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Como a ciência explica o que chamamos de pressentimento (e por que precisamos dele)

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 19 Mar 2012.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

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    Você vê um amigo de longe e, em questão de pouquíssimos segundos, tem o “pressentimento” de que há algo errado. Quando os dois se sentam para conversar, ele conta que realmente está passando por problemas sérios. Como você sabia? O neurocientista David Eagleman, que dirige o Laboratório de Percepção e Ação do Baylor College of Medicine no Texas, traz uma explicação no livro “Incógnito – As Vidas Secretas do Cérebro”.

    Para entender, imagine outra situação: você e outras pessoas estão diante de uma mesa com quatro baralhos. Cada um precisa escolher uma carta a cada rodada – e o que aparecer nela pode significar perdas ou ganhos em dinheiro. Mas há um detalhe: dois desses baralhos têm mais cartas boas (ou seja, fazem você ganhar dinheiro) e dois têm mais cartas ruins. Quem escolhe o baralho é o próprio participante que está tirando a carta. Em todas as rodadas, enquanto toma a decisão, cada pessoa é interrogada sobre quais baralhos acredita serem bons ou ruins. Quanto tempo você acha que levaria para descobrir isso?

    Um neurocientista chamado Antoine Bechara e alguns colegas fizeram um experimento exatamente assim em 1997 e descobriram que os participantes precisavam tirar, em média, 25 cartas para sacar quais baralhos eram bons ou ruins.

    Mas havia um detalhe: eles também mediram, durante toda a tarefa, as reações elétricas da pele de cada participante – que seriam um reflexo da atividade do sistema nervoso autônomo, responsável pela reação de luta ou fuga, por exemplo. Assim, quando a pessoa se sentisseameaçada, isso seria indicado por esse medidor.

    E foi isso que permitiu uma descoberta espantosa: o sistema nervoso autônomo conseguia decifrar a estatística dos baralhos bem antes que a consciência dos participantes: por volta da13ª carta. A essa altura, cada vez que um deles estendia a mão para pegar a carta de um baralho ruim, havia um pico de atividade elétrica em sua pele – em outras palavras, uma parte do seu cérebro lhes enviava um sinal de alerta, como que dizendo “Cuidado, cara! Esse baralho vai te fazer perder dinheiro!”.

    Mas acontece que a mente consciente dessas pessoas ainda não era capaz de captar a mensagem claramente. Isso se manifestou, então, na forma de um “pressentimento”: elas começavam a escolher os baralhos bons antes mesmo de poderem explicar o porquê.

    Esse pressentimento é necessário para fazermos boas escolhas. O experimento foi repetido com voluntários que tinham danos na área do cérebro responsável pela tomada de decisões – o córtex pré-frontal ventromedial. Descobriu-se que essas pessoas não eram capazes de formar aquele sinal elétrico de alerta na pele. Ou seja, seu cérebro não conseguia compreender as estatísticas tão rápido e, assim, não os advertia. Mas, mesmo quando sua mente consciente finalmente compreendeu quais eram os baralhos bons e ruins, eles continuaram a escolher as cartas dos montes errados. Se a sua consciência sabia o que fazer, mas mesmo assim eles não o faziam, isso indicaria que a atividade “escondida” do cérebro (que se manifesta nesse caso na forma do que chamamos de “pressentimentos”), é essencial para a tomada de decisões vantajosas.

    Reconhecendo rostos

    O resultado desses estudos condiz com uma descoberta posterior relacionada a pessoas consideradas prosopagnósicas – aquelas que são incapazes de reconhecer rostos. Fazendo essa medição dos impulsos elétricos de sua pele, pesquisadores concluíram que elas apresentavam uma atividade maior quando viam o rosto de uma pessoa que conheciam. Uma parte do seu cérebro ainda era capaz de distingui-los. O problema é que isso não chegava à sua mente consciente.

    Voltando ao caso do primeiro parágrafo: o “pressentimento” que você teve em relação ao seu amigo pouquíssimos segundos após olhar para ele provavelmente tem uma explicação parecida. Antes que sua mente consciente sequer tomasse conhecimento de que ele estava ali, é possível que seu cérebro já tivesse analisado sua linguagem corporal e registrado sinais de que havia algo de errado com ele.

