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Acto causa mortis: Bos linnaeus - Um conto bovino

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por lavoura, 20 Set 2012.

  1. lavoura

    lavoura Usuário

    Boa tarde galera.
    Já tem um bom tempo que tenho vontade de "escrever". Já tentei por diversas vezes, mas sempre começava, revisava o escrito e mudava tudo. Então não conseguia terminar nada. Escrevi esse texto semana passada. Foi em "uma tacada só". Não revisei nada, nem iria postar,mas estou postando para receber dicas de escrita e críticas. Espero que sejam sinceras, se quiser soltar o verbo pode ficar a vontade.
    Não tem nem título ainda. Só coloquei o título assim para chamar atenção.

    Segue:





    Era um bar, daqueles onde o pote de ovos em conserva tem a mesma água desde a inauguração. Os ovos cozidos que ali mergulham, sofrem praticamente uma transmutação, a gema depois de uma fissão núcleovular, funde-se com a clara cozida em um estranho estado físico da matéria entre o sólido e o líquido. Fenômeno que colocaria físicos e alquimistas em comum acordo quanto a teoria da transmutação de elementos. Este bar ,era também famoso pelos torresmos crocantes e peludos,os torresmos eram tão cabeludos que era possível leva-los a boca só segurando nos capilares de sua crosta. Os torresmos, pelo menos, eram consumidos, já os ovos eram meramente enfeites, aqueles ovos deviam ser tão hepatotóxico, que caso alguém sobrevivesse após a ingestão e digestão necessitaria de um transplante de fígado urgentemente.
    Mas os ovos e torresmos não importam para o desfecho da história. O fato é que neste bar,dois amigos conversam, enquanto petiscam, sobre um curioso assunto, descrito nesse simplório dialogo:
    -Cara você viu, assassinaram aquele coitado com uma vaca!

    -O que!? Com uma vaca? Você quer dizer faca, né?

    -Não cara!Com uma vaca mesmo, ele foi apunhalado pelas costas.

    -Você não tinha resolvido esse seu problema de dislexia?Tem certeza que não quer dizer faca?

    - Não, eu resolvi sim, só troco as palavras quando estou nervoso. É uma vaca mesmo. Assassinado por uma vaca, inacreditável isso.

    - Pois é, mas como foi isso? A vaca atirou nele?

    - Para, rapaz isso é sério, segundo os boatos enquanto ele estava caminhando lá na estrada vicinal alguém chegou por trás e apunhalou ele com a vaca.

    -Puta que pariu! Eu estava quase acreditando que a “vaca” era de fato um bovino. To falando, você precisa melhorar essa tua dislexia, ta confundindo o éfe com o vê, o vê com o éfe! Qualquer dia se vai dizer umas besteiras para alguém. Imagina?

    - Mas é vaca mesmo, vaca boi, gado, bicho ruminante que masca o dia todo e tem quatro estômagos, por isso que eu falei é inacreditável, beira o absurdo não?

    -Aqui no bar mesmo, vai querer dizer para fazer um “fiadinho” e vai dizer, faz um viadinho!

    -Eu não troco mais as palavras, só quando to nervoso! É só você parar de fazer isso, que eu não vou ficar nervoso! É uma vaca, essas que tem várias tetas.

    -Certo! Relevemos a brincadeira, não quero deixá-lo nervoso. Você disse que ele foi apunhalado por uma vaca, então não foi a vaca a assassina do crime e sim quem empunhava a vaca, correto?

    -Não a assassina foi a vaca. Foi ela quem de fato feriu e matou o dito cujo.

    -Mas se tomarmos essa idéia como correta, dificilmente um ser humano matará outro. Porque segundo sua lógica se um meliante A atira na vitima B, quem é o assassino da história é o projétil do revolver! E não o meliante.

    -Não, não concordo. Segundo meus conceitos a vaca é a assasina por ser um ser vivo,no caso da tua suposição a bala é um ser inanimado, então o responsável pelo assassinato do pobre sujeito é a vaca!

    -Mas por sua lógica, se eu te empurrar de um prédio e você cair em cima de um terceiro. A culpa será exclusivamente sua.

    -Exatamente, pois enquanto eu desabava prédio abaixo, poderia tentar desviar e atingir o chão ou me agarrar em algo.

    -Tua lógica é horrível! Além de disléxico tem um pensamento totalmente desconexo, ilógico aos padrões! Mas já que não me surpreendi de alguém empunhar uma vaca. Então prossigamos.

    - Certo, vamos prosseguir.

    -Bom considerando o absurdo da vaca ser assassina. Eu tomo para mim a defesa da vaca. Você já parou para pensar que ela é um ser irracional, que enquanto estava sendo estocada, nem passou pela cabeça dela que ela poderia desfiar do alvo?

