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[L] Vinci [Os Onjue]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Vinci, 30 Nov 2003.

  1. Vinci

    Vinci Usuário

    Vinci [Os Onjue]

    Capítulo 1 : Os Onjue

    Áries era um poderoso guerreiro. Junto a sua flamejante espada, era uma verdadeira máquina de matar.
    Touro era um terrível gladiador. Ao ficar bravo, terremotos surgiam e derrotavam qualquer inimigo.
    Os Gêmeos, senhores da tempestade, tinham personalidade quase que totalmente contrária. Se não fossem ambos lutadore do lado do bem, não teriam nada em comum.
    Câncer era uma sereia que vivia na praia de Heveë. Suas poderosas habilidades aquáticas lhe davam poder sobre as ondas.
    Leão, irmão de Áries, era um mago de habilidades impressionantes. As capacidades mágicas que tinha eram tão conhecidas como a sua apreciação de companhia feminina.
    Virgem era uma dama de bons modos, que gostava de aventuras. Dominava as montanhas, fazendo as brotar do chão.
    Libra era uma pessoa equilibrada. Tinha poderes sobre os quatro elementos, mas não em quantidade tão grande como aqueles especializados num só. Tendia a ordem e ao caos, ao bem e ao mal.
    Escorpião era um bárbaro que todos os dias olhava para o céu e refletia: de que valia sua vida? Felicidade e melancolia eram suas características contrárias.
    Sagitário era um centauro que galopava por toda a terra, combatendo o mal com flechas abençoadas.
    Capricórnio era uma rapariga de comportamento revoltado. Sua magia era poderosa e ela era fielmente servida por Golfer, a escultura de um tigre a que ela dera vida.
    Aquário era o mais poderoso dos magos. A coisa que ele mais buscava em sua vida era o amor de Câncer.
    Primos dos Gêmeos, os Peixes eram um irmão e uma irmã que juntos tinham habilidades incríveis e um intelecto forte.
    Houve um dia em que todos eles se conheceram e abriram mão de suas próprias vidas para aprisionar um único espírito, mais poderoso do que todos eles unidos: Crepúsculo.
    Eles se tornaram cada um uma pedra, os Onjue. Quando todos os Onjue foram colocados sobre um disco chamado Luna, cada um em uma pequena cavidade, formaram uma tranca inquebrável que poderia deter o maligno Crepúsculo.
     
  2. Vinci

    Vinci Usuário

    Capítulo 2 : Reif Acorda

    Abandonado numa planície, a luz da lua cheia, um ser meio estranho. Parecia uma armadura, mas atrás do elmo ao invés de um rosto, haviam apenas dois brilhos amarelados, que provavelmente eram olhos. Embora inconsciente, esta armadura empunhava com uma força enorme uma espada flamejante.
    Em seu elmo, havia um adorno: dois chifres iguais as de um carneiro.
    O som metálico de uma armadura se mechendo: o ser tinha acordado. Levantou-se rapidamente, um pouco abatido. A espada continuava sendo empunhada com grande força. Quando Reif estava consciente, ela brilhava mais que o normal, servindo como lanterna na noite escura.
    Olhou ao redor, girando um pouco pois sua visão não era de trezentos e sessenta graus. Ao redor, grama e algumas árvores um pouco afastadas. No lugar onde estava, o mato estava um pouco mais alto que o comum. Do lado contrário onde estava, viu um bosque de árvores médias com copas grandes. As árvores eram razoavelmente espaçadas.
    Uivos. Eram muitos, porém mantiam uma estranha harmonia. Reif tentou ouvi-los melhor. Estavam vindo do bosque que havia visto.
    Jogou a espada para cima, fazendo iluminar um pouco mais o lugar onde estava. Quando a espada caiu, apanhou-a com precisão incrível.
    Reif não se lembrava de como tinha chegado ali. Ele morava na vila dos elfos e há muito tempo não fazia uma viagem. Embora confuso, não se sentia mal, a não ser pelo cansaço que o dominava.
    Mais uivos. Agora pareciam acompanhados pelo som de passos. Os olhos de Reif brilharam um pouco mais por um instante. Levantou a espada flamejante e correu para o encontro daquele som. Quanto mais corria, mais o som parecia estar próximo.
    O mato não lhe incomodava, e a coragem o ajudava a manter a grande velocidade. Ele sentia que não eram uivos comuns. Eram uivos dos lobisomens, os filhos da noite. Sentiu-se feliz por ter raciocinado corretamente quando encontrou, pouco antes de chegar ao bosque, mais de vinte humanóides com traços lupinos.
    A felicidade se apagou quando se deu conta de que ele e sua espada de chamas poderiam não ser o suficiente para ceifarem vinte lobisomens.
    Rosnar. Uivo. Eram os sons dos filhos-da-noite. Muitos já afiavam as garras. Um combate iria começar... Será que aquelas criaturas não conheciam a arte da diplomacia?
    Reif sentiu-se fatigado. Caso estivesse em estado normal, poderia até pensar em lutar, mas no estado em que estava, não conseguiria matar um. Teria sua vida acabado ali, graças a sua coragem? Seria sua maior qualidade seu maior defeito. Ficou imerso em pensamentos esquecendo um pouco a cena que via.
    Quando finalmente “acordou”, já era tarde. Os lobisomens haviam lhe cercado. Por um momento, viu graça na situação: poderia tentar convencê-los de que aquilo era desonrado e lutar um-a-um. Provavelmente era isso que faria um nobre metido a guerreiro na situação em que estava.
    Quando o primeiro tentou fincar as garras por entre o elmo, Reif caiu, novamente inconsciente. De seu peito, um fino fio esbranquiçado parecido com fumaça surgiu. Confusos, os lobisomens observaram o fato, se afastando um pouco.
    Depois de mais ou menos cinco minutos, o fio tinha já tomado forma: tornara-se um carneiro humanóide, vestindo uma calça com o tórax nu. Era muito musculoso.
    Seus olhos tomaram uma tonalidade vermelha.
    Pulou sobre um dos lobisomens que estavam mais próximos e ceifou-lhe facilmente com as garras. Lançou uma bola-de-fogo num dos que estavam longe quase ao mesmo tempo em que ceifava mais um.
    Antes dos sobreviventes fugirem assustados e com medo, o carneiro já havia matado doze.
    E assim, naquele momento, Reif tornou-se o irmão de Áries.
     