    Isso ensina que: 1) Apesar de sua mente consciente (ou aquilo que você considera você) levar o crédito por tudo, ela sabe muito pouco das atividades todas que rolam na sua cabeça – no máximo, ouve sussurros dela. Mas isso não é um problema porque 2) graças a esses “pressentimentos”, podemos tomar decisões vantajosas mesmo sem estarmos conscientes da situação.

    Quer tomar a decisão certa? Jogue uma moeda

    Se a nossa mente consciente sabe tão pouco do mundo em comparação com o que está inconsciente, como podemos acessar as informações que não chegam até ela e tomar boas decisões?

    O neurocientista David Eagleman dá a dica: pegue uma moeda, determine qual face equivale a qual decisão e vá no cara ou coroa. Não, não é que você vai decidir assim, pelo acaso. O truque é avaliar sua sensação depois que a moeda cair. Caso se sinta levemente aliviado com o resultado, essa é a decisão correta para você. Se, em vez disso, se irritar e achar isso ridículo, talvez devesse escolher a outra opção.

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  2. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Re: Como a ciência explica o que chamamos de pressentimento (e por que precisamos del

    Certos resultados obtidos pela neurociência dependem do que se conseguiu da psicologia em experimentos de parapsicologia e paranormalidade da época da guerra fria ou antes e teme-se que sejam usados nas guerras do futuro para fomentar ideologias, derrubar países e manipular a vontade das pessoas.

    Razão pela qual penso que o título mais adequado para esse texto seria usar a palavra teorias ao invés da palavra explicações.

    O aprendizado do universo é oferecido ao ser humano por meio de atração e repulsão, que a biologia chama de (fight or flight/lutar ou fugir) em que a atenção do ser é atraída ou repelida de modo a responder a um plano ou equilíbrio mais amplo no universo. O desafio ou risco vai gerar uma dessas duas respostas.

    Estas respostas, do ponto de vista dos campos é muito semelhante ao magnetismo que atrai ou repele dois campos em que existe obrigatória troca de informações entre um elemento e outro de uma situação ou fricção quando um campo interage com outro.

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    Quando o indivíduo sente atração por algo a troca ocorre em vários níveis e pode ser mais ou menos nítida. No meu caso já tive chance de experimentar correlação fraca ou forte entre uma premonição e outra, por exemplo:

    -Uma noite sonhei que escorregava acidentalmente por uma grande distância em um piso liso e não me machucava. Durante a manhã o carro que me levava derrapou na pista molhada na estrada e sofri um acidente. < Exemplo de correlação fraca de premonição por ter poucos detalhes.

    -Outra noite sonhei que haveria um incêndio criminoso na faculdade por parte de um dos funcionários. Infelizmente achei que fosse só um sonho (apesar de eu ter estranhado que minha mente ficou encarcerada no mesmo fluxo e ritmo por duas noites sonhando a mesma coisa) mas durante a semana aconteceu exatamente como no sonho (o que me deu arrepios porque não conhecia a pessoa que cometeu o fato). < Exemplo de correlação forte.

    Durante o sonho também existem graus de realismo diferenciados (sonhos vívidos versus sonhos caóticos) muito parecidos com o da intuição, mas com aparato mais sofisticado por explorar a semântica de uma forma mais profunda.

    O começo dessas tecnologias de semântica já começa a ser visível no Google e seu novo sistema semântico de buscas, mais holístico e mais cósmico.

    Todavia, o uso de um sistema semântico depende da maturidade de quem o usa e a massa usuária do sistema será pesadamente influenciada pelo flight or fight diante dos significados da rede e poderão esquecer que se pode lucrar ao enfrentar uma situação que provoca medo.

    O reducionismo do conceito de superação ou transcendência poderia perder uma geração inteira por nunca desafiarem o fugir ou lutar.
     
    Última edição: 19 Mar 2012
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  3. Menegroth

    Menegroth Bocó-de-Mola

    Re: Como a ciência explica o que chamamos de pressentimento (e por que precisamos del

    Achei muito foda a dica da moeda.
    Eu, as vezes faço isso e não sabia porque me sentia mal com a escolha considerando que pra mim, a poucos segundos, tanto faria a escolha.

    Muito foda isso.
     

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