1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

[L] [Laurelin Vox][Sob a Tempestade]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Northern Lad, 12 Mar 2003.

  1. Northern Lad

    Northern Lad Usuário

    [Laurelin Vox][Sob a Tempestade]

    0-Tolice
    Era um fim de tarde frio e cinzento. As luzes do cais começavam a se acender. Julianne permanecia de pé, pálida e terrível, andando contra o vento, em direção ao mar. Suas vestes escuras faziam contraste com sua pele branca, quase doentia. Consigo carregava uma cesta, cujo conteúdo era desconhecido. A cada passo que dava, seguindo em frente, sentia como se seu corpo ficasse mais e mais pesado. O navio estava ali, à sua frente. Não faltava muito. A chama de sua vida, que estava se apagando, conseguiria agüentar até lá.
    Fez-se o sinal da partida da embarcação. Julianne sentiu um arrepio que por pouco não a fez tombar. Ali, ali estava o navio.
    - A passagem, por favor, senhora... - disse o homem que fiscalizava a entrada para o navio.
    Julianne lançou um olhar penetrante no homem. Ele, até então distraído, não havia contemplado com atenção o rosto da pessoa com a qual falava. Olhou em seus olhos, e não pôde suportar a dor com a qual eles o atormentavam. Desviou o olhar.
    - Você... - disse ele. - Novamente você.
    - Homem - disse ela. - Há muitos anos que temos contas a serem acertadas. Agora podemos colocar um ponto final nisso tudo.
    - Como uma assombração você tem sido para mim durante todos esses anos. Um assombração cuja maldição não pode ser desfeita... Uma ameaça constante.
    - Deveria me agradecer. - disse ela - Durante todos esses anos guardei o seu segredo, que se fosse revelado poderia custar-lhe a vida. Se sou uma assombração, este é o momento para que você se livre dela. Basta tomar isto para si. - Julianne mostrou-lhe a cesta. - Deixo aos seus cuidados, você, que atravessa o mar há tantos anos. Entregue isto ao Mago do Porto de além-mar... Este fruto de minha tolice... E de meu amor.
    O homem acolheu a cesta em seus braços. Tirava o pano que cobria seu conteúdo, mas Julianne disse que ainda não era a hora de fazê-lo.
    - E lembre-se que eu a tudo vejo...
    - Lembrarei. Como também farei o que pede com prazer, pois o fardo que me atormenta durante todos estes anos será retirado.

    Assim a Senhora permaneceu no cais de sua terra, e o barco foi-se. Mal sabia o homem que Julianne, mesmo com todo o seu poder de visão, jamais poderia exercer seus talentos naquelas condições doentias.
    No cesto estava sua filha, Eris, que era fruto do amor dela com um ser iluminado, feito de pura energia, que está na Terra há eras incontáveis, muito antes do surgimento do país. Mas agora esse ser de luz não mais se encontrava sobre o solo dos homens. Violando a lei divina, que proíbe àquele povo a posse de um corpo mortal, Oron foi removido para sempre do mundo terreno; e no entanto, também não se encontra no reino celeste: permanece no Limbo, o Eterno Vazio, a espere do juízo final, que julgará mortais e imortais.
    Em Julianne foi depositado um fogo que não poderia ser apagado. Desse fogo surgiu Eris, sua filha; mas ele também consumiu seu corpo de dentro para fora por todo esse tempo.
    E era chegada a hora de seu fim. Ela sentia isso em si mesmo desde que Eris nasceu, que sua hora estava chegando. Depois que o navio cruzou a linha do horizonte, ela saiu sem rumo pelas praias da costa do continente, até que sentiu uma pontada no coração. E neste exato momento, nessa fração de segundos, o fogo celestial consumiu-a por completo, e ela queimou totalmente, mais rápido que a vista humana poderia contemplar. E assim, Julianne desapareceu para sempre face da Terra.


    Agora Eris estava a caminho de uma Ilha abençoada, próxima ao continente. Mas este estava em guerra, enquanto a Ilha ainda vivia em paz. Lá, diziam, habitava um poder forte demais para ser vencido por armas humanas.
    No navio estavam muitas mulheres e crianças, que fugiam da guerra do país para viver em paz na Ilha. Lá não havia governantes, e o povo só desejava a paz e a harmonia. Alguns temiam que o povo do continente pudesse trazer idéias novas - e nocivas - para aquele lugar abençoado; mas a verdade é que o povo do Cais de Erm, daonde vinha a maioria das pessoas do continente, era muito proximamente aparentado do povo da pequena ilha.
    Para lá ia Eris, e de fato um destino maior que qualquer guerra a aguardava; pois era fruto da união dos mortais e dos iluminados, sendo assim uma última esperança para a salvação contra o o mal eminente. Assim acreditava aquele que estava destino a receber Eris.
    Por muitos era chamado de bruxo, ou mago. Era, na verdade, um dos seres de luz, assim como Oron, pai de Eris. Mas Oron assumia forma de anjo, e era de ordem superior, pouco se manifestando aos mortais. Já Eren - assim era seu nome - era mais jovem e menos poderoso. Assumia uma forma humana, de um homem sábio e vivido. Seus cabelos eram compridos e grisalhos, e suas vestes eram sempre castanhas, assim como seus olhos profundos. Vivia entre os homens da Ilha de Brann há muito tempo, apesar de não estar sempre presente. Os eruditos reconheciam sua sabedoria e conhecimento sobre medicina, e sempre davam as boas-vindas quando ele chegava; alguns o temiam, mas também o amavam. Ninguém sabia ao certo daonde ele havia vindo.


