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Eventos Akira Toriyama - Mangaká da 9ª Semana

Tópico em 'Anime & Mangá' iniciado por Turgon, 1 Mar 2012.

  1. Turgon

    Turgon 孫 悟空

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    Akira Toriyama nasceu no dia 5 de Abril de 1955 no Japão, na cidade de Kiyosu (localizada no distrito de Nishikasugai, em Aichi). Tornou-se desenhista gráfico, após graduar-se, e em 1977 participou, com Awawa World, de um concurso anual destinado a novos mangakás, promovido pela Shueisha na revista Monthly Young Jump, vencendo.

    Em 1978 publicou Wonder Island, seu primeiro mangá como profissional no nº 52 da revista Weekly Shonen Jump. Em 1979 fez outros mangás, como Highlight Island, seguido por Tomato Girl Detective.

    Em 1980, Toriyama deu inicio a história de uma garota cibernética, cujo mangá chamava-se Dr. Slump, gerando 18 volumes encadernados que alcançou tamanha popularidade, tornando-se o primeiro anime de uma obra produzida por Toriyama. Dr. Slump deu a Toriyama em 1982 o título de melhor shonen do ano no Japão, pela Shogakukan Manga Award mangaká, além de lançar Toriyama a fama e ao reconhecimento nacional.

    Em 1984 veio Dragon Ball, no início como um mangá e em 1986 exibido semanalmente na Fuji TV, tornando-se famoso entre os japoneses devido ao grande carisma, comicidade, enfim ao conjunto existente da obra. Toriyama conseguiu com Dragon Ball tornar-se não só um dos mais importantes e influentes mangakás do Japão, mas simplesmente um dos principais nomes do Japão e do resto do mundo na história da animação japonesa, ao lado de personalidades imponentes como Osamu Tezuka.

    Em 1989, Toriyama desenvolveu em Dragon Ball uma nova abordagem, recebendo o nome na série animada como Dragon Ball Z, que ganhou um clima mais violento e sério, mas mantendo ainda o carisma que a série possuía.

    Dragon Ball dava início também a uma das mais longas séries de todos os tempos. Seu sucesso levou Toriyama a desenvolver uma história por longos 11 anos, produzindo 42 volumes e uma extensão de mais de 10.000 páginas de conteúdo. Além disso, Dragon Ball é sem dúvida nenhuma uma das séries japonesas que mais explorou as fórmulas práticas de merchandising, com uma série de filmes, jogos eletrônicos, áudios e badulaques diversos.

    Não é de se duvidar que Toriyama fez um trabalho perfeito, tendo base em lendas chinesas, além de ter criado um espaço e ambiente de tempo totalmente novo para este anime.

    Seus trabalhos como mangaká após Dragon Ball foram histórias curtas e one-shots como Cowa!, Kajika, Sandland e Neko Majin. Também foi responsável pelo livro infantil Toccio de Angel.

    Como character design, Toriyama esteve a frente nesta função em jogos para video-games como toda a série Dragon Quest e Dragon Quest Monsters, Chrono Trigger (um dos mais aclamados RPGs para o Super Nintendo), Tobal No. 1 and Tobal 2 (Playstation/ SQUARE), a franquia de jogos de Dragon Ball para os mais diversos consoles e a série Blue Dragon, RPG para o console Xbox 360 (Microsoft) dirigido por Hironobu Sakaguchi, aclamado ex-diretor de Final Fantasy. Blue Dragon fez tanto sucesso que além de colaborar com o aumento das vendas do console da Microsoft no Japão (bastante impopular na época), também ganhou uma adaptação animada (porém sem a participação de Toriyama).

    Hoje em dia, Akira Toriyama é considerado o grande mestre dos principais autores do gênero Shonen, como Eiichiro Oda (One Piece), Masashi Kishimoto (Naruto) e Kubo Tite (Bleach), que freqüentemente expressam sua admiração por Toriyama, com pequenas referências em suas obras ou manifestações publicas e artes específicas (como as encontradas nos Kanzenbans de Dragon Ball).

