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O Brasil é realmente laico?

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 11 Out 2010.

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O Brasil é realmente laico?

  1. Sim, totalmente

    0 voto(s)
    0,0%
  2. Sim, em partes

    40,0%
  3. Não, de forma nenhuma

    60,0%
  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Definição:
     
    Última edição: 11 Out 2010
  2. Tonho Hammond

    Tonho Hammond Molusco

    não é por falta de instrução. Como todo Estado, deveria ser.
     
  3. Oromë

    Oromë Purge 'em all

    Não mesmo.
     
  4. Elrond

    Elrond "OFF" it will last two months

    Nunca, isso é utopia.
     
  5. Indily

    Indily Balrog de Pantufas Fofas

    Quisera que realmente fosse...
     
  6. Fëanor

    Fëanor Fnord Usuário Premium

    "Sim, em partes" acaba sendo a mesma coisa que não ser. Com base nisso, não é laico.
     
  7. Náring

    Náring Mad Hatter

    Em teoria, é laico.
    Agora na pratica, de forma alguma.
     
  8. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Infelizmente ainda não
     
  9. BeorZenni

    BeorZenni Usuário

    deveria ser, mas com certeza não é!
     
  10. Hamfast

    Hamfast Melodia e distorção

    Tá mais pra cristão do que laico, inclusive. O pior é ver assuntos religiosos interferindo na escolha de candidatos a cargos políticos, como ocorreu nas últimas eleições.
     
  11. Nihal

    Nihal Ventinha xD

    Em partes, por exemplo, a religião não influi no Estado como antigamente quando só existia o casamento religioso, só se reconhecia o casamento feito pela Igreja;o líder político não é o líder religioso, etc; mas em outras questões deixa ser laico, como quando a religião interfere nas escolhas políticas servindo como critério principal de decisões. Digamos que é um país cristão-liberal.
     
  12. FURIA Da Rossa

    FURIA Da Rossa Rank Configurável??

    O que eu acho:
    Sim, o Brasil é laico. Mas, como todos já sabemos, não é uma questão tão simples de dizer, tal como respondendo sim ou não. Quem diz que não é alega que os políticos foram maciçamente eleitos com base no voto religioso. Mas, na verdade, isso não tem nada a ver. Há que se diferenciar o Estado das pessoas. O Estado em si é laico, assim diz praticamente a totalidade dos constitucionalistas e cientistas políticos. Entretanto, quando você vai verificar a fundamentação, você nota que as alegações são basicamente duas:
    - Ter a Constituição de 1891 abolido a expressão "A Religião Católica é a religião oficial do Brasil"
    e
    - A existência do art. 19, inciso I da Constituição de 1988:

    O que é isso? É a regra constitucional que impede que o Estado constitua cultos religiosos, ao mesmo tempo que obriga o Estado a manter independência para com eles. Significa que o Estado não pode criar um culto, financiar a construção de uma igreja ou fornecer recursos para entidades puramente religiosas. É isso. Mas entre isso aí e dizer que "o Estado brasileiro é laico" há um buraco, ainda.

    "Mas e o direito de consciência e crença? Afinal, o art. 5º, prevê que...
    "

    Ainda assim isso não é um problema para a laicidade ou secularidade do Estado. Não é o suficiente para determinar. É só se ater bem à expressão do inciso I do art. 19. Não obstante, o Ministério Público Federal já está propondo diversas ações diretas de constitucionalidade pedindo a remoção de Crucifixos de locais públicos, alegando a laicidade do Estado (colando o art. 19 da Constituição na petição). Me parece mais uma bravata com motivação nada boa. A quem interessa promover o enfraquecimento do Cristianismo? A quem o Crucifixo constrange? Quanto dinheiro você, contribuinte, está gastando com a manutenção do prego que sustenta aquele objeto na parede? Isso só faz é criar mais sentimento de desunião.

    É de se lembrar que, por mais que o Estado seja laico, essa ideia, originalmente, veio justamente para permitir a liberdade religiosa, um direito fundamental. Não significa que a cultura brasileira (na verdade, a cultura ocidental inteira) não tenha tido influência cristã em sua formação. Inclusive foram cristãos que fundaram os Estados Unidos, país onde a fé é mais abrangente. Os "father founders" fundamentaram nos princípios cristãos a formação do país que se tornou o mais poderoso do mundo. Se há elemento divino por trás de suas conquistas (sejam tais conquistas vistas na perspectiva da glória e desenvolvimento ou das atrocidades que alguns opositores dos americanso os imputam) isso não podemos dizer. E nem digam que "mas foi a maçonaria que fundou os EUA", pois, se se tratou daquela maçonaria anticristã que de vez em quando ouvimos falar, ela prestou foi um desserviço, criando a civilização mais cristã da face da Terra.

    Ainda assim os sujeitos resolveram que o Estado seria laico. Ato de graciosidade, se você for ver bem. A Constituição americana poderia muito bem ter estabelecido que nenhuma religião a não ser a de Jesus Cristo seria admitida naquelê território. Mas eles constituiram um Estado laico nevertheless.

    Posteriormente, a ideia de laicidade do Estado foi explorada de maneira perversa por alguns inimigos dos Estados Unidos. Neste caso, falo de Antônio Gramsci, comunista seguidor de Marx que era um pouco mais inteligente que este, e propôs um método de implantação do comunismo sem revolução, mas com "evolução". Em vez da violência, a arma usada seria a "revolução cultural", o que inclui a invocação de preceitos jurídicos para a afirmação de ideias. Uma delas foi coibir a prática religiosa em escolas e outros locais públicos alegando a separação entre Estado e religião.

    Ora, a sociedade é quem cria o Estado, e são os indivíduos que criam a sociedade. Sem indivíduos, não há que se falar em sociedade muito menos em Estado. O Estado serve ao indivíduo e não o contrário. Assim sendo, o Estado tem mais é que garantir a religiosidade e não permitir a prática de nenhuma forma de perseguição. É desta frase que incidirão algumas divergências, afinal, por impedir a prática religiosa em locais públicos nós estariamos, em nome da separação entre Igreja e Estado, promovendo o bem comum, não? Não. O meio eleito para essa promoção da laicidade do Estado é a depreciação e menosprezo à nossa própria história e cultura. Os mesmos que promovem perseguição aos símbolos cristãos no Ocidente, especialmente aqui no Brasil e nalguns países europeus (Itália, Holanda e Alemanha, para citar somente alguns) não tem coragem de mexer com os muçulmanos. Não se arriscam a atacar seus símbolos, a criticar suas práticas atentatorias dos direitos humanos (apedrejamento, por exemplo), nem a iniciar uma campanha de promoção da separação entre Estado e religião naqueles países. Se realmente faz bem aqui, por que não faz lá também?
     
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