    Agora, o navio estava quase chegando na Ilha. O homem que carregava a cesta com Eris sentiu um alívio imenso ao contemplar a costa de Brann. Temia Julianne mais do que tudo, pois só ela sabia de seu crime terrível. E o tinha escondido por todo esse tempo. Mas agora, fazendo este favor, estaria livre.
    Meio dia depois da partida e estavam na costa da Ilha. E no momento em que aquele homem a contemplou, foi envolvido na sina de Eris, e conseguiu perceber isso; no entanto não sabia se essa sina seria boa ou ruim.
     
  2. Northern Lad

    Northern Lad Usuário

    1 - Mago
    Eris trazia em uma pequena sacola de palha muitas frutas, que havia coletado no bosque próximo à casa de Eren. Com ela estava Wil, que era afilhado da Grã-Sacerdotisa Isis, que morava entre as torres gêmeas no topo da montanha. Ele, assim como ela, era órfão de pai e mãe; mas Wil era natural de Brann, enquanto Eris tinha vindo do continente.
    Wil também era um pouco mais velho, e garoto. Costumava contar vantagem por causa disso, mas Eris sabia aonde o orgulho em excesso poderia levar. Eram grandes amigos e se conheciam desde crianças. Ela já era moça há alguns anos, se bem que sangrou mais cedo que as garotas de sua idade. Ele já era maduro, mas ainda não era homem por completo.
    A menina vivia com o mago Eren desde que chegou a ilha, trazida por um homem do qual sequer lembrava o rosto. Sua casa ficava na base da montanha, dentro de uma floresta densa, em um lugar pacífico e sem muito movimento.
    O povo da ilha era pacífico. No entanto, ainda havia aqueles que não simpatizavam com os bruxos da montanha, sobretudo Arch, o Fazendeiro, dono da maior propriedade agrária da ilha. Sua fazenda era grande e ficava na planície, e sua família era grande e muito rica. Não incomodava muito, menos quando Eren ou Isis desciam à cidade. A maioria das pessoas os amavam e pediam bênçãos ou conselhos; outros o temiam; poucos, como Arch e sua família, os odiavam. O Deus dos bruxos era o mesmo Deus das pessoas da ilha, mas o culto era diferente.

    Depois de muito caminhar entre as árvores altas da floresta, chegaram à casa de Eren.
    - Que frutas trazem do bosque da montanha, crianças? - perguntou Eren, com seu largo sorriso.
    - Que notícias traz da guerra do continente, meu padrinho? - perguntou Eris.
    A alegria do rosto de Eren sumiu repentinamente, dando lugar a uma face fria e triste.
    - As coisas continuam as mesmas... Não vai parar tão cedo.
    - Senhor Eren - manifestou-se Wil - como pode ser tão pessimista? Devemos ficar felizes, pois a guerra ainda não nos alcançou!
    - Não ainda. - respondeu o mago. - A cobiça ainda não conquistou os poderosos da ilha... Fugitivos de Erm chegam aos montes. O porto do qual você veio, Eris, está praticamente vazio.
    - Quando vai parar? - perguntou Eris. - Quando teremos de viver sendo ameaçados por um coisa que fica tão longe, mas que pode ser tão perigosa?
    - Quem pode saber?
    - Ora, você pode ver. Você vê na água, você vê na lâmina de uma faca. Você pode ver nas estrelas.
    - Existem coisas além do meu alcance de vista... E não sou tão poderoso quanto você pensa. Isis poderia saber, mas se interrompesse seu trabalho nas Torres da Montanha, a barreira desta ilha abençoada se quebraria, e o mal poderia entrar tão facilmente quanto o ar entra em cada canto, por mais remoto que esteja.
    - E não era você assim como meu pai? - perguntou Eris.
    - Seu pai... É de uma ordem muito superior. E não importa o quão grande fosse nossa súplica, nada o faria sair do lugar aonde está. Está além do alcance de qualquer um.
    Eris se entristeceu, e se retirou da casa do mago rapidamente, sem mais explicações. Wil olhou para Eren, como se o entendesse e também seu destino, e Eren fez sinal para ele ir. Não havia nada mais que ele pudesse fazer quanto a isso.