    Toriyama é fundador do Bird Studio, estúdio onde ele costuma trabalhar em seus mangás e projetos. É um dos raríssimos artistas japoneses que tiveram seus trabalhos publicados e exibidos em exposições itinerantes no Japão por alguns anos. E é assunto de destaque em praticamente todos os eventos relacionados a Jump, como em 2008 ao anunciar que após 11 anos de encerramento da série, Dragon Ball retornaria em um curto especial animado exclusivo à série, em comemoração aos 40 anos da revista. Ou em 2006 com sua participação com Eichiro Oda na elaboração do Cross Epoch, crossover entre as séries Dragon Ball e One Piece.

    Em 2009, sua maior obra tornou-se um filme hollywoodiano, financiado pela FOX, mas sem qualquer participação na produção ou roteiro.

    Na sua vida pessoal, pouco sabe-se sobre Toriyama. Continua vivendo em Aichi, é casado (sua esposa chama-se Yoshimi), possui 2 filhos (Sasuke e ???) e raramente se expõe a mídia, o que inclui entrevistas. Toriyama geralmente se auto retrata em suas obras como um simpático robôzinho com máscara de ar ou um japonês de óculos fazendo uso de máscaras de pano ou qualquer outra coisa que cubra seu rosto. Seu filho Sasuke e seus bichos de estimação também já foram retratados em suas obras.

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    Dragon Ball (1984)

    Encontrei um vídeo muito legal sobre a biografia do mestre Akira Toriyama, para quem quiser apenas ouvir um pouco mais sobre seus trabalhos.

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    Akira Toriyama Exhibition

    No Japão os grandes eventos relacionados a animação, jogos e mangás, acontecem com razoável freqüência, afinal esse nicho da indústria de entretenimento movimenta anualmente uma soma incrível de dinheiro. Normalmente esses eventos envolvem dezenas de empresas e milhares de produtos. Museus e exposições referentes a um artista ou empresa são fatos mais raros, como é o caso do Museu Gibli situado na cidade de Mitaka, o Osamu Tezuka que ganhou museu próprio na cidade de Takarazuka após sua morte, o Yanase Takashi Memorial Art Museum (Anpanman Museum) na cidade de Kahoku-cho e o Akira Toriyama que nos anos de 1993 a 1997 teve uma enorme exposição itinerante que se realizou em diversos museus por todo o Japão. Essa exibição levou o nome de Akira Toriyama Exhibition e ao seu término totalizou o incrível número de 3.300.000 de visitantes.

    O Akira Toriyama Exhibition foi reformulado em 1995 e as atrações “interativas” como o modelo em escala da Vila Penguin foram deixadas de lado, para se adequar melhor ao espaço de outros museus como o National Museum of Western Art em Tokyo. O Akira Toriyama Exhibition continha cerca de 400 ilustrações.

    O Akira Toriyama Exhibition passou pelos seguintes museus:


    • Kanagawa – Kawasaki City Museum – 04/12/1993 a 30/01/1994
    • Fukushima-Iwaki City Art Museum – 09/04/1994 a 29/05/1994
    • Kagawa – Takamatsu City Museum of Art - 05/08/1994 a 04/09/1994
    • Hokkaido – Asahikawa Museum of Art - 22/10/1994 a 27/11/1994
    • Fukuoka – LaForet Museum Kokura – 22/12/1994 a 29/01/1995
    • Tokyo – Shinjuku Mitsukoshi Museum of Art – 22/04/1995 a 21/05/1995
    • Aichi – Nagoya Citizen’s Gallery – 06/06/1995 a 02/07/1995
    • Tokyo – The National Museum of Western Art – 20/07/1995 a 27/08/1995
    • Hyogo – Kobe Hankyu Museum – 14/09/1995 a 25/09/1995
    • Akita – Msuda Museum of Cartoon Art – 27/07/1997 a 24/08/1997
    • Hyogo – Kobe Hankyu Museum – 18/07/1998 a 10/08/1998 *

