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"Chatô", o filme mais longo de todos os tempos

Tópico em 'Cinema' iniciado por Galford Strife, 11 Abr 2015.

  1. Galford Strife

    Galford Strife Jedi Master

     
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  2. Deriel

    Deriel Administrador

    E um cara desses ainda vai conseguir sair de mocinho perseguido na história.

    Lembrando que todo esse dinheiro que ele torrou (inclusive comprando imóveis) é o seu e meu sofrido dinheirinho. Aquele que você paga nos impostos.

    Basicamente esse cara aí, por ter carisma, conseguiu ficar arrancando dinheiro aos borbotões de entidades públicas sem ter competência de entrega o produto.
     
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  3. fcm

    fcm Visitante

    Lamentável.
    Lembro que na minha adolescência há uns 15 anos atrás comprei uma playboy que falava e elogiava muito esse Guilherme Fontes e o filme, já que o Chatô foi um cara diferenciado.
    A ideia é ótima, a biografia do Fernando Morais é muito boa também, meu pai tem e já dei uma lida, só que o cara não conseguiu entregar. É aquela coisa né, com dinheiro dos outros é fácil enrolar e não concluir o projeto.
     
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  4. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Isso me lembra a empreitada do Marlon Brando tentando dirigir A Face Oculta. Nunca havia dirigido nada, decidiu virar diretor, o resultado foi uma porrada de filme gasto e uma tremenda de uma bomba. Bom, hoje em dia o filme é melhor avaliado, embora precise de uma restauração. Quem sabe não ocorre o mesmo com Chatô? Se bem que vinte anos pra fazer um filme é f***, e ainda com dinheiro do contribuinte.
     
  5. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    A Face Oculta não é bomba.
     
  6. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    De bilheteria, digo. Mas mesmo pra época a crítica ficou dividida. Bomba bomba é O Portal do Paraíso.
     
  7. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Sensacionalista não perdeu tempo:

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    :rofl:
     
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  8. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

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    Trailer muito mal montado. Não dá pra tirar muitas conclusões.
    A não ser que o filme esteja tão mal montado quanto foi o trailer, aí dá pra dizer que vai ser bomba.
     
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  9. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Também achei, mas se for como o Cacá Diegues disse, algo tropicaliesco (leia-se cinemanovista), então prefiro ver quando passar na TV. :tsc:
     
  10. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Quem diria que esse filme como tudo onde tem dinheiro público empregado conseguiu ser tão ou mais demorado que vários viadutos, Rodoanel e obras do metrô.

    Só torço pra que ao menos não seja igual a um Chinese Democracy do Guns and Roses que também levou um tempão pra sair do forno e quando finalmente saiu não chegou nem aos pés da expectativa criada.
     
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  11. Jango

    Jango Branca! Branca! Branca!

    O problema de um projeto como esse é que prejudica um sistema que já é frágil e cheio de discrepâncias como é o caso da Lei Rouanett.

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    :squid::squid::squid:
     
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  12. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Entenda por que caso "Chatô" não se repetiria hoje em dia
    Mariane Zendron
    Do UOL, em São Paulo

    27/05/2015 14h57


    Em 1995, Guilherme Fontes estava bombando. Com apenas 27 anos de idade, ele já tinha sido disputado pelas gêmeas Ruth e Raquel (Glória Pires) na novela "Mulheres de Areia" e perturbado vidas como o espírito Alexandre de "A Viagem". No teatro, assumiu de última hora a produção da peça "Desejo" e encheu a plateia. Na mesma época, o cinema vivia a boa fase da retomada, e Fontes não teve dificuldades para receber o sinal verde do Ministério da Cultura para tocar a ideia ambiciosa de levar para as telas a vida de Assis Chateaubriand.

    Sem um único filme no currículo como diretor, Fontes foi autorizado a captar R$ 15 milhões, dos quais conseguiu R$ 8 milhões. Já se passaram 20 anos, e o filme não saiu. Além disso, a Justiça encontrou irregularidades nas prestações de contas, e o dinheiro não foi devolvido aos cofres públicos.

    Para saber o que o cinema brasileiro aprendeu com o caso, o UOL procurou profissionais do setor audiovisual e perguntou a eles se seria possível termos um novo caso "Chatô" no país.

    Mais experiência, mais dinheiro

    Advogado especializado em direito audiovisual, Gilberto Toscano explica que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) foi criando e aperfeiçoando as regras para financiamento de filmes conforme o crescimento do mercado, mas destaca duas medidas que impedem um novo caso "Chatô". "Desde 2006, a Ancine ranqueia os produtores, permitindo que eles captem mais ou menos recursos de acordo com seu histórico de produções", explica.

