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[O Sujo de Sangue][O Prisco]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por O Sujo de Sangue, 7 Jun 2006.

  1. O Sujo de Sangue

    O Sujo de Sangue Usuário

    Porra... faz tempos que não apareço por essas bandas... Tempos mesmo...

    Na época a troca era bem bacana. O pessoal que postava a pampa era Mithrellas, Ka Bral, Clarice Starling, Tinha um outro muleque bom também, que me fugiu o nick...

    Tinha bastante coisa de estilos diferentes, umas crônicas urbanas, umas com uma pegada pulp. Tinha umas menininhas que mandava uns textos mórbidos cheios de violência adolescente.

    Era bacana.

    Vamo ai, ver o que tá rolando, e passando a bola. Vou tentar botar o texto aqui e um pdf em anexo.

    Tô mandando O Prisco, um texto que não vale a impressão.




    O Prisco

    Gregor chega na praça, à noite, e encontra Dudu, Henrique e Brunão – os três chapados de erva – dando risada.

    Ele gosta deste momento do seu dia. Depois de tanto estresse, de uma rotina de resolver problemas diminutos e papelada – apesar de achar que a vida de artista seria diferente, se enganou, os papeis continuam – ele pode finalmente ter uns momentos de descontração e simples conversa jogada fora, onde todos ruminam as questões diárias, fazendo sínteses uns para os outros.

    São espécies de monólogos, onde cada um conta coisas do seu dia enquanto os outros fingem se interessar, esperando por sua vez. Mesmo assim, hora ou outra, alguém contava uma coisa que conseguia chamar à atenção aqueles que estavam fingindo que ouviam (quando na verdade estavam tentando elaborar cada vez melhor o texto de seu turno). Às vezes acabava-se pescando um dos pensamentos do palestrante, e aquele pensamento vinha se misturar com o de síntese do dia dos que escutavam e elaboravam, por vezes até mesmo alterando a forma como poderia se interpretar tal coisa que havia ocorrido.

    Muitas vezes, por exemplo, Gregor vinha pensando em como tinha se dado tal situação do seu dia, e ao ouvir como o outro sujeito observava uma outra situação (às vezes semelhante, outras não), mudava de perspectiva e pensava “Ha! Mas na verdade isso é hilário de cômico, e não trágico!”.

    Como numa vez em que estava aborrecido pela falta de educação das pessoas. Tinha ficado abismado pela maneira seca que a recepcionista do Atendimento ao Aluno tinha atendido um indivíduo.
    Estava pensando como melhor elaborar o texto para contar aos seus amigos do episódio, de uma maneira a provar seu ponto de vista de que as pessoas estão cada vez mais mal educadas, quanto de repente, no meio de seus pensamentos, ele escuta o orador da vez contar sobre como tinha sido uma merda atender um certo cliente seu durante à tarde, que o cara era um insano de tão neurótico. Disse que o sujeito ficou lá por horas, reclamando sobre um pedido que havia sido transviado – um papel do qual ele nem sabia do que se tratava – e que ele iria processar deus e o mundo por causa disso, que o atendente (ele, no caso) era um filho-da-puta alienado que não sabe nem atender um telefone, um Zé que não tem noção de porra nenhuma. Depois o orador, do qual Gregor ouvia a história no meio de seus pensamentos, disse que ainda teve que atender outro cliente, como se nada tivesse acontecido, com toda a calma que teoricamente deveria estar sempre disposto a oferecer na sua profissão.

    Caiu então a ficha de Gregor.

    Quantas vezes será que a garota, que tanto lhe abismara por ter sido “seca” no seu atendimento, tinha ouvido no dia de hoje reclamações de estudantes chatos falando que o pai deles pagam a faculdade e portanto as coisas deveriam funcionar melhor? Quantos não devem ter sugerido, apenas no dia de hoje, que ela era uma incompetente alienada, simplesmente pelo fato de não saber onde estava um certo papel?
    O trabalho dela era basicamente esse: receber papeis, deixar em pastas para outras pessoas pegarem, assinarem, e depois devolverem para as mesmas. Depois de um tempo o aluno deveria vir buscar esses mesmos papeis assinados, e daí colhiam outras assinaturas e depois devolviam para outra sessão de vistos, agora pelo turno da faculdade, num vai e vem incessante. Que culpa ela tinha se um desses papeis não estava na lá? Como ela iria saber onde estava o bendito papel, considerando que são mais de 12 mil alunos, cada qual com seu montante de documentos? O sujeito pede um papel, se estiver lá ela entrega, senão fazer o que? E ainda tem que agüentar o desgraçado xingando três gerações passadas da sua família, e desconfiando da credibilidade sexual da sua mãe porque um maldito papel que ela nem sabe direito do que se trata não está lá! “Eu sei lá onde está esse papel, meu filho! Deve estar debaixo de um donut na mesa de algum diretorzinho de merda ou coisa que o valha, em volta de um monte de outros papeis esperando uma assinatura” – era o que ela tinha vontade de dizer. Mas não dizia, apenas conservava seu rosto o mais impassível possível. O que alguns poderiam encarar como um comportamento seco.