    * Essa exibição de 1998 não foi relacionada apenas ao Akira Toriyama. Ela aconteceu nas comemorações do trigésimo aniversário da Weekly Shonen Jump. A exposição tratava dos principais artistas que tiveram histórias publicadas na revista e na época comentou-se que quem tinha perdido a oportunidade de conferir as ilustrações do Akira Toriyama Exhibition teria a última chance de conferi-las nesse evento.

    Cerca de dois livros referentes ao Akira Toriyama Exhibition foram lançados e comercializados apenas durante os eventos. O primeiro, de 1993, com cerca de 144 páginas e o segundo, de 1995, com 168 páginas, ambos totalmente coloridos e com os textos em inglês e japonês.

    Curtis H. Hoffmann, um dos antigos webmasters do lendário site toriyama.org é um dos poucos ocidentais que escreveram suas impressões sobre o Akira Toriyama Exhibition. Ele as escreveu em Fevereiro de 1994 e são essas impressões que serviram de base para nossa descrição do que consistia o evento:

    “A exposição era enorme, levou cerca de duas horas para olhar tudo. As paredes foram cobertas com páginas originais emolduradas dos mangás Dr. Slump, Dragon Ball, Pink, Chobit e outras histórias curtas. Existem cerca de cinco monitores passando animes em looping. A idéia era que você pudesse olhar o mangá e compará-lo com o anime. Muitos rascunhos a lápis, mostrando os passos e o processo para se finalizar os personagens dos mangás, também estavam expostos.

    Para ilustrar a versatilidade do Toriyama, foram expostas diversas ilustrações do design de personagens criados para Dragon Quest e Torneko, além dos bonecos usados em Apple Pop. Uma seção foi dedicada somente a acetatos de Dragon Ball Z, tanto da série televisiva quanto dos filmes, logicamente os acetatos expostos eram completos, com as imagens de cenário de fundo (background). Muitos produtos relacionados a Dragon Ball e Dr. Slump estavam em exibição em três grandes vitrines, como bonecos, pôsteres, latas de suco com a temática Dragon Ball Z, lápis, toalhas e mais uma infinidade de bugigangas que não estavam a venda.

    As áreas multimídia eram as que mais chamavam atenção e vale destacar algumas delas, como a Vila Penguin construída em escala, com modelos de Arale, Tarou, Akene e Sembe. As faces dos modelos estavam um tanto deformadas, muito gordas e redondas, mas os detalhes eram impressionantes. Em uma outra área tínhamos uma abertura em uma parede criando uma espécie de “box 3D”. Dentro desse “box” foi construído um modelo da ilha do Mestre Kame, com diversos personagens em frente à casa do velho, além de sete esferas do dragão reunidas. Ao fundo, uma parede de vidro estava pintada com nuvens e um céu azul e, quando a luz do “box” mudava, o céu se escurecia e Shenlong aparecia nele em meio a flashs de luz. A ilusão não era perfeita, pois dava para ver a silhueta de Shenlong na parede de vidro ao fundo, quando ainda era “dia” dentro do box, mas de qualquer forma valeu a tentativa, além dos modelos estarem muito bem feitos.

    No meio da área de exibição, um quarto todo escuro foi feito para a projeção de um vídeo em tela grande. Esse vídeo consistia em uma animação com os personagens feitos em acetato, mas com cenários em 3D. Além disso o vídeo também tinha animações em computador dos personagens de Dragon Ball Z, sendo que algumas dessas animações em computador já tinham sido usadas em comerciais dos games de luta de Dragon Ball Z para Super Nintendo. Mas tudo foi editado, formando um único vídeo com a tela se dividindo algumas vezes para dar um efeito mais impactante, com diversas ações acontecendo ao mesmo tempo. Não há muita história, apenas Freeza, seu pai e Cell aparecem para lutar contra Gohan, Goku e Vegeta.