  3. Vinci

    Vinci Usuário

    Capítulo 3 : O Sonho

    Escuridão. A única coisa que Reif podia ver era uma escuridão profunda, uma árvore colossal e uma ampulheta no meio do nada. Algumas estrelas. Névoa.
    O ar parecia mais rarefeito e estava muito frio. De repente, da gigante árvore, saíram doze seres estranhos: um homem grande e forte, com cara de carneiro e chifres grandes. Esse ele já conhecia, ou pensava conhecer.
    Um outro era um minotauro forte, que vestia uma roupa de gladiador e empunhava com força um machado de tamanho incrível.
    No centro da neblina, dois rapazes, muito parecidos, que estalavam o dedo e com isso produziam trovões. Eles riam após isso. Pareciam meio arrogantes, porém até que carismáticos.
    Um mago e uma sereia conversavam, apoiados num rochedo. De onde havia saído aquele rochedo? Reif não sabia. Será que eles podiam criar e desmaterializar coisas ali, como se nada acontecesse?
    De repente, um leão de pelos alvíssimos e juba longa, com um ou dois piercings numa orelha, pulou direto para o topo da ampuheta, quebrando a névoa com as garras potentes. Virou-se e sorriu para uma dama amável de cabelos castanhos, que vestia um vestido vermelho. Olhou para Reif.
    - Oi rapaz! – estendeu-lhe a mão – Você realmente parece com o Áries... Eu sou leão.
    - Oi! – respondeu Reif – Sinceramente, gente, estou confuso... Que são todos vocês?

    Libra sorriu. Seus longos cabelos voavam, talvez pelo efeito da névoa que, como Reif já desconfiava, era produzida pelos gêmeos. Seu vestido branco mal se mechia.

    - Alguns de nós não estão aqui. – disse Áries, se aproximando de Reif – Acho que você gostaria de conhecer Capricórnio... Enfim, temos de lhe explicar o que acontece aqui.
    - Concordo. – disse Reif

    Leão tomou um aspecto mais tenso. Não gostava de falar naquele assunto. Não gostava de falar de Crepúsculo. Iria falar algo, mas viu que Áries já ia começar a falar. Aquele era um que quando começava a falar não parava mais, a não ser quando a irritada da Capricórnio se manifestasse. Mas a Capri não estava lá. Ele ia falar muito...
    Os gêmeos continuavam a se divertir, agora criando poderosos ventos.

    - Nós somos espíritos poderosos e vivemos em Planaria, um lugar onde todas as dimensões se encontram. – começou então a pensar como explicar a longa história – Fora algumas exceções, nós não nos conhecíamos antes... Mas um dia, aconteceu um fato que clamou por nossa união.

    Touro também pareceu tenso. Reif vendo as expressões que aqueles seres faziam, notou que o assunto era desagradável a eles.

    - Bom, de uma dimensão que nunca demos muita atenção, uma dimensão em formação, que até aquele momento era escuridão e trevas, apenas. Libra e Aquário conversaram um pouco e chegaram a uma conclusão simples, que parecia óbvia: era energia mágica se contraindo e formando um novo mundo.
    - E...? – Reif começou a ficar curioso. Seria aquilo tudo um sonho ou estaria acontecendo mesmo? Ou os dois, talvez.

    Agora, Reif pôde notar com clareza que a partir daquele momento a história era desagradável mesmo. Os dois gêmeos que brincavam com seus poderes tinham parado, tamanho o incômodo que sentiam.

    - Bom. A parte da energia mágica estava certa, mas não a de um novo mundo. Grandes porções de mana, que é a energia mágica, se uniram para formar um novo ser, que auto-denominou-se Crepúsculo.

    Leão, apesar de estar incomodado com o assunto, pois detestava Crepúsculo, o arrogante, estava feliz. Era aquele o exato momento em que poderia interromper o eterno discurso de Áries.

    - O que é um nome irônico, pois ele se chamou de rei das trevas sem usar um nome muito espalhafatoso. Pois a noite inicia com o nascer do Crepúsculo e o dia somente nasce com sua morte.

    Descobriu enfim porque todos estavam incomodados. O tal Crepúsculo devia ser osso duro de roer...

    - E onde eu entro nessa história?

    Libra se adiantou, falando antes que Áries pudesse começar um de seus diálogos enormes.

    - Fora de Planaria nós somos apenas espíritos, por isso conversamos com você enquanto dorme. Surgir nessa sua dimensão fisicamente é impossível. Então, escolhemos “irmãos”, que são pessoas boas, parecidas com nós. Esses irmãos terão poderes parecidos com os nossos e em casos extremos, fornecem de sua energia vital para nos chamarem. Você não o fez, mas Áries sentiu-se mal em ver você quase morrendo ali e saiu, consumindo suas últimas energias.
    - Desculpe. – disse Áries, brevemente, coisa que não combinava com sua personalidade: adorava falar e falava demais.