    Que direito tinha Gregor, portanto, com sua moral patética, de censurar o que ele acreditava ser uma descortesia?

    Mudava a perspectiva da situação, e contava o episódio para seus amigos, na sua vez de falar, não sobre a situação diária de uma recepcionista seca e mal educada, mas sim o relato de como um jovem tem hoje em dia que agüentar os trancos na rotina diária do trabalho, como, às vezes, temos que nos segurar para não mandar alguém tomar no cu.

    Bem, enfim. Gregor gostava desse momento do seu dia em que conversava com os amigos na praça, de bater um papo antes de entrar pra casa, terminar seus deveres e finalmente poder dormir o sono merecido.

    Neste dia em específico, Dudu, Henrique e Brunão estavam chapados, como de praxe, e Dudu falava apressado balançando um saquinho de suco Prisco em suas mãos. Gregor perguntou o que ele estava fazendo com aquela porra de suco na praça, à meia noite.

    Dudu então contou que um pouco antes tinha acabado a seda, e, portanto, não tinham nada para bolar a maconha. Ele tinha, conseqüentemente, ido pra casa, resgatar um pedaço de papel de pão. Quando se deu conta do que estava fazendo, estava no meio da cozinha, lotada de gente de sua família, rasgando um pedaço enorme de papel de pão com um ruído bem chamativo e particular. Todos olharão pra ele curiosos. Sua mãe perguntou o que ele estava fazendo.
    Desnorteado, pegou o pacote de suco em pó que estava por perto e disse que o Gregor precisava dele emprestado para fazer um trabalho para a faculdade que consistia de criar massas de modelagem caseiras coloridas, no que o suco fazia parte do processo tendo a função de corante. Sua mãe demorou tanto tempo para entender a história na sua cabeça que até esqueceu que tinha perguntado a ele porque ele estava rasgando um pedaço do papel de pão, e não o que diabos pretendia fazer com um suco Prisco. Aliás, donde tinha surgido aquele Prisco?

    Enquanto todos pensavam no intrigante modo de se usar sucos em pó como corantes de massas de modelagem, Dudu saiu de fininho, com o suco e o papel na mão, para mais uma rodada de erva.

    Gregor ouvia o relato entre alegre e confuso, ao tentar decifrar a história, contada tão depressa, entrecortada de interjeições fortes e risos.

    - Você precisa me dar esse suco então! - Disse Gregor. - Não pode voltar com ele pra casa, senão sua mãe vai desconfiar, começar a pensar na história novamente, e quem sabe até lembre do papel rasgado do pão!

    Dudu, que concentrava todos seus esforços mentais do que sobrava de sua sobriedade no ato de contar a história, até se esquecera que brincava o tempo todo o saquinho nas mãos. Enquanto um lado de seu cérebro se concentrava em discursar o relato, o outro, empírico, responsável pelos sentidos, se concentrava no quão particular era o peso daquele saquinho, no barulho singular que fazia ao se mexer e o quão engraçado era o peso sendo distribuído hora para uma parte, hora para outra, conforme o vai e vem dos pozinhos dentro do pacote.

    Quando Gregor lhe pediu o saquinho este seu lado empírico até tomou um susto. “Como assim você quer pegar meu saquinho tão divertido?” – disse o lado responsável pelos sentidos na cabeça de Gregor. Mas logo seu lado racional, que se concentrava em contar a história, percebia a lógica do pedido. Ele não podia voltar com o saquinho para casa realmente, senão sua mãe poderia lhe indagar sobre coisas que não queria responder. Essa situação ele não queria enfrentar em absoluto! Era sempre um aperreio, e ele era obrigado a inventar uma história do nada para distrair a atenção de todos, como a dos sucos em pó que podem ser utilizados como corantes para massas de modelagem caseiras.