    Isso quer dizer que, se Guilherme Fontes quisesse fazer seu "Chatô" nos dias de hoje, ele poderia arrecadar no máximo R$ 1 milhão, por ser um diretor estreante. Esse ranking de produtores, que vai de 1 a 7, é progressivo. O cineasta sobe nessa escala à medida que produz e comprova que produziu suas obras. Para ter autorização para captar R$ 15 milhões hoje, ele tem que ter no currículo pelo menos três longas-metragens prontos e exibidos.

    Outra medida destacada por Rosana Alcântara, diretora da Ancine, é o da liberação do dinheiro pela agência só quando o produtor captar 80% ou mais do valor aprovado para a obra. Isso é feito para garantir que o valor dê conta de levar o projeto até o final. O advogado Toscano também explica que, mesmo com todas essas medidas, ainda é possível captar e não entregar o projeto. Hoje, no entanto, o rombo seria bem menor.

    O sistema de classificação (ver tabela) deve ter alterações em breve para aperfeiçoar as regras de captação. Segundo a diretora da Ancine, a ideia é diminuir a quantidade de níveis para simplificar o processo.

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    "A coisa corria mais frouxa"


    Quando Fontes deu início ao seu ambicioso projeto, em 1999, a Ancine, que fomenta, regula e fiscaliza a produção cinematográfica no país, ainda não tinha sido criada. Isso só aconteceria dois anos depois. "Ali era um início da retomada do cinema. Então, a retomada já diz: as regras não estavam tão claras", diz Caio Gullane, que em 1996 fundou a Gullane Filmes com o irmão Fabiano. A produtora foi responsável por filmes importantes do cinema nacional, com "Bicho de Sete Cabeças", "Carandiru", "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias", entre outros. "A fiscalização [hoje em dia] está muito mais em cima. É muito difícil acontecer um caso igual ao 'Chatô'. A gente só tem crescimento no cinema brasileiro", afirma Gullane."Ele ['Chatô'] foi um ponto fora da curva sob vários aspectos: tempo de produção, tempo de captação, formas de organização e etc...", complementa Alcântara.

    "Depois dessa história , a Ancine se burocratizou de uma maneira impressionante", concorda Susanna Lira, diretora e produtora que realizou 17 documentários em sua carreira. "Antigamente, a coisa corria mais frouxa, aí chegava no final e degringolava. Hoje, o produtor tem que ter um controle muito maior em relação às contas. É um trabalho a mais, mas eu prefiro que me questione logo do que chegar no final e uma conta não bater."

    Efeito "Chatô"

    Susanna conta que a burocracia já lhe rendeu situações engraçadas, como ter que escrever cartas para comprovar que é brasileira. "Isso já aconteceu várias vezes. Quando rola uma coisa meio absurda, a gente, que é do meio, diz que é o 'efeito Chatô'", conta ela. "Mas é importante deixar claro que, embora trabalhosa, a burocracia é necessária. É recurso público e tem que ter acompanhamento", diz ela.

    Segundo a diretora, isso vem mudando, mas ainda falta no meio a consciência de que um filme é um produto como qualquer outro. "O audiovisual não pode se ver de maneira especial. Mesmo o pintor que faz uma tela na casa dele tem que pensar na galeria em que ele quer expor, como aquilo vai gerar recursos para ele", diz ela.

    Caio Gullane tem discurso parecido. "Você tem que entregar o que vende, isso em qualquer setor. Se você vende dez carros, você tem que entregar dez carros."

    Apesar de apoiar a regulação, o produtor salienta que as regras ainda precisam de aprimoramento. "Como trabalhamos de forma profissional, não temos nenhum problema em prestarmos conta, mas as regras precisam ser aprimoradas. Nenhum empresário gosta de perder tempo com burocracia."

    Rosana Alcântara afirma que há esforços constantes de ajustes e aprimoramento dos procedimentos de captação da Ancine. "É uma agência reguladora em um mercado muito vivo, muito dinâmico, que sofre muito pelo impacto tecnológico. A agência está sempre ajustando e aprimorando seus procedimentos com objetivo de fazer com que o mercado mantenha uma estabilidade no processo produtivo. Estamos falando de um mercado que tem média de 115 filmes por ano."

