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[L] [pmk] [Noite de Chuva]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Excluído004, 15 Abr 2003.

  1. Excluído004

    Excluído004 Excluído a Pedido

    [pmk] [Noite de Chuva]

    Ahm.... é tosquinho, eu fiz faz pouco tempo... tinha uns de criança que eram melhores mas isso foi tudo que restou.... espero que gostem... :roll:

    Noite de Chuva

    Inspirado pela musica Clair de Lune da Orquesta de Philadelphia,
    e por um fato que poderia ter sido real...


    Sempre voltava para sua casa as vinte e trez horas e quinze minutos, geralmente acompanhado de amigos até a estação Saúde, onde tem de descer e despedir-se de seu amigo que continuava até a estação Jabaquara.
    Porém naquela noite, fora para casa às vinte e duas e meia, aproximadamente, pois tivera uma prova prática de Informática. Quase sempre retornava calmo e cabisbaixo, e neste dia não poderia ser diferente, pois os tempos difíceis pelos quais passava ainda não se foram. Preocupações com dinheiro, futuro e amor... o qual o transborda por todos os poros e pode ser visto de longe por qualquer um... Mas neste dia algo estava para acontescer que não estava previsto em seus simples planos rotineiros de mais uma terça feira quase comum.
    Quando vinha saindo do metrô, avistou uma bela jovem, de roupas pretas, sem nenhum acessório, apenas negro, e com lábios na cor vermelha. Com alguns livros na mão, a olhar como se procurasse alguém na multidão, e foi aí então que os olhos se cruzaram, mais apenas por um breve momento, o suficiente para que, ao ir embora, voltasse para trás e dissesse:
    - Ei! Você! Está bonita hoje...
    - Eu? Não... são seus olhos. - disse a garota.
    - Não... você está mesmo... bom.. até logo...
    E então, já prevendo o que aconteceria, continuou a prosseguir seu caminho para casa... ela provavelmente sequer notaria o elogio... caminhou então pensando em muitas coisas, e ao mesmo tempo, em coisa alguma, quando ouve o que não esperava ouvir:
    - Ei! Espera! - disse novamente a jovem.
    - Oi?! - respondeu, estranhando a atitude.
    - É, você menino... espera!
    - O que foi?
    - Você mora perto?
    - Sim, e você?!
    - Não. Posso ir com você até sua casa?
    - Me desculpe, estou sem dinheiro.
    - Não, não sou este tipo de pessoa.
    - Ah, desculpa então, mas por que quer vir?
    - Tive alguns problemas e alguém que eu tava esperando não veio.
    - Ok, vem, a gente vê o que faz...
    E assim prosseguiram juntos rua abaixo em direção a casa.
    - Você mora sozinho? - disse ela.
    - Não, com meus pais.
    - Tem irmãos?
    - Não, sou só eu. Quem você tava esperando?
    - Alguém que demorou e não veio.
    - Hmmm, tá então. Como você chama?
    - Gabriele.... de onde você tá vindo?
    - Da faculdade... de Tecnologia em...
    - Tá... tudo bem, nem precisa falar... deve ser chato ter que ficar falando pra todo mundo.
    - E realmente é, como vc advinhou?
    - Lógica...
    - Hmmm, inteligente você, estou preocupado...
    - Com o que?
    - Com o que vou falar pros meus pais pra você dormir em casa.
    - Ahn...
    - Já sei, digo que vc é uma amiga de colégio e que brigou com os pais e vai dormir hoje e só hoje lá em casa.
    - Ótima idéia... você podia ser ator em?!
    - Hehe... já pensei nisso, mas falta tempo... chegamos... é aqui nesta casa de portão verde.
    Entrando na casa entraram pela sala que estava vazia pois seu pai ainda não havia chegado.
    - Oi mãe!
    - Pensei que era seu pai! - diz a mãe.
    - Teve prova e eu cheguei mais cedo.
    Chegando até a cozinha, onde estava a mãe, demonstrou a ela....
    - Mãe, esta é a Gabriele, uma amiga minha de faculdade... ela teve uma briguinha com os pais e queria um lugar pra ficar e eu me ofereci... ela vai dormir aqui só hoje ok?
    - Bom... tudo bem... está com fome? Qual é mesmo seu nome?
    - Gabriele, não estou com fome.... comi um lanche reforçado na rua.
    - Ok... ela vai dormir no seu quarto ou no dá sua vó?
    - Bom, já que a vó viajou então ela dorme no meu mesmo....
    - Tudo bem... mostra pra ela o quarto.
    - Ah... ok... vem Gabriele, fica a vontade.
    Seguindo-o, subiram as escadas e foram até o quarto.
    - Bom, é meio pequeno mas...
    - Não... tá ótimo.
    - Bom, eu arrumo pra você.
    Depois de posto o lençol e o travesseiro, prosseguiu:
    - Bom.... taí...
    - Obrigado mesmo, por tudo ok? vou ficar te devendo essa, pra sempre....
    - Bom, eu não te conheço mas... dá pra confiar em vc.... pelo olhar... eu vejo muito da personalidades das pessoas pelo olhar.
    - Que bom.... achei legal tuas pelúcias.
    - Ah.... foi uma ex-namorada que me deu.
    - Ah... tá.... bom... você me dá licensa pra me trocar?
    - Ah, claro.... vc carrega pijama na bolsa?
    - Não sempre... mas hoje sim... por que?
    - Por nada... bom... estou saindo...
    Assim, deixou o quarto e desceu para conversar com sua mãe sobre a garota... ouviu alguns sermões por motivo da estranha moça, jantou, e logo após subiu... encontrou sua porta fechada, e ouviu um som de choro.
    - Oi... algum problema? Posso entrar?
    Não ouvindo uma resposta, lentamente abriu a porta e avistou Gabriele deitada e coberta, preparando-se para dormir...
    - O que foi?
    - Nada. - Disse Gabriele, ainda chorando.
    - Ninguém chora por nada... se quizer me contar, sou todo ouvidos.
    - Você já amou alguém?
    - Sim... já... e amo muitas pessoas, que de certo modo julgo especiais...
    - Não, digo, uma pessoa especial, alguém...
    - Ah.. entendi... amei sim... e ainda amo...
    - E já foi correspondido?
    - Raras vezes... por que me pergunta isso?
    - Você é feliz... - disse, já contendo as lágrimas.
    - Nem tanto... só pareço ser feliz para enganar a tristeza...
    Em um impulso de carinho e pena, colocou sua mão sobre a cabeça da garota e acariciou seus cabelos lisos.
    - Você é tão bonita... e inteligente... não merecia estar assim.
    - Eu também acho... mas não sou eu quem julgo né?
    - É.... nem eu... bom, tenho que dormir e....
    - Fica aqui... me dá carinho...
    - Fico... eu pensei que vc estivesse cansada...
    - Tô mais...
    - Mais?
    - Fica aqui...
    E então um silêncio prevaleceu... ficaram por um longo momento lendo palavras escritas nos olhos um do outro... palavras que pediam apenas carinho, amor sem compromisso, que expressavam desilusões da vida... que procuravam colo na mente e no coração de ambos. Sem que nada precisasse ser dito um beijo aconteceu e ele envolveu com seus braços a cabeça de Gabriele. Depois já deitados e abraçados nem uma palavra era ouvida, nenhum ruído... apenas o doce e suave som de beijos, carícias e abraços que pareciam não ter fim. Desnudos se tocaram e se acariciaram com toques e caricias com suas bocas. Naquela noite não houveram relações... Apenas dormiram juntos, no consolo e carinho de seus abraços, no calor de seus corpos e na ternura e simplicidade de um singelo encontro. O unico e último. Dias depois Gabriele ligara avisando que tinha voltado com seu namorado e que ele de nada sabia sobre o fato. Agradeceu o favor e nunca mais ligou novamente.
    Nunca mais voltara a vê-la... porém nunca se esqueceu de tão quanto simples e bonito fora aquela noite... aquele momento simples e eterno em sua mente, essencial para seu coração carente, que a tanto tempo buscava alguém. Algo, um momento para que tudo ao seu redor valesse a pena e fizesse sentido de alguma maneira...
     