    A entrada custou 700 ienes e a loja do museu tinha uma infinidade de produtos relacionados à exposição. O destaque fica para as reproduções das ilustrações emolduradas e as coleções de ilustrações em formato cartão postal que vem em envelopes. Eu recomendo a exposição para qualquer fã do Toriyama visitando o Japão e para qualquer um que esteja interessado em como fazer um mangá (tinha um monte de aspirantes a mangaká olhando muito atentamente as gravuras, tentando imaginar como é que elas foram feitas).”


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    Dr. Slump (1980)

    Vou trazer algo diferente dessa vez. Ao invés de uma entrevista com o mangaká, resolvi trazer uma Mesa Redonda com seus Editores. Um papo muito bom que vale dar uma conferida!

    Mesa Redonda Entre as Gerações de Editores – Round 1

    Dragon Ball, que durou 10 anos e 6 meses, se tornou uma longa série de mangá que supera até os padrões da Weekly Shounen Jump. Nas sombras, estão os 3 editores que deram suporte à Akira Toriyama!

    - Os editores do passado contam os segredos dos desenhos de Akira Toriyama!! -

    Takeda: Sou Takeda, o atual editor. Como sou o mais recente dos editores, vou liderar. Primeiramente, há algumas coisas que gostaria de perguntar ao diretor original, Torishima-san, que pegou o manuscrito de sensei Toriyama: “Eu enviei isso porque queria o dinheiro do prêmio”. Tenho certeza que há algumas coisas que ele poderá revelar.

    Torishima: Dizer que eu peguei ele é meio (risos)… O primeiro manuscrito que Toriyama-kun me enviou foi uma paródia de Star Wars (*1). Paródias não podem ganhar nenhum prêmios em dinheiro. Não são originais e são difíceis publicar. Só que, as letras desenhadas me causaram uma impressão incomum. Onomatopéias, normalmente são desenhadas em katakana, mas ele as fez o lettering (*2) usando o alfabeto. Achei isso bem inovador e bem legal. Então entrei em contato com ele.

    Takeda: Ou seja, Toriyama-san virou um autor reconhecido mundialmente por causa da forma com que ele desenhava as letras das onomatopéias, um pequeno detalhe dentro dos componentes de um mangá.

    Torishima: A grande peculiaridade de Toriyama-kun é que ele nunca estudou mangas lendo eles. Ao invés disso, estudou desenhos básicos como designer. Só depois disso ele tentou fazer mangá. Essa é a grande peculiaridade dele.

    Takeda: E assim, Arale-chan e Dragon Ball começaram. E, na seqüência, Kondou-san se tornou o editor na época em que a saga dos Saiyajin começa. Nessa época, Dragon Ball estava com a popularidade explodindo. Em determinado momento, na enquete que a Jump faz com 1000 votos, no seu auge, acho que Dragon Ball chegou a ter cerca de 700 votos.

    Kondou: Não. Foram 815 votos. Na saga Freeza.

    Takeda: É uma popularidade impressionante. Mas como eram feitos os desenhos nessa época?

    - Conseguiu 815 votos de 1000 possíveis numa enquete! -
    - No seu auge, os traços de Dragon Ball começaram a mudar. -

    Kondou: Foi quando começou a mudar um pouco algumas características. No começo da série, a história era cômica. Então os traços eram arredondadas. Então, no Tenkaichi Budoukai, o traço era alterado para um estilo de lutas. E assim, as lutas foram aumentando. Mas quando isso aconteceu, traços arredondados não eram convenientes pra expressar velocidade e intensidade. Então, ele percebeu que, no meio do mangá, os traços passaram a ficar mais quadrados e agudos. Quando isso aconteceu, eu disse à Toriyama-san “Os traços não estão muito duros?”, e ele respondeu “Não. Se eu não fizer assim não dá para passar a sensação de velocidade.”