    Fonte:
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  13. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

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    Foi em dezembro de 2014, durante as gravações da novela "Boogie Oogie", que Guilherme Fontes finalmente enxergou o fim do túnel para "Chatô", o longa mais polêmico do cinema nacional e que demorou quase 20 anos para ficar pronto. Em um papel de destaque no folhetim global, percebeu que finalmente teria dinheiro para finalizar e distribuir o filme. Exibindo pela primeira vez para imprensa nesta quinta (12) e com estreia marcada para o dia 19 de novembro, ele respira aliviado e torce agora pelo público nas salas.

    Em menos de um ano, ele transformou uma de suas empresas, a Milocos Entretenimento, em distribuidora e começou a investir aos poucos para ter dinheiro suficiente para distribuir o filme sozinho caso não entrasse em acordo com alguma distribuidora tradicional do mercado. E foi isso que aconteceu.

    O UOL apurou que Fontes tentou fechar negócio com duas distribuidoras: Europa e Playarte. A Europa confirmou que houve discussão, mas não acordo. A Playarte disse que não iria comentar o assunto. O ator e cineasta disse que só tentou essas duas e que não fechou negócio "por uma questão meramente burocrática".

    Por conta da polêmica, que inclui diversas acusações a Guilherme de mau uso do dinheiro de leis de incentivo, ele diz que foi muito difícil juntar recursos para essa etapa final, assim como tinha certeza que não seria fácil um acordo com distribuidoras. No entanto, ele ressalta, a relação com essas empresas é ótima. "Eu tinha um pouco de medo. Eu achava que distribuidor era aquele que chegava e levava seu filho embora, mas não, as duas tiveram muito carinho por meu filme".

    Estou mais preocupado agora que não deixem de pensar e falar sobre o filme, mas depois de assisti-lo. Quem falou, excomungou, xingou, essa é a chance agora de não ficar de bobo da parada - Guilherme Fontes, sobre polêmica em torno de "Chatô"

    Mesmo com a negativa, exibir para profissionais de distribuição e exibição lhe deu confiança para enfrentar o desafio sozinho. "Esse mundo digital de hoje aproximou, simplificou e barateou essa operação". Com isso, Fontes fará um lançamento inicial de 40 cópias em formato digital, 25 em São Paulo e 15 no Rio. Isso seria impossível no começo dos anos 2000, quando o filme deveria ter sido lançado, já que foi só a partir de 2008 que o formato digital se popularizou no Brasil.

    Segundo o diretor, o filme será exibido nas principais cadeias de cinema, Cinemark, Cinépolis, Kinoplex, UCI, Estação, Espaço Unibanco. Na semana seguinte, o filme deve ser lançado nos demais estados do Brasil, num total de 150 cópias. "Fazer esse trabalho tem sido minha nova paixão porque distribuir é mesma excitação que os atores têm na noite de estreia. É muito excitante saber que você está envolvido nos processos básicos de lançamento".

    No final de 2014, Fontes foi condenado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) a devolver R$ 71 milhões aos cofres públicos por ter usado dinheiro incentivado e ainda não ter lançado o filme. O diretor recorreu e aguarda nova decisão. À reportagem, o TCU afirma que pediu para que a Ancine avaliasse a obra, mas ainda não há resultado sobre isso. Para Fontes, o processo será vencido em breve. "Tenho vencido os processos que me foram imputados incorretamente".

    Ele garante que não se preocupa muito com o que pensam dele hoje em dia. "Estou mais preocupado agora que não deixem de pensar e falar sobre o filme, mas depois de assisti-lo. Quem falou, excomungou, xingou, essa é a chance agora de não ficar de bobo da parada". Tanta especulação em torno do filme, diz ele, tem sido ótimo para o marketing. "Se eu ganhasse um prêmio agora, seria o de marketing, porque nunca fizeram tanta propaganda do assunto. Mas só vou ganhar esse prêmio se tiver público".

    No final da entrevista, Fontes faz uma recomendação. "Tem que assistir ao filme duas vezes". Para aumentar a venda de ingressos?, questiona a reportagem. "Claro que não", espanta-se ele. "Para você poder pegar todos os detalhes", diz Fontes, sem desistir do prêmio de marketing.
     
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  14. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Pra não tumultuar o tópico de "Aquarius", apesar da polêmica relacionada...

     
  15. Jango

    Jango Branca! Branca! Branca!

    Chatô nasceu velho. Assisti o filme. E o roteiro não empolga. A fotografia é duvidosa e no fim este filme teria funcionado se tivesse sido lançado na época em que foi captado, um momento em que o cinema brasileiro estava se reconstruindo e o padrão das obras era ainda incipiente. Em 2016 esse filme não tem a menor chance concorrer com qualquer obra que seja. O filme envelheceu na ilha de edição.

    :squid::squid::squid:
     

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