    A história ia se formando, então. Parecia que o quebra-cabeças havia se completado, mas então Reif notou a falta de uma peça. Por que diabos os espíritos queriam estar em sua dimensão. Perguntou isso a Libra.

    - Crepúsculo está aqui, por isso. Ele pode sair de sua própria dimensão, nós não. É por isso.
    - Entendi.

    Alguns deles pareciam não ligar muito para o diálogo com Reif. O mago, a sereia e a amável dama de vestido vermelho conversavam encostados no rochedo sem se importar muito com o que ali acontecia.

    - A propósito... – começou Leão – Áries te carregou até uma cidade próxima, não sei qual nome, mas você está numa estalagem agora, repousando. Fique aí por algum tempo, pois mandaremos os nossos irmãos até você.

    ***
    Reif acordou. Realmente estava num quarto de estalagem. Apesar de modesto, o quarto era bom, e tinha uma cama confortável.
    A janela estava fechada, talvez porque o frio fosse grande. Quando resolveu olhar lá para ver porque estava fechada, notou que estava chovendo. Gêmeos? Talvez.
     
  4. Vinci

    Vinci Usuário

    Capítulo 4 : Chimaera

    Bramour corria com toda sua velocidade – o que não era muito – de um predador bizarro: um ser quadrúpede grande que contava com duas asas dracônicas enegrecidas, e que tinha três cabeças: uma era de um bode negro, com olhos rubros brilhantes, outra era reptiliana, bem parecida com a cabeça de um dragão e a outra era de um leão, só que sem juba. Uma cauda enorme e repugnante saía do corpo da criatura.
    Para Bramour, era simplismente a personificação do capeta. Bramour era um panda gigante que andava como um ser bípede. Estava vestido com uma túnica esverdeada, e corria muito daquele estranho predador.
    Aquele ser o perseguira desde que passara próximo a Orla do Bosque do Lince para ver se as mangas estavam finalmente maduras. Além de não estarem, ainda começou a ser perseguido por aquele bicho estranho.
    Quando viu que se aproximava finalmente da cidade de Garbina, uma pequena esperança de não ser devorado vivo tomou-lhe. Mas essa pequena esperança dissipou-se por inteiro quando foi alcançado: o bicho avançara nele e o fizera cair, quase rolando no chão.
    Tensão. O bicho rosnava, em posição de combate, pronto para avançar novamente. Como faria para se salvar? Estava cansado, e não era lá muito forte.
    Dor. Com garras afiadas, o predador rasgara-lhe a túnica e a pele, na região do tórax.
    Quando isso aconteceu, uma raiva enorme tomou conta de sua mente. Sentiu-se como se estivesse empunhando um machado de grandes proporções e correu, em direção ao seu estranho oponente. Não notou, mas, neste momento, tomara a forma de um minotauro muito forte.
    O ar estava enganando o seu tato? Ele sentia-se REALMENTE empunhando um machado. Como se seu inconsciente estivesse lhe dominando, simulou um golpe de machado contra a cabeça de bode. Para sua surpresa, a cabeça fora decepada. Dor. Agora, voltou a sentir a dor que as garras lhe provocaram.
    A cabeça de dragão começou então a soprar fogo. Bramour se esquivou e se queimara um pouco. O mato ao redor do ataque se queimou, mas a chuva que caía forte apagou isso rápido.
    Fechou os olhos, que começaram a arder de repente. No que os abriu, pois não queria deixar os olhos fechados por muito tempo com aquele perigo eminente, seu inimigo tinha sumido.
    Dirigiu-se para os portões de Garbina, num passo lento, pois estava cansado de tanto que havia corrido. Foi quando ouviu uma voz grotesca pronunciar uma única palavra: Chimaera.
    O bicho que conforme Bramour acreditava, tinha sumido, pulara sobre ele fincando as afiadas garras no peito e mordendo-lhe o tórax.
    Foi quando houveram algumas pequenas explosões no chão. Pedrinhas voavam para todos os lados e pequenos furacões de grãos de terra erguiam-se. Um minotauro vestido-se como um gladiador empunhando um enorme machado aproximou-se por trás de Chimaera. E decepou-lhe as duas cabeças que restavam. Sangue negro vertia dos pescoços cortados.
    Touro deixou o panda num quarto na mesma estalagem em que estava Reif. Iria falar com os Onjue. Iriam interferir nos sonhos dos dois novamente.
    Uma dúvida mortal tomou sua cabeça: teria Crepúsculo descoberto seu plano e começado a mandar seus imundos e repugnantes capangas atrás dos “irmãos”?
     
  5. Vinci

    Vinci Usuário

    Capítulo 5 : Segundo Sonho

    No sonho de Reif, o mesmo cenário do último sonho se repetia: a ampulheta, escuridão, estrelas, a enorme e frondosa árvore.

    - Áries? – perguntou

    Olhou ao redor, procurando Áries, que lhe escolhera para uma grande jornada. Ao redor, escuridão. Teve a impressão de ver uma bola de pelos branca e negra coberta com uma túnica verde meio rasgada. Sua vista já a tinha passado, mas voltou a olhá-la. Aproximou-se um pouco. Era um panda, que estava vestido na túnica, aparentemente destruída por garras, embora que nas costas houvesse um buraco ainda maior do que os causados por essas.
    Com as manoplas, virou o corpo. Aparentemente, estava agonizando. Encarou-o um pouco quando uma mão tocou-lhe nos ombros. Virou-se. Era Touro.

    - É meu irmão. Ele estava fugindo de uma quimera.
    - Assim como eu dos lobisomens. Vocês vão escolher todos eles assim?
    - Não. É justamente disso que vamos falar.

