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Emily Dickinson

Tópico em 'Autores Estrangeiros' iniciado por Anica, 4 Out 2008.

  1. Anica

    Anica Usuário

    [align=justify]No Brasil a poesia dessa norte-americana nascida em 1830 é pouco conhecida - pelo menos para aqueles que não circulam com muita freqüência nas praias da poesia gringa. O que não deixa de ser uma pena, visto que tanto a escritora quanto os escritos são interessantíssimos. Ironia das ironias, enquanto a primeira é de uma complexidade de deixar biógrafos de cabelo em pé, a segunda é de tal simplicidade que talvez seja uma das razões pelas quais os trabalhos dela não são tão famosos quanto de outros poetas de língua inglesa.[/align]

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  2. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Ressuscitando o tópico pois estou lendo, me apaixonando pela milésima vez com a poesia da Dickinson. É daquele tipo de poesia que não se importa se o Armagedon está acontecendo lá fora. Ela tem força o suficiente pra recriar o mundo. É quando a poesia consegue algo muito além de simplesmente escrever bons poemas: é quando a poesia consegue criar um Universo próprio.

    E, a propósito, dois links:


    P.S.: E aliás, curioso com essa resenha da Anica lá no Meia =(
     
    • Ótimo Ótimo x 1
  3. Quickbeam

    Quickbeam Rock & Roll

    O texto completo está
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    :

    Emily Dickinson
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    No Brasil a poesia dessa norte-americana nascida em 1830 é pouco conhecida – pelo menos para aqueles que não circulam com muita freqüência nas praias da poesia gringa. O que não deixa de ser uma pena, visto que tanto a escritora quanto os escritos são interessantíssimos. Ironia das ironias, enquanto a primeira é de uma complexidade de deixar biógrafos de cabelo em pé, a segunda é de tal simplicidade que talvez seja uma das razões pelas quais os trabalhos dela não são tão famosos quanto de outros poetas de língua inglesa.

    Em vida, pouco de seus poemas foram publicados. Dickinson na realidade só fez uma tentativa com quatro poesias, mas foi aconselhada pelo editor da Atlantic Monthly, Thomas Wentworth Higginson, a não publicá-los, pois seu estilo de escrita não era “comercial”. Apenas após a morte da poeta que sua irmã, Lavinia, ao encontrar diversos de seus trabalhos, resolveu publicá-los. São mais de 1.800 poemas escritos durante o período em que viveu em Homestead.

    Desses escritos, a maior parte lida com temas como a morte, a vida e a natureza – mas de um jeito bastante leve, simples. O que a diferencia é o estilo, que apresenta um ritmo diferente e a presença constante de travessões. Curioso é o fato de que as primeiras edições de poemas de Dickinson deixavam de lado o que seria considerado ‘extravagâncias’ da escritora, sendo que apenas edições mais modernas trazem os recursos estilísticos originais. Por exemplo, “How happy is the little stone…”, foi escrito assim:

    How happy is
    the little Stone
    That rambles
    in the Road
    alone,
    And doesn’t
    care about
    Careers
    And Exigencies
    never fears –
    Whose Coat
    of elemental Brown
    A passing
    Universe put on,
    And independent
    as the Sun
    Associates
    or glows alone,
    Fulfilling absolute
    Decree
    In casual
    simplicity –
    Mas foi publicado inicialmente assim:

    How happy is the little stone
    That rambles in the road alone,
    And doesn’t care about careers
    And exigencies never fears —
    Whose coat of elemental brown
    A passing universe put on;
    And independent as the sun,
    Associates or glows alone,
    Fulfilling absolute decree
    In casual simplicity.
    Desnecessário entrar na discussão dos males que esse tipo de “edição” pode causar aos trabalhos daqueles que estudam Dickinson, mas de certa forma há de se considerar se atualmente teríamos acesso fácil aos poemas se eles não tivessem aparecido inicialmente na forma “comercial” – embora também há de se questionar a intenção de Dickinson de ser lida, visto que com tantos escritos ela tenha tentado publicar poucos.

    Com isso, chegamos novamente à complexidade da autora, o que de certa forma acaba influenciando muito a leitura de sua obra. Aos 20 anos Dickinson passou a se vestir apenas de branco, e decidiu não mais sair de casa. Recebia os amigos (poucos) em uma sala separada por uma tela, e ninguém além de sua mãe ou irmã podiam vê-la. Além da fama de “esquisita” local, essa reclusão também deu margem a vários debates sobre quais seriam as condições que levaram a poeta a se “esconder”, sendo a mais aceita uma doença (embora não se saiba qual).

    Mas, mais do que isso, talvez o fator mais importante dessa peculiaridade da escritora sejam os poemas como por exemplo “I’m nobody! Who are you?”:

    I’m nobody! Who are you?
    Are you nobody, too?
    Then there’s a pair of us — don’t tell!
    They’d banish us, you know.
    How dreary to be somebody!
    How public, like a frog
    To tell your name the livelong day
    To an admiring bog!
    Para quem ficou interessado no trabalho dessa brilhante poeta e estão com o inglês em dia, não deixem de comprar a edição da Barnes & Nobles, que está custando apenas
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    (não se deixe enganar pelo preço, é um livro importado com mais de 300 páginas e ótimos artigos sobre Dickinson).
     
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    • Mandar Coração Mandar Coração x 1
  4. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    nuss, não lembrava que tinha escrito isso o_O
     
    • LOL LOL x 1
  5. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Também estou lendo por essa edição da Barnes & Nobles! Do ponto de vista custo-benefício, é de longe a melhor.
     
  6. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    As 10 traduções iniciais do Augusto de Campos pra poesia da autora, publicadas na Folha em 86:
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    No mesmo ano em que saiu o "Anticrítico", que contém essas traduções.
     

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