    -Cara eu usei apunhalar como figura de linguagem, ninguém sabe como aconteceu realmente. Estamos supondo.

    - Então, se ninguém sabe como acusam a vaca de assassina?

    - Ela foi encontrada com mancha de sangue nas extremidades e o sujeito com uma perfuração na altura das omoplatas.

    -Extremidades? Então é uma faca né? Só para saber que você não ta trocando as bolas, fala para mim, vacafacavacafacavacafaca.

    -Não vou falar isso.

    - Não estou dizendo. Desde o princípio foi tudo um equivoco! Você deve ter lido errado, ao invés de faca leu vaca. E a gente aqui, perdendo tempo divagando sobre uma vaca assassina.

    - Vacavacavacavacavacavaca! Ta feliz agora ? Viu to falando certo.

    -Realmente, você não trocou letra alguma.

    -Tá vendo.

    - A Vara fodeu a vaca do visconde feio, quando a fada viu a foca fofocar falácias.

    -Que? Que se ta falando?

    -Repete

    -Não vou repetir isso, eu nem lembro o que você disse.

    - A Vara...vamos, eu te conheço, se tem ótima memória.

    - A vara vodeu a vaca do visconde veio, quando a vada viu a voca vovocar.


    - Nem discuto mais! Você confundiu tudo! O sujeito morreu de facada e não de vacada como você queria que eu acreditasse.Não é culpa sua, você só leu errado! Vacada!!

    -Você ta me deixando nervoso! Eu li certo é vaca mesmo, não vaca de cortar!

    - Então fala faca.

    -Não.

    -Não oque?

    -Não vou “valar” nada.

    -Tá vendo, fala faca afiada.

    -Você me enche o saco, nem sei porque sou teu amigo. Vaca aviada, Ffaffav Vaca afviada. Seu vilho duma égua!

    Depois da estática do ar se dissipar e alguns instantes de silêncio eles tornam a prosear:

    -Deixa disso, estava só pegando no seu pé, Vamos pedir uma porção de Vritas pra acompanhar a cerveja?

    -Porção de que ? Você está tirando uma com minha cada de novo ?

    -To sim, mas peça “ai”,mais uma cerveja e uma porção de fritas.

    -Ok. O garçom vê aqui pra gente mais uma gelada e uma porção de Vritas!
     
  2. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    p 1 texto inicial tá bom d+.

    q a leitura começou mto travada, com palavras complexas deixando a leitura lenta. teu raciocínio tb começou 1 tto confuso. mas do meio p fim, qdo vc realmente entrou no espírito do texto (q me pareceu d humor a partir daí) vc se soltou e melhorou.

    e 1 detalhe q me trouxe a interrogação: no começo vc dá a entender q o cara ouviu boatos sobre o fato ocorrido, então ele ñ poderia ter 'lido' errado. isso tb me atrapalhou, já q só depois q o amigo começou a zoação q é mencionada a leitura. talvez na sua mente como próprio escritor do texto vc pensou na leitura o tempo todo, mas se vc ñ der essa dica logo d cara no texto o leitor vai ser conduzido conforme as pistas aparecem. a pista q me conduziu foi 'segundo boatos'.

    mas continue escrevendo, ñ pare nesse daí ñ, vc tem potencial, textos d humor são os + complicadinhos e vc já encarou 1 logo d início.
     
  3. Lynoka

    Lynoka Like a lady, ya!

    Cs acreditam que na minha cidade tem um monte de bares com ovos e torresmos iguaizinhos ao do texto?? (eca) :rofl:
    Quanto ao texto, não sei se consigo opinar, pq na minha opinião ficou bom. Bom mesmo e engraçado...
     
  4. lavoura

    lavoura Usuário

    Pois é o começo eu sei que tá travado, mas como era só uma pequena introdução eu deixei assim mesmo. Mas realmente tá truncado. E no começo eu realmente estava perdido. Não consigo bolar o conto todo na cabeça, vou escrevendo e adaptando conforme coloco no papel(Notebook). Então tinha pensado inicialmente em só colocar como se fosse uma peça de teatro e já começar nos dialógos, mas uma palavra leva a outra e hora que vê, já tem um texto enorme só de embromation.

    Realmente, foi deslize meu, começar com o boato e seguir com a escrita. Vou revisar futuramente o texto, para acertar essas coisinhas e uns detalhes. E é quase certeza que vou mudar um monte de coisas ;|

    Agora entendo Flaubert e sua obssesão com as palavras.

    Valeu pelas dicas JLM. Eu vi teu site do duelodeescritores , achei muito boa a ideia, vou arrumar um tempinho e ver se consigo participar.

    Obrigado por comentar ;D
    E eu gosto dos torresmos assim, pois dá para comer sem sujar as mãos!
    Mas os ovos não tenho coragem de encarar não.
     

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