    Takeda: Entendo. Falando em traços, quando eu costumava perguntar à sensei Toriyama o por quê dos cenários serem em locais isolados, ele falava que era muito trabalhoso desenhar cidades. Quando perguntava o por quê dos cabelos ficarem brancos quando se transformam em Super Saiyajin, ele respondia que fazer o BETA-NURI (*3) era muito trabalhoso (risos). Será que esse era realmente o único motivo?

    Torishima: Era o único motivo mesmo (risos). Com os cenários de Dr. Slump, ele só fazia montanhas arredondadas e algumas árvores. Quando eu perguntava o por quê disso, ele respondia que aquela era a forma mais fácil.

    Kondou: Mas só de bater o olho, é bem fácil de entender. Com os cabelos ficando brancos ao se transformar em Super Saiyajin, qualquer um pode perceber que houve uma mudança. Com Kamesennin, ele tem um kanji de KAME nas costas. Muito fácil de entender.

    Torishima: Como ele veio da área de design, ele têm um ótimo senso nisso. Ele é incrivelmente bom em balancear o equilíbrio entre preto e branco. Ele disse que como vivia no interior, não tinha dinheiro para comprar um Screen Tone (*4). Como ele não usava o Tone, preto e branco viraram suas bases. Por isso ele é tão bom na hora de preencher os espaços com preto ou deixar em branco. Até existe a preguiça de desenhar cenários mais complexos. Mas mais do que isso, ele tem a capacidade de design e organização para fazer o necessário numa cena sem a necessidade de algo mais complexo.

    Takeda: Mudando um pouco de assunto. Quando perguntei quais ilustrações coloridas ele gostava nesses 10 anos de Dragon Ball, ele respondeu que somente uma o agradou. Era esse desenho.

    Torishima: Goku e Gohan montando uma moto com pernas (Ver página 88) (*5).

    Takeda: Isso. Ele disse que o equilíbrio estava bom, a composição estava boa e somente esse o deixou satisfeito. Realmente é muito bom. Mas, particularmente, não acho que seja essa perfeição toda. O que vocês acham?

    Kondou: Acho que concordo em uma parte e discordo em outra. A parte que concordo é que é extremamente difícil equilibrar uma figura que apresenta somente um instante. Sinto que foi hábil suficiente para balancear de forma satisfatória. Mas em termos de cores, não é algo que passa uma impressão viva. Bem diferente das cores que ele usava no começo.

    Torishima: É a mesma coisa de quando falei dos traços agora à pouco. Ele também muda a forma de colorir, não é? Quando ele se cansa de uma técnica, ele olha adiante, para de usar esse estilo e muda para algo diferente. E ele continua usando esse estilo até sentir necessidade de mudar de novo.

    Takeda: Você viu mudanças de cores entre as épocas dos primeiro e segundo editores?

    Kondou: Dr. Slump foi bem extravagante. Do cenário aos personagens, todos eram cheio de cores. Mas em Dragon Ball, o cenário era mais esparso e havia muitos tons de cinza e marrom claro. O mesmo valia para o que Goku e os outros vestiam. Fazendo isso, era inevitável que ficasse próximo ao monocromático.

    Torishima: No começo de Dr. Slump, ele usava marcadores para pintar os desenhos. No meio, ele passou a usar tinta colorida. Quando eu disse, “Agora você parece um mangaka profissional”, ele respondeu, “Agora moro junto com minha esposa. Me casei.” (risos).

    Takeda: É porque a esposa dele também é mangaka. Falando nisso, é verdade que Kondou-san fez o Sensei refazer o preenchimento de cores das ilustrações?

    Kondou: A ilustração da capa??

    Takeda: Isso.