    - Diga-me, menina - disse Wil. - O que te aflige?
    Eris hesitou em responder. Depois de respirar fundo e conter as lágrimas, disse:
    - A dúvida. A incerteza. Não sei daonde vim, mal sei aonde realmente estou, assim como não sei para onde irei.
    - Mas você tem a mim, e ao mago... E os que oram na montanha sobre luz de lamparinas fracas... Eles, assim como você, sofrem.
    - Desde que cheguei aqui... Tenho passado minha vida trabalhando para o nosso povo. Eu os prezo, e não quero os perder. Mas minha vida é tão passiva... eu tenho tudo o que quero, porque sou filha do meu pai. Não queria que fosse assim. Não queria ter nada, e assim, poder lutar por aquilo que quero, e atingir meus objetivos por mim mesma.
    - Você planta, colhe, trabalha na terra, bem como as outras de sua idade.
    - Será que eu não estou sendo clara? Ninguém aqui me deixa respirar, nem sofrer nenhum arranhão... Eu tenho a floresta, mas ela me sufoca.
    Olhou para os campos verdejantes da planície da ilha. Como queria correr livre sob a chuva naquele lugar! Como queria correr livre, sem ninguém para dizer o que ela deveria ou o que não deveria fazer! Ela não temia nada, apenas a tristeza, apenas a dúvida. Apenas o ócio, apenas a solidão.

    A noite caiu e Wil foi para a comunidade no topo da montanha. Eris não queria voltar para a casa de Eren, mas estava frio e escuro. Não havia estrelas nem lua no céu.
    - Eris - o mago disse. - Sei porque se sente assim. Como você disse, eu vejo nas estrelas, mas também posso ver em sua alma. Sente-se tão confiante e determinada, mas ao mesmo tempo, tão insegura, tão sem conhecimento...
    Eris fez que sim.
    - Percebo que é chegada a hora de eu te dar algo.
    Eren abriu uma pequena caixa de madeira, e nela havia um saquinho. Colocou suas mãos nele, e o conteúdo tilintou.
    Uma pedra. Branca, ela brilhava como a lua cheia, uma jóia cheia de beleza e fulgor, cuja luz jamais poderia ser apagada, mesmo que o mundo inteiro ruísse. - Este é o Coração Sem Mal, que pertencia à sua mãe. Ele será sua proteção e seu refúgio, bem como seu poder e sua coragem.
    Eris pegou a pedra em suas mãos, e sentiu-se confortável, segura e cheia de energia como jamais sentira. Colocou-a em seu pescoço, e a partir desse dia jamais se separou dela, da pedra que o mago lhe dera.
     
  3. Thrain...

    Thrain... Usuário

    Ta interessante... (meio parecidu cum a hist. do Feanor: a mãe morre com o poder da crinça dentro dela, o pai tb morre, e ela tem ma pedra brilhate q nao pode ser apagada :lol:)

    A ilha é só uma ilhazinha ms é grande?


    (tb tá parecendu hist d mangá: tipu, ela é só uma pequena menininha q carrega o poder e a verdade ´pra derrotar todo o mal :lol: )
     
  4. Northern Lad

    Northern Lad Usuário

    O pior que ficou mesmo, hehe... Só quea pedra dela tem poderes diferentes...

    Ah, o pai não morre, ele só é "banido" d forum... digo, do mundo dos homens... e ele fica sozinho no limbo esperando o fim dos tempos :D

    Eh, eu em baseei em alguns mangás pra criar a hist... Mas sao tantos que naum sei se dá pra identificar..

    Brigado peo comentario e volte sempre! :dance:
     
  5. Thrain...

    Thrain... Usuário

    Pois então continue postando.... 8-)
     
  6. Green Arrow

    Green Arrow Usuário

    Ficou bom. Esse eu vou copiar para meu computador.

    Continue postando! :dance:
     
  7. Northern Lad

    Northern Lad Usuário

    Vou demorar um pouco pra postar pq eu tou SOTERRADO de provas e trabalhos, talvez só venha terça, mas eu dou um jeito...