    Deu, portanto, o suco Prisco para Gregor, que o levou pra casa.

    Depois de ouvir a história de Dudu, e, depois de, na sua vez, ser o orador da pequena reunião diária, onde tinha exposto alguma das questões do seu dia, Gregor voltou para casa.
    Automaticamente, uma vez afastado do grupo, logo depois de dar alguns passos sozinhos na noite, já voltava a pensar sobre sua vida e suas preocupações.

    Voltava pensando, esquecido do suco Prisco no seu bolso.

    Ao chegar em casa, antes de preparar a janta, tinha o costume de deixar sua bolsa e suas coisas sobre uma pequena mesinha no canto na cozinha, esvaziando o bolso da carteira e cigarros e do que mais tivesse. Deu um sorriso de canto de boca ao tirar o suco do bolso e lembrar por um átimo de segundo da história do seu amigo. Largou o suco sobre a mesa da ceia (imaginando que alguém poderia se valer dele mais tarde) e preparou sua refeição.

    Terminou de comer e foi direto dormir.

    Mas é importante ilustrar que nesta casa ninguém tinha o hábito de tomar esse tipo de suco. Nunca se viu um desses por ai na dispensa. Há muito nenhum deles via uma embalagem destas, ou prestava atenção em suas marcas, a não ser uma breve olhada nas prateleiras do supermercado.

    Por mais que possa parecer tolo, no dia seguinte, ao se depararem com a visão do suco sobre a mesa, todos se perguntaram de onde ele teria vindo, e ficaram um tempo pensando na questão. Afinal, quem iria chegar com um suco daqueles do trabalho e deixa-lo em cima da mesa? Será que alguém ganhou como amostra grátis no metrô? Ou será que algum dos integrantes da família era um apreciador desse tipo de sucos? Que estranho hábito... Todos achavam que era unânime o fato da Coca-Cola ser muito mais conveniente para matar a sede. Desde quando alguém tinha mudado de opinião? Como ninguém tinha percebido?

    O pai, quando viu o suco logo pensou: será que algum dos garotos gosta? Nunca pensei em compra-los, se soubesse teria comprado dezenas deles quando da hora de fazer as compras do mês. Ele mesmo gostava destes sucos quando era garoto. E, afinal, eram bem mais baratos que os refrigerantes, estes sim, vícios da família. Será que era uma espécie de afronta? Um dos garotos teria deixado o suco ali justamente para o pai se tocar que nem todos necessariamente deveriam gostar da maldita Coca Cola que ele costumava comprar? E que estava na hora dele rever seus conceitos e prestar mais atenção nos outros, e que não custava nada para ele perguntar a opinião alheia na hora de tomar suas decisões sobre o que comprar na despesa?

    O irmão mais velho de Gregor, ao se deparar com o suco na mesa de manhã se lembrou de uma história que Gregor havia lhe contado. Foi pensando nela, enquanto ia para o trabalho, ouvindo Charlie Parker, em meio ao trânsito. Era uma história que ele contava sobre uma época passada, quando ficava até altas horas fumando erva na praça com seus amigos, quando tinham o hábito de desafiar uns aos outros a cumprir certas tarefas, e que a preferida de todos consistia em cada um ir para sua casa e trazer algo gostoso parar comerem juntos. Era divertido porque, além de matar a fome, despertada pelo fumo, ainda era arriscado, pois os movimentos furtivos noturnos poderiam despertar desconfianças nos seus respectivos lares. Ao mesmo tempo, também era uma competição: quem trouxesse a coisa mais gostosa era muito bem aclamado, tido como o herói da noite por proporcionar a todos tão delicioso prazer.

    O irmão mais velho se lembrou dessa história, e pensou se na verdade o suco Prisco encontrado de manhã sobre a mesa não tinha algo haver com aquilo. Será que agora eles estavam trocando de quitutes para comer cada um na sua respectiva casa? Que estranho clube. Que estranha e divertida comunidade de pic-nics noturnos.

    Pensava tudo isso enquanto ouvia um bom Jazz, e se concentrava em desviar do trânsito da melhor maneira possível e encontrar motivos para buzinar. Ou seja, nem tomava nota de tudo o que pensava: na estranha história que tinha criado sobre uma sociedade secreta alternativa de troca de víveres e quitutes.