    Kondou: Você entendeu errado. Eu o fiz redesenhar a ilustração (risos). Para a capa da primeira coleção de ilustrações de Toriyama-san, imaginei que a imagem de um dragão seria boa e pedi para que ele fizesse isso. Sabendo disso, Toriyama-san desenhou um dragão no estilo King Ghidorah (*6), uma coisa inteira numa única folha de papel. Mas conclui que isso seria fraco para uma capa. Parece que isso foi um choque para ele (risos).

    - A técnica de colorização mudou após o casamento. -
    - Qual foi a única vez que o desenho teve que ser refeito em 10 anos? -

    Takeda: Então, eu virei o editor pouco depois da aparição de Cell.

    Torishima: Você sabe quem é o editor responsável pelos vilões. Após algum tempo, o editor aparece como um vilão (risos).

    Kondou: Acho que Torishima-san e Takeda-kun realmente provam isso. (risos).

    Takeda: Kondou fala que ele é Trunks, mas acho que isso é impossível. Kondou-san é Freeza. Afinal, você fez ele redesenhar aquela figura (risos).

    *1 – Mysterious Rain Jack.
    *2 – Onomatopéias escritas em um desenho.
    *3 – Ato de preencher os espaços brancos do desenho com tinta.
    *4 – Texturas muito usadas em quadrinhos preto e branco.
    *5 – Página referente do Daizenshuu 1.
    *6 – Personagem ficticio dos Estudos Toho da série Godzilla e, (em derivadas formas) na Trilogía de Mothra.


    Mesa Redonda Entre as Gerações de Editores – Round 2

    Os quatro magníficos. Akira Toriyama e seus três editores, Fuyuto Takeda (terceiro editor), Yuu Kondou (segundo editor) e Kazuhiko Torishima (primeiro editor). Depois de 10 anos de Dragon Ball, agora podemos trazer você para “detrás das cenas”. Esta é uma discussão aberta com alguns dos maiores responsáveis por Dragon Ball. É a segunda na série. Por coincidência, Sr. Toriyama estava em Tóquio, então ele entrou na discussão. Sr. Takeda é o líder da discussão.

    Takeda: Depois de muito tempo de Dragon Ball, acho que Akira Toriyama gostaria de falar o que estava por trás das cenas, mas primeiro, eu gostaria de falar com o Sr. Torishima. Dragon Ball foi popular “logo de primeira”?

    Torishima: Bem, nós estávamos pensando no que fazer depois de Dr. Slump. Nós pensamos, “O que fazer depois?”. Eu perguntei para o Sr. Toriyama sobre escrever uma história curta para a Weekly Jump e a Fresh Jump.

    Toriyama: Eu escrevi várias histórias curtas. Então Sr. Torishima e eu conversamos muito. Torishima disse que a reação do leitor para elas não seria boa. Nós planejamos isso cuidadosamente em encontros, mas… (sorrisos)

    Torishima: Nós não falamos seriamente sobre Dragon Ball logo depois de Dr. Slump, mas a reação do leitor foi realmente muito boa.

    Toriyama: É, eu tive um bom pressentimento sobre as reações positivas, então pensei: Isso pode ser realmente bom. Eu pensei se deveria fazer do garoto o herói.

    Takeda: Então começamos a continuar a história. No começo, por quanto tempo você pensou que levaria para fazer cada saga?

    Toriyama: No começo, eu não pensava nisso. Eu fui começar a pensar só no último ano, então fiz três sagas.

    Torishima: Certo, certo. Autores geralmente preparam mais rascunhos.

    Kondou: Geralmente autores fazem alguns rascunhos e um rascunho final. Mas no caso de Toriyama, ele pulou os rascunhos mais simples e fez só o final. Então eu não sabia se eu deveria corrigi-los ou não, mas Toriyama é um gênio das revisões, então se ele pessoalmente corrigisse um rascunho mais simples, então a impressão inteira muda drasticamente.

