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A mulher de 30 anos (Balzac)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Artanis Léralondë, 4 Fev 2009.

  1. Artanis Léralondë

    Artanis Léralondë Ano de vestibular dA

    Eu terminei de ler o livro "A mulher de 30 anos", e o que mais me marcou foi como Balzac conhece o espírito feminino. Ele mostrou a infelicidade de uma mulher no casamento, com um homem quem não amava sinceramente e suas indagações e angústia de uma traição no casamento.

    Também como uma mulher pode se mostrar bem diante de uma sociedade e, ao mesmo tempo, estar toda corroída por dentro.Balzac também descreve com perfeição os cenários, os personagens e seus sentimentos.
    É um livro para ler quando estiver afim e num lugar sossegado, não é um livro a ser lido por obrigatoriedade, se não vai perder toda a magia da obra.

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    "A mulher de 30 anos"
    [size=x-small]Balzac[/size]


    A mulher de trinta anos é talvez o título mais conhecido de Honoré de Balzac. Foi este romance que originou o termo "balzaquiana" para designar mulheres mais maduras. Neste livro o autor penetra de maneira ampla e generosa na alma feminina, a ponto de merecer de sua amiga Zulma Carraud as seguintes linhas: "Você tem uma inteligência do coração das mulheres que nunca foi dada a nenhum outro homem... nunca um homem conseguiu entrar mais fundo na existência delas...". Balzac, em A mulher de trinta anos, foi um precursor do feminismo, ao mostrar Julie, a infeliz heroína, às voltas com problemas fundamentais da vida amorosa e sentimental das mulheres e com o fracasso do casamento.

    Conforme apontaram os críticos Gabriel Hanotaux e Georges Vicaire, "Balzac prestou às mulheres um serviço imenso, que elas nunca lhe poderão agradecer suficientemente, pois duplicou para elas a idade do amor... Curou o amor do preconceito da mocidade".


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    Esse foi a capa do livro que eu li :lily:

    Balzaquianas....

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    Crônica:

    O que mais as espanta é que, de repente, elas percebem que já são balzaquianas. Mas poucas balzacas leram A Mulher de Trinta, de Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos. Olhe o que ele diz:
    'Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer'.


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    Texto Bacana, mostra o que é ser mulher independente da idade, e viva as mulheres balzaquianas de 30-40-50-60-70-80-90-100... =]

    Elas são mais maduras, sensuais, menos tímidas, mais realistas e, principalmente, vividas. As balzaquianas, como ficaram conhecidas as mulheres de 30 anos, já suportaram muitos preconceitos pelo estigma que essa palavra trazia. Com tom pejorativo, muitas vezes eram rotuladas como "balzaquianas encalhadas", já que, antigamente, para se viver um romance era preciso ter no máximo uns 20 e poucos anos. O escritor francês Honoré Balzac, que viveu no início do século XIX, foi o primeiro a falar da incompatibilidade de casais e trazer à tona a discussão sobre a idade feminina. Foi ele quem considerou as de 30, mulheres no ápice da sua vida sexual, que conhecem como ninguém a arte de seduzir e encantar, e têm muitas histórias para contar.

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    Esse é um livro que faz a cabeça explodir =D
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    Enquanto a marquesa vivia seguindo as normas da sociedade da época,e não tinha coragem de ir atrás de sua felicidade a sua filha foi o oposto da mãe a qual se entregou ao amor de um desconhecido....
    isso eu achei demais, ela não quis saber, mandou os costumes e tudo o mais para :calado: e foi com o homem escolhido viver a sua vida..daí, em meio a uma briga de navios, o seu pai encontra ela e o seu homem que era o capitão do navio que estava atacando o seu navio e poupa a sua vida. Essas reviravoltas que Balzac faz no livro são bem legais, depois tem ainda o encontro dessa mesma filha Helena num hotel que sua mãe está hospedada, a sua filha perde o marido e tudo mais num naufrágio que houve, e está grávida e chega aos prantos nesse hotel que sua mãe está hospedada...coincidências do destino?

    " O mundo calunia até as mais virtuosas! Tal é o nosso destino visto sob as suas duas faces: uma prostituição pública e a vergonha, uma prostituição secreta e a desgraça...A beleza, as virtudes não constituem valores nesse bazar humano, e chamam a sociedade a esse antro de egoísmo."
    pag. 76


    "Em tal idade, uma alma ainda cheia de ilusões poéticas gosta de saborear a morte, quando se lhe afigura benéfica. Mas a morte sempre apresenta-se vistosa aos novos: para eles adianta-se e recua, ....Sua demora tira-lhe todo o encanto, e a incerteza do dia seguinte acaba por lançá-los de novo no mundo, onde encontrarão a dor, que mais implacável do que a morte, feri-los-á sem se fazer esperar. E esta mulher mulher que se recusava a viver iria sentir a amargura daquela demora no fundo de sua solidão, e fazer, em uma agonia moral que a morte ñ cessaria, uma terrível aprendizagem de egoísmo que devia desflorar-lhe o coração e amoldá-lo ao mundo".
    pag.64


    " O mal provoca então uma grande chaga. Grande é o sofrimento, e nenhum ser pode destruí-lo sem sofrer alguma poética mudança."
    pag.65



    Vou reler quando tiver 30 anos, 40 anos,50 anos....
    :lily:
     

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