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Mercadante ministro de C&T

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por [F*U*S*A*|KåMµ§], 6 Dez 2010.

  1. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    Alguém me explica por que?
    O que um economista pode dar para essa área?

    Espero que não voltem a lixar o setor de C&T depois do Sergio Rezende.
     
  2. Deriel

    Deriel Administrador

    É a paga dele por ter enfrentado o Alckmin. Deve ter sido aquele ministério que ninguém queria e como ficou meio ali sobrando, deram pro Mercadante. Tipo a embaixada que deram pro Itamar quando ele saiu da presidência.

    Dark Times ahead.
     
  3. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    É o famoso prêmio de consolação pra quem foi derrotado (e merecidamente muito bem derrotado) nas eleições estaduais.
     
  4. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Para a maioria dos casos, não é necessário ser da área do conhecimento que é objeto daquele Ministério. Não é necessário ser médico para ser ministro da Saúde, sequer é a melhor opção. Assim se procede em alguns outros, como Minas e Energia: desnecessário ser engenheiro ou geólogo.

    Mas para Ciência e Tecnologia, um nome que unisse conhecimento técnico e capacidade de administração seria fundamental.
     
  5. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    Pior que durante a estada do Sergio Rezende houve uma guinada na área das ciencias exatas (na minha área Fisica) com projetos e muito financiamento.
    Ele já tinha sido presidente da FINEP e sabia dos problemas e dificuldades de quem busca fazer pesquisa de base.

    Sei lá.
    Vamos ver.
     
  6. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Eu ouvi até algumas pessoas, de algumas áreas, dizendo que estava "sobrando" dinheiro para pesquisa.

    Na verdade não é bem assim. Ter um espaço orçamentário para onde crescer é fundamental, em resultados obtidos e em relevância das pesquisas.

    Mas o governo FHC foi o ápice do estrangulamento do setor univesitário.
     
  7. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    Eu fico com medo da mentalidade de um economista administrando uma area científica.

    Pesquisa de base e de ponta são financiamentos sem retorno. Não adianta. A NASA por mais que venda viajens pro espaço, lançamento de satelites, etc, NUNCA vai se pagar pelos investimentos pesadíssimos dos anos 60/70/80. Principalmente porque financiamento em pesquisa não é um empréstimo fixo, mas algo contínuo. No máximo a NASA se transforma em um setor auto-suficiente, que consegue patentes e serviços que paguem a maior parte das pesquisas.
    O retorno é puramente estrategico, politico, de respeitabilidade, qualidade de vida, segurança nacional, independencia tecnologica, soberania, etc. Não financeiro.
    No mundo inteiro dos países dominantes de tecnologia é assim.

    Claro que tem setores de excessão que conseguem ter retornos imediatos com investimentos de 1 ou 2 anos. Mas a grande parte precisa de financiamentos por pelo menos 10 anos.

    Mas, de novo.
    Sei lá.
    Vamos ver.
     
  8. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Pesquisa gera retorno social sim, quantificado ou não, sob o ponto de vista capitalista ou não. Todo retorno econômico é, necessariamente, social, para alguma parte interessada.

    Acontece que o Estado está preocupado em respaldar a economia e o bem-estar social. Mesmo nos Estados Unidos, tradicionalmente visto como economia laissez-faire, a ausência de controle, interferência ou fomento estatal sempre esteve longe de ser uma verdade. Uma civilização urbana sem forte controle do aparato estatal é algo que jamais existiu.

    Afinal, mesmo o bem-estar dos poderosos fica afetado se a qualidade do mundo à volta deles não for suficientemente boa.

    Pesquisadores e seus equivalentes civilizacionais sempre existiram, em toda a História e em todas as sociedades humanas. Eles são pessoas que colocam a curiosidade à frente do interesse, e muitas vezes pagam o pato por isso, diante de uma população impiedosamente pragmática. Talvez eles existam por instinto, por serem um tipo importante para a preservação e o avanço da espécie. Ou talvez sejam frutos socialmente requeridos da maleabilidade do comportamento humano e da cultura do meio.

    Ocorre que estes pesquisadores também têm outros interesses além de satisfazer suas próprivas dúvidas, e por isso vendem sua força de trabalho ao Estado ou ao meio privado em troca de dinheiro, convenção social cujo valor é poder ser intercambiado com todos os desejos materiais do possuidor.

    Quanto ao retorno social, é preciso entender que, e parece que a população tem uma compreensão cada vez maior disso, o volume investido e o pessoal envolvido não pode ser pequeno. É preciso uma alocação massiva de recursos, para a geração de, como muitos gostam de dizer, emprestando da Física Nuclear, massa crítica. É só a partir dessa massa crítica que pesquisas aparentemente desconexas da realidade local ou global começam a impactar umas sobre as outras e se construírem mutuamente, gerando valor social. Como uma nuvem de "ruído multicerebral" da qual é possível sair coisas geniais.

    Pensando sob este ponto de vista, seria necessário que as pesquisas de interesse local fossem fomentadas massivamente pelo governo, e que aquelas em princípio de teoria "pura" fossem financiadas através de um consórcio mundial, como é a tendência com o ITER, o LCH ou como foi com o Projeto Genoma Humano.
     
  9. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    Esse é um grande problema da física no Brasil depois de décadas de sucateamento que parecia ter mudado nos ultimos anos.

    Em todo mundo para cada 1 físico teórico tem 2 experimentais/aplicado. No Brasil é o inverso, senão pior.
    A principal razão é que física experimental ou física aplicada necessita de investimento pesado. São equipamentos que custam milhares, centenas de milhares, milhões de euros ou dolares. O teórico, em tese, precisa de, talvez, um computador potente pra realizar as contas. Com baixo financiamento, a formação acaba voltada para esses mesmos.
    Pra desenvolvimento, necessita-se de ambos. Dos três, se for separar os físicos experimentais focados nos testes das teorias e os físicos aplicados que fazem o link com a engenharia.

    Tem também a questão que brasileiro é meio megalomaníaco e os que se interessam por fazer física querem ser Einsteins e acham que são supergênios. Muitos depois quebram a cara por verem que não basta apenas insights brilhantes.
     
  10. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    2 Sheldons para 1 Leonard?

    O atraso do país tá explicado.

    Quanto a não ser tudo só insights brilhantes, o próprio Einstein já dizia, em sua frase mais notória.
     
    Última edição: 8 Dez 2010
  11. Raphael S

    Raphael S Desperto

    Malz, eu tava sem óculos e distraído e lí outra coisa no título do tópico.

    Mas o primeiro post também dá uma dica do que eu li errado.

    By Raphael S
    Flooder Vote
     
  12. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    1,5 bilhão de corte e aumentando.
     
  13. Jeff Donizetti

    Jeff Donizetti Quid est veritas?

    Putz...

    Economista pensando em Ciência e Tecnologia?!

    É, Tititica, quer quiser: Tiririca, "Pior do que tá" fica, sim e muito...
     
  14. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Para as "mega" verbas para pesquisa no Brasil, isso é coisa demais.
     
  15. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Isso é só o começo. Calma que o ano tá apenas começando.
     
  16. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    Li que é o segundo setor com maior corte. Atrás de turismo.
     
  17. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Pesquisa só se fode. Na esfera pública ou na privada.

    Em empresas, quando é necessário fazer ajustes, o setor de P&D também sofre com a tesoura, quando ele existe.
     

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