    Toriyama: Não, não, não. É que eu sou muito preguiçoso pra perder energia trabalhando em correções, então eu faço do meu jeito. (sorrindo)

    Torishima: o mais difícil momento foi quando nos contaram que Son Goku deveria crescer. Toriyama disse que nós não poderíamos continuar se ele crescesse (sorrindo). Então nós tivemos que falar para o chefe que ele precisava crescer (para também fazer Toriyama crescer).

    Takeda: É, negociamos com os executivos.

    Torishima: Porque isso é contra a teoria dos mangás. A coisa básica é a atenção maior dada ao personagem principal ou herói. Então nós ficamos emocionados no dia em que a edição que Goku crescia, foi para as vendas. Nós viemos ao escritório cedo, antes das 8 da manhã para escutar as queixas dos leitores. Mas eles aceitaram naturalmente.

    Takeda: O primeiro estágio de Son Goku ser aceitado foi porque ele era “bonitinho”, e quando ele cresceu, ele se tornou ‘mais legal’.

    Torishima: E quando Goku cresceu, foi quando a era Takeda acabou. Então durante a era Kondo, Vegeta apareceu e então o número de fãs do sexo feminino cresceu.

    Kondou: Mas antes das mulheres comprarem a Jump, elas liam o tipo de mangá Shoujou. Depois que eu fui encarregada nós fomos na direção de historias de lutas. Então nós precisaríamos escalar história geral, história das lutas e a história de fundo. Então nós tínhamos 3 coisas para pensar.

    Takeda: Nesse tempo, Toriyama queria popularizar a serie fazendo sua historia realizada.

    Toriyama: É, nesse tempo, eu adorava falar sobre a história, tanto como desenhar. Indo por sagas, eu pensava em cada parte, uma vez por mês. Eu continuava cavando o mesmo buraco. A parte mais difícil foi quando Trunks apareceu. Por mais que eu desenhasse e escrevesse, menos fazia sentido. Foram tempos difíceis.

    Torishima: É, ninguém tinha esse tipo de paciência, exceto Kondo. Eu não tinha essa paciência.

    Toriyama: Você não estava na gerência naquele tempo, mas você me chamou na minha casa e disse: “Sr Toriyama, depois de esperar pelos inimigos, estes se revelam ser apenas um velho e um gordo (risadas)”. A verdade é, nós tínhamos planejado usar apenas o 19 e o 20. Nós tivemos outra escolha, então mandamos 17 e 18. E você diz: “Estou desapontado, eles são apenas crianças”. Então eu mandei Cell.

    Takeda: Isso significa que você não planejava mandar Cell?

    Toriyama: Isso mesmo. Eu gostei do 19 e do 20. Depois eu acabei gostando da primeira forma de Cell.

    Takeda: Aquele inseto? Você gostou daquele inseto?

    Toriyama: Então Kondou disse: “Ele parece ok, mas claro que ele pode mudar”. Então decidimos transformá-lo para uma segunda forma.

    Kondou: Sério? Eu não lembro disso.

    Toriyama: Depois disso, Kondou estava terrível. Ele disse: “Agora, Cell parece burro. Por que não fazê-lo perfeito?”

    Kondou: Bem, ele parecia… realmente burro! (risos)

    Toriyama: Na segunda fase, eu gostei disso, então eu queria que ele tivesse mais tempo de aparição, mas nós não tivemos escolhas: teríamos que transformá-lo. Então fizemos o Perfect Cell, que o Kondou gostou.