    O suco Prisco continou na mesa por um bom tempo, despertando, entre os integrantes da família, cada vez novos símbolos e significados

    Gregor depois de um tempo reparou que ninguém tirava aquele suco dali. Ficou pensando se aquilo não era uma indireta, dizendo que ele não podia deixar as coisas jogadas por ai, que se deixasse elas iriam ficar do mesmo jeito, pois ninguém era seu empregado particular e obrigado a ajeitar as coisas que ele deixava jogadas à esmo.

    A empregada, acostumada com os hábitos caseiros, quando se deparou com o suco pela primeira vez ficou surpresa, principalmente pelo fato dele ter aparecido misteriosamente durante a noite. Nunca tinha visto um suco daqueles pela casa. Portanto achou melhor não intervir. Vale tomar nota que a embalagem do Prisco era de um vermelho bem vivo. Brilhava sobre a mesa. Seja lá quem a tivesse deixado por ali, parecia que o tinha feito com um propósito, por um motivo, e, portanto, era melhor não interferir. Era sempre assim com ela: se sentisse segurança num ato, numa ordem (como via à embalagem do Prisco, vermelha sobre a mesa) sempre estava disposta a consentir e não interferir.

    A madrasta, por sua vez, depois de um tempo pensou que era um absurdo de relaxo alguém deixar uma coisa num lugar por tanto tempo e não ter a coragem de remover. É importante saber que o suco ficava numa posição importante sobre a mesa. Muitas vezes ela pensou em joga-lo fora, ou simplesmente guarda-lo de volta na dispensa, já que ninguém iria bebê-lo no momento, mas pensava que isso era tarefa da empregada, e que ela era muito bem paga para fazer seu serviço, e que, portanto, ela própria não deveria se dar ao trabalho.



    Gregor chega em casa chapado de erva. Fazia tempo que não fumava. Mais de anos. Costumava fumar com Dudu e os garotos, mas depois de um tempo perdeu o hábito, e a própria relação com eles tinha esfriado. No começo ainda conversavam bastante, mesmo cada um estando num estado de lucidez diferente. Dudu embriagado de erva e Gregor de pensamentos e projetos, arte e filosofia. Depois de um tempo perderam a conexão, e já há anos mantinham um relacionamento de simples diplomacia entre vizinhos.

    Neste dia (um péssimo dia de entrada de outono), Gregor, muito estressado, pára pra pedir fogo emprestado aos antigos amigos (aos quais reservava atualmente um simples cumprimento ligeiro diário). Dudu, com uma certa seriedade reservada nos olhos, e um meio sorriso debochado na boca, pergunta se tem problema ele acender o cigarro com a brasa do fumo de maconha.
    Gregor, que só quer acender seu cigarro, nem dá bola, e faz uma cara que pode ser entendida como:

    a) foda-se se vocês estão fumando essa merda ou não; ou
    b) pffff... moleques escrotos... continuam fumando maconha.. não têm nada melhor para fazerem de suas vidas?

    O fato é que ele acende o cigarro, e ao sentir o cheiro da erva, um lado da memória do seu cérebro se recorda de tempos passados, que agora ele interpreta como despreocupados, quando ele fumava maconha e se divertia em criar história sobre tudo.
    Devolve o fumo para o amigo, e meio que sem ninguém o perceber, começa-se um certo diálogo, à moda antiga, quando cada um contava sobre coisas do seu dia, e depois se ouvia os outros na suas respectivas vezes.
    Quando o fumo chegou na sua vez, distraído que estava – pois também era seu momento de ser o orador, e ele se concentrava em fazer seu relato – fumou da erva naturalmente.

    Terminada a pequena reunião casual, cada um se dirigiu para casa. Gregor chegou bem chapado. Estava pensando nas questões de sua vida, em suas pequenas preocupações diárias, enquanto preparava a janta, faminto.
    É importante dizer que depois de todos esses anos o suco Prisco em cima da mesa tornara-se invisível. Tudo mundo via ele como o problema de uma outra pessoa, e passaram simplesmente a ignora-lo, como se ele não existisse. Preferiam não pensar nele, e não pensavam. Ele sumiu de suas percepções, de suas vistas. Apesar de estar lá, vermelho (não mais tão vermelho, pois acumulará uma camada de poeira), posicionado estrategicamente sobre a mesa, ninguém mais o via. Tinham esquecido dele.