    Touro, que antigamente lhe parecia alegre e descontraído, agora lhe parecia bem mais sério.

    - Crepúsculo?
    - Desconfio.

    Até Reif ficara tenso, então. Seria ele caçado pelo terrível Crepúsculo? Havia se animado com essa missão. A vila dos elfos era muito sem graça, para ele. Mas seria essa nova vida uma aventura sem volta?

    - Meu irmão Áries vai conversar com você, Reif. Irá lhe contar em mais detalhes a história que se passou.

    Touro então saiu, em direção a enorme árvore. Que seria aquela árvore? Perguntaria isso depois, caso tivesse chance.
    O carneiro Áries pulou da árvore enorme, caindo na escuridão estrelada daquele estranho cenário. Aproximou-se de Reif.

    - Meu amigo, hoje vou lhe esclarecer toda a história. Sei que está com dúvidas de que lugar é esse, que aparece toda vez que sonha conosco. Está no lar dos Onjue, em Planaria, embora apenas de espírito. Seu corpo está repousando em sua própria dimensão.
    - Entendo. – disse Reif, feliz porque tinha esclarecido a dúvida que cutucava sua curiosidade – Eu tenho uma dúvida. Crepúsculo existe a quanto tempo?
    - Há muito tempo.

    Chegou no ponto em que gostaria de chegar, então.

    - Como vocês o mantiveram longe por todo esse tempo, então? Quero dizer, ele não é mais poderoso que todos vocês juntos? Digo, porque senão, porque o temeriam tanto... Entende onde quero chegar?
    - Claramente. Na verdade, nós abrimos mãos de nossas próprias vidas para nos tornarmos gemas de energia poderosíssimas, chamadas de Onjues, que é o nome que nos damos atualmente. Nos unimos então sobre um disco chamado Luna. Esse disco tinha doze cavidades, onde estava cada uma das pedras. Esse disco serviria de cadeado para Crepúsculo, para mantermo-os preso em sua dimensão de escuridão e vácuo. Mas ele quebrou esse cadeado, há pouco tempo. Respondi sua pergunta?
    - Sim... – disse Reif, pensativo – É por isso que vocês tem medo dele? Ele tem raiva de vocês?

    Áries ficou meio irritado com a pergunta.

    - Não coloque palavras na nossa boca! Nós não o tememos apenas porque ele é mais poderoso! Coragem e união é nossa crença, nosso credo. Se não acreditássemos nisso, não reuniríamos doze pessoas para derrotarem esse grande e imundo vilão. – disse, quase gritando – A propósito, o segundo escolhido está na mesma estalagem que você, no quarto 12.
    - O.k!
    - Bom... Quanto os Onjue, agora você tem uma dentro de sua alma. E o nome dele é Áries, como eu.
    - Vocês são só pedras, atualmente?
    - Mais ou menos isso...

    Tudo sumira. Voltara ao sono comum. Acordaria no próximo dia e veria o próximo escolhido. Valorizaria a confiança de Áries. Derrotaria Crepúsculo. Ele era claramente otimista.
     
  6. achei interessante.......bem descrito os cenários, os personagens, e a ideia foi boa........c vai postar a continuação aki?
     
  7. Vinci

    Vinci Usuário

    Capítulo 6 : O Baile

    Pouco tempo depois da recuperação de Bramour, que levou uns cinco dias (pelo amor de deus, quem atacou esse rapaz? – perguntava-se Reif), foi anunciado na cidade de Garbina o Baile Anual. Esse baile era sempre bem feito, de modo que algumas pessoas estrangeiras viessem para a cidade apenas para presenciá-lo.
    Talvez a prova disso fosse que todas as estalagens e hotéis estavam lotados. Caso aparecesse um novo irmão, teriam de dividir os quartos ou abandonar a estalagem, despistando assim o maligno Crepúsculo.
    Pensando em irem ao baile, Bramour e Reif conversavam. Enquanto conversavam, Reif se limpava com um paninho branco bem macio. Pelo jeito, ele não queria produzir nenhum risco na armadura.

    - Reif...
    - Que?
    - Você nunca tomou um BANHO não?
    - Não. Na verdade eu sou apenas um espírito, uma forma etérea que escolhe um conjunto de peças e a torna seu corpo físico...

    Bramour pensou um pouco.

    - Então você é só um nuvenzinha com os olhos amarelos?
    - Basicamente.

    Bram achava aquilo muito estranho. Não parecia-lhe muito familiar a idéia de existir um ser sem corpo.

    - E o baile? – perguntou Reif ao amigo – Vamos mesmo? Talvez seja lá que encontraremos a “irmã” de Virgem.

    Ao perceber o ar galanteador que o amigo tinha assumido, Bramour disse:
    - Você pensa em algo com... – e foi interrompido
    - Virgem? Se der certo, porque não?...
    - Você é estranho, rapaz.
    - Eu sei.

    ***
    A noite chegou rapidamente, e uma névoa pouco densa cobria a cidade de Garbina. As estrelas emitiam um brilho fraco, e a lua também. Sem os outros meios de iluminação, teriam uma visão bem mais superficial.
    Seguindo as instruções de Reif, Bramour tinha comprado dois ternos. Para seu tamanho, quase que não encontrara! Talvez era hora de fazer um regime...
    Se Bram já estava um pouco confuso com a idéia de que o amigo era apenas uma forma etérea, desprovida de carne e osso, achou mais estranho ainda o modo como ele trocava de roupa: simplesmente teleportava de uma roupa para outra. A armadura, que estava em posição ereta, caiu com a desequilibração que produziu o teleporte.
    Por isso que ele não precisava de privacidade e não fora a seu quarto para se trocar...
    Saíram da estalagem, ambos com ternos elegantes, Reif usando um chapéu de mago que não combinava com as outras roupas, mas que assim preferia. Bramour com sapatos grandes, que por sorte encontrara num anão que ganhava dinheiro confeccionando sapatos para gigantes (sua última invenção gastara 100 kg de couro cada par!), e aquele era o para gigante-nenê. Serviu direitinho, embora Bram tenha achado isso um pouco bizarro.
    Seguiram para o salão do baile, que não ficava muito longe. Reif olhando para o céu.
    Foi quando viu seis chamas bruxuleantes em altas velocidades, galopando no céu. O que seria? Eles estavam na direção do salão...

