômico grande fecharem os portos pra produtos americanos e chineses, os gringo pira se não têm pra quem vender as bugigangas, e os países embargadores arranjam uma desculpa pra investir nos setores prejudicados pela falta de produtos desses dois países.

    Mas como o Brasil grita pro mundo que o desmatamento diminuiu e incentiva a compra de carros, isso não vai acontecer é nunca.
     

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