    Terminada a janta, com uma sede absurda, Gregor se lembrava da época boa em que era um estudante, seu pai ainda não era aposentado, e a mesa e a copa eram muito mais fartas. Lembrava-se daqueles saudosos tempos que podia tomar alguma coisa bem gostosa antes de ir se deitar. De repente, distraído como estava nos seus pensamentos empíricos relacionados aos sentidos, e de como seria bom molhar a garganta, percebeu o suco Prisco sobre a mesa. Quem o haveria deixado ali? Seja lá quem fosse, acho que não se importaria se Gregor o tomasse, pois parecia estar lá por um certo tempo. Pegou o suco, percebendo que envolta dele era possível observar um contorno de poeira, enquanto que no lugar em que o suco estava na mesa permanecia liso e limpo. Despejou o conteúdo numa jarra, misturou à água e o bebeu, se sentindo abençoado pela conveniência de encontrar um suco que nunca teve o costume de figurar entre os víveres da casa bem no momento em que estava com tanta sede. Ficou por um momento curioso em pensar quanto tempo aquele pacote deveria ter ficado por ali sem que ele percebesse, mas logo deixou de pensar nisso para se concentrar no quão delicioso era beber aquele suco.

    A vida valia à pena, afinal.

    =]
     

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  2. Falassion

    Falassion Usuário

    Olha, eu de fato não costumo passar por aqui com frequência, mas não sei porquê me deu vontade.

    E bem, ler seu texto foi um deleite. Um estilo de escrita diferente de todos que já vi, "embolado" e claríssimo ao mesmo tempo.

    Parabéns, e não vejo motivo para que o senhor não volte a escrever aqui com maior assiduidade. =D
     
  3. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Oi, Sujo! Bem vindo de volta, heim! Você vai ver que o Clube está com bastante gente diferente. Nunca mais vi nem a Mithrellas nem a Clarice postando por aqui, mas há um montão de escritores ótimos =)

    Quanto ao seu texto...

    Eu li ouvindo, por acaso, a trilha sonora do As Horas... E devo confessar que imaginar o suquinho na mesa com essas músicas de fundo teve um efeito maravilhoso.

    Bom, o que dizer? Pensei em dar uns toques sobre uns errinhos de português que vi, mas depois percebi que é uma coisa MUITO pequena perto do texto em si, então desencanei.

    Tá muito legal MESMO. É o que o Falassion disse no post acima... Seu estilo tem palavras emboladas e ao mesmo tempo um montão de palavras novas, construções contemporâneas, etc, de modo que ficou muito gostoso de ler. E seu vocabulário é muito bom, fiquei contente pra caramba!

    A história é interessante, porque quando chega na segunda parte, quando ele revê seus amigos, dá pra fazer um contraponto bem legal... Afinal, depois de lermos sobre os amigos dele, dá uma tristezinha gostosa ver eles se olhando de novo num momento totalmente diferente, né?

    E a coisa do suquinho foi genial! Fiquei rindo aqui sozinho, percebendo que um suquinho só conseguiu sucitar várias filosofias dentro da casa, e percebendo que a filosofia toda tá dentro deles, não do suquinho. Malucão, isso.

    Sabe o que me deixou curioso? Quanto desse texto é parte de você. Quer dizer, várias das reflexões da família acerca do suquinho e várias das interrogações, até algumas das situações... não subestimando seu poder de criação, Sujo, mas é interessante descobrir de onde veio tudo isso. Fico imaginando você aí sentado, reunindo todas essas cosinhas que você pensou/ouviu e colocando no "papel".

    E escrever não é justamente isto?

    Muito bom, gostei! =)
     
  4. O Sujo de Sangue

    O Sujo de Sangue Usuário

    Quem falar que não gosta de elogios é um viado =]

    Sei que pra ler esse texto são pelo menos 10 minutos do dia. Se a pessoa ainda tem a capacidade de reservar mais 1 postando algo sobre ele, no mínimo temos que nos sentir lisongeados.

    Ninguém dá mais tempo pra ninguém. :geel:
     
  5. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    *MOMENTO DESABAFO*

    É isso que tem me deixado triste no Clube... Não querendo ser saudosista, mas acho que tinha uma troca maior antigamente, sei lá. As pessoas postavam menos textos e liam mais.

    Eu sei que é meio ranzinza falar, é no que estou pensando.

    =)

    (que sirva de incentivo a todos nós para lermos mais e comentarmos mais, efetuar TROCA)
     
  6. Almië

    Almië cute as a button

    É... o texto é bom!!:yep:
     

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