    - Gabriel Rachets. – falou Bramour
    - O que são esses? – perguntou Reif
    - Minha família era de pandas caçadores de monstros. Eu sei bastante sobre eles. Bom... Esses aí são lobos tomados por chamas, que voam e tem um galopar sinistro. Geralmente, absorvem o poder daqueles que bebem o sangue.
    - Crepúsculo mesmo. Cara, sinceramente, deve ter um escolhido lá. Senão, ele não se importaria em mandar preciosas forças malignas para cá.
    - Vamos ter de sair da estalagem, também.
    - Eu acho que sim.
     
  8. Vinci

    Vinci Usuário

    Capítulo 7 : A Convocação

    No subterrâneo de uma torre, um mago falava palavras esquisitas em altos brados, lendo-as de um livro que estava num altar de uma pedra cinzenta de textura lisa. Ao redor, velas, mesas bagunçadas com material alquímico e uma estante cheia de livros grossos esquisitos.
    Era um velho muito magro, o nariz longo e pontudo. Óculos meia-lua ajustavam-lhe a vista: sem eles via pior que um cego. Vestia um manto vermelho-escuro. As mãos magras e quase esqueléticas gesticulavam, com certeza gestos que faziam parte do ritual que executava.
    As chamas bruxuleantes das velas ao redor davam um tom gótico ao local, mas não iluminavam direito, de modo que a vista do mago ficasse cansada rapidamente: eram muitas palavras.
    Foi quando uma pequena explosão aconteceu, e uma fumaça avermelhada densa tomou conta do porão, deixando aparecer apenas vultos: os objetos do local, o mago e um pequeno espadachim.
    Quando a névoa dissipou-se um pouco, pode-se ver mais detalhes do pequeno espadachim: ele tinha olhos verdes grandes, cabelos negros bagunçados e espetados, presos. Portava uma enorme katana.

    - Quem é você? – ele perguntou, friamente
    - Eu sou seu mestre, o mago Khan.
    - Mestre? – e riu – Vamos fazer um trato, se você me derrotar em combate, eu até te faço um favorzinho.
    - Deixe de ser insolente. Eu sou muito mais poderoso que você.

    O espadachim irritou-se. Irritou-se tanto que magicamente começaram a sair faíscas esverdeadas de sua katana. Empunhou-a com mais força, e pulou com a intenção de acertar um golpe no mago, que tentou se esquivar. A cabeça do mago então rolou, tingindo o chão do porão de vermelho-sangue.

    - Deixe de ser insolente. Eu sou muito mais poderoso que você. Bah bah bah... – disse em tom de deboche – Tome-lhe, então.

    Saiu então, subindo a escadaria que dava numa porta de madeira. Abriu a porta e deu de cara com a torre bem cuidada do mago. Pela qualidade dos móveis, ele tinha juntado algumas riquezas em vida. Foi a cozinha, pegou algumas provisões e saiu pela porta principal.
    O luar banhava a noite, e o gramado alto ao redor demonstrava que o mago vivia isolado da sociedade: a cidade mais próxima estava a quilômetros de distância.
    Riu novamente, a risada sinistra enchendo o silêncio da noite. O canto melancólico da coruja, que agora apanhava um rato, não era mais o som principal do sombrio cenário.
     
  9. Vinci

    Vinci Usuário

    Quanto ao pequeno espadachim, qualquer semelhança com Brave Fencer Musashi é pura coincidência MESMO. :lol:
     
  10. Vinci

    Vinci Usuário

    Capítulo 8 : Icarow, o lobo

    Icarow caminhava lentamente, em direção do baile. Havia tido um sonho estranho naquele dia. Estava num local negro, contando apenas com apenas uma enorme ampulheta pela qual passava um fio mínimo de areia avermelhada, e uma colossal árvore. Havia visto cada um dos signos do zodíaco. Eles tinham falado de um ser maligno muito poderoso, Crepúsculo. Algo sobre umas pedras Onjues, que agora não lembrava mais. E um leão com traços de humano lhe dissera que o tinha escolhido.
    Onde tinha arranjado inspiração para um sonho tão bizarro? Essa era sua maior dúvida. Mas lembrava-se até tal momento das palavras tão firmes que Leão lhe dissera: “Agora tu és meu irmão, o rapaz! Trata de derrotar Crepúsculo com as garras que lhe concederei”.

    ***
    Assim que avistaram a carruagem em chamas, Reif e Bramour sacaram as armas – o panda tinha comprado um enorme machado num ferreiro anão, bem parecido com o de Touro -, sendo que a katana flamejante de Reif iluminara um pouco o caminho que seguiam: uma rua de pedra que conduzia ao salão Opera.
    As únicas coisas que incomodavam Reif agora era a formalidade que teria aquele baile e o possível confronto com os cachorros do fogo.
    As únicas coisas que incomodavam Bramour era o confronto, que ele tinha certeza que ia acontecer e não tinha medo disso e a fome que ele sentia. Torcia para que houvessem alguns quitutes no baile anual de Garbina.