  2. Primula

    Primula Moda, mediana, média...

    Cuidado ao usar vocabulário muito complicado. Com erros gramaticais fica muito mais difícil cativar o leitor. Tente passar um corretor gramatical antes de postar (ou edite e vá corrigindo, OK? :wink:)

    Vou comentar os primeiros 2 parágrafos apenas.

    Sempre voltava para sua casa as vinte e trez horas e quinze minutos, geralmente acompanhado de amigos até a estação Saúde, onde tem de descer e seu amigo ficara até a estação Jabaquara.

    Note que a última frase parece quebrada e sem sentido. Ele voltava com amigos e depois tem um amigo que fica...

    Porém naquela noite, fora para casa às vinte e duas e meia, aproximadamente, pois tivera uma prova prática de Informática. No entanto na maioria das vezes retornava calmo e cabisbaixo, e neste dia não poderia ser diferente, pois os tempos difíceis pelos quais passava ainda não se foram.

    Em negrito duas partículas que indicavam reviravolta. A 1a. faz sentido pois é algo diferente do que acontece no parágrafo anterior. A segunda não faz sentido algum, pois não conheço ainda a personalidade do protagonista.

    Isto no nosso meio a gente chama de "excesso de advérbios". Mesmo quando não precisamos temos o comichão de colocar um. Dão um ar de conhecimento de causa, mas se mal utilizados, só dão a impressão que o autor é inexperiente e tá tentando impressionar o leitor.

    O resto do texto parece confuso e forçado, porque o narrador insiste em usar linguagem formal (mais culto? Mais inteligente? Mais romântico?) enquanto os diálogos são do dia a dia. Mais que isso, existe uma pressa em descrever as situações para passar direto para os diálogos.

    Melhor lembrar que romantismo não precisa andar junto com palavras difíceis (deixe as epifanias com o V :lol: ) e podemos passar uma atmosfera onírica com palavras simples. Como as canções dos sertanejos (os de verdade! não esses comerciais que vemos por aí), que tocam fundo na alma das pessoas com suas rimas simples, suas vidas sofridas e iguais...

    É meio difícil não usar palavras difíceis. Eu também tenho esse vício :mrgreen:
     

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