    Obrigado pelo comentário Green Arrow! Comentar eh sempre bom, pq me motiva a escrever! Qndo eu vi o comentario do Thrain ja fiquei com moh vontade de continuar, mas tive que estudar história ¬¬´

    Valeu! :dance:
     
  8. Northern Lad

    Northern Lad Usuário

    2 - Grã-Sacerdotisa

    A cidade estava movimentada naquele dia. Wil se esforçava para vender o artesanato da montanha. Em tempos de indústria, a arte era pouco valorizada por muitos. Ela também se tornava mais cara. Mas arte do povo dele superava de longe qualquer outra da ilha e das terras da costa que fica do outro lado do mar, e tinha o poder dos bruxos.
    O povo da montanha era auto suficiente, pois colhiam aos montes frutos da floresta, além de suas pequenas criações. Só alguns, como Wil, iam até a cidade negociar, pois era preciso de dinheiro para novas contruções e novos investimentos na comunidade. Eram uma excessão naquela época de invenções e tecnologia. Mas amavam o modo pelo qual viviam, e não haveriam de largá-lo por nada.

    O assunto que dominava nas ruas era, sem duvida, a guerra. O mal que vinha de tão longe, meio mundo além daquela ilha pequena e insignificante, já os ameaçavam.
    - O que alguém ia querer em Brann? - perguntou uma senhora que sempre falava com Wil, quando passava pela pequena barraca onde vendia seu artesanato. - Gado? Trigo? O povo da cidade não sabe.

    O povo da montanha sabia.

    - Neste solo - disse Wil - habita um poder, que pode valer muito mais que nossas criações, ou mesmo do que a indústria do continente.
    Sabia que sob o solo sobre o qual pisavam havia um poder incomensurável, e que o que sustentava aquele poder, impedindo que tudo entrasse em colapso, era o que estava no topo da montanha... A Grã-Sacerdotisa.

    Desde que recebera a pedra, Eris se sentia mais segura, pois quando a apertava ou contemplava seu brilho, sentia a presença de sua mãe. Talvez essa segurança a tenha permitido olhar para as coisas mais claramente, com outros olhos. E dali, no alto do pequeno desfiladeiro, que separava o mundo urbano da ilha com o mundo da magia, ela podia ver o terreno do velho Arch.
    Mas não era nele que seu coração se enconcentrava. Pois ele permanecia sempre em casa, coordenando seus empregados o mais rigorosamente possível, quando não estava caçando no pequeno bosque de sua propriedade. Já seu filho mais novo sempre trabalhava na terra e cuidava dos animais. Para ele o coração de Eris se voltou, e, apesar de saber que tanto Eren quanto o velho Arch jamais aprovariam uma relação entre os dois, ela continuava alimentando esse amor. Além disso, o garoto mal a conhecia, e fazia muito tempo que não a via.
    Todos os fins de tarde Eris descia o desfiladeiro e sentava-se, enconstando num velho salgueiro. Bem como a pedra sempre permanecia em seu pescoço, o jovem sempre permanecia em seus olhos. Assim foi por quase uma semana, até que ele notou que era observado. Mas a príncipio não se manifestava, assim como ela.

    Enquanto isso Eren se preocupava com a guerra. Tinha passado o dia tentando enxergar as coisas que acontecem do outro lado do mar, mas a visão que tanto sperava só veio a noite.
    Viu uma mulher, de olhar penetrante e negro. Seminua, ela permanecia no céu, sobre o cais de Erm, e suas asas eram como de dragão. Eren tentou encará-la, mas não pôde suportar quando ela veio sobre o mar em direção a ele. A visão acabou.
    Quando acordou do transe, sentiu um arrepio que penetrou-lhe a alma, e, respirando com dificuldade, saiu e sua casa para olhar o horizonte. O vento veio violentamente, e ele se apoiou na porta.
    - Eris.

    Correu até uma menina que colhia com um grupo perto de sua casa. Elisa era seu nome.
    - Onde está? Onde está Eris?
    Elisa apontou para baixo. O mago ia ao seu encontro, quando a viu subindo a montanha sem um arranhão.
    - Por onde esteve? - perguntou o mago, furioso.
    - Eu estava olhando a cidade...
    - Por que você sempre some?
    - Eu senti... Eu senti um frio sobre mim... que veio topo da montanha, me tomando dos pés à cabeça.
    - Topo? - perguntou Elisa. - Não é onde fica...

    Mas ela não conseguiu terminar o que dizia. O chão tremeu, e colunas de ventanias se ergueram com força tremenda.
    Eren soube rapidamente o que havia acontecido...

    Quando chegaram nos pilares gêmeos, no cume da montanha, a sacerdotisa estava ao chão, e a ventania não cessava.
    - Eu falhei... - disse ela. - Foi mais forte que eu. Eu tentei avisar, mas você não estava consciente.
    - Eu vi uma mulher... ela veio sobre os mares!
    - Ela virá, ela é a Rainha... Durante todo esse tempo eu sacrifiquei minha vida para impedir sua chegada... Durante todo esse tempo eu estive como um espectro sem vida, sem consciência, sem sentimentos, mas agora o meu poder se foi por completo.
    - Isis, se você morrer, tudo ruirá!
    - Para isso veio a menina, Eris que veio do outro do mar... ela tem a luz!
     

Compartilhar