    - Acho melhor acabarmos com esses patos antes do baile. Quero me divertir um pouco... – disse Reif – SEUS PALHAÇOS, VENHAM AQUI SE SABEM LUTAR!!! – gritou
    - Você é louco, Reif? – perguntou Bramour, irritado com a decisão impensada do amigo etéreo.
    - Eu sou! – disse ele, que provavelmente estava mais se preparando para o combate do que dando atenção a sua advertência.

    Assim que o líder dos cachorros-de-fogo avistou a katana flamejante, lembrou-se das claras instruções de Crepúsculo: caso antes de encontrarem uma mulher com um tigre de pedra acompanhada por uma dama amável e de ar inocente, encontrassem dois guerreiros: um portando uma espada de fogo e outro um panda, deveriam atacá-los.
    Uivo.

    - Não tinha como ser menos impulsivo não, seu palhaço? – foi o que Bramour disse ao ver seis cachorros descendo bruscamente para atacá-los, assim como fariam aves de rapina com suas presas.
    - Bah... Vamos só acabar com a cabeça desses paspalhos. Depois eu juro que não faço mais isso...!

    Sem responder, o panda apenas empunhou seu machado com mais força. Não queria depender do ataque furioso de Touro para sobreviver. Aquilo lhe queimava as energias até o fim. Queria usar de sua própria força.
    Reif, parecendo radiante com sua idéia (que Bramour considerava plenamente idiota) de chamar os cachorros e acabar logo com isso, foi o primeiro que viu quando um dois dos seis se desviaram da rota. Talvez estivessem seguindo o próximo escolhido... Mas não tinha tempo para descobrir isso, pois outros quatro vinham em seu encalço.
    ***
    Icarow ainda caminhava calmamente. Ele parecia um lobisomem, embora seu estado lupino-humanóide fosse permanente. Nascera assim, era um Lupo, não um humano. A capa vermelha esvoaçava, tamanha a força dos ventos que possuíam a cidade.
    Foi quando, instintivamente, fizera com que suas garras crescessem MUITO. Nunca tinha feito aquilo! Lembrou das palavras de Leão... Seria aquilo verdade ou não passaria de um sonho extremamente bizarro? Sentiu suas costas se aquecerem.
    Olhou para trás, súbita e instintivamente. O que viu era tão bizarro quanto o que vira no sonho: um cachorro enorme, bem maior do que um lobo comum, com porções de chamas pouco acimas das patas e nos pelos da cabeça. Como se não bastasse, outro desceu bruscamente do céu, fazendo um barulho dos infernos.
    O caminho de pedra já estava longe da cidade. Era um dos três caminhos que levavam ao Opera. Será que ninguém viria para lhe ajudar? Os monstros pareciam querer encrenca.
    Quando pensou nisso, lembrou-se mais uma vez das palavras de Leão. Aquelas palavras não saíam de sua cabeça!
    Os Gabriel Rachets quase avançaram no lobo quando um barulho os espantou: o som de uma explosão, vindo da Floresta das Brumas.
     
  11. Vinci

    Vinci Usuário

    Pessoal (que pessoal? ninguém lê isso aqui!!!), preparem-se pq agora começa um espetáculo realmente bizarro! O Espetáculo Mais Bizarro Da Terra, nas palavras do célebre André Vianco...
     
  12. Vinci

    Vinci Usuário

    Capítulo 9 : Fatos Bizarros

    Aproveitando o momento que o Gabriel Rachet baixara guarda, Icarow fincou suas garras em sua jugular, fazendo verter sangue vermelho-fogo, que parecia brilhante na escuridão. Sem dar tempo para que o outro lhe visse, saltou, caindo atrás desse.
    Tentou fazer o mesmo que fizera com o primeiro, mas o bicho era inteligente demais para cair num truque tão barato: esquivou, ficando de frente para o agressor. Olhou então bem nos olhos de Icarow. Teve medo daquele olhar assassino tão confiante, mas em instantes recuperou sua auto-estima.
    Com um bater de patas no chão e um uivo, o Rachet fez aparecer fogo ao redor da área de combate, uma chama densa, de modo que fugir fosse no momento uma péssima idéia.
    Icarow simplesmente sorriu.

    - Você está com medo? Para mim, quem tenta impressionar o inimigo é quem está com MUITO medo.

    Rosnar. Icarow percebeu que o Rachet ficou muito bravo com o que tinha dito. Será que ele entendeu? Se tinha entendido, seu plano daria certo...

    - Mas acontece que nem vai funcionar tentar me impedir de fugir. Ou você acha que eu vou tentar fugir de uma criaturinha insolente igual você?

    O Rachet entrou em fúria.

    - Se quer lutar, porque não tenta logo? Desculpe, esqueci que você é muito medíocre para isso, seu cachorro pulguento.

    Icarow conseguiu então o que queria. O bicho pulou em sua direção, tentando cravar os dentes ou as unhas em seu tórax. Como contragolpe, simplesmente usou as garras, utilizando-se do próprio impulso do bicho para causar um dano mais profundo.

    - Na mosca!

    Para ele, aquilo era como uma luta épica, num palco de teatro. Mesmo que ao redor não houvessem espectadores.

    ***
    Os quatro cães desceram rapidamente, dois deles avançando em Reif, que parecia mais perigoso. Um mordeu-lhe rapidamente o braço, fazendo-lhe perder a força e soltar Labareda, sua katana flamejante.
    O outro fincou os dentes em sua jugular, fazendo-o gritar de dor.
    Bramour se perguntou como o amigo sentia dor se era, como ele próprio tinha dito, apenas um espírito, etéreo, sem corpo, sem carne e sem osso. Mesmo com a dúvida possuindo-o, tentou salvar o amigo, ceifando um deles, a cabeça rolando sobre o terno.