    Mangrafia


    • Awawa World (1977, nunca publicado comercialmente, entretanto fora compilado nas edições 5 e 6 dos boletins BIRD LAND PRESS, destinados ao fã clube oficial Toriyama Akira Hozonkai - 鳥山明保存会).
    • Mysterius Rain Jack (1978, nunca publicado comercialmente, entretanto fora compilado nas edições 3 e 4 dos boletins BIRD LAND PRESS, destinados ao fã clube oficial Toriyama Akira Hozonkai 鳥山明保存会).
    • Wonder Island (1978-1979, 2 revistas simples)
    • Today's Highlight Island (1979, 1 revista simples)
    • Tomato (1979, 1 revista simples)
    • Dr. Slump (1980-1985, 18 tankōbon, kanzenban)
    • Escape (1981, 1 revista simples)
    • Pola & Roid (1981, 1 revista simples)
    • Hetappi (1982, 1 tankōbon, lição de desenho) - Co-autor: Akira Sakuma
    • Pink (1982, 1 revista simples)
    • Mad Matic (1982, 1 revsta simples)
    • Chobit (1983, 2 revistas simples, Não confundir com Chobits, desenhada por Clamp)
    • Dragon Boy (1983, 2 revistas simples)
    • Tongpoo (1983, 1 revistas simples)
    • Toriyama Akira's Manga Theater Vol.1 (1983, 1 tankōbon)
    • Dragon Ball (1984-1995, 42 tankōbon, depois redistribuido em 34 kanzeban edições especiais)
    • Mr. Ho (1986, 1 revista simples)
    • Lady Red (1987, 3 revista simples, mangá com temática adulta)
    • Kennosuke (1987, 1 revista simples)
    • Sonchoh (1987, 1 revista simples)
    • Mamejiro (1988, 1 revista simples)
    • Toriyama Akira's Manga Theater Vol.2 (1988, 1 tankōbon)
    • Karamaru (1989, 1 revista simples)
    • Wolf (mangá) (1990, 1 revista simples)
    • Cashman Saving Soldier (1991, 3 revistas simples - 1998, 1 tankōbon)
    • Dub & Peter 1 (1992, 4 revistas simples)
    • Go! Go! Ackman (1993, 11 revistas simples)
    • New Dr. Slump (1994, 3 tankōbon finos, nada relacionados com o anime de 1998)
    • Chotto Kaettekita DR Slump (terceiro mangá)
    • Tokimecha (1996, 1 revista simples)
    • Alien X-Peke (1997, 1 revista simples)
    • Bubul (1997, 1 revista simples)
    • Toriyama Akira's Manga Theater Vol.3 (1997, 1 tankōbon)
    • Cashman Saving Soldier/New Cashman Saving Soldier (1998, 1 tankōbon)
    • Cowa! (1998, 1 tankōbon)
    • Tahi Mahi (1998, 1 tankōbon)
    • Kajika (1999, 1 tankōbon)
    • Sand Land (2000, 1 tankōbon)
    • Neko Majin (2000-2005, 5 revistas simples, 1 tankōbon/kanzenban)
    • Kochikame (2006, 1 revista simples, omake)
    • Cross Epoch (2006, 1 revista simples)
    • Dr. Mashirito Abale-chan (2007)
    • Sachie-Chan Guu! (2008, 1 revista simples) (em parceria com Masakazu Katsura)
    • Biosphere 2030 (2009)
    • Dragon Ball Kai (5 de abril de 2009) (uma nova versão editada por Akira Toriyama para comemorar os 20 anos de Dragon Ball Z)
    • Jiya (2010) (em parceria com Masakazu Katsura)
    • Kintoki (15 de Novembro de 2010, One-shot lançado na Weekly jump)


    Character design de jogos eletrônicos


    • Os jogos da série Dragon Quest
    • Dragon Quest Monsters
    • Chrono Trigger
    • Tobal
    • Blue Dragon


    Fontes: Wikipedia; Kamisama; Youtube; Mundo DBZ
     

    Arquivos Anexados:

    Última edição por um moderador: 6 Out 2013
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  2. Elring

    Elring Depending on what you said, I might kick your ass!

    Tá de parabéns mais uma vez, Turgon! Ótima mangrafia do Toriyama e gostei da mesa redonda com os editores do grande mangaká! Chrono Trigger forever!!!
     
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