    - Eu acabei de comprar, seu palhaço. – disse Reif ao cachorro que ainda estava sobre seu peito. – Suja esse negócio para você ver o que eu faço com essa sua cara feia.

    Em resposta, o Rachet rasgou-lhe o terno, fazendo um corte pouco profundo em seu peito, mas que ardia bastante.

    - Cara feia pra mim é fome, ô coisa feia. – respondeu, parecendo ignorar a dor

    Bram ficou muito irritado. Primeiro, Reif teve aquela idéia inútil de chamar os cachorros, depois, irritava ainda mais o que estava ganhando dele em combate... Seria ele masoquista ou coisa parecida?
    Como que em resposta, Reif socou o estômago do Rachet. O terno, meio queimado graças as patas flamejantes. Pegou sua espada e decepou-lhe a cabeça, vertendo do ferimento o sangue vermelho-fogo que parecia incandescente, refletindo a luz da Labareda.

    - Agora que o combate parou, estou pensando noutra coisa... – disse Reif
    - O que? – perguntou Bram, pensando na idiotice que o amigo iria falar dessa vez.
    - Bom... Eram seis, certo?
    - Aham.
    - Dois desviaram a rota, certo?
    - Aham.
    - Dois me atacaram ,certo?
    - Aham.
    - E os outros dois palhaços?

    Bram olhou súbito para cima, em busca de duas marcas bruxuleantes, pertencentes a chamas. Encontrou-as, em direção do baile.

    - Foram pro baile!
    - Meu amigo... Agora que os ogros vão brigar!!

    ***
    Fogo ao redor do disco metálico que caíra numa clareira na Floresta das Brumas. Fora da explosão daquele objeto que surgiu o som estremecedor que assustara os Rachets.
    Alta tecnologia, propulsores a combustível Oroghi, coisa fina. Tanto dinheiro e trabalho jogado fora. Tudo culpa do piloto.
    Os sobreviventes eram cinco, que estavam meio desolados, ao redor do objeto, se protegendo do frio.
    Tomara que as recompensas que o tal Crepúsculo tinha prometido fossem grandes! Ah se não fossem, eles iriam ficar muito furiosos! Gastaram dinheiro, trabalho e vidas naquilo...!
     
  13. Thrain...

    Thrain... Usuário

    Tem gente lendo SIM! Só agora é q pude postar(meu teclado tava "dando leg").

    A história parece promissora, mas eu tava gostando mais do Autumn Leaf (onde é que ele foi parar mesmo?). O jeito de escrever no intanto é exatamente o mesmo (até os "reflexos" de RPG), e isso é bem legal.

    Pensando nos guerreiros que apareceram até agora eu preciso pergunta, vc joga Warcraft 3 (the Frozen Throne)? :mrgreen:
     
  14. ae sacanagem, tem gente lenu isso aki sim hein hehe!!

    ae a historia ta ficando cada vez mais interessante, e as descriçoes tao boas tb....

    to esperanu a continuação! :mrgreen:
     
  15. Vinci

    Vinci Usuário

    Capítulo 10 : Combates


    Reif e Bramour corriam em direção ao baile, o primeiro um pouco fatigado graças ao encontro que acabara de presenciar.
    Conforme corriam, abandonavam o aspecto selvagem da estrada e alcançavam o salão. Os nobres chegavam em carruagens, provavelmente vindo por caminhos alternativos.
    Ao chegarem, Reif notou uma mulher alta, com belos cabelos castanho-claros que desciam-lhe até pouco abaixo dos ombros, terminando numa leve e sutil ondulação. Ela amansava um tigre, aparentemente feito de pedra. Vestia um conjunto de peças negras junto a um sobretudo azul. Ao seu lado, uma dama que vestia um vestido avermelhado, bem escuro.
    Nesse momento, assustando os nobres a as duas senhoritas, pousaram subitamente os dois cachorros infernais, circulando o local com fogo, assim como fizeram com Icarow.

    ***

    O lobo caminhava, um pouco impressionado com a série de fatos que até tal momento se sucederam. Sua maior surpresa foi, entretanto, quando estava numa descida que dava para o salão Opera, viu um círculo de fogo e o vulto de dois enormes cães.

    ***
    O pequeno espadachim Omatsu se viu cercado de estranhos homens de metal. Eles carregavam armas de formato mais ou menos cilíndrico, também metalizadas.
    O que seriam eles? Concentrou-se, e faíscas esverdeadas começaram a brotar de sua katana.
    Tentou avançar em investida para golpear um, mas recebeu como contragolpe um raio de energia verde que saíra daquela arma que o homem de ferro carregava.
    Uma dor profunda tomou conta dele, e sangue jorrou de seu braço, como nunca antes jorrara. O gramado ralo ao redor tingiu-se de vermelho, tamanha a quantidade de sangue que saíra do pobre rapaz.
    Os homens de ferro atiraram mais algumas vezes contra o espadachim e saíram, achando que estava morto. Aparentemente, estava.
    Faltava-lhe energia. As mãos como resposta dessa falta largaram a katana, que estava tingida com sangue humano. Omatsu não sabia de onde tinha vindo esse sangue.
    ***
    Reif, instintivamente, pulou sobre um, utilizando para aumentar sua força, a raiva que sentia daquela odiosa espécie após o último confronto.

    - Mata ele, Golfer! – disse a bela moça que acariciava o tigre de pedra. A outra moça, que a acompanhava, estava com medo e não se aproximou-se do campo de batalha.

    O tigre de pedra abriu bruscamente os olhos, que antes dóceis, agora pareciam olhos ferinos de um cruel assassino.
    Bramour já lutava contra o outro Rachet, tentando decepar-lhe a cabeça, mas não conseguindo, com medo de que quando tentasse atacar tomasse um potente golpe daquela espécie maldita. Além disso, a esquiva do cão era realmente boa.
     
  16. Vinci

    Vinci Usuário

    Pq? 8O
     
  17. Vinci

    Vinci Usuário

    Capítulo 11 : Mais Problemas

    O guerreiro que antes vestia uma armadura e agora vestia um terno outrora elegante, meio rasgado, lutava contra um cão enorme coberto de fogo.
    A senhorita, o tigre e o panda Bramour davam conta do outro.
    Uma elegante dama fazia pequenas montanhas brotarem do chão, bem debaixo das patas daqueles cães malditos, para tornar o combate um pouco mais vantajoso para seu lado.
    Quando o cão que lutava com Reif cuspiu fogo, ele, demonstrando uma agilidade sobrenatural, provavelmente conseqüência da união com Áries, pulou numa acrobacia incrível, ficando atrás do cão. Fincou a katana no tórax do bicho, causando-lhe uma morte rápida. Correu então para ajudar os outros, quando viu que também já tinham matado aquele.

    - Ainda bem que não é difícil matar esses daí... – disse Reif – Viu Bram, não precisa ter medo... Se eu provoquei eles lá na estrada, pelo menos agora lutamos só com dois...
    - Mas olha o estado dos seus ferimentos, esperto.
    - Bah. É o de menos.

    A moça de cabelos castanhos claros levemente ondulados aproximou-se dos dois. O tigre a seguia. Os olhos eram de um verde bem escuro.

    - Oi! – disse – Meu nome é Lina... Fui a escolhida de Capricórnio.
    - Oi! – disse Reif, antecipando-se – Prazer, escolhido de Áries.
    - Finalmente mais algum sensato aqui nesse grupo. – disse Bram – Ô personalidade difícil que esse aí tem...

    A moça de longos cabelos loiros, que vestia o vestido vermelho, aproximou-se também, seguindo a amiga.

    - Oi, senhorita-escolhida-de-virgem! – disse Reif

    Bram notou rapidamente que o amigo antecipava-se BASTANTE quando começava díalogo com as moças.

    - Oi... – disse ela,tentando falar algo, quando foi interrompida pelo som de pessoas caindo.

    O barulho dos nobres conversando sobre o fato ocorrido foi menor do que o que se sucedera. Várias coisas pesadas caindo ao mesmo tempo.
    Desta vez, Bram foi o que primeiro viu do que se tratava: eram vários humanóides metálicos, que carregavam armas de pequeno porte, que pareciam bestas, só que ao invés de um mecanismo complicado na parte de cima, tinham apenas um paralelepípedo meio cilíndrico, com um buraco no centro. Ainda na parte de cima da arma, haviam duas ventosas metálicas ligadas a uma pequena pedra verde.
    Alguns deles carregavam uma arma mais conhecida pelo panda, carregavam punhais.

    - Os homens de Crepúsculo são rápidos... – disse Bramour

    Reif parou e se escondeu um pouco na escuridão. A primeira atitude minimamente sensata que o panda já tinha visto ele realizar.
    Lina fez um gesto com a mão, disparando num dos homens metálicos uma pequena rocha, disparada com velociddade incrível. Assim que a pedrinha atravessou-o, ele caiu.

    - O que são esses bichos aí? – ela perguntou interessada, meio que para si mesma.

    A escolhida de Virgem sacou uma pequena adaga da manga de seu vestido, e jogou onde normalmente seria o pescoço de um humano. Para sua surpresa, a adaga simplesmente bateu no pescoço daquele homem de metal e entortou-se.
    Um dos robôs que carregava a estranha arma, apertou um gatilho e disparou um raio de energia esverdeada em Reif, que tombou assim que recebera o tiro. A pedra verde da arma brilhara. Nesse exato momento, o panda desconfiou que aquilo eram como bestas, mas disparavam energia, talvez mágica, contida naquela pedra.
    Quando o fio esbranquiçado começou a sair do peito de Reif, Áries tentando salvar o amigo, um robô que carregava o punhal fincou-o no homem, arrancando-lhe as últimas energias. O fio dissipara-se no ar. Reif estava morto.

    ***
    Saindo da Floresta das Brumas, atraído pelo som curioso que os revólveres a laser produziam – uma espécie de zunido irritante -, um dos extraterrestres sobreviventes do disco-voador viu para que o homem que se denominava Crepúsculo queria as armas.
    Ele era maligno. Queria matar. Forçando um pouco a vista, viu um estranho ser caído, provavelmente morto.
    Uma rebeldia enorme tomou conta de seu corpo e alma. Nesse momento, os gêmeos o escolheram. Aquele extraterrestre seria capaz de lutar incessamente contra Crepúsculo.
    Quim era um arleek, um pequeno humanóide que parecia os curingas estampados na maior parte dos baralhos. Era o único arleek da tripulação da nave, e um dos únicos sobreviventes também. Doce ironia.
     
  18. Thrain...

    Thrain... Usuário


    Vc criou um personagem que é um guerreiro PANDA..... num é uma coisa q se vê todo dia....um ser incorpóreo até q é mais "comunzinho" ms um panda?! de qualquer forma, esses dois querreiros existem no jogo que eu falei....
     
  19. Vinci

    Vinci Usuário

    O Reif é tipo o Vivi de FF9, só que ao invés de numa roupa de mago numa armadura...
    Já o Panda é... Ahn... Eu gosto de pandas... :